História Down to Paradise City - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses, Metallica
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Nikki Sixx, Sebastian Bach, Slash, Tommy Lee
Tags Axl Rose, Bandas, Drama, Duff, Guns N' Roses, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Metal, Metallica, Motley Crue, Nikki Sixx, Rock, Romance, Sebastian Bach, Slash, Steven
Exibições 65
Palavras 3.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capitulo meus amores <3 espero muitooo que gostem!
E por favor, comentem!!

Obs: eu e a @RocketQueen9 começamos uma nova história de Guns juntas! Nós nos conhecemos há muitos anos e ela é minha alma gêmea, então as histórias sempre fluem tão bem, é um prazer, amo você babe! Vou colocar o link lá embaixo!

Obs2: capa do capitulo feita mais uma vez pela deusa @LineSilva

Capítulo 14 - All we need is just a little patience


Fanfic / Fanfiction Down to Paradise City - Capítulo 14 - All we need is just a little patience

 

Admito que levei muito tempo até finalmente adormecer, pensando no que Axl queria comigo e onde me levaria, essa paranoia se apossou da minha mente de tal maneira que acabei ficando um pouco obcecada. Mas logo o cansaço bateu e o peso em minhas pálpebras ganhou a batalha entre a cabeça infestada por Axl e o sono.

Acordei ao sentir uma mão macia e calma acariciar meu rosto com uma delicadeza quase sufocante. Abri os olhos com calma, ainda com dificuldade em enxergar e com a cabeça latejando. Me deparei com o par de olhos que tanto me assombra e me encanta de tal maneira que me pego sem folego e esquecendo por completo qual a função de meus pulmões e como exercita-la. Fitar o verde de seus olhos é como adentrar o Jardim de Éden e deus, como é fácil se perder.

-Bom Dia – o ruivo disse com uma voz sutil – já são quase uma da tarde

-Mas já? – respondi, me espreguiçando – eu dormi tanto

-Deve ter sido os remédios – respondeu se levantando.

Axl caminhou até o meu armário e começou a mexer. Foi jogando minhas roupas para trás, fazendo uma chuva de vestidos e blusas enquanto ele assoviava alguma canção.

-Axl desculpa perguntar, mas – questionei, sentando na cama – que porra você ta fazendo?

-Escolhendo sua roupa pra hoje – respondeu, como se fosse a coisa mais normal do mundo – falando nisso, acho que você precisa fazer umas compras, você só tem roupa de puta

-Eu hein, tenho roupas normais sim – revirei os olhos.

-Aé? – respondeu, pegando meu espartilho da gaveta – era da época que você trabalhava em um bar de strip?

-Para – falei, me levantando e tentando caminhar em sua direção, mas meus pés ainda doíam e acabei caindo ao chão – merda!

-DAKOTA! – Axl gritou, correndo até mim e me pegando pela axila, me levantando.

-Eu não preciso de ajuda – respondi enquanto tentava me levantar, mas Axl não me deixou, me levantou no colo e me colocou de volta na cama, sentada – não preciso de babá, Rose

-Precisa sim – respondeu, voltando a olhar as roupas – e de um psiquiatra também, pra fazer uma avaliação da sua sanidade mental

-Eu preciso de um psiquiatra? – ri -  você que não tem estabilidade mental alguma

-Foi você que meteu o pé no vidro do meu carro e eu que sou o louco? – riu – além do mais, você ainda não perguntou, mas amanhã colocarei o carro no concerto

-Eu pediria desculpa mas eu realmente não me arrependo – sorri com sarcasmo.

-Ah, perfeito – respondeu, puxando do cabide um vestido bem de verão meu – coloca – tacou o vestido em mim.

-Por que?

-Nós vamos sair, esqueceu?

-Aquilo era real? Achei que você só estava zoando comigo ou algo do tipo

-Só coloca o vestido Dakota- revirou os olhos.

-Ta, ta – respondi – então sai

-Serio que você tem essa frescura? – mais uma revirada de olhos – tem que pagar pra ver, é isso?

-E você quer me ver nua, é isso?

Axl ficou sem resposta, somente me fitando, provavelmente procurando uma resposta, o que me causou um grande sorriso bobo. Então o ruivo saiu do quarto, fechando a porta.

