História Down to Paradise City - Capítulo 11


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Categorias Guns N' Roses, Metallica
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Nikki Sixx, Sebastian Bach, Slash, Tommy Lee
Tags Axl Rose, Bandas, Drama, Duff, Guns N' Roses, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Metal, Metallica, Motley Crue, Nikki Sixx, Rock, Romance, Sebastian Bach, Slash, Steven
Exibições 109
Palavras 2.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi minhas lindas! Voltei!
Bem, esse é um capitulo bem curtinho, mas eu queria mostrar um pouquinho do passado da nossa Dakota, pois ele é uma peça fundamental pra entendê-la (ou pelo menos tentar ahuahauah)
Espero verdadeiramente que gostem!
E por favor comentem babes <3

OBS: eu fiz um trailer pra fic! Colocarei o link la embaixo <3

Capítulo 11 - Dakota


Fanfic / Fanfiction Down to Paradise City - Capítulo 11 - Dakota

Verão 1981, em uma cidade no interior de Dakota do Sul

“Seu cabelo é dourado como Harlow
Seus lábios uma doce surpresa
Suas mãos nunca estão frias
Ela tem os olhos de Bette Davis
Ela vai ligar sua música em você
Você não terá que pensar duas vezes
Ela é pura como a neve de Nova York
Ela tem os olhos de Bette Davis”

 

 

A garota de curtos cabelos loiros tingidos desde a raiz até as pontas (ela mesmo havia tido a audácia de roubar tinta da sua tia e tentar pintar o próprio cabelo escondida no banheiro) apoiava sua fina mão no vidro do caminhão, repleta de veias que antes saltavam de seu corpo devido a sua brancura, mas as férias a beira da praia haviam camuflado os rios e seus afluentes roxos de sua pele macia e sedosa. Seus olhos cor de mel fitavam as arvores verdes que captavam sua atenção por ser tão numerosa e tão...morta, um verde seco e sem graça, mas que no momento era o mais interessante a se fazer. Era incrível como a velocidade do caminhão distorcia por completo a visão do verde passando tão rápido por sua visão. Sua unha pintada por um leve brilho prateado batia incessantemente contra o vidro, fazendo um “tic” irritante que só ela parecia notar.

Tic, tic, tic.

A música que tocava ao fundo já havia sido repetida tantas vezes que parecia mais um disco arranhado e travado na mesma porcaria de música melosa que sua mãe tanto amava. Mais uma vez a mão cansada e ainda assim macia como pêssego de sua mãe foi até o rádio do caminhão. Apertou o botão.

E a maldita música recomeçou.

A pobre Violet, de apenas 15 anos pensou que a única solução para seu problema, a maldita música Bette Davis Eyes, era se jogar pela janela e torcer para que a velocidade fosse suficiente para estourar seus miolos no asfalto. Mas por mais que tivesse criado desgosto pela música, ainda sim gostava de ver o sorriso no rosto de sua mãe ao sibilar cara palavra proferida naquela canção com uma felicidade absurda. E ela precisava, sua mãe realmente precisava de um momento para se acalmar e ao menos se divertir um pouco.

O nome da mulher que lhe deu a luz era Diana, uma dona de casa que se esforçava com cada gota de seu suor para criar seu filho e suas duas filhas, Violet, Lisa e Trevor, seus três anjinhos que faziam de sua vida pura exaustão e lhe levava a um nível de irritabilidade que nunca pensou ser possível de alcançar. Diana gostava de fumar seu cigarro, um atrás do outro, como uma maldita maria fumaça a toda velocidade a caminho de um câncer no pulmão. Sua paciência era inexistente e sua vida banhada em um grande rancor por ter engravidado aos 15 anos de seu primogênito, no qual ela apelidou carinhosamente de “anticristo”, esse seria Trevor. Perdera toda a sua infância em decorrência de sua gravidez. Mas por estar sempre tão drogada ou bêbada, não pensava nas consequências de sexo sem camisinha, o que não era um problema para seu marido, Hugh, que adorava crianças, somente quando estavam boazinhas, por que em momentos de provação, como trocar uma frauda ou acalmar um bebê em prantos, ele era o primeiro a ir a um bar a beira da estrada.

