História Drácula (Ziall Au! Adaptação) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Larry, Niall Horan, One Direction, The Originals, Tvd, Zayn Malik, Ziall
Exibições 309
Palavras 2.260
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, voltei de novo! Se tiver comentários, dá pra voltar ainda hoje com a última parte do Drácula Begins


P.s: Como havia avisado, precisei colocar alguns famosos e personagens de séries e dessa vez foi o lindo, gostoso e também britânico, Niklaus.

Capítulo 4 - Drácula Begins IV



O conde não soube explicar o que aconteceu com ele, mas ao olhar de perto o padre, já não estava mais ali, e sim em outro lugar, uma floresta, de dia cercado de outras pessoas.

Só sabia que precisava fugir dele, antes que morresse de novo.

Morrer de novo?

Pensou confuso, já longe da igreja, em cima de algum telhado desabitado, suando frio e tremendo.

Meio desorientado, sua mente estava confusa, os pensamentos sem ordem e nexo, flash de florestas desconhecidas passavam e sua e mente e principalmente aquele rosto lindo, o rosto do padre.

Não sabia dizer como havia chegado ao castelo, e pela primeira vez, entrou pela mesma entrada que o Louis, não teve força para dar impulso até a torre.

O servo o achou deitado nas escadas que davam acesso à torre, e o ajudou a chegar até o seu caixão.

Seu sono foi uma continuação de suas visões, tiros, festas, castelos habitados, floresta, Liam e o padre.

Despertou quando o sol se pôs, mas nem saiu do caixão, seu corpo queimava de febre, como se fosse um humano frágil e isso o enfureceu.

- Liam? Onde está? Cadê o Liam?_ perguntou com a voz trêmula.

Louis negou com a cabeça e deixou a vítima desacordada do conde no seu quarto e saiu, seu senhor podia estar febril e delirante, mas mesmo assim não queria provar de sua ira.

Quando chegou até a sala onde o vampiro costuma ficar em dias normais, se assustou, havia um vampiro parado na janela olhando para o lago abaixo.

- Quem é você?_ perguntou já pegando uma tocha da parede.

- Então já sabe que o fogo também nos mata?

O servo não respondeu nada, apenas o analisava, se perguntando o que ele queria e temendo pelo seu mestre fraco, sabia que essa região só podia ter um senhor dos vampiros, e essa posição era cobiçada, mas não ousavam desafiar o atual, pois ele era muito mais forte e velho que eles. Porém, fraco como estava, era um perigo.

- Não se preocupe criança._ falou com uma voz terna, acalmando o Louis, que mesmo sabendo que estava sendo forçado a ficar calmo, não conseguiu evitar, pois estava sendo compelido a isso._ Eu não vim machucá-lo, somos amigos, seu mestre e eu. Onde ele está?

- Eu não vou te falar. Nem obrigado._ falou num ato de ousadia.

- Niklaus..._ Louis ouviu a voz de seu mestre e se postou em sua frente.

- Se esconda. Você está fraco para se proteger.

- Meu doce e fiel Louis, não se preocupe, ele não me fará mal, agora nos deixe._ falou caminhando devagar em direção ao estranho e o abraçou e só assim, Louis deixou a sala.

- O que faz aqui? Já cansou de percorrer o mundo?_ perguntou sorrindo fraco pra ele.

- Sente-se, você não parece muito bem._ disse preocupado, o ajudando a chegar até a cadeira._ O que houve?

- Não sei... Desde ontem venho tendo visões, alucinações, sonhando dormindo e acordado com as mesmas coisas. Vampiros têm febre? Adoecem? Isso é impossível, eu sei, mas estou tendo, está acontecendo.

- Sua memória deve estar voltando, e não, não adoecemos, mas como nosso corpo funciona quase como o de um humano, não acho impossível termos febre. O cérebro é um membro poderoso e o seu deve estar em choque, não se preocupe, você ficará bom logo._ falou apertando sua mão.

- Mas e você? O que veio fazer aqui? Já fazem o quê? Uns 200 anos que não o vejo?

- Sim. Londres 1400, 24 de julho, noite chuvosa e abafada.

- Sim. Foi uma noite boa, comemos tanto, a Guerra dos Cem Anos e a Peste Negra foram nossos aliados._ relembrou com uma voz nostálgica.

- Nos alimentar sem culpa e medo de sermos descobertos.

- Apenas sem o medo, não sentimos culpa, esqueceu?

- Foi só um modo de dizer._ respondeu sorrindo.

- Não que eu não tenha gostado da visita. Mas o que veio fazer aqui depois de tantos anos? Não é saudade desse castelo e nem do tempo que era senhor daqui. Afinal, você nunca quis ser, por isso me procurou em Londres, para substituí-lo.

