História Drácula (Ziall Au! Adaptação) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Larry, Niall Horan, One Direction, The Originals, Tvd, Zayn Malik, Ziall
Exibições 411
Palavras 2.210
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Voltei!
Então, não vou demorar a atualizar essa fic, pois já tem alguns capítulos prontos, mas comentem e favoritem <3


Boa leitura!

Capítulo 2 - Drácula Begins II


- Conde! Pensei que não fosse mais voltar._ Louis falou vê-lo pousar pela enorme janela na sala imensa e sem móveis, ele estava com uma aparência boa, corado até, o que não era natural de sua espécie, provavelmente tinha se alimentado, porém sua capa estava molhada._ Pegou neve na viagem.

- Não, apenas um pouco de chuva quando já estava chegando e fui me alimentar de uma vaca._ falou exasperado._ Muito sangue, mas não dá melhor qualidade, estou até enjoado de tanto que comi, digo, bebi.

- Por que se alimentou de uma vaca? Você odeia se alimentar de animais.

- Estava pra amanhecer e enquanto vinha de carruagem as vi no pasto. E também acabei de comprar essa capa, não queria molhá-la na primeira vez que usasse. Mas ainda assim molhou._ falou passando a mão na capa preta._ Merda de tempo! Onde está Liam? Temos que entrar nos caixões antes que amanheça.

- Ele já está pra chegar, não se preocupe.

- Quem disse que eu estou preocupado com ele?_ perguntou fingindo desinteresse, o servo se limitou a sorrir._ Deve estar com outro humano. Será que ele nunca aprende que não devemos nos envolver com a comida?

- Deixe-o, esse é o único momento que ele realmente se sente parte de algo, que se sente vivo, fora esses momentos, vive nos cumes dos montes, ou nos topos das árvores e torres desses castelos abandonados.

- Mas não estamos mais vivos! Humanos agora são nossa comida, nós somos caçadores, não é mesmo Liam?_ o outro vampiro tinha pairado pela mesma janela que ele entrara há alguns minutos.

- Você._ fingiu um sorriso já se encaminhando para sair da enorme sala, rumo a seu quarto.

- Sim, eu em carne e osso e sangue, muito sangue._ falou sorrindo apenas com os lábios, pois seus olhos continuavam frios enquanto analisava Liam._ Brincando de casinha com os humanos? Quem é dessa vez?

Liam travou na porta e cerrou os punhos e sem se virar falou:

- Não te interessa o que faço da minha "vida". E não ouse fazer nada dessa vez, ou eu realmente te mato seu desgraçado de merda.

- Olha a boca com seu superior, ou eu realmente posso arrancar sua cabeça da mesma forma que arranquei a do seu antigo amiguinho, não antes de ter sugado cada gota do seu sangue, lógico._ falou abrindo um sorriso assustador.

Em um piscar de olhos, Liam que estava do outro lado da sala, parou trás do outro vampiro, com boca aberta próximo a jugular do moreno, que lutava para segurar as mãos do Liam, ele estava fora de si.

Louis se afastou, pois sabia que coisa boa não ia dar e ainda podia sobrar pra ele.

- Como era mesmo o nome dele?_ provocou o mais novo, que enlouqueceu ainda mais tentando como um louco se aproximar do seu pescoço._ Damon? Não, Damon foi o primeiro e eu o matei arrancando seu coração.

Liam gritou de dor e raiva e o mais velho o jogou longe, o fazendo voar e parar em uma parede, o mais novo caiu no chão e ali mesmo ficou chorando, de raiva, tristeza, desespero.

- Verdade, o último foi o Stefan,_ falou se aproximando dele e o olhou nos olhos com desprezo_ fiquei sentido ao matá-lo, mas você insiste em errar! O primeiro eu te avisei, pedi para se afastar e ainda assim insistiu em brincar de humano, mas o segundo, você estava avisado, já tinha sofrido uma perca, o responsável pela morte dele e dos próximos será sua. Agora vá para seu caixão, o sol já está nascendo.

Liam continuou no mesmo lugar, olhando para o teto, chorando, desejando poder ser forte o suficiente para matá-lo.

- Levante-se Liam, ou vai acabar morrendo._ Louis falou tentando levantar o vampiro, mas sem sucesso, vampiros eram pesados e rígidos._ O sol já está no horizonte, levante.

- Eu quero morrer, me deixe aqui._ implorou fechando os olhos, o servo correu até a janela e a fechou, mas sabia que isso só isso não funcionaria, ele precisava ir dormir.

