História Draco Queen - Drarry - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Alvo Potter, Draco Malfoy, Drag Queen, Drarry, Harry Potter, Hogwarts, Romance, Scorbus, Scorpius Malfoy
Exibições 713
Palavras 1.882
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu queria um chapéu Seletor

Capítulo 6 - Chapéu Seletor


Draco deixava seu copo de cerveja sobre a mesa, enquanto observava a visita inesperada devorar algumas espigas de milho e uma coxas de peru que Narcisa o dera e ele guardara na geladeira.

“Por que você está aqui, na minha casa de tantas que você poderia estar? Por que não na casa dos seus amigos que são muito?”

Harry engoliu um pedaço da coxa com dificuldade.

“Hermione me ofereceu a casa dela, mas Ron está me odiando e ela achou que não seria uma boa ideia no fim ir para lá. Já o mundo bruxo está me apedrejando. E meu primo, tadinho do Duda, está apinhado de tarefas pelos gêmeos. Eu não pediria uma coisa dessas a ele.”

“Mas por que você saiu de casa?” Draco perguntou ainda desconfiando da situação. “Eu te vi hoje cedo na plataforma, sorridente ao lado da sua mulher.”

“Bem, já vi que não anda lendo muito o profeta diário.” Harry respondeu, bebericando a cerveja que Draco o havia servido. “Eu fui fotografado em flagrante beijando um dos aurores do Ministério e... bem... Gina entrou com um processo de divórcio, tudo em segredo, até semana passada. E hoje saiu a notícia de tudo, tudo mesmo. Até do fato da traição com outro cara. Ninguém quer me ver no mundo bruxo, não tão cedo.”

“Bem... Isso explica muita coisa.” Draco concluiu. “Mas a minha casa? Por que esse cara que você beijou não te ofereceu a casa dele?”

“Ele sumiu.” Harry falou rapidamente. “E eu só estou te pedindo abrigo por uma noite. Amanhã procurarei um lugar para ficar.”

Draco se levantou e mirou uma mala que repousava ao lado do sofá. “Eu tenho compromisso hoje à noite, Potter. Não sei se posso deixa-lo aqui sozinho.”

“Eu posso ir com você.” Harry se adiantou ao falar.

“Não, não. Olha, você pode ficar.” Draco o interrompeu.

“Mas, Malfoy, eu não quero atrapalhar sua rotina.”

Draco fechou os olhos ao ouvir as palavras de Harry e respirou pesadamente.

**

Os meninos esperavam em um canto do saguão principal quando Neville Longbottom entrou para chama-los.

O salão principal já estava cheios de alunos, Scorpius viu Rose acenar para a mesa da Grifinória onde outros ruivos acenaram para ela de volta.

O lugar era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. 

As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão havia mais uma mesa comprida em que se sentavam os professores. O professor Neville levou os alunos de primeiro ano até ali, de modo que eles pararam enfileirados diante dos outros, tendo os professores às suas costas. 

 As centenas de rostos que os contemplavam pareciam lanternas fracas à luz trêmula das velas. Misturados aqui e ali aos estudantes, os fantasmas brilhavam como prata envolta em névoa.

 Rose cochichou para Scorpius e Alvo.  “É enfeitiçado para parecer o céu lá fora, minha mãe me contou.”

 Era difícil acreditar que havia um teto ali e que o Salão Principal simplesmente não se abria para o infinito.

Professor Longbottom silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante dos alunos do primeiro ano. Em cima do banquinho ela pôs um chapéu pontudo de bruxo. O chapéu era remendado e esfiapado.

Por alguns segundos fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:

Sei que não sou bonito

Muitos até me acham diferente

Mas o meu dever eu vou fazer

E no fim me achará atraente.

Sua casa precisarei escolher

E é nela que você vai morar

No fim de tudo,

A taça das casas poderá ganhar.

A anos ajudo alunos

A acharem o seu lugar

Corvinal, Grifinória, Lufa-Lufa e Sonserina

Em qual dessas você vai ficar?

Precisa   ser inteligente para habitar a Corvinal

E corajoso para ser da Grifinória

Lufa-lufa é para os sonhadores

E para os ambiciosos só resta a Sonserina.