Hugh era um homem bom, um caminhoneiro que quase não parava em casa, provia sua família financeiramente, mas lhe faltava a habilidade de transparecer seu amor por ela. Ele os amava, e muito, mas a sua necessidade pelo álcool, com sua boca sempre sedenta por mais, completamente viciada, o inibia de tentar ser um homem melhor. Mas mesmo com seus defeitos, Violet amava seu pai, um rockeiro que a ensinava tudo que conhecia, que só queria que sua filha fosse independente e feliz, por mais que não a falasse isso e por mais que agisse rude na maioria das vezes.

“malditos” Violet repetia mentalmente “maldita família louca, e eu ainda amo esses filhos da puta”.

Violet podia ser só uma menina de 15 anos, mas agia como se tivesse 20. Seu irmão tinha 17 anos, prestes a fazer 18, contando com a promessa que poderia sair de casa assim que completasse o número um e o número oito juntos. Tão perto, mas tão longe.

Lisa era a caçula. Tinha apenas 8 anos e parecia um anjo. A única que tinha puxado os cabelos loiros da mãe e os malditos olhos claros da vovó. Era uma criança de ouro, que toda mãe desejaria, o oposto de Violet.

“E ela vai provocar você
Ela vai te inquietar
Tudo de melhor, apenas para agradá-lo
Ela é precoce, e sabe exatamente
O que é preciso para fazer corar um profissional
Ela tem os suspiros indiferentes de Greta Garbo
Ela tem os olhos de Bette Davis”

Maldita canção Bette Davis Eyes.

-Olha, a sua parte, Violet – sua mãe implicou, caindo em uma grande gargalhada de deboche.

Violet apena revirou os olhos e fez sua mãe bufar.

-Você era um doce de criança, por isso lhe demos a merda do nome em homenagem a uma flor, como merdas você foi virar esse monstrinho do rancor? Por Deus – suspirou.

-Por Deus, Jesus Cristo amém – Violet disse a imitando com o dobre do deboche do que imperava na boca de sua mãe.

-NÃO BRINQUE COM PALAVRAS SAGRADAS – sua mãe depositou um tapa em sua boca, fazendo com que o sangue de Violet subisse e a sua vontade de arrancar os cabelos da mãe aumentasse.

Odiava quando sua mãe se banhava, mergulhava, afundava nessa maldita hipocrisia, falsa crente, somente para se mostrar aos outros como uma grande mãe de família, a melhor dona de lar, quando na verdade só passava as tardes fofocando no telefone e obrigando com que os filhos comessem sua comida de merda.

Violet então fechou seus olhos  com força, torcendo para que adormecesse durante o longo percurso até a casa de sua avó, outra hipócrita.

“Ela vai deixar você levá-la para casa
Ele aguça o apetite
Ela vai colocar você em seu trono
Ela tem os olhos de Bette Davis
Ela vai te dar um tombo
Te rolar como se você fosse dados
Até chegar no azul
Ela tem os olhos de Bette Davis”

Bateu a cabeça três vezes contra o vidro, na batida da maldita Bette Davis Eyes.

***

Primavera de 1982, na beira da estrada de uma cidade de Dakota do Sul

-CORRE PORRA – Trevor berrava tentando não tropeçar nas malas que carregava, sem contar o peso em suas costas que pendia para trás.

-PARABÉNS PRA VOCÊ – Violet berrava com um sorriso sincero e gigantesco no rosto, arrastando sua mala, com uma rodinha completamente destruída de correr e esbarrar em pedregulhos – NESSA DATA QUERIDA

-CALA A BOCA E CORRE VIOLET! – Seu irmão disse tropeçando em uma pedra, mas conseguiu evitar cair – ALI – apontou para um ponto de ônibus – ACELERA

-MUITAS FELICIDADES – a ainda loira tingida Violet dizia atravessando a rua até o ponto de ônibus, ouvindo o barulho das buzinas amedrontadas pela aparição repentina de uma garota no meio da estrada, o que só a fazia gargalhar mais alto – MUITOS ANOS DE VIDA

-TA BOM, EU JÁ ENTENDI QUE É MEU ANIVERSÁRIO

-DEZOITÃO IRMÃO, LIBERDADE

-POR QUE EU CONCORDEI EM TE TRAZER MESMO? – bufou, a felicidade exacerbada de sua irmã.

-POR QUE EU DISSE QUE IA TE DEDURAR SE NÃO ME LEVASSE – Provou, mostrando a língua ao se jogar no ponto de ônibus – ufa, que calor viu

Trevor somente a jogou um olhar amedrontador, e ela riu, amava o jeito irritado de seu irmão. Trevor acabou soltando um sorriso também, amava sua irmãzinha.

-Então – Violet disse ofegante, tomando um gole de agua – para onde vamos? Agora que fugimos de casa

-Você vai surtar quando eu te falar – Trevor colocou as mãos atrás da nuca – surtar

-ME CONTA

-Deixa de afobação – riu – você vai saber, quando o ônibus chegar com seu lindo letreiro apaixonante

Então ela esperou, ansiosa, e a cada ônibus que passava, perguntava se era aquele. Tantos estados, tantas cidades, inúmeras possibilidades para recomeçar sua vida do zero. Pensou que nunca fosse chegar o momento, que nunca obteria sua liberdade, mas seu irmão a presenteou, levando-a junto em sua fuga planejada, lhe dando um gostinho da sua tão desejada liberdade.

Não foram necessárias palavras, ela não precisou perguntar novamente se esse era o ônibus certo, por que ela sabia exatamente que esse era o escolhido. E com os olhos arregalados, fitou seu irmão, que abriu um grande sorriso ao notar o quão bem eles se conheciam.

O ônibus parou, soltando um grande vapor de CO2 e exalando seu calor insuportável, que acompanhado do sol forte e insistente, fez Violet suar. A porta se abriu com seu típico som e um motorista fitou os dois adolescentes, uma com dezesseis, o outro com dezoito. Abriu um leve sorriso de canto de boca. Estava acostumado com adolescentes assim, seguindo seus sonhos.

Vivendo.

-Destino, Los Angeles? – perguntou, coçando sua barba.

Trevor e Violet se entreolharam, sorriram, e fizeram que sim com a cabeça.

Era o início de uma nova jornada.

***

Inverno de 1984, Bar de Strip Seven Veil, Los Angeles, Califórnia.

Barracuda, da banda Heart tocava alto. Era possível sentir as vibrações das ondas sonoras atacando por todos os cantos. As mesas estavam cheias, as meninas rodopiavam em seus poles, jogando seus longos cabelos de um lado para outro, com roupas provocativas, ou sem roupa alguma. Seios saltitantes cativavam os frequentadores do local. Bebidas passeavam do barman, para a bandeja, para a garçonete, para o cliente e por fim, para a boca sedenta de álcool. Mulher com roupas curtas caminhavam por entre as diversas mesas rebolando com suas maquiagens fortes e provocantes, bocas pintadas por um vermelho profano, devidamente atrativo. Podia ver a polpa de suas bundas naquelas minissaias.

Isso não amedrontava a jovem Violet, isso a cativava, isso a deixava entretida e lhe dominava por completo.

Queria ter o poder da sedução.

Queria ser uma mulher, não uma garota.

Queria ser grandiosa. Queria ser a melhor. Não tinha nada, mas ao mesmo tempo queria tudo.

Ela estava no lugar perfeito.

“Então, este não é o fim - Eu vi você de novo - hoje
Eu tive que afastar meu coração
Você sorriu como o sol - beijos para todos
E contos - ele nunca falha!”

