História Down to Paradise City - Capítulo 13


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Categorias Guns N' Roses, Metallica
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Nikki Sixx, Sebastian Bach, Slash, Tommy Lee
Tags Axl Rose, Bandas, Drama, Duff, Guns N' Roses, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Metal, Metallica, Motley Crue, Nikki Sixx, Rock, Romance, Sebastian Bach, Slash, Steven
Exibições 60
Palavras 2.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ei gente!! obrigada por todas as mensagens sobre minha faculdade <3 <3 VocÊs são fofas demais, obrigada pelo carinho mesmo

Espero muito que gostem desse capitulo!!! E por favor continuem comentando!!

Vejo vocês lá embaixo!

Capítulo 13 - Você me leva a Insanidade


Fanfic / Fanfiction Down to Paradise City - Capítulo 13 - Você me leva a Insanidade

 

Seus olhos pareciam estar possuídos por um demônio de tanta fúria, como se chamas ardessem por toda a sua pupila dilatada. Sua fala estava imersa em um deboche tamanho que parecia que eu estava vendo meu reflexo em um espelho. Seus músculos estavam rígidos, delineando-os, fazendo com que suas veias se sobressaíssem com seu roxo purpura, mais do que o usual. Sua mão agarrava de forma um tanto bruta a lata de cerveja que tomava (ótimo, alcoólatras no volante, parece que estou implorando para a morte me levar de uma vez) a ponto de amassar o alumínio.

-Posso perguntar que porra vocês estão fazendo no meio do nada sujo de terra? – Axl arqueou a sobrancelha, ainda com sua face rígida pela...raiva?

-Slash bateu o carro – joguei toda a culpa nele.

-QUE? – berrou em meu ouvido tão alto que senti uma pontada de dor – você que...

-Eu to pouco me fodendo, entra no carro – apontou para o Slash, que o seguiu como um cachorro, se jogando no banco do passageiro.

Imitei os passos de Slash, mas no momento em que puxei a maçaneta para abrir a porta, Axl a empurrou com força, fazendo um grande barulho que me assustou.

-Que porra? – soltei, começando a me irritar.

-Você não vem – respondeu, dando a volta até o outro lado do carro.

-COMO ASSIM EU NÃO VOU? VOU SIM PORRRA – abri a porta novamente, mas antes que eu pudesse entrar no carro, Axl acelerou com tudo, me fazendo engolir poeira e tossir com o nariz irritado.

Fui tomada por tamanha fúria, a ponto de jogar minha sanidade mental no lixo e totalmente descontrolada, sai correndo atrás do carro xingando Axl de todos os nomes possíveis e tacando tudo que encontrava no chão em direção ao carro.

-VÁ A MERDA SEU DESGRAÇADO – esbravejei dando o dedo do meio, até que parei de correr, pois já estava distante demais.

Eu berrava banhada em pura cólera, fodendo com minha garganta que já coçava de tão alto que eu o xingava.

Depois de um longo piti, mesmo não recuperada e ainda zangada, comecei a andar com passos descuidados e largados pelo acostamento, enquanto a rua estava completamente vazia e iluminada por um ou outro poste. Tentei me entreter com a minha sombra, pois não havia porra nenhuma para fazer, não haviam carros para pedir carona, eu não fazia a mínima ideia de onde estava, o que fazer, até que luzes fortes de farol feriram minha visão enquanto vinham em alta velocidade na minha direção, freando bruscamente na minha frente.

Eles haviam voltado.

Mas iam pagar um preço caro.