Coloquei o vestido que Axl escolheu, me fitando no espelho feliz com a visão a minha frente. Pelo visto o ruivo realmente sabe escolher o que combina comigo. Passei um pouco de maquiagem, nada demais, coloquei meu óculos escuro e uma sandália aberta, já que meu pé ainda estava fodido. Deixei para trás todo o resto, optei por não levar uma bolsa, sacudi os cabelos e abri a porta, me deparando com a visão de um Axl apoiado contra a parede do corretor, fitando a porta com olho perdidos e calmos, o que é muito incomum, pois normalmente, Axl sempre é essa força ardente, como uma chama se embebedando da gasolina, com um olhar intenso e impactante, mas não dessa vez, estava calmo, como se as ondas turbulentas houvessem passado, deixando somente o par reto e inerte, com vista para o horizonte.

-Pronta? – perguntou em um tom tranquilo.

-Sim, mas onde vamos?

-Segredo – respondeu, se aproximando e colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha – nada mal – brincou, falando sobre a minha aparência – é bom te ver decente as vezes

-Eu sabia que ia vir uma ofença depois – ri.

-Vem cá – falou, me pegando mais uma vez no colo – eu consigo andar!

-Consegue mas é lerda demais – respondeu, descendo as escadas – e não quero que você cai escada abaixo e quebre alguma coisa

-Quebrar alguma coisa?

-Não sua, obvio, coisas minhas

-Ah sim, claro – falei – desculpe por hipoteticamente quebrar algo seu ao me foder rolando que nem uma bola pela escada a fora

-Desculpada – falou com um sorriso cativante.

Axl me colocou no carro e afivelou meu cinto, o que achei um gesto fofo, como se realmente se preocupasse comigo, singelo mas...

O vidro do carro ainda estava quebrado, mas não mais ensanguentado, porém não conseguia ver um palmo a minha frente devido as rachaduras, somente o lado de Axl tinha visão, e parcial. Axl deu partida e manteve o silencio por um longo tempo, enquanto eu observava a cidade se tornar menor e menor a medida em que subíamos uma grande e longa montanha. O único som que adentrava meu ouvido era os do cascalho batendo na lateral do carro, devido a estrada de terra. O sol batia em meus olhos e agradeci por ter esses óculos, mas nada amenizava o calor que ele trazia com seus raios impiedosos. Fitei Axl que dirigia com calma, com seus olhos cobertos por um ray-ban escuro, uma das mãos no volante, conduzindo o carro e a outra batucando na porta.

O silêncio se tornou ensurdecedor então liguei o rádio na esperança que tocasse algo bom e não alguma musica pop melosa, muito menos disco. Mas o que adentrou meus ouvidos de maneira tão cativante foi algo nunca ouvido antes. Era uma fita, não a rádio.

-NÃO! – Axl berrou, metendo a mão com força no rádio, tentando desligar, mas empurrei sua mão para frente.

Eu reconheceria aquele assovio a distância.

-DEIXA – falei tapando a boca de Ax antes que ele dissesse qualquer outra coisa, eu precisava ouvir aquela música.

-DAKOTA NÃO É SÉRIO – ele disse entre meus dedos, freando o carro com força – É PESSOAL

-É MÚSICA NOVA DO GUNS? – falei me aproximando dele com os olhos quase brilhando e o coração pulando de animação.

-Você é fã de Guns? – arqueou a sobrancelha.

-Mas é obvio – respondi, aumentando o volume e ignorando o pedido de privacidade de Axl.

 

“Shed a tear cause I'm missing you

I'm still alright to smile

Girl, I think about you every day now

Was a time when I wasn't sure

But you set my mind at ease

There is no doubt you're in my heart now”

 

(Derramei uma lágrima, pois estou sentindo sua falta

Continuo bem para sorrir

Garota, eu penso em você todo dia agora

Houve um tempo em que eu não tinha certeza

Mas você acalmou minha mente

Não há dúvida de que você está no meu coração agora)

 

Meus olhos encaravam a vista a nossa frente enquanto minha boca insistia em se manter aberta. Estávamos em frente ao grande letreiro de Hollywood. Eu podia sentir meu coração bater forte e os meus olhos lacrimejarem por alguma razão. Eu estava tão perdida na beleza da música, tentando compreender da onde Axl consegue escrever essas letras tão majestosas, pensando em quem ele estava pensando quando escreveu, quem havia feito o forte e raivoso Axl Rose escrever uma letra tão apaixonada e romântica.