- Liam! Você não vai querer morrer queimado, deve ser horrível. Levante daí é vá dormir, ele não faz isso pra te machucar, não de verdade. Essa é a maneira que acha que está te protegendo.

Liam apenas sorriu irônico e acabou se levantando.

- Que bela proteção!_ falou olhando no fundo dos olhos do servo com raiva e dor._ Você realmente acredita nisso?

E saiu da sala na velocidade da luz, deixando o Louis se perguntando se realmente acreditava que o seu senhor estava realmente apenas protegendo Liam, como sempre imaginou que estivesse.

 

-x-

Na noite seguinte, os vampiros estavam normais, ou o que poderia chamar de normal entre eles, o moreno lia numa poltrona enquanto Liam olhava pela janela, vira e mexe trocavam algumas palavras, sem se encararem.

Louis estava com eles há sete anos e pelo que soube, Liam estava há 10, mas nunca foram amigo, ou algo parecido, Liam fora transformado sem que pedisse, e vivia/morria amargurado, com saudade da vida humana, de sua família, de sua antiga rotina.

Liam não se despediu, assim que viu os últimos raios solares se esconder atrás das montanhas, pulou a janela da torre e sumiu noite a fora.

- Ele está realmente chateado, geralmente quando brigam...

- Todos os dias._ o vampiro moreno falou tomando vinho, refinado como um verdadeiro lorde.

- Sim, quando brigam todos os dias, na noite seguinte conversam quase normalmente, mas hoje... Ele está realmente com raiva, ontem até queria morrer queimado pelo sol.

- Ele não vai se matar, já passou da fase do suicídio._ se levantou e andou calmamente em direção à janela que o Liam olhava antes._ Já aprendeu a conviver com a raiva.

- Mas ele gostava de verdade desse rapaz, estavam juntos há mais de três meses.

- Ele era um humano lindo, o Liam._ falou como se não tivesse ouvido o comentário do Louis._ Talentoso, poeta, estudante da melhor universidade da França, seu pai era um lorde, não muito influente e nem dos mais ricos, mas tinham muitas posses, Liam e o irmão eram o orgulho da família.

"Os conheci assim que me mudei para Paris, nos bailes organizados pela alta sociedade, a atenção dos irmãos Tomlinson era disputadíssima, sempre tinha uma dama que pedia música ao piano, ou uma dança, um passeio, e também os mais velhos, que queriam conversar sobre política, religião, economia, e as mais atrevidas que os queriam em algum lugar escuro, de preferência sem roupas."

"Mas quando o Liam passou por mim e me olhou, percebi sua preferência sexual. Poderia ter me aproveitado dele quando me quis, vi luxúria e desejo naqueles olhos e o desejo também me invadiu, mas estava tarde e estava com fome, e vi seu irmão saindo de um dos quartos com uma "donzela" ainda se ajeitando, a fome falou mais alto que o desejo pelo Liam, empurrei-o para o quarto outra vez e matei minha fome.

"Ele nem lutou pela vida foi imobilizado e se entregou, tão doce."

"Não sabia, mas Liam havia me seguiu, estava louco por mim, porém me viu saindo de cima do corpo sem vida do irmão."

"Eu pulei a janela e sumi, vergonha, medo, coisas que eu nunca tinha sentido, afinal, não tenho lembranças de minha vida humana, eu senti essas fraquezas pela primeira vez ao olhar nos olhos do Liam. Na verdade ainda lembro, e sinto a vergonha tomando conta de mim."

- Por isso o fere? Pois tem raiva de sentir uma fraqueza humana?_ Louis o questionou.

- Não. Não é isso._ falou dando um sorriso e voltando a sentar.

- Por que o transformou?

- Depois da morte do irmão, a família não foi mais a mesma, a mãe entrou em depressão, o pai perdeu a maioria das propriedades no jogo e o Liam foi pego na cama do rei pela rainha, então foram exilados em alguma ilha francesa dos trópicos.

"Por acaso eu o encontrei na Inglaterra uns cinco anos depois, sua mãe havia morrido de uma febre causava por algum inseto da ilha, o pai morrera em alto mar em uma tempestade, e ele estava noivo de alguma duquesa quando ficou doente também, tuberculose. A adquiriu com a vida boêmia que levava, andando bêbado pelas ruas com os amigos nas madrugadas, cantando, tocando e recitando poemas nos pubs."

"Eu o observei por cinco meses sem saber por que, deveria acabar com o sofrimento dele sabia que almejava a morte, pois o via quando estava sozinho em seu quarto, mas sou egoísta e quando o vi no leito de morte com o coração já batendo fraco e com a respiração ainda mais fraca, por causa dos pulmões já acabados, eu o transformei."