-Dakota, entra – Slash disse enquanto Axl revirava os olhos me trazendo um desgosto incontrolável – por favor, me desculpa

-VAI – falei pulando em cima do capo do carro e apoiando as mãos no para-brisa – A – soquei o vidro que rachou de leve – MERDA – berrei o mais alto que consegui e comecei a chutar o para-brisa com toda a minha força, torcendo para quebra-lo em mil pedacinhos – FILHOS DA PUTA, ESCROTOS, MORRAM

-VOCÊ É LOUCA – Axl disse saindo do carro furioso, batendo a porta em um chute forte e exagerado – DESCE DAI AGORA

-VAI TOMAR NO CU, FILHO DE UMA QUENGA – o respondi com um belo dedo do meio arqueado, enquanto continuava a chutar.

 

Pov Axl

 

Dakota talvez seja a pessoa mais insana que eu já conheci em toda a minha vida.

Eu deveria estar furioso, querendo espanca-la até a morte (um pensamento corriqueiro meu, por que ela me leva a loucura) por estar destruindo o meu carro desse jeito, mas admito, ela estava me entretendo muito, era quase prazeroso vê-la tão zangada sem um pingo de consciência ou sanidade mental no corpo, somente chutando e fodendo seu pé em um vidro mais resistente do que ela. E além disso, Slash berrava alto enquanto o pé de Dakota quase voava em sua cara.

O para-brisa estava encharcado de sangue a ponto de escorrerem gotas. O pé esquerdo de Dakota estava cheio de cortes e inundado em seu próprio sangue. Tenho certeza que ela não está sentindo dor, acho que a adrenalina já tomou conta de seu corpo e mente muito antes de subir no capo do carro e começar seu ataque a minha propriedade. Seus gritos eram quase ensurdecedores, como um grito de guerra viking, declaro a mim, obviamente.

Comecei a me preocupar quando ela começou a ficar ofegante e escorregar no seu próprio sangue.

-JÁ CHEGA – berrei, pulando em cima do capo e tentando agarra-la.

-NÃO ENCOSTA EM MIM – me empurrou, o que fez com que perdesse o equilíbrio, mas a agarrei antes que caísse.

-Já chega ok? – falei, sentindo suas pernas escorregadias entre as minhas abertas.

Seu peito inflava e deixava que o ar esvaziasse seus pulmões de maneira frenética, quase assustadora. Seus olhos mel pareciam petrificados, fúnebres, mas ainda com círculos de fogo de pura cólera, enquanto suas mãos se seguravam com força a minha camisa a ponto de conseguir sentir a ponta de sua unha roçar em minha pele. Minhas mãos seguravam sua cintura com força, por medo de que escorregasse novamente e eu não conseguisse pega-la. Por um momento apreciei sua pele macia presa aos meus dedos levemente sujos do sangue dela. Sua barriga estava a mostra, já que quando a segurei parte subiu, e pela primeira vez, realmente a observando tão de perto, notei inúmeras cicatrizes, pequenas, quase que imperceptíveis e me indaguei sobre suas origens, ficando um tanto curioso. Seu rosto estava tão próximo do meu que podia sentir sua respiração esquentar minha face. Eu podia ouvir o suspiro que escapava de sua boca devido a sua respiração tão descontrolada. O suor escorria de sua testa, somente uma gota descendo pela lateral de sua face com uma delicadeza impecável. Seus olhos eram hipnotizantes e não deixavam de usar toda a sua sedução natural para me fixar a eles, malditos olhos.

-Tudo bem – ela soltou, ainda com o olhar fixado no meu – pode me soltar agora – falou com uma serenidade absurda em comparação ao seu estado a menos de dois minutos atrás.

-Ah – respondi, ainda preso a hipnose de seu ser – claro – a soltei com delicadeza, enquanto ela se fixava novamente no capo.

Sua blusa desceu, novamente tapando seu corpo (somente a parte superior e a bunda, pois suas belas pernas ainda estavam lá, dispostas de forma tão elegante e desnuda). Dakota ajeitou mais uma vez a camiseta, como se fosse desamarrotar ou algo do tipo, provavelmente muito mais por uma mania do que com o real intuito de se deixar mais arrumada. Coçou a cabeça, fitou o vidro ensanguentado, me fitou, fitou o vidro e me fitou novamente.