Me coloquem em suas cabeças,

Não há o que temer!

Vou ajudar vocês, acreditem em mim,

Saberei o que fazer.

Aplausos se romperam no Grande Salão. Scorpius reparou que algumas garotas da Lufa-Lufa choravam, emocionadas.

“Quando eu chamar, vocês subirão até aqui e colocarão o chapéu seletor na cabeça e se sentarão no banquinho para a seleção.” Neville disse.

Todos os alunos do primeiro ano acenaram com a cabeça.

“Alquimia Bott.” Uma menina negra com grandes cabelos encaracolados foi a primeira a ser chamada.

“Corvinal” O chapéu gritou.

“Harry Firenze.” O menino subiu e o chapéu seletor o levou para a Lufa-lufa. 

Um a um os alunos foram sendo alocados para as suas casas.

“Rose Weasley.”

A menina ficou corada e colocou o chapéu que tampou sua vista. Scorpius observou a mesa da Grifinória se movimentar.

“Grifinória!” O chapéu seletor gritou e a mesa da Grifinória se encheu de assobios e gritos de felicidade. A menina foi pulando alegremente até lá.

“Scorpius Malfoy.” Neville disse, voltando a tomar a atenção de todos.

O menino colocou sobre a cabeça e esse lhe cobriu os olhos.

“Um difícil, muito difícil. Muito corajoso, vejo, diferente de todos os Malfoy a qual selecionei. Mas onde devo colocá-lo?” O chapéu perguntou.

“Grifinória não, Grifinória não.” 

“Grifinória não. Mas poderia ser grande lá, sua coragem é tudo o que aquela casa precisa. Tem certeza?”

“Grifinória não.”

“Então que seja Sonserina.”

E sorridente, Scorpius saiu para mesa que o aplaudia meio a contragosto.

“Dennis Stwart.” Um menino magrelo e desengonçado foi andando a tropeços até o chapéu. Esse mal encostou em sua cabeça e logo gritou: “Lufa-lufa.”

“Alvo Potter.”

O salão nunca tinha ficado tão silencioso quanto naquele momento. Olhos vidrados de todos os tipos encaravam o menino como corujas procurando a presa à noite. Até a mão de Neville tremia.

“Outro Potter, outro Weasley.” O chapéu disse assim que relaxou sobre os cabelos espetados do menino. “Mas não sei se é corajoso suficiente para a Grifinória.”

“Como assim?” Alvo perguntou. “Eu preciso ir para a Grifinória. Grifinória, por favor, Grifinória.”

“Sua cabeça não pensa como os alunos da Grifinória, Potter. Você é diferente de todos os Weasley ao qual eu me assentei.”

“Mas eu preciso ir para a Grifinória, eu preciso, eu preciso.”

“O que você precisa é da casa que posso cultivar tudo o que culmina na sua cabeça e essa casa é a SONSERINA.”

Ninguém bateu palma. Os olhos de Alvo ainda estavam fechados quando Neville tirou o chapéu de sua cabeça. Era um sonho, ou melhor, um pesadelo, ele tinha certeza.

Alguns bochichos em algumas mesas começaram a ser ouvidos. “Um Potter fora da Grifinória?” “Como pode um Potter Sonserino?” “No fundo o verde dos olhos dele é diferente dos do pai.”

Ele ainda meio congelado foi andando até a mesa da Sonserina, como se seus pés tivessem se tornado pedras.

Scorpius abriu um pouco mais de espaço e Alvo se sentou ao seu lado, com medo de encarar a mesa da Grifinória onde olhos o fitavam.

“Ei!” Scorpius disse acariciando as costas do menino. “Acalme-se.”

“Tira sua mão de mim, Malfoy.” Alvo ralhou com o loiro.

De repente, na outra extremidade da mesa, alunos mais velhos da Sonserina se levantaram e começaram a cantar.

“Que maravilha de dia, um Potter na Sonserina! Que Maravilha de dia, um Potter na Sonserina! Que maravilha de dia, um Potter na Sonserina!”

Alvo afundou o rosto na mesa.

“Silêncio.” Minerva pediu, ficando de pé. “O banquete está servido.”

E assim que as palavras foram ditas, apareceu na frente deles variados tipos de comida. Carne assada purê de batata, ervilha, frango cozido, cenouras carameladas, porco, pudim de carne, macarrão com queijo.

Scorpius só se deu conta que sentia fome quando seu nariz inspirou o cheiro de carneiro assado o invadiu. Ele amava carneiro. Seu prato ficou repleto dele e de purê de batata. Ao seu lado, o moreno de olhos verdes permanecia com o prato vazio, contemplando a família animada a duas mesas dali.

“Eles já esqueceram de mim.” Ele suspirou pesadamente.

“Acho que não, afinal eles são a sua família.” Scorpius respondeu, enchendo a boca de purê.

“Eu sou o único Weasley moreno, todos são ruivos. Ninguém tem o peso do nome Potter como eu. Você não entende.”

“Entendo, o nome do meu pai pesa em mim, ou você me destrata por outro motivo que não seja pré-julgamento?”

Alvo ficou mudo.

“Come alguma coisa.” Scorpius pediu.

“Estou sem fome, não enche.”

Depois de ter se fartado de comer a sobremesa, Minerva deu alguns recados e os mandou para a cama.

“Vejo vocês amanhã. Vi que a Grifinória vai dividir a maioria das aulas com a Sonserina. Estou ansiosa.” E seguindo a prima monitora, Roxanne, Rose se despediu deles com um animado tchauzinho.

“Por aqui, Sonserina.” O monitor chamou.

Eles desceram alguns lances de escada e chegaram as Masmorras. Quando se aproximaram do local, foram interrompidos por um alto pigarro.

“Olá, primeiranistas.” Ele cumprimentou os pequenos. “Me chamo Barão Sangrento, sou o fantasma da Sonserina.”

“Por que seu corpo é coberto de sangue?” Scorpius perguntou.

“Oh, me lembro do seu rosto.” Ele disse, se aproximando de Scorpius. “Tenho certeza de que é um Malfoy. Seu pai me fez a mesma pergunta assim que chegou aqui, mas vou lhe responder a mesma coisa que disse a ele, é uma longa história.”

E se retirou atravessando uma parede. O monitor parou em frente a uma parede de pedra úmida e lisa.

“Galeões dourados.” A parede deslizou para o lado e revelou uma passagem.

A sala comunal da Sonserina era um aposento comprido e subterrâneo com paredes de pedra rústica, cujo teto pendiam correntes com luzes redondas e esverdeadas. Um fogo ardia na lareira encimada por um console de madeira esculpida e ao seu redor viam-se as silhuetas de vários alunos da Sonserina em cadeiras de espaldar alto.

“Lembro a vocês que depois de muitas brigas por cama, a escola agora tem o nome de cada aluno entalhado em suas camas, não podendo ser mais escolhidas por vocês.” Avisou-lhes o monitor.

E apontando uma porta para os garotos do lado direito, eles entraram por ela e se depararam com um comprido corredor com várias outras portas.

Scorpius viu um menino alto entrar em uma porta com o número seis entalhado nela. “Saia daqui, moleque.” Um garoto disse e bateu a porta na cara dele.

Scorpius avistou uma porta com o número um entalhado. “Acho que essa é a nossa.”

Esticou o pescoço devagar e soltou o ar quando viu que estava vazia. “É a nossa.”

O nome do loiro estava entalhado na cama beliche de cima, embaixo dele estava a cama de Alvo.

O moreno trocou o pijama e se deitou fechando as cortinas envolta de sua cama.

Scorpius esperou todos dormirem e correu para a mesa do quarto.

Pai,

Eu estou bem e muito feliz. O chapéu seletor quase me pôs na Grifinória, por sorte eu estou na Sonserina, a casa ao qual o senhor pertenceu. Não vai acreditar quando eu te contar que Alvo Potter foi escolhido para a Sonserina também. Ele está muito mal por isso.

Espero que o senhor realmente me escreva.

Seu filho preferido,

Scorpius Malfoy.

Scorpius correu para o corujal e depois de acariciar as penas de Elena, a ajudou a alçar voo.


Notas Finais


Um Potter na Sonserina?
Meu Merlin, tia JK


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