 

“Said: Woman, take it slow

And it'll work itself out fine

All we need is just a little patience

Said: Sugar, make it slow

And we'll come together fine

All we need is just a little patience

Patience”

 

(Eu disse: Mulher, vá devagar

E tudo se resolverá por si só

Tudo que precisamos é apenas de um pouco de paciência

Eu disse: Docinho, não tenha pressa

E vamos ficar bem juntos

Tudo que precisamos é apenas de um pouco de paciência

Paciência)

 

As mãos de Axl seguravam meu corpo enquanto eu ainda fitava em um estado catatônico a visão a minha frente, completamente perdida e sem saber o que pensar. Meu corpo estava parcialmente por cima do de Axl, no banco do motorista, por um ato sem pensamento prévio ou intuito, somente instintivo. Eu podia sentir sua respiração em minha nuca, não tão calma quanto antes, mas sim rápida e um tanto descontrolada, mas ele se esforçava, tentando mantê-la calma e tentar esconder o que quer que esteja sentindo, enquanto eu me perdia por completo no quer que eu esteja sentindo, desorientada, sem saber o que dizer, o que fazer, o que pensar.

 

“I sit here on the stairs

'Cause I'd rather be alone

If I can't have you right now I'll wait, dear

Sometimes I get so tense

But I can't speed up the time

But you know, love, there's one more thing to consider

 

Said: Woman, take it slow

And things will be just fine

You and I'll just use a little patience

Said: Sugar, take the time

'Cause the lights are shining bright

You and I've got what it takes to make it”

 

(Sento aqui nas escadas

Pois prefiro ficar sozinho

Se eu não posso te ter agora, eu esperarei, querida

Às vezes fico tão tenso

Mas não posso acelerar o tempo

Mas você sabe, amor, existe mais uma coisa a se considerar

 

Eu disse: Mulher, vá devagar

E tudo vai ficar bem

Tudo que precisamos é de um pouco de paciência

Eu disse: Docinho, vá com calma

Pois as luzes continuam brilhando intensamente

Você e eu temos o que é preciso para conseguir)

 

Me virei para Axl, que me não desviava o olhar do meu. Minha respiração estava ofegante e minha mente distante de qualquer tipo de sanidade ou estabilidade mental, pois estava completamente, definitivamente, totalmente, inteiramente, plenamente, absolutamente, absurdamente louca por ele.

Presa em um maldito paradoxo, o amar e o odiar, o fogo e a agua, o calor e frio, o amor e o ódio, a fúria e o afeto, o descontrole e o equilíbrio, a paz e a guerra, doce e amargo, longe e perto, falso e verdadeiro, insano e sano. Com o coração divido em dois, o ruivo e o moreno, maldita guerra interior sem fim, se bandeira branca, sem concessões, só sentimentos acumulando em uma maldita montanha confusa e insistente.

Mas ao me desnortear mais uma vez naqueles malditos olhos verdes, no jardim de Éden, eu só queria morder a maldita maça e me jogar de cabeça no que quer que seja que eu estou sentindo. Me deixar levar por esse sentimento cada vez mais crescente dentro de mim, prestes a explodir de forma desenfreada e sem rumo, me transformando em um mero corpo destroçado e despedaçado sem saber como se concertar, como seguir em frente, como sobreviver sem respirar o mesmo ar que ele.

MALDITO, MALDITO, MALDITO!

Com seus lábios tão atraentes, sua pele tão pálida, seu sorriso tão charmoso, sua fúria tão ardente, sua mente tão misteriosa, sua vida tão cativante, suas insanidades tão incomuns, seus surtos alastrantes, sua consciência perturbada, seu maldito autocontrole, sua provocação enlouquecedora, suas mãos fortes que estão sempre lá para me segurar, com sua pele tão macia, com sua lábia tão sedutora, com sua personalidade tão magnética, como se fossemos dois imãs em uma guerra sem fim entre se repelir e se aproximar.