-Você me deixa louca sabia? – bufou, fitando o estrago que fez.

-Relaxa, é reciproco – sorri sarcástico, ainda a observando.

Pulei do capo do carro e estiquei os braços para auxilia-la na descida, visto que ela realmente fodeu com suas mãos e seu pé. Dakota correspondeu com um suspiro de decepção, percebendo que realmente ia precisar da minha ajuda e se jogou em meus braços. A desci com cuidado sentindo seu corpo deslizar em meus dedos e isso tirou uma parcela da minha sanidade e do meu autocontrole.

-Agora que você saiu do seu modo de sobrevivência animal – respirei fundo – entra ai

-Você realmente acha que eu vou entrar nessa máquina mortífera depois de vocês me abandonarem no meio do nada? Sabia que eu podia ter sido estuprada? – falou e começou a andar mancando e gemendo, se afastando do carro.

-Para de cu doce Dakota – revirei os olhos, acompanhando seus passos.

-Vai me perseguir agora? – olhou para trás, mas continuou a caminhar.

-Só até você deixar de ser louca – respondi – se bem que isso é impossível.

-Agora eu tenho um stalker, que ótimo – debochou – se bem que sua personalidade tem tendências bem fodidas mesmo

-Fodidas?

-Stalker, autodestruitivo e com complexo de Deus

-Olha! Você se conhece tão bem! Bom saber que ainda sabe reconhecer suas próprias características

-Nossa, como você é comigo – revirou os olhos, deus, como eu estava torcendo para que ficassem presos para trás – ouch – gemeu de dor.

-Será que dá só para parar e entra na merda do carro? – fui rude, mas ela já estava me tirando do sério praticando um masoquismo teimoso.

-Deve ter resíduos de esperma e suor pós sexo nessa merda, então não, obrigada, não quero entrar no seu carro do pecado

Gargalhei tão alto, como não fazia há muito tempo.

“Carro do pecado”, por deus, como ela pensa nessas respostas?

-Já pode fazer Stand-Up Comedy, deve ganhar mais uns tostões além do que você ganha na esquina

-Ouch! Realmente ofendida agora – falou, fingindo-se de ofendida – pelo menos eu sou uma mulher, não tento parecer uma

-Você acabou de me chamar de travesti? – ri.

-Dos de baixa qualidade ainda por cima – respondeu – CACETE – berrou ao tropeçar no próprio pé e cair ao chão.

-Ok, já chega – falei, a pegando e a jogando sobre meu ombro.

-NÃO, ME SOLTA – resmungou se sacudindo e a joguei no banco traseiro do carro – ECA, SIFILIS – fechei a porta do carro e a ouvi gritar abafado “AIDS NÃO” e tive que segurar o riso.

Não estou entendendo o por que desse meu riso frouxo hoje.

Entrei no carro e dei partida enquanto ouvia Dakota falar um número impressionante de doenças venéreas.

-Me deixem no estúdio, tenho que gravar – cruzou os braços com um bico enorme.

-Você fodeu o pé, maluca, vamos ao hospital – respondi impressionado com a sua resistência em aceitar ajuda, mesmo fodida fisicamente.

-Mas

-Sem mas – Slash respondeu por mim.

***

Eu e Slash estávamos sentados na sala de espera do hospital há quase três horas enquanto Dakota era tratada. Slash estava adormecido com a cabeça pendendo para o lado e com certeza teria um torcicolo, já eu, não conseguia nem ao menos piscar os olhos direito, fitando a porta da sala de espera com o pé impaciente quicando no chão. Quando comecei a sentir meus olhos pesarem a ponto de se fecharem, ouvi a voz que me atormenta incessantemente.

-Vamos, vadias – Dakota disse – satisfeitos?

Suas duas mãos estavam enfaixadas e com pequenas manchas de sangue, parecia mais uma lutadora de boxe. A perna tinha alguns roxos e a esquerda estava enfaixada.