- Você é mau._ Louis comentou sem nenhuma emoção em específico.

- Talvez, por isso ele me odeie, não pelos humanos que ele insiste em se envolver e acabam mortos, mas porque acha que a causa de toda desgraça da sua família foi eu quem causei. Mas não foi assim, talvez a depressão da mãe sim, porém o que aconteceu depois não.

- Não devia tê-lo transformado, foi muita maldade, se pelo menos ele não tivesse te visto matando o irmão, ou então se você queria tanto uma companhia, que escolhesse outra, o que não falta na Europa é jovem bonito, inteligente e boêmio.

- Eu não queria companhia, nós vampiros somos caçadores solitários, e eu odeio lidar com outra pessoa. Mas desde que observei o Liam, desejei transformá-lo. Foi a primeira vez em trezentos anos de existência que fiz algo tão diferente do que era acostumado. E mais, ele pode ser um chato insuportável, mas não me dá vontade de arrancar o pescoço dele fora, o que é muito estranho, já que até o seu às vezes quero arrancar._ falou sorrindo para o servo.

- Não seja tão cruel com ele._ falou sorrindo para o vampiro também.

- Isso eu já não posso prometer._ e sorriu seu sorriso irônico, e desapareceu pela janela.

Louis, desde que começou a trabalhar para o vampiro sempre presenciou as brigas dos dois, mas o Liam nunca ia e nem o maior o mandava embora, ou mais fácil, o matava. Se acostumaram a viver nessa guerra que travavam quase que diariamente.

Mas ele, apesar de viver isso há sete anos não se acostumava, e achava que nunca se acostumaria.

Sentia saudade de sua família pacífica, sua vila, sua casa, seu amor.

Em dias tumultuados como esse, que era quase sempre, sentia saudade das longas conversas com o filho do seu senhor, Harry.

Eram amigos desde criança, cresceram juntos, amigos, confidentes, íntimos, sabiam o que pensavam e o que sentiam antes mesmo de abrirem a boca.

Até que percebam que o que sentiam um pelo outro ia além da amizade, e tinham plena convicção que era errado e impossível. E mesmo sendo assim, não resistiram e se entregaram a esse sentimento e desejo proibido, até que as fofocas chegaram aos ouvidos do pai do Harry, que rapidamente casou o filho com a terceira filha de uma família rica.

Louis teve que conviver vendo seu amor impossível e sua esposa todos os dias, sem poder se aproximar, afinal sua família dependia desse emprego, não podia arriscar a sobrevivência deles por um capricho.

Mas em uma tarde chuvosa enquanto voltava do campo, se abrigou em um casebre de caça, e instantes depois, Harry entra também sem fôlego, tinha seguido seu empregado.

Louis viu dor, saudade e desejo em seus olhos e sem precisar de palavras, um correu para o outro e se entregaram ao que sentiam, sem medo, sem culpa.

Mas esse era o problema do desejo, ele cega, não há barreiras como receio e medo, por isso continuaram se encontrando na casa de caça sempre que conseguiam.

E mais uma vez o pai do Harry soube, e a família dele foi expulsa das terras, só não saíram sem nada, pois o senhor amava a família do Louis, e seus pais sempre foram bons empregados, e com o dinheiro dado por ele, compraram uma casa em uma vila e viveram bem trabalhando nas colheitas das redondezas.

Louis apesar da tristeza e saudade que o invadia todos os dias, estava bem, e mesmo que sua família o culpasse pelo que aconteceu, não o tratavam mal.

Seis meses passados, todos procuraram esquecer o que tinha acontecido e seguiram suas vidas.

Mas alguém não esqueceu. Taylor, esposa do Harry, não se acostumava com o sexo frio e obrigatório, e o tratamento distante no dia a dia, e armou uma armadilha para o causador de seu sofrimento.

Louis voltava já anoitecendo para casa quando fora abordado por três homens altos e fortes, que o espancaram e deixaram inconsciente para morrer na beira de um rio, e foram embora.

E assim conhecera o vampiro que hoje era seu senhor. O vampiro tinha sido atraído pelo cheiro de sangue até onde Louis estava e o salvou, deu um pouco de seu sangue, o suficiente apenas para curá-lo e não transformá-lo, e quando acordou, já estava longe de casa e desde então, devia sua vida ao vampiro.

Louis nunca mais viu sua família, nem o Harry, para todos os efeitos, estava morto.



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