Seu rosto estava tão próximo do meu. Seu fino nariz, apontando para o céu, empinado e metido, encostando na ponta do meu, gelado e o seu quente. Seu hálito leve adentrando minha boca somente pela respiração pesada que saia de sua boca com uma calma que me tirava do sério, pois eu estava completamente descontrolada, sem consciência, prestes a me desfazer em mil pedaços a sua frente, perdendo aquilo que eu mais contemplava em mim, meu autocontrole, minha falsa superioridade, a sensação que algum dia tive que eu era autossuficiente e independente, pois cá estou eu, sem rumo, completamente submissa, implorando pelo olhar que seus lábios finalmente tocassem os meus e cessassem a espera que me consome cada vez mais, causando um aperto em meu peito e uma dor física inexplicável.  

O medo da rejeição, de ser tudo da minha cabeça, mais uma das minhas invenções fantasiosas, com minhas hipóteses erradas e desejos não correspondidos. Uma mistura de sabe deus o que com um pouco mais de desespero, descontrole e insanidade, que me fizeram sair correndo como uma louca com os pés fodidos e uma dor física aguda, mas nada que superasse a mental que insistia em corroer cada neurônio ativo e consumido por uma obsessão que nem ao menos sabia que tinha.

A música ainda tocava, alta, que a segundos atrás fazia meu tímpano tremer, quase explodindo os altos falantes. Eu ouvia Axl berrar meu nome enquanto eu corria tropeçando nos próprios pés, com o vento forte cegando minha visão com meus longos cabelos que insistiam em adentrar minha boca enquanto eu tentava respirar pela mesma por puro desespero e desequilíbrio mental.

 

“We won't fake it

I'll never break it

'Cause I can't take it

 

Little patience

Need a little patience

Just a little patience

Some more patience

 

I've been walking the streets at night

Just trying to get it right (need some patience)

It's hard to see with so many around

You know, I don't like being stuck in the crowd

(Could use some patience)”

(Nós não vamos fingir

Nunca vou quebrar isso

Porque eu não aguentaria

 

Um pouco de paciência, sim

Precisamos de um pouco de paciência

Apenas um pouco de paciência

Mais um pouco de paciência

 

Estive caminhando nas ruas durante a noite

Apenas tentando entender (precisamos apenas de paciência)

É difícil ver com tantos por perto

Você sabe que não gosto de ficar preso na multidão

(Poderia usar alguma paciência)

 

-DAKOTA! – Axl berrou mais uma vez, agarrando meu braço com força e me virando de frente para ele, sua face estava avermelhada e sua respiração ofegante como a minha – que porra foi essa?

Não respondi, só abaixei a cabeça, não conseguia sequer olhar em seus olhos sem querer me jogar morro abaixo e ser tomada por tamanha vergonha a ponto de ser indescritível.

-DAKOTA! – berrou outra vez, empurrando meu corpo para trás, fazendo com que se chocasse contra uma das letras do grande letreiro de Hollywood – que porra foi essa? QUE PORRA FOI ESSA? – mais uma vez, não arqueei a cabeça e me mantive silenciosa, tentando relembrar como pensar logicamente e torcendo para que logo esse surto passasse e minha sanidade voltasse, retornando finalmente ao normal, mas nada adiantava – ME RESPONDE – me sacudiu, fazendo com que meu corpo se chocasse outra vez contra a letra.

-RESPONDER O QUE? – finalmente berrei, perdendo o ultimo fiapo de autocontrole que permanecia em meu corpo, agora o abandonando por completo – O QUE VOCÊ QUER QUE EU DIGA AXL? QUE PORRA VOCÊ QUER OUVIR?

-EU QUERO SABER QUE PORRA TA ACONTECENDO – me respondeu, com os olhos vidrados nos meus, que por fim o fitavam – POR QUE MERDAS VOCÊ SAIU CORRENDO DAQUELE JEITO