- Sim. Eu sei, na verdade, vim te devolver algo e parece que vim no momento propício, já que você está começando a relembrar seu passado.

O conde o olhou curioso, e então ele tirou algo de dentro das vestes, estava embrulhado numa ceda fina e bonita, ele devia ter vindo da China.

O atual senhor entendeu as mãos trêmulas para receber e assim que a pegou na mão, sentiu a frieza da peça, abriu devagar e viu adaga de prata fina, em sua base a cabeça de uma onça, em seus olhos, dois rubis.

- Nossa! Que linda._ exclamou admirado.

- Sim, é mesmo linda._ falou olhando a adega e com o pensamento longe._ É de sua família, eu te achei com ela.

O conde o olhou surpreso e depois voltou a olhar a adaga, e principalmente para aquela onça.

Percebeu que há algum tempo estava sentindo uma queimação na palma da mão, mas só depois que tocou adaga começou a incomodar, como se tivesse com a palma da mão cortada, mas não havia sangue, ou sinal de que isso tinha acontecido, principalmente porque se curava rápido, deixou para pensar no incômodo depois, voltou a olhar para o outro vampiro.

- Tem certeza? Estou lembrando sim, de algumas coisas, mas não dela.

- Sim, ela é de sua família, tenho certeza, assim que o salvei, fui até sua casa, tinha pinturas suas e de seus ancestrais por toda parte. E todos eles estavam com essa mesma adaga.

- Minha família era...?

- Importante, eram ricos e de renome.

- Como morri?

- Você irá se lembrar._ o conde balançou a cabeça concordando.

- Engraçado que eu nunca quis recordar, mas agora essa vontade queima em mim.

- Você sem lembranças se tornou um vampiro experiente e maduro num curto período de tempo. Sua natureza vampiresca não precisou de tempo para ser revelada, pois não tinha uma família, amor, traumas.

- Desejaria poder não me lembrar. Não quero ser como o Liam, atormentado, inconsolável, inconformado, um chato._ completou sorrindo.

- Por falar nele, onde está?

- Revoltado e rebelde._ falou se recostando na cadeira, mirando o teto, Niklaus se limitou a sorrir.

- Não mudou nada desde a última vez que me escreveu?

- Nem um fio de cabelo._ respirou cansado._ Por que o transformei mesmo?

- Honestamente não sei. Nós vampiros não agimos por impulso, para transformar alguém demora às vezes até anos antes de escolhermos uma companhia adequada.

- Eu sei, e acabamos desistindo, não no nosso caso, já que transformamos pessoas à beira da morte.

- Nós somos uma exceção.

- Sim Niklaus, somos.

- Mas o que me surpreendeu foi não ter transformado o seu servo, Louis.

- Por que termos histórias parecidas?_ o outro vampiro balanço a cabeça concordando.

- Sim, vocês têm a história parecida._ disse pensativo.

- Eu preciso ir conde._ Klaus falou com pesar.

- Não vai dormir aqui ex-conde?

- Não, tenho que viajar a noite toda, pois amanhã saí um navio do Porto, preciso estar dentro dele antes que amanheça.

- Para onde vai dessa vez?

- Portugal, e de lá para os países colonizados, não sei se já ouviu falar do Brasil. Uma das colônias portuguesas.

- Ouvi algo sim, muitos selvagens pelados e calor, muito calor.

- Estou indo mais pelos selvagens pelados do que pelo calor._ brincou.

O conde se levantou quando viu o Niklaus indo até a janela.

- Se fosse de nossa natureza amar alguém, acho que amaria você._ falou olhando para o perfil bonito do vampiro maior.

- Não acho que seja assim, eu o amei, por isso o transformei.

- Eu sei, mas não um amor humano, quando somos assim, amaldiçoados, o amor não nós pertence. O único prazer carnal que sentimos é o sangue quente humano saindo de suas veias, enquanto seu coração acelera pelo medo e aos poucos vai deixando de bater._ disse com os olhos fechados apaixonado._ Isso é nosso amor, isso é o nosso prazer.

- Não é verdade. Ou melhor, não é de todo verdade. Nós amamos sim. Claro que o prazer de sugar a vida de alguém é o maior prazer que podemos ter. Mas podemos amar.

- Você está ficando um velho melancólico Niklaus._ falou dando um sorriso fraco.

- Talvez, mas você também está mudando meu caro amigo, e em breve sentirá muitas coisas novas e conflitantes.

- Eu sei, sinto isso também. Mas eu tenho uma escolha, e eu escolho não sentir nada disso. Eu não vou ser um segundo Liam, há 300 eu deixei de ser um humano, eu sou um vampiro e eu não vou sofrer.

- Eu sei, eu sei..._ falou olhando pra ele uma última vez._ Adeus.