-Veio falar com Jim? – uma loira com roupa um pouco mais decente e provavelmente uns 30 anos nas costas disse enquanto mascava um chiclete de forma irritante.

-Jim? – Violet disse, enquanto a mulher fitava seu corpo e suas roupas. Uma bota negra até metade da cocha, uma saia preta e uma blusa escrito “Cherry bomb”.

-O dono

-Ah – suspirou – sim

A mulher não falou mais nada, só a guiou até uma porta no segundo andar do local. Abriu e empurrou a menina para dentro, que quase não manteve a postura, mas evitou a queda.

“Você está deitado na grama
Aposto que você vai me emboscar
Você me teria, teria, teria, teria de joelhos
Agora, não seria você, barracuda?
Oooh!”

-Boa Noite – Jim falou, fumando seu charuto – veio para a vaga disponível.

-Sim – Violet esticou a mão para o homem com diversos anéis nos dedos – Violet – manteve a pose que tentava ter, de poder.

Jim riu de leve, gostara da atitude confiante da garota.

-Jim – sacudiu sua mão – só pela sua aparência já está no topo da lista – disse não em formar de assedio, mas sim de maneira muito profissional – temos só alguns detalhes a conversar

-Claro – se sentou na cadeira a frente.

-Primeiramente, você vai precisar de um nome novo, te garanto que não vai querer esses homens te perseguindo – pegou vários papéis diferentes.

-Certo

-Alyssa e Angie vão te ajudar com isso – coçou a cabeça com a caneta – segundo, você vai querer o papel de garçonete ou vai querer ter seu próprio ato no palco?

-Ato – respondeu, confiante.

-Gosto da sua atitude garota – deu uma piscada – terceiro, é mais um aviso, você não precisa ficar necessariamente nua, mas tem que ficar pelo menos de calcinha e sutiã, provocantes

-Obviamente – Violet disse, surpreendendo Jim.

“Da onde essa garota veio?” Jim se perguntou.

-Quarto...

-Tenho uma única exigência – Violet o cortou.

-Exigência? – estranhou.

-Eu quero cantar

-Você o que?

-Eu quero cantar, quero ser a sua Cherie Currie – apontou para a camiseta escrita “Cherry Bomb” – eu quero ser emblemática como as The Runaways foram, eu quero ter o poder e a fama delas, quero chutar a cara desses merdas que acham que mulheres não podem tocar rock n roll, que mulheres não podem ser sexy e terem talentos – falou com tanta determinação que conquistou Jim e sua proposta já estava aceita, só faltava ele falar – não quero ser só mais uma Jim, quero ser a melhor, e se você me permitir, farei desse lugar ainda mais popular do que já é

-Fascinante, Violet, fascinante – fumou seu cachimbo – trato feito – esticou a mão e Violet retribuiu, selando o acordo.

Violet, uma maldita puta manipuladora.

Sempre conseguia o que queria.

-Agora vá falar com Angie e Alyssa, você tem muito o que fazer – e mais uma vez sugou a fumaça para dentro de sua boca – depois conversaremos mais

-Foi um prazer fazer negócios com o senhor – Violet se levantou.

-O prazer foi meu

***

-Prazer, sou Alyssa – uma garota de longos cabelos castanhos até a bunda e seios fartos e chamativos.

-E eu sou Angie – disse a loira – primeiramente

“que mania de primeiramente” Pensou Violet.

-Temos que te dar um novo nome – sorriu.

-Eu já tenho um novo nome

-Ah é? – Alyssa perguntou.

-Sim

-E qual é? – Angie indagou.

-Dakota 


Notas Finais


Eai babes, o que acharam? Um pouco do mistério do passado de Dakota revelado...
Esse é só um dos muitos caps que vão ter sobre o passado da Dakota, espero que tenham gostado!!!
link: https://www.youtube.com/watch?v=JzCo9Dp-4Zk


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