-POR QUE VOCÊ ME DEIXA LOUCA, AXL, LOUCA  - respondi, o surpreendendo com as palavras que saíram e as que estavam prestes a deixar minha boca – E SE EU FICASSE MAIS DOIS SEGUNDOS NAQUELE CARRO DO PECADO COM VOCÊ EU IA PERDER POR COMPLETO A CABEÇA E EU NÃO ESTOU PRONTA PRA SER MAIS UMA ILUDIDA POR SEU MALDITO CHARME CATIVANTE E ACABAR QUE NEM UMA RETARDA EXTASIADA SÓ POR PODER FITAR ESSES MALDITOS OLHOS FEITOS DIRETAMENTE PELAS MÃOS DO DIABO E AINDA POR CIMA SABER QUE ESSA DESGRAÇA DE BOCA NUNCA VAI TOCAR NA MINHA, ENTÃO EU CANSEI DE SER SUA IDIOTA POR QUE EU JÁ ENTEDI QUE VOCÊ ME ODEIA E NÃO PRECISA FAZER ESSES JOGUINHOS DE MANIPULAÇÃO POR QUE VOCÊ CONSEGUIU AXL, VOCÊ CONSEGUIU

-Eu consegui o que, Dakota? – indagou, com um sorriso bobo no rosto.

-Você conseguiu me deixar louca por você Axl – finalmente desabafei, desabando em seu braços que mais uma vez, como sempre fazem, me agarraram – satisfeito?

-Você é uma besta mesmo, sabia? – falou rindo – uma besta – imprensou seu corpo contra o meu, passando suas mãos quentes por meu pescoço frio.

-Não me faça de idiota Axl, a carta que você jogou foi suja e você devia saber disso

-Que carta suja? O que você acha que eu estou fazendo? – falou, se aproximando – por que acha que sempre corro atrás de você, mesmo com você me levando a loucura? Me fazendo perder a cabeça? Por que sempre acha que estou lá quando cai? Por que sempre cuido de você? Por que te trouxe aqui, Dakota, me responda

-Pra foder com a minha cabeça, pra definitivamente foder com a minha mente a outro nível e poder se sentir superior e você finalmente conseguiu, Axl, parabéns – respondi e tentei me livrar de seu corpo, mas ele não deixou.

-Você, sinceramente, tem certeza disso? – mais uma vez seu nariz encostava no meu – é sobre você

-O que? – respondi, fitando seus olhos com a visão embaçada devido a proximidade.

-A música – falou, com o corpo ainda mais colado – é sobre você

E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, deixando somente um suspiro escapar, seus lábios tomaram os meus de forma apaixonada e quente, o que me deixou completamente tremula com as pernas bambas e o coração pulando batidas. Seu corpo colado ao meu havia retirado qualquer possibilidade da minha mente e que tudo era um jogo, pois eu podia sentir em seu toque, em seu beijo, na sua respiração, no calor de sua pele, que era sincero. Sua mão apertava minha cintura com força, quase como se pensasse que eu fosse escapar entre seus dedos caso não se segurasse a mim com tanta brutalidade, enquanto sua oura mão acariciava minha face, ainda a trazendo para mais perto, se isso é possível, e no meio disso, eu me perdia mais uma vez em sua essência, naufragando em sua paixão, me afogando em pensamentos agora distantes e tendo seus lábios como o único ar fresco que preenche meus pulmões. Eu me agarrava ao seu corpo, com os braços ainda trêmulos tentando procurar qualquer estabilidade. A mão em seu peito, agarrando a camisa com minhas unhas e a outra mão envolta em seu pescoço, acariciando seus macios cabelos ruivos, torcendo para que esse momento nunca chegasse ao fim.

Tudo que precisávamos era um pouco de paciência.

E precisaremos de mais um pouco, para desvendar o que aconteceu e como será daqui pra frente.

Mas a única coisa clara e certeira nesse momento e que vou aproveitar até a ultima gota, é que o quero por perto, nem que seja só por essa noite.

 

“And the streets don't change but, baby, the names

I ain't got time for the game

(Gotta have some patience)

'Cause I need you

But I need you (all it takes is patience)

 

I need you (just a little patience)

I need you (is all you need)

This time”

 

(E as ruas não mudam mas, querida, apenas os nomes

E não tenho tempo para joguinhos

(Terei um pouco de paciência)

Porque eu preciso de você

Sim, mas eu preciso de você (todos precisam de paciência)

 

Eu preciso de você (só um pouco de paciência)

Eu preciso de você (você é tudo que preciso)

Nesse momento)


Notas Finais


Primeiro date de Axl e Dakota, hm hmmm, como será que vai ser?
E o que o Slash vai achar disso?

Link Nova Fic: https://spiritfanfics.com/historia/hollywoods-dead-7181215


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