Falou pulando a janela, deixando o Zayn fraco e sentindo algo que não sentiu na primeira despedida dele em Londres: tristeza.

-x-

Liam entrou pela janela quase uma hora depois do Niklaus ter saído, ao ver o vampiro que mais odiava sentado, pálido, trêmulo, tentando enrolar sua mão com uma seda chinesa, seu primeiro impulso foi tentar ajudá-lo, mas o que fez foi sentar de frente a ele.

- Oh! Liam, tudo bem? Tenho sonhado muito com você, mas não parecia ser você. Entende? Como se fosse outra época._ disse agitado.

- Você está bem?

- Não se preocupe comigo, essa febre maldita vai passar.

- Eu não estava preocupado. Só curioso. Febre? Você disse febre? Nós adoecemos?

- Não adoecemos é só que... Parece que minha memória está voltando, lutando pra voltar e meu corpo não aguentou a pressão._ falou desistindo de amarrar seda na mão esquerda.

- E por que está amarrando isso na mão?_ perguntou segurando a seda e puxando o seu braço para mais perto.

- Você é cego? Não está vendo o tamanho desse corte?_ falou mostrando a palma da mão com um corte sem cicatrizar.

- Olha, não sei que sangue estragado andou bebendo, mas você está louco. Eu não estou cego, você é que está vendo demais._ retrucou, mas ainda assim enrolou o tecido em sua mão._ E não sei se esqueceu, mas nós não ficamos machucados, nos recuperamos rápido, nos curamos.

- Eu sei Liam._ falou puxando a mão._ Louis também disse que não tinha nada nela, mas eu vejo o corte, o sinto e ele não quer sarar. Talvez eu esteja mesmo louco._ falou se levantando._ Vou dormir, você vai ficar?

- Não._ falou calmo.

- Era pra ter aproveitado hoje me matado, se vingado, não é o que quer? Vingança?

- Eu não sou um covarde.

- Mas deveria ser mais esperto e não perder raras e boas oportunidades.

- Talvez eu seja mesmo um idiota.

- Sim. Você é.

Liam ficou sozinho pensando no que ele havia dito, deveria aproveitar que estava fechado no caixão e matá-lo de uma vez?

Merecia isso, sua vingança, perdeu toda sua família e o uma chance de entrar no céu, agora era um demônio que se alimentava matando pessoas e destruindo famílias, assim como a dele também foi.

- Não faça isso._ Louis entrou na sala e o abraçou por trás da cadeira, beijando seus cabelos._ Não faça isso.

- Por que gosta dele? Por causa de suas histórias parecidas? Afinal ele também foi encontrado ferido. Porém Louis, ao contrário dele, você não foi transformado.

- Ele me deu vida, sem precisar me matar._ falou olhando compadecido para o vampiro.

- Vida?_ falou sorrindo amargo._ Uma vida privada de sua família, sem notícias de ninguém, sendo servo de um vampiro mesquinho e cheio de exigências e que te transforma em um assassino como nós sempre que ele lhe pede pra trazer alguém pra ele. Isso não é vida.

- Mas é muito melhor que a antiga._ falou tentado se convencer.

- Talvez seja mesmo, mas está valendo a pena deixar sua família enganada, sofrendo a morte de um filho que ainda está vivo?

Liam saiu quando o Louis não o respondeu, o servo só percebeu sua falta algum tempo depois, e como há muito tempo não fazia, chorou de saudade de sua família e do Harry.

-x-

- Louis!_ o vampiro o chamou após tocar uma sineta.

- Está melhor!_ falou sorrindo ao vê-lo de pé próximo à mesa.

- Sim. Estou bem. O meu cérebro não é mais forte que esse corpo.

- Sua mão...?_ se calou receoso de perguntar por que ainda estava com ela enrolada sendo que ele vira que não havia corte nenhum.

- Ah! Isso?_ falou mostrando a mão com o lenço enrolado._ Besteira. E então, fez o que pedi? Foi vê-lo?

- Sim, e ele é um ser humano normal, a cruz era como todas as outras, não sei o que aconteceu quando ele lhe mostrou o crucifixo, mas não tem nada a ver com mito.

- Eu sei que não._ falou desanimado.

- Espere._ falou se lembrando de algo.

- O quê?

- O padre Niall estava com um lenço branco enrolado na mão esquerda também.

- Como?

- Ele parece ter ferido a mão esquerda também. Mas ao contrário de você, ele está realmente ferido, pois parecia estar com dor na missa dessa manhã.

- Mas eu também estou com dor._falou revoltado antes de pular a janela para procurar sua refeição do dia, ia terminar o que havia planejado há poucos dias, se alimentar de um certo sacerdote.

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