-Vamos lá, Rocky Balboa – caçoei e Slash não conseguiu conter o riso.

-Quebrou alguma coisa? – Slash perguntou.

-Não, mas torci o pé – falou baixo, envergonhada – e vou ter que usar isso, maravilha – levantou com sarcasmo as muletas – não faço nem ideia de como usar essa merda

-Vamos facilitar então? – respondi, pegando as muletas e tacando para Slash.

Levantei Dakota no colo, a carregando para fora do hospital.

-AXL, SEU LOUCO, QUE MERDA VOCÊ TA FAZENDO – Ela dizia enquanto gargalhava.

-Íamos virar pó antes de você conseguir chegar no carro com essas muletas, só nos poupei anos

-Agora podemos gasta-los com sexo, drogas e rock n roll – Slash brincou, entrando no carro.

E antes de dar partida, me perdi mais uma vez em seus olhos, mas dessa vez algo estava diferente, pois ela também fitava os meus, o que fez meu coração palpitar, como nunca antes.

Eu estou fodido.

Será que eu realmente estou me apaixonando por ela?

Será que eu já estou apaixonado pela Dakota?

 

Pov Dakota

 

Aqueles olhos, malditos, malditos olhos que insistem em me perseguir por onde quer que eu vá, que são um imã para os meus, a maldita perdição, a maçã do pecado, só que em um tom de azul tão belo. Queria me punir por me sentir bem ao vê-los pousando sobre mim e me observando detalhadamente, tantas vezes seguidas. O que me é incompreensível, pois Axl é insano e certamente me odeia, mas as vezes, consigo sentir o carinho em seu toque, o quão dócil é em momentos inesperados e suas ações, malditas e confusas ações que só me perturbam cada vez mais a mente.

E lá estavam eles, novamente me fitando, sabe deus por que, refletidos no retrovisor.

Desviei o olhar, antes que meu sentimento de desgosto por Axl fosse substituído por qualquer outro não pejorativo.

Chegamos em casa e Axl me carregou até o quarto e me colocou com delicadeza na cama, deitada, como a Bela adormecida.

-Se precisar de qualquer coisa, só berrar meu nome – comentou, caminhando até a porta.

-Axl – falei antes que fechasse a porta atrás de si – obrigada

-De nada – respondeu com um sorriso leve e fechou a porta atrás de si.

Me puni cobrindo o rosto ao sentir que um sorriso idiota se formava em meu rosto sem minha permissão. Soltei um urro baixo de frustração.

Decidi que a melhor opção seria me virar de lado e dormir, já eram quase quatro da manhã e eu precisava apagar esse dia da minha memória. Mas antes que eu pudesse ao menos fechar os olhos, ouvi o gemido da porta se abrindo e me virei rapidamente.

-Calma, não sou o Fred Krueger – brincou.

Era Axl.

-Ah – coloquei a mão sobre o peito – só levei um susto – sorri – em que posso ajudar, senhor Rose?

-Eu e você

-Nós o que? – respondi confusa.

-Vamos sair amanhã

-Sair?

-Sim

-Tipo, só eu e você?

-Como um encontro? – perguntei realmente sem entender nada.

-Esteja pronta de manhã, vamos passar o dia fora – comentou, ignorando por completo minha pergunta – Boa noite, Dakota

E antes que eu pudesse tentar entender, Axl fechou a porta atrás de si, me deixando sozinha e perdida em meus pensamentos, criando as mais loucas e hipotéticas histórias e razões para explicar o que acabou de acontecer.

-Boa noite, Axl – respondi para mim, confusa e completamente perdida com a cabeça fumegante e entupida de perguntas não respondidas.

Ele me leva a insanidade.


Notas Finais


Será que o Axl está apaixonado pela Dakota? E onde será que ele vai levá-la amanhã?

Deixem seu comentário <3


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