História Dragão Assassino - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Akame ga Kill!, Fairy Tail
Personagens Akame, Bulat, Chelsea, Happy, Leone, Lubbock, Mine, Najenda, Natsu Dragneel, Sheele, Susanoo, Tatsumi
Tags Assassino, Drama, Nakame, Natsu X Akame, Night Raid, Nova Vida, Romance, Tatsumi X Mine
Visualizações 223
Palavras 4.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Hentai, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo eu estou de volta com mais um capitulo para vocês, e eu espero que vocês gostem

Boa leitura a todos.

Capítulo 6 - Mine


Natsu com Happy em seu ombro direito estava caminhando por uma das ruas da capital. Já era noite, por isso ás ruas não estavam tão cheias como de costume, mas também não estavam totalmente vazias, Natsu e Happy tinha acabado de completar mais uma missão, um mês se passou desde que eles entraram na Night Raid e ambos estavam muito próximos de todos.

Leone era á irmã mais velha que Natsu nunca teve, enquanto á Fairy Tail era sua família, Natsu sempre que olhava para Mira Elfman e Lissana se perguntava como era ter irmãos como eles, ele queria saber como era ter uma família própria, Leone estava desempenhando esse papel muito bem, ela era super divertida e podia dar conselhos muito bons quando necessário, Natsu gostava de chamá-la de Nee-san isso só parecia certo, ela era á irmã mais velha auto-proclamada dos membros mais jovens da Night Raid.

Bulat era um ótimo parceiro de luta, os dois constantemente podiam ser vistos lutando ou treinando juntos na área de treinamento, sem contar que ele sempre tinha bons conselhos de como melhorar onde ele estava errando em suas lutas, ele se provou ser um ótimo amigo.

Sheele Natsu podia descrever como uma fera adormecida, a primeira vista era uma pessoa super doce, gentil desastrada e bem cabeça de ar, mas quando se tratava de matar e proteger seus amigos ela praticamente se tornava outra pessoa, sua expressão facial voz e comportamento, tudo isso dava um cento e oitenta nesses momentos, ela se tornava fria e mortal, concluía seus trabalhos com excelência e até mesmo perfeição, misericórdia? Ela não tinha isso, os dois realmente se davam bem, eles tinham muito em comum quando se tratava de esperteza.

Lubbock era praticamente alguém que seria perfeito para ser um mago da Fairy Tail, ele era divertido gostava de provocar e era um pervertido, mas quando a situação exigia ele sabia ser sério e era um combatente muito inteligente que mesmo Natsu tinha dificuldades em enfrentar, os dois conversaram várias vezes e até fizeram alguns trabalhos juntos, Natsu podia dizer que eles eram bons amigos.

Najenda era uma líder muito boa, ela sabia ser severa quando necessário, sabia incentivá-los nos momentos certos e era muito inteligente sem contar que se importava muito com eles, uma das poucas coisas que ela precisava trabalhar eram seus trocadilhos, pois ela deixava muito á desejar nessa parte.

Quanto á Akame Natsu se via cada vez mais próximo dela, ele não sabia identificar o que era, mas ele se sentia muito á vontade ao seu redor, ele podia se abrir para ela com facilidade e ambos sempre teriam longas conversas enquanto observavam as estrelas e á lua na varanda da área de treinamento. Depois que ele lutou com Bulat Najenda se aproximou de ambos no dia seguintes e disse á Natsu sobre Esdeath e disse que queria que ambos enfrentassem ela.

Natsu estava animado com á perspectiva de lutar com alguém como ela, mas ele sabia qual era o perigo por trás disso também, desde então ele e Akame tem sempre treinado juntos para se preparem para o dia da revolução, eles iriam ganhar de qualquer jeito.

Natsu aprendeu a lutar com uma espada com Akame, considerando que Esdeath usava uma Rapier como arma, ele tinha que estar preparado para lutar com ela, lutar com alguém com uma lâmia desarmado mesmo com sua magia seria difícil, sem contar que ele ainda podia usá-la como um meio para cometer assassinatos silenciosos, ele também gostava de usar adagas para isso, usar armas era um dos melhores meios para matar alguém. Claro que essas armas eram só seu meio secundário de combate, lutar a curta distancia e com seus punhos ainda era sua especialidade e preferência.

A rua que Natsu estava caminhando pertencia á um dos distritos mais humildes da capital, as casas eram mais simples e até as pessoas tinham uma aparência mais simples do que as outras pessoas da capital, onde muitos usavam roupas caras e chiques em alguns distritos, aqui as pessoas usavam roupas mais simples e baratas.

Hoje era uma noite de lua cheia e sua luz estava iluminando as ruas.

Natsu: ‘’Hoje está uma noite bem bonita......’’ – Natsu pensou para si mesmo e olhou para o céu suspirando logo em seguida.

Um mês atrás após ter tido aquele sonho estranho ele teve um pouco de dificuldades de olhar para Lubbock sem se lembrar do sonho, ele não contou para ninguém sobre isso, afinal do que iria adiantar? Qualquer um pensaria que só era sua preocupação com essa vida que o fez ter esse sonho estranho, então Natsu guardou isso para si mesmo, e tentou esquecer isso ocupando sua mente com outras coisas.

Ele aumentou seu ritmo de treinamento, e passou várias horas fazendo coisas aleatórias como cozinhar com Akame para esquecer o sonho, no começo todos notaram que ele estava agindo estranho principalmente em torno de Lubbock, mas depois de algum tempo o comportamento de Natsu voltou ao normal, e assim todos esqueceram isso.

Mas Natsu ainda não tinha esquecido aquele sonho, ele tinha sido muito real, e mais parecia uma mensagem para ele ter cuidado do que um sonho, e Natsu teria certeza de levá-la á serio. Natsu também não tinha contado os outros de onde ele veio, na verdade ele não tinha mais reservas sobre isso, ele já confiava em todos, o suficiente e tinha uma boa amizade com todos, mas com tudo que andava acontecendo isso acabou escorregando de sua mente ele esqueceu de dizer, também não é como se eles ficassem perguntando.

Happy: Ne Natsu......está uma noite bem tranqüila não é? – ele sussurrou em seu ouvido para que só Natsu ouvisse.

Natsu: Sim Happy está, até parece que algo vai acontecer – ele sussurrou de volta.

Happy: Você se tornou muito paranóico Natsu...... – ele sussurrou com uma gota aparecendo em sua cabeça.

Natsu: Assassinos devem ser sempre paranóicos – ele respondeu com uma voz forte.

Happy: Você anda passando muito tempo com á Akame........ – ele respondeu com uma voz sem emoção.

Natsu iria retrucar, mas ele viu algo a metros deles que fez seus olhos se estreitarem.

Natsu: Tch malditos....... – ele sibilou com raiva e saiu mais rápido.

......

Uma menina estava olhando para o céu enquanto estava deitada no chão com algumas pessoas á sua frente. A menina tinha longos cabelos rosa desgrenhados, sua pele era branca e seus olhos também rosa, ela estava usando roupas esfarrapas brancas, mas estavam tão sujas que quase não se podia afirmar isso, a menina própria estava suja e tinha arranhões pelo corpo, provavelmente foi agredida mais cedo. Olhando para ela todos podiam ver que ela morava nas ruas.

Á sua frente tinham quatros homens segurando pedaços de madeira e frutas podres, eles estavam rindo dela enquanto faziam comentários sarcásticos e ruins sobre ela, ela olhou para alem deles e pode ver o palácio imperial, e a sua volta algumas pessoas passavam sem olhar para ela. A menina tinha lagrimas em seus olhos e ela ergueu sua mão na direção delas, mas ela foi ignorada, era como se ela não existisse.

???: Olha só, ela acha que alguém vai ajudá-la......hahahahaha patético ninguém se importa com uma mestiça como ela – um dos homens á sua frente apontou para ela e riu com zombaria.

Um deles balançou seu pedaço de madeira e riu.

???: Por que nós não fazemos um favor a todos e livramos o mundo disso ­­– ele apontou para ela e disse com desprezo como se ela nem fosse uma pessoa, os outros só riam com isso.

Mais e mais enquanto eles falavam o coração da menina afundava e se tornava mais pesado.

???: Ou talvez nós estejamos fazendo um favor á ela a tirando de sua miséria, nossa como nós somos misericordiosos – ele riu alto com os outros se juntando á ele.

???: Onde estão seus pais garotinha?.......oh certo você não tem não é? – mais uma vez todos riram dela.

Enquanto isso a menina olhava em volta e viu que ninguém nem sequer lhe poupava um olhar.

???: ‘’Certo......ninguém vai me ajudar.....eu sou a única que pode me socorrer.....’’ – ela lentamente se levantou e olhou para os homens ainda com lagrimas em seus olhos.

???: Decidiu criar coragem é? Muito inútil isso pirralha, não importa o que você faça, você nunca poderá escapar do que você é, e ninguém nunca vai se importar o suficiente para sequer cogitar olhar para você com nada alem do desprezo que você merece – sua voz não tinha zombaria nem sarcasmo, tudo o que ela tinha era um tom firme e convicto como se ele estivesse afirmando a verdade por trás do mundo.

???: ‘’ Tudo isso que está acontecendo comigo é necessário para abrir meus olhos, se eu quero que tudo melhore, se eu quero que esse mundo seja melhor eu não devo esperar pelos outros, cabe a mim mesma mudar esse mundo injusto’’ – ela limpou suas lagrimas e levou sua mão direita ao seu coração, enquanto seu olhar se endurecia.

Todos os homens olhavam aquilo confusos, certamente ela sabia que ela não podia fazer nada não é?

O vento frio da noite soprou por eles fazendo os cabelos da menina dançarem com ele, mesmo com a sujeira e sua forma um pouco machucada, qualquer um poderia ver que ela era muito bonita.

Os homens deram de ombros e um deles disse.

???: Bem parece que vamos ter mostrá-la o seu lugar de novo – ele brandiu o pedaço de madeira em sua mão na direção dela, mas a menina nem mesmo recuou seus olhar.

???: Eu não vou recuar....... – ela disse com determinação.

RACHADURA.

A próxima coisa que aconteceu foi um choque para todos. Antes que o homem pudesse acertá-la um homem com um capuz vermelho cobrindo sua cabeça apareceu entre eles a uma grande velocidade agarrou o pulso do homem com força e todos puderam ouvir uma rachadura doentia que fez todos estremecerem.

???: GAAAAAHHHHHHH MEU PULSO – o pedaço de madeira caiu no chão e todos a sua volta menos os quatro homens correram pensando que uma briga iria começar.

O homem que era Natsu olhou para os olhos do homem que ele tinha acabado de quebrar o pulso e disse sombriamente.

Natsu: Vocês se acham muito valentes mexendo com quem não pode se defender não é?......... – ele apertou mais o braço do homem e o torceu em um ângulo estranho.

RACHADURA.

Mais sons de rachadura foram ouvidos e o homem caiu de joelhos gritando e seu braço agora pedia mole ao seu lado depois que Natