História Doze anos. - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Sakura Haruno, Sakura Uchiha, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Sasusaku
Visualizações 248
Palavras 3.618
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo! Aqui está o último capítulo
Espero que gostem <3

Boa leitura

Capítulo 18 - Fim


2028 ~ 2 anos depois

Suspirei cansado, colocando papéis na mesa, levantei-me da cadeira e aproximei da janela, observando a chegada da Sarada em casa. Eram 17:30 horas. Sarada estava acompanhada pelos seus amigos, Boruto e Shikadai. Observei os dois indo embora, enquanto Sarada entrava em casa. 

- Cheguei! - gritou Sarada, na sala. Sorri, me afastando da janela, fui ao encontro da minha filha.

- Oi, pai! - Esboçou um sorriso meigo 

- Bem vinda, filha. Como foi a sua aula? - perguntei, pegando a sua mochila, colocando-a no cabideiro, enquanto ela tirava seus sapatos. 

- Humm, ótima! E o seu?

- Humm, tédio. - soltei um riso fraco. - Mas foi tranquilo. Tenho prova pra fazer amanhã. 

- Vai se dar bem, pai. Ah, vou tomar um banho. Vai fazer janta? 

- Com certeza. 

 

Observei a Sarada subir as escadas, pensativo. Voltei ao meu escritório, onde havia tantas papeladas na mesa. É, um ano havia se passado. Tive a oportunidade de buscar algo melhor para mim e para a minha família. 

Casei-me com Sakura logo após a sua recuperação. Combinamos de não termos mais um filho nesse momento. Precisava pensar e buscar o que eu precisava. Pensei tanto, e durante esse tempo, ajudei a Sarada no que precisava. Levava-a todos os dias para escola. E passeava na minha cidade, buscando  algum objetivo. Encontrei meus antigos parceiros do exército. Alguns deles, não trabalhavam mais para o Exército Japonês, e outros, sim. Aqueles que não trabalhavam, realizaram seus sonhos: abrir loja, pescar, passar ao lado da família ou ter a própria empresa. Assim que descobri o que eu precisava era renovar meus sonhos. Demorei um pouco pra lembrar quais eram meus sonhos. Naquela época, Naruto Uzumaki, meu velho amigo, visitou-me, deixando um papel importante, me explicando o que seria: era um plano de salário e benefício ou algo assim. E eu tinha direito depois de um tempo, e também, durante a minha ausência, Sarada e Sakura viviam dependendo disso. Naruto me ofereceu uma proposta: voltar ao Exército e voar. Não queria esconder nada da Sakura nem da Sarada. Elas estavam presentes e ansiosas com a minha resposta. Recusei a proposta, sem hesitar. Não que eu desisti de voar, mas estar no exército e participar das guerras... são um saco. Era o objetivo da família Uchiha participar disso, mas eu podia mudar esse presente e futuro? Então, eu lhe diz não, explicando que queria estar com a minha família e buscava algo melhor. 

Não demorou muito pra conseguir o que eu desejava. Lembrei-me que desejava ser advogado. Com o apoio da minha família, estudei e consegui passar no vestibular. E engraçado, ser aluno velho no meio dos jovens de 18 anos. Mas não liguei pra isso, recebi apoio e ajuda desses jovens. E desde então, um ano havia se passado, já estou no terceiro período de Direito. Ao mesmo tempo, eu trabalho, às vezes, para poder pagar a faculdade. Não deixo a Sakura pagar, tenho meu dinheiro do Exército que foi me deixado, mas era pouco, e tinha que pagar outras coisas, além das compras no mercado. 

Não estamos desesperados, mas sabemos lidar com o dinheiro. Sakura conseguiu ser a chefe da ala cirúrgica, e agora, está ganhando aos poucos o dinheiro. Estudar para Direito é interessante, mas cansativo ler as leis. Foi algo que decidi e vou continuar batalhando. 

E Sarada, com seus 15 anos de idade, é uma adolescente meio complicada, mas sensível. É divertida, mas brava. Fico feliz por vê-la crescendo ao decorrer dos anos.

Soltei um longo suspiro, sai do escritório e fui à cozinha. Preparei um lanche para Sarada e o deixei em cima do balcão. Parei por um momento, pensando no que fazer para a janta. Ouvi os passos se aproximando, virei-me e Sarada estava de pijama. 

- Humm, lanchinho! - disse empolgada. 

- Bom lanche. 

Sarada pegou o controle da TV e a ligou. A TV fica no canto da parede da cozinha, onde podíamos ouvir notícias. Peguei um biscoito e o mordisquei, prestando atenção na TV. 

"Síria passa por uns momentos difíceis." , dizia a repórter. "Os Exércitos internacionais irão participar dessa guerra. O Coronel Uzumaki confirmou que estão preparados para ir à Síria." 

Eu e Sarada trocamos de olhares e corremos para a sala de estar, quase arrumamos a confusão de pegar o telefone primeiro. Quem venceu fui eu. E ela resmungou, cruzando os braços. Telefonei para a casa dos Uzumaki.

Fui atendido pela Hinata. Perguntei se estava tudo bem, ela disse que não esperava a decisão do Naruto, mas está fazendo o bem pelo nosso país. Dessa vez, liguei para o celular do Naruto. O próprio xingou dizendo que estava numa reunião. 

- Seu filho de merda. Quem xinga pra você sou eu! - reclamei. - Que ideia é essa? Vai deixar sua família?! 

- É só uma guerra, Sasuke. 

- Ah, sei. 

- Sasuke, não posso passar informações pelo celular. Depois conversamos. 

- Diga! 

Naruto suspirou profundo.

- Recebemos informação de nosso espião que Síria quer nos atacar. Então, estamos nos preparando pra isso.

Ficamos em silêncio por um momento, mordiquei minha língua, preocupado com a família do Naruto, especialmente o Boruto. Por fim, Naruto cortou o silêncio.

- Tenho que desligar, conversamos mais tarde. 

Desligamos o telefone, virei-me para a Sarada, que estava parada me olhando, expressando a preocupação. Suspirei cansado dessa vez. 

- Ele irá. 

Sarada revirou os olhos, preocupada, dando as costas para mim, e atravessou para a cozinha. Fui atrás dela e começamos a fazer janta em silêncio. Mas, por um momento, a palavra "guerra" invadiu em minha mente e fiquei ansioso, sem saber o motivo disso. Talvez há um desejo crescendo em mim de voltar... a voar? Recusei esses pensamentos quando me dei conta que a panela estava quente demais e desliguei o fogão. Preparamos nossos pratos e conversamos bastante, até que recebemos a mensagem do Whatasapp dizendo que Sakura não voltará para casa. Ficamos sozinhos em casa como de costume. Perguntei a Sarada o que vamos fazer a partir de agora. 

- Estou querendo colocar Bleach em dia. Vamos assistir ?

- Bleach? - soltei uma risada fraca, fazia um bom tempo que não assistia esse anime. E agora, minha filha está assistindo animes? Isso é maravilhoso. - Vamos ver outros animes que estão lançando agora. 

Sarada se animou, e deixamos a bagunça na pia e fomos direto pra sala de estar. Sarada pegou notebook e passamos a noite falando sobre animes. 

 

~*~

 

Era uma hora da manhã, Sarada dormiu no sofá, enquanto o episódio de Bleach passava na TV, sendo conectado ao cabo de notebook Desliguei ambos, e peguei a Sarada no colo e a levei diretamente ao seu quarto. A coloquei confortavelmente na sua cama, e a cobri com suas cobertas. Bocejei, morto de sono. Sai do quarto, mas antes, percebi uma coisa. Voltei ao quarto de Sarada, e vi seus mini-aviões em sua estante. Sorri, admirando a beleza desses pequenos aviões. Peguei um e fui para meu quarto. Deitei-me sem trocar de roupa, e nem banho tomei. Se a Sakura estivesse aqui, ela iria surtar. Olhei detalhadamente o aviãozinho de Sarada, e me afoguei nas lembranças quando estive no avião naquela época. 

 

~*~

 

- PAAAAAAAAAAAAI! 

Acordei assustado, pulando da cama, tropeçando no tapete, caindo de cara no chão. Xinguei ferozmente. Levantei-me mancando, indo ao quarto de Sarada, com um coração acelerado. Quando entrei no seu quarto, avistei-a seminua e Sarada ficou brava, jogando um travesseiro na minha cara. 

 

- SAI DAQUI! 

Recuei, enquanto a Sarada fechou a porta bem na minha cara.

- ESTOU ATRASADA! 

Suspirei, entendendo um pouco a situação. Desci as escadas apressadamente e vi a hora no relógio preso à parede da cozinha. Eram 8:14 horas da manhã. Fiz um café o mais rápido possível, mas infelizmente, Sarada saiu voando até no quintal e correu direto à escola. Revirei os olhos, pensado o quanto essa garota é teimosa. E é claro, sou idiota por esquecer de programar o despertador. Espero que ela não me mate. E espero que Sakura não chegue em casa tão cedo: há uma bagunça na pia que havíamos deixado de lado. 

 

~*~ 

 

Passei o dia estudando para a prova para essa noite, e claro, o almoço já estava pronto, e esperei ansiosamente pela Sakura e Sarada, mas não chegaram até nesse momento. Preparei o prato e almocei sozinho, enquanto escutava notícias que passavam na TV. Ainda focavam sobre a Guerra na Síria. E escutei os barulhos dos aviões voando pelo céu, fui lá fora, curiosamente, e havia uns 10 aviões voando em direção àquele país. Desejei poder estar ali por momento e sentir a brisca do vento em meu rosto. 

Recebi a mensagem da Sakura, dizendo, novamente, que não poderá estar em casa. E esperei pela Sarada voltar pra casa para poder ir fazer prova. 

Eram 17 horas, como de costume, Sarada chegou bem em casa. 

- Bem vinda. 

- Oi, pai. Desculpe por hoje. - Ela me abraçou. 

- Que nada, a culpa é minha por não colocar para despertar. - Abracei-a firmemente. 

- Pai? 

- Sim?

- Sonhei com você... - mordiscou seus lábios, exibindo o semblante triste. - Sonhei que você foi voar. 

Fitei-a firmemente, em silêncio, eu não sabia como consolá-la, mas também, tive esse sonho. Talvez, a saudade de voar esteja me dominando aos poucos. É claro que não vou mudar de ideia... Ou não? 

- Não irei voar, filha. 

- Está hesitando. 

Arregalei os olhos, impressionado com a atitude de minha filha. Que esperta.

- Eu...

- Pai, se deseja, vá. Nós estaremos lhe esperando. 

Mais uma vez, fitei-a, sem palavras, abracei-a. 

~*~

A prova não foi tão difícil, acredito que fui bem e logo fui liberado cedo. Fui diretamente pra casa, pois estava preocupado com a Sarada, que estava sozinha em casa, mas ela me dizia que ficaria bem em casa. Só que... 

Guardei o carro na garagem e entrei pela porta dos fundos, a luz da cozinha estava acessa. Ouvi risos. Sarada não iria convidar seus amigos? Tampouco Sakura me avisou que não iria estar em casa hoje. Ao entrar na cozinha, encontrei Sarada jantando e rindo. Logo, ela me viu, abriu largo sorriso. 

- Bem vindo, papai! 

- Estou em casa. - disse, olhando ao redor da cozinha e, fiquei alegre ao vê-la em casa.

- Querido! - Sakura me abraçou, e seu perfume invadiu em minhas narinas. - Saudades! - me encheu de beijos na presença da Sarada, a mesma reclamou e saiu da cozinha. 

Sentíamos livres na hora, pude beijar a Sakura com todo o amor. Apalpei suas nádegas, Sakura soltou um riso bobo. Afastou-se de mim um pouco. E me mostrou uma carta branca na sua mão. 

- O que é? - perguntei-lhe. 

- Acabei de pegar na caixa de correios. Hum... É do Exército Japonês. - Sakura hesitou um pouco. 

Engoli em seco, pedi-a para abrir e lermos juntos. Assim que ela fez, lemos juntos silenciosamente. Sakura suspirou pesado enquanto eu tentava buscar certas palavras. Nessa carta, era um convite. Não, não um convite. Era um pedido pra entrar na guerra. Afastei-me da Sakura, indo pegar o copo de água, mas minhas mãos tremiam. Eu não queria, mas eu queria. Há uma certa confusão em minha mente, uma mistura de sim e não. Estou hesitando demais. Estou criando dúvidas. Criando pensamentos negativos e positivos. Tudo misturado e precisava ficar sozinho e espairecer. 

Mas queria voar para espairecer. 

- Vou lhe deixar em paz, Sasuke. - Sakura cortou o silêncio. E ainda segurava o copo, encarando o vidro enquanto escutava seus passos se afastarem. - Mas, querido, não importa a sua escolha, nós vamos te apoiar. 

Fechei os olhos e afoguei-me nos pensamentos. Mas o avião ainda invadia em meus pensamentos.

 

~*~ 

Depois de tanto pensar e decidi o que pretendo fazer. Chamei a Sakura e Sarada na sala de estar e esperamos um momento certo para conversamos numa boa. Sem hesitar, eu iria falar agora, mas Sarada foi direta, com um sorriso meigo.

- Vai voar, pai? 

Olhei para ela firmemente e logo para a Sakura, que exibiu um sorriso confiante. As duas me davam uma paz, uma confiança. E elas carregavam fé em mim. Suspirei, sorrindo, porque jurei que elas iriam me matar de qualquer forma. Droga, havia me esquecido dessa confiança e da esperança que elas tinham por mim. 

- Sim, filha. Eu só vou ajudar... Quero dizer, eu quero voar pela última vez. 

As duas trocaram de olhares, mas haviam lágrimas em seus olhos. E me abraçaram fortemente. 

- Estaremos lhe esperando, pai. - disse Sarada, chorando. 

Abracei-as com toda as minhas forças. 

 

~*~

 

Uma semana depois. 

A semana havia se passado rapidamente, tive uma longa conversa com Naruto e Shikamaru no Quartel General, eles me receberam de braços abertos. Contaram-me que tinham estratégias para acabar com Síria com o apoio dos outros países. Me permitiram andar a vontade pelo QG. Não estou no Japão. Não estou em casa. Estou longe da minha família, e nesse exato momento, não posso mandar mensagem no whatsapp nem ligar para elas. Fomos proibidos por estarem com medo das linhas serem grampeadas pelos inimigos. Lá fora é uma guerra. Um inferno. E eu estou ansioso para pilotar o meu avião. "GAVIÃO" é o nome do meu avião. O antigo fora quebrado na última guerra. Naruto me disse que novo Gavião estaria a minha espera. Por isso, a ansiedade me domina. Suspirei, com saudades das meninas. 

Ouvi o chamado através dos rádios, nos chamando para ir à área, onde estava os aviões. Fui lá correndo, ansioso, mas não estava com medo. Estava pronto pra voar. Pela última vez. 

Não lembrava mais do cheiro de desinfetante na área dos aviões. Os pilotos estavam prontos pra partir à guerra, e esperavam, em frente dos aviões, a capitã Temari, esposa de General Shikamaru. Eu encontrei rapidamente o Gavião. Passei a mão nele, e por um momento, senti a sua confiança em mim. 

- Sentido! - gritou a loira. 

Os pilotos fizeram a posição na hora. E eu também. Estava usando a roupa verde escuro, com o colete por cima. Mantive a minha posição enquanto a Capitã Temari nos olhava dos pés à cabeça. Rígida como sempre. Me perguntei se Shikadai estava bem sozinho no Japão...

- Descansar! - ordenou a Temari, andando mais à frente, e nos encarou. - Calouros e veteranos, estão prontos?! A guerra nos espera lá fora! Quero o resultado positivo! Nada de choros no meu ouvido! Eu sei que há engraçadinho choramingando no fone enquanto está no vôo! 

Ficamos em silêncio e constrangidos. 

Cara, ela sempre foi rígida...

- Se vocês chorarem, mando bomba em vocês mesmo! Coragem! Força! Vocês chegaram aqui para proteger nosso país! 

Gritamos repetindo as palavras "coragem e força." 

Temari andou para lá e pra cá, com seu olhar assustador de sempre. 

- Sargento Uchiha! 

Levei um susto. E os pilotos me olharam surpresos. Agora, pareço um fantasma? Bem... 

- Aqui, Sargento! 

Dei um passo à frente e mantive a posição diante da Capitã Temari. Nos encaramos por um momento, logo, ela sorriu. 

- Descanse. 

Relaxei os ombros, sentindo sem graça no momento. 

- Bem vindo, Sasuke. Conto com você para nos ajudar nessa guerra. 

- Sim, capitã! - disse formalmente. 

- Eu e o Sargento Sasuke vamos liderar vocês. E seremos liderados pelo General Shikamaru, então, mantenha seus ouvidos abertos no fone e no rádio. 

Mordisquei meus lábios, enquanto os pilotos me olhavam tentando entender no que estava acontecendo, mas estavam prontos para nos seguir durante o vôo. 

- Prontos! Estejam no avião e partir.

Corri para o meu Gavião e entrei ansioso. Sentei-me diante do volante e da tela que indica o local dos nossos aviões e também dos inimigos. Suspirei, livrando-me da ansiedade e pousei a mão sobre o volante, ligando o avião. Sorri bobo. Me senti uma criança feliz. Parecia que nunca andei no avião na vida. Lembranças surgiram em minha mente. Tantos treinamentos, tantas batalhas, guerras, soldados vivos e mortos, vitórias e perdas. Lágrimas de tristeza e de felicidade. E também, momentos maravilhosos com a Sakura quando éramos jovens. Fechei os olhos e a lembrança preciosa surgiu em minha mente: as minhas únicas meninas Sakura e Sarada. Elas estão me esperando em casa. 

Abri os olhos e fomos ordenados a voar. Liguei o motor do avião e parti. Senti o vento bater em meu rosto, enquanto o céu é cinzento, mas por um momento, tornou-se azul claro e nuvens tornavam-se brancas. Os aviões voavam pelo céu como se fossem pássaros. 

Eu me senti livre.

Gritei eufórico.

Gritei tão feliz. 

Estou voando! Me senti um pássaro recuperando após a queda. Me senti um pássaro que poderia voar livremente com suas asas. 

Estou voando pela última vez. 

~*~ 

Um mês depois. 

A mamãe estava estendendo as roupas no varal, enquanto eu limpava a cozinha silenciosamente. A nossa vida se tornou pacífica por um mês. Não recebemos a notícia do papai depois de tanto tempo. Sim, um mês havia se passado. As notícias sobre a guerra que transmitem pela tv haviam se encerrado. Dizeram que Irã foi derrotado, mas cadê as notícias dos exércitos sobreviventes? Nenhuma notícia. Só sei que não era permitido os repórteres entrar e saber das notícias. Mas no fundo do meu coração, eu sabia que papai estava bem. Até perguntamos à Hinata sobre o paradeiro do Naruto e ela disse que não recebeu desde que partiram. 

Dói. Eu sei que dói sem saber onde elea estão nesse momento. Eu e o Shikadai tentamos entrar no Exército Japonês para procurar nossos pais, mas fomos impedidos. 

Suspirei, terminando de limpar a cozinha. Caminhei ao meu quarto, peguei o celular para ver mensagens no Whatsapp, havia tantas mensagens dos meus amigos e fiquei com preguiça de respondê-las. Guardei-o sobre a escrivaninha e fui a janela, apreciando a brisca do vento, imaginando-me voando pelo céu. Sorri, pensativa. Papai está bem? Está voando em algum lugar? 

Afastei da janela, caminhando a estante para pegar o livro para terminar de ler. Escutei os passos se aproximando do meu quarto.

- Sarada, vou descansar, está bem? - disse a mamãe. 

- Ok, mãe. Vou ler o livro. - falei, indo sentar na minha cama. 

A tarde era longa, mas calma. O livro era perfeitamente bom e divertido, fechei-o e deixei-o na cama, levantei-me da cama. Caminhei para a janela, estava quase anoitecendo. Vi o carro verde militar se aproximando, curiosamente, fixei meus olhos naquele carro. Quando o carro estacionou em frente da minha casa e alguém saiu dele. Era um homem de roupa verde militar, a mesma cor do carro. E carregava a mochila militar. 

Meu coração quase parou. 

Minhas mãos tremeram. 

Minhas pernas quase não me permitiram para correr, mas forcei-as e corri contente e feliz!

Era o meu pai! 

- MÃE, O PAPAI! - gritei euforicamente. 

Corri como uma criança feliz e pronta para receber o melhor presente da minha vida. Abri a porta e corri até o papai e o abracei fortemente, fazendo-o desequilibrar e caímos no chão. Rimos e choramos. 

- Oi, filhota. - sussurrou, apertando o abraço. 

Levantamos e trocamos de olhares e sorrisos. 

- Vejo que está uma bela moça. - papai fez um cafuné em meus cabelos. - Cuidou da mamãe? 

- Cuidei, pai! Ah, ela deve estar dormindo... 

Virei-me e vimos que ela estava sentada na porta da casa, chorando de emoção. Olhei para o papai e exibi um sorriso caloroso. 

- Vai lá, pai. 

~*~ 

Levantei-me e caminhei até a Sakura, abracei-a  firmemente, podia ouvir seus choros abafados, mas são choros de felicidades. Eu sorri, afagando em seus cabelos rosados.

- Estou em casa, amor. 

Logo, Sarada apareceu e nos abraçou por um momento. Em seguida, olhei para a Sarada, lembrando do seu sonho. Pousei a mão sobre a sua pele macia.

- Filha, se quer realizar seus sonhos, realize. Voar é uma liberdade. 

Sarada sorriu tão boba e orgulhosa. 

~*~ 

3 anos se passaram, tivemos um filho. É um garotinho, com cabelos pretos e arrepiados. Chama-se Itachi Uchiha. Tem 2 anos. E Sarada completou 18 anos e formou-se na escola e está livre dos estudos. Mas, pratica esportes como judô e natação. E às vezes, nós treinamos juntos para ela melhorar as habilidades de lutas. E eu, me tornei um grande advogado e tenho um escritório e atendo clientes. Tenho ganhado muito bem o dinheiro. E o exército? Acabou pra mim. Sakura continua sendo médica e se esforça o bastante para ver seus pacientes saudáveis. 

Fiz uma janta especial para comemorarmos nosso aniversário de casamento. Sakura estava cuidando do nosso pequeno menino, enquanto fazia uma comida gostosa. Assim que terminei, preparei a mesa na sala de jantar e levei as travessas com comida sobre a mesa. Chamei-os para jantarmos.

Sakura colocou o Itachi na sua cadeira infantil e preparou o pratinho dele. E eu sentei ao seu lado para ajudá-lo. Sakura sentou diante de mim. Trocamos sorrisos e olhares apaixonados. Esperamos a Sarada.

- Sarada! - chamei-a. 

Esperamos quase 10 minutos. Levantei-me da cadeira para ir buscá-la. Mas logo, ela apareceu. 

- Calma, pai. Estava no banho. Perdoem-me! - lamentou-se. 

Suspirei e voltei pra mesa. Jantamos e conversamos animados. 

- Pai, mãe... 

Olhei para Sarada enquanto dava comida para o Itachi. 

- O que foi? - perguntou Sakura.

- Eu decidi. - disse Sarada. 

Eu e Sakura trocamos olhares por uns instantes. Nós havíamos deixado Sarada aproveitar o tempo livre para decidir o que quer fazer na vida. 

- Vou me alistar para Aeronáutica.

Eu sorri. Sakura suspirou, mas ficou feliz com a sua decisão. E nós sabíamos o que ela queria. Suspirei suavemente, levantando-me e aproximei-me da minha filha, abraçando-a e em seguida, fitei-a:

- Voe. 


Notas Finais


Obrigada por acompanharem minhas fanfics. <33


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