História Draco Queen - Drarry - Capítulo 9


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Alvo Potter, Draco Malfoy, Drag Queen, Drarry, Harry Potter, Hogwarts, Romance, Scorbus, Scorpius Malfoy
Exibições 673
Palavras 2.379
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Cadin de Drarry.
Estou tentando alternar Scorbus com Drarry.
Um dia Drarry e outro Scorbus.
Desfrutem!

Capítulo 9 - Torta para o vizinho


Draco andava de um lado para o outro à espera de alguém. Quando o relógio em sua parede marcou cinco horas, sua lareira se encheu de chamas azuis.

Narcisa apareceu do outro lado, batendo a poeira das vestes.

“Pensei que não chegaria hoje, mãe.” Draco disse pegando algumas sacolas das mãos da mãe. “Trouxe tudo o que eu pedi?”

“Está tudo aí, só não entendi essa vontade súbita de comer minha torta de maçã.” Narcisa perguntou, lavando a mão na pia enquanto Draco já cortava a maçã em finas fatias.

“Não é vontade súbita, mãe, a torta não é para mim, é para outra pessoa.” Draco explicou.

“Outra pessoa? Está saindo com uma moça? Ela é rica?” Narcisa disparou, no anseio de saber mais.

“É o novo vizinho.” Draco foi curto e grosso. 

“Vizinho, uma torta de maçãs da Pomadoria para um vizinho?” Ela perguntou confusa.

“É um costume trouxa oferecer uma coisa comestível a novos vizinhos e como eu tenho um novo vizinho na rua é meu papel oferece-lo algo. Agora não faça mais perguntas e cozinhe.”

Eles fizeram os preparativos para a torta e a colocaram no forno.

Draco ligou a televisão para passar o tempo e Narcisa se sentou ao seu lado para lhe fazer companhia.

“E Potter, mãe?” Draco soltou no ar como se fosse uma fumaça espaçada.

“O que tem Potter, filho?” Narcisa retorquiu a pergunta.

“Não sei, você está sempre lendo o Profeta Diário, achei que soubesse de algo.”

“Ah, verdade, esqueci de lhe contar.” E se ajeitando no sofá, Narcisa se posicionou de frente para o filho. “Potter e aquela Weasley se separaram essa semana em meio a muitos escândalos. Foi divulgada uma foto do Potter aos beijos com um dos seus aurores, terrível. A Weasley está dando vários depoimentos, entre eles o de que ela proibiu Potter de ter contato com os filhos.”

Draco fez uma cara de desdenho. “Só isso?”

“Não, não.” Ela disse, puxando algo na memória. “Eu também soube que o menino que vimos na Madame Malkin com o Potter entrou para a Sonserina.”

Draco fez cara de surpreso para não desestimular a mãe. “Estão procurando a Weasley para ela falar algo a respeito, mas toda a família Potter sumiu da mídia.”

O forno apitou, avisando que a torta já estava assada.

Narcisa se levantou de um salto e correu até a cozinha. “Draco, querido, a torta já está assada. Espere esfriar e leve para o seu novo vizinho. Volto para dormir com você a noite. Vou aproveitar para visitar sua tia Andrômeda, soube que ela está doente e seu primo, Ted Tonks, pediu para eu visita-la. Eu vou, afinal só temos nós duas, Belatriz faleceu. Depois me conte o que seu vizinho achou da minha torta de maçã, gosto de receber elogios, mesmo vindo de trouxas.” E com um beijo sobre as bochechas do loiro, ela se foi pela mesma lareira que chegou.

**

As sete em ponto, Draco já estava na porta de Harry com a torta em mãos. Os cabelos molhados em consequência do banho do recém tomado.

Havia tocado a campainha e estava ansioso à espera de Harry. 

Quando a porta foi aberta, um moreno surgiu sem camisa por ela, mas não era Harry.

Um homem aparentando ter mais que vinte e cinco anos e menos que trinta sorria alegremente para Draco. “Olá.” Ele disse.

“Acho que bati na porta errada.” Draco falou, olhando em volta para tentar se lembrar se era essa a casa que Harry havia alugado.

Atrás do moreno surgiu um rosto familiar. “Ah, Malfoy, entre.”

O estomago do loiro revirou. Harry estava com o cabelo estava molhado e sem camisa também.

“Se é amigo do Harry é meu amigo também.” O homem a porta falou.

Draco entrou contrariado. Se soubesse que o moreno teria companhia tão rapidamente nem teria saído de casa.

“Eu trouxe uma torta para você, digo, para vocês.” E com um sorriso forçado, apoiou a torta sobre a mesa.

“Malfoy esse é Richard Oldbury, o cara de que comentei com você no mercado, Richard, esse é Draco Malfoy, o cara de quem te falei que me ajudou a alugar essa casa.”

O loiro e o moreno apertaram as mãos.

“Não quero atrapalhar a noite de vocês, só vim mesmo trazer a torta, já estou de saída.”

“Imagina, não íamos fazer nada agora, ou íamos, amor?” Richard perguntou a Harry, encostando seus lábios nos do outro.

“Verdade, fique um pouco.” Harry concordou. “Eu ia agora mesmo ligar a televisão para assistir aquele programa que vimos ontem na sua casa.”

“Eu vou tomar um banho rápido e já volto.” Richard anunciou.

Harry ligou a televisão e se sentou ao sofá, batendo no mesmo para fazer o loiro se sentar ao seu lado. 

Draco ficou observando os calouros de dança aparecerem na TV. O ritmo do dia era sapateado e aquele barulho irritava seus ouvidos.

“Potter.” Ele chamou.

“Sim.” Harry respondeu sem desgrudar os olhos da TV.

“Quando você foi na boate onde eu trabalho, você já estava com ele?”

Harry virou o rosto, olhando para Draco dessa vez. “Eu tinha brigado com ele e quis esfriar minha cabeça. Eu espero que você esqueça aquele episódio porque eu já esqueci, você fez seu serviço e eu paguei por ele, não temos mais no que falar.”

Draco concordou na cabeça. Ele tinha sido apenas um objeto sexual nas mãos de Harry. Não que não fosse um objeto na mão dos outros, mas pela primeira vez sentiu uma sensação estranha ao pensar nisso dessa forma.

“Vi sua esposa na estação de trem.” Harry puxou outro assunto. “Não me lembrava dela ser tão bonita.”

“Estamos separados há dez anos.” Draco o respondeu. “E não, ela não era tão bonita assim. Acho que o tempo fez bem a ela.”

“O tempo fez bem à você também, Malfoy.” Harry disse. “No fim da Guerra você estava bem magro e abatido, agora, bem, você continua magro, mas é uma magreza diferente.”

Draco, sem palavras, apenas sorriu para o moreno.

“Nunca tive tempo para te agradecer.” Harry soltou.

“Pelo?”

“Pelo dia em que eu cheguei na sua mansão com o rosto modificado. Você sabia que era eu, não sabia?”

Draco fitou o chão. “Eu tinha muitas dúvidas naquele dia, internas e externas, mas você era a esperança que eu tinha para me livrar daquele sofrimento e se eu te denunciasse o que seria de mim? Eu sempre soube que era você, desde o começo, afinal, Granger e Weasley sem Potter e com outra pessoa nunca vista? Eu juntei tudo e apesar do medo exacerbado que eu sentia do Lorde Voldemort, o medo que eu tinha de viver para sempre com aquele sentimento era pior e se Dumbledore confiou em você e ele era o único homem a quem aquele ser temia, eu decidi que também confiaria em você.”

“Foi com a sua varinha que eu o matei. Eu sabia que conseguiria com ela, você passou a sua lealdade para o meu lado e a sua varinha fez o mesmo, me deu a lealdade dela.”

“Sinto falta dela.” Draco suspirou. “Mas fico feliz que ela tenha te ajudado a nos salvar, a todos nós. Sinto arrepios só de lembrar do abraço que ele me deu naquele dia. Em como meu coração se comprimiu quando vi você supostamente morto nos braços do guarda-caças. Minha esperança morreu ali, enterrou e eu já pensava em uma forma de me matar.”

“Que bom que isso não aconteceu.” Harry se levantou de repente. “Me espere, vou pegar algo que te pertence e já volto.”

Harry se foi, deixando um loiro curioso em seu sofá. Quando voltou, sentou-se no chão em frente a ele. Em suas mãos havia uma estreita e comprida caixinha esculpida em madeira. As iniciais DM visíveis e sobressalentes capturaram a visão de Draco.

“Eu consertei a minha com a varinha das varinhas, depois que quebrou durante a guerra. E desde então, eu mantive a sua guardada comigo para quando tivesse oportunidade pudesse devolve-la e acho que a oportunidade chegou.”

E abrindo a caixinha, Draco viu sua varinha repousada numa almofada na caixa. Seus 25, 4 centímetros que por anos ficou sua espera.

“Experimente, experimente.” Harry disse animadamente.

Draco secou uma lágrima e apontou a varinha para o rosto do moreno. “Oculus Reparo.” E uma faísca pequena saiu da ponta da sua varinha até o rosto de Harry.

“Ela ainda te obedece tão bem quanto obedecia a mim.” Harry disse, examinando o óculos admirado.

“Vejo que estão se divertindo.” Oldbury disse ao ver os dois sentados próximos.

“Estamos sim, querido.” Harry respondeu, se levantando.

“Podemos comer a torta agora, não podemos?” Oldbury perguntou observando a torta em cima da mesa. “Entrei no banho aguando por ela.”

“Sabe o que é.” Draco desconversou colocando sua antiga varinha na cintura, sentindo o prazer de tê-la novamente. “Eu adoraria, mas tenho um compromisso agora. Mas aproveitem, aposto que deve estar deliciosa, maçãs da Pomodoria são as melhores.”

Assim que Draco se aproximou da porta, seus ouvidos foram atingidos pelo timbre grave do auror chefe. “Você vai trabalhar?”

Quando se virou para responder, se arrependeu no mesmo momento de ter olhado. Oldbury dava leves mordidas no ombro de Harry.

Respondeu a única palavra que veio na sua mente no momento. “Vou.”

E saiu em seguida.

**

Não ia trabalhar, ao menos tivera tempo para conversar com Jasper para justificar a falta da última noite que com essa completara duas. Mas Draco não iria descobrir outra desculpa para sair dali antes do seu emocional se abalar mais.

Narcisa o esperava no sofá. Tranquila e calada.

“Boa noite!” Draco a cumprimentou.

“Por que você não me avisou que o vizinho para quem você levaria a torta tinha nome e sobrenome conhecido?” Ela perguntou de modo rápido e calculado. Como se estivesse formulando o melhor jeito de questiona-lo a horas.

“O que?” Draco perguntou.

“Filho, desde que o escândalo Potter começou, o Profeta Diário faz inúmeras edições diárias para manter o mundo bruxo informado.” Ela revirou a bolsa e retirou de lá uma edição do Profeta Diário recente.

Draco a tomou de suas mãos.

Harry Potter retorna ao mundo trouxa  

Depois de anos na convivência com o mundo bruxo e com seus filhos, HP, por um amor descabido, abandona tudo e volta para o lugar onde cresceu. Pessoas próximas dizem que Richard Oldbury, o pivô de sua separação, está morando com o auror chefe numa casa de um pacato bairro trouxa, próximo do lugar onde ele foi deixado por Dumbledore para viver dentro de um armário de vassouras.

A nota sobre o ocorrido era pequena, mas a foto da casa, que Draco conhecia bem pois havia acabado de sair de lá, era grande e ocupava quase toda a folha.

“Quando eu vi a foto pensei que fosse a sua casa, por causa desse rosa morto das paredes, mas então me lembrei que todas as casas dessa rua possuem o mesmo tom fúnebre de rosa e que tinha feito uma torta para um suposto novo vizinho.” Narcisa o indagou amargamente.

Draco jogou o jornal no sofá.

“Filho, eu fiz uma torta para Potter e o amante dele?”

“Se eu soubesse que esse cara estaria lá com ele nem teria torta para começo de conversa.”

Narcisa encarou Draco com atenção dobrada. “Filho, não vai me dizer que o seu coração voltou a balançar por Potter outra vez, depois de todos esses anos.”

Draco despejou um pouco de água num copo. “Não sei do que a senhora está falando, mãe.”

“Filho, você achou mesmo que passou a sua adolescência pensando que me enganava? Seu pai até podia acreditar quando você quebrava tudo em seus ataques anti-Potter ou por ele ter salvado a Pedra Filosofal, ou por ter achado a câmera secreta, entrado para o torneio tribuxo, se salvado quando você os descobriu com a Armada de Dumbledore, mas aqueles ataques de fúria sempre foram mais do que só fúria ou inveja. Você amava Potter.” Narcisa disse, vendo os olhos do filho escaparem do alcance dos seus. “Tive ainda mais certeza disso na mansão quando você se negou a reconhece-lo quando até eu mesma afirmaria ser o Potter ou quando não chamou Voldemort mesmo o seu pai insistindo. E nem ao menos resistiu com afinco pela posse das varinhas que estavam em sua mão e ele tomou.”

“Você está vendo pelo em ovo, mãe.” Draco desconversou, sentindo seu estomago se revirar.

“Mas ovo não tem pelo, filho.”

“É um ditado trouxa, quer dizer que você está vendo coisa onde não existe.”

“Vou lhe revelar uma coisa, Draco.” Ela disse, abaixando a voz de forma misteriosa, como se tivesse mais alguém ali além deles. “Eu estava presente na Floresta Proibida quando Voldemort lançou o Avada Kedrava em Potter. Eu vi tudo, o vi caído no chão, inconsciente. Voldemort também caiu para o outro lado, mas ainda estava bem, não quis ajuda para levantar e eu me ofereci para verificar se Potter realmente estava morto. Me lembrei de você e de como você não queria aquela vida e em como resistiu na mansão para salva-lo. Por isso, cheguei até Potter e perguntei: “Draco, meu filho, está vivo?” E ele quase que discretamente balançou a cabeça afirmativamente. Naquele momento eu o tinha nas mãos, ele confiou em mim e eu podia apenas entrega-lo para o outro que o sacrificaria na hora, mas eu não quis filho, então gritei que estava morto, e ele riu debochadamente e perante as suplicas de Hagrid para carrega-lo de volta, Voldemort atendeu.”

“Onde você quer chegar com isso, mãe?” Draco perguntou impaciente, achando que já tinha escutado revelações demais para uma única noite.

“Que você precisa demonstrar para o Potter que você ainda o ama, mesmo depois de tantos anos.”

“Endoidou, ficou maluca, andou cheirando urina de duende ou o que?” Draco esbravejou com a mãe. “Eu não sei de onde a senhora fica tirando essas ideias birutas, mas vou logo avisando que não concordo com elas. De qualquer modo, se esqueceu que há alguns dias brigava comigo por eu ter me assumido homossexual?”

“Mas com Potter é diferente para mim, Draco.” Narcisa explicou.

“Claro que é diferente para você, ele é rico, não é, mãe?”

E sem esperar a resposta, Draco bateu a porta do quarto com demasiada força.


Notas Finais


Draco, por que não assumi o que sente?
E esse Richard? Odiei ele!
(Desculpe se teve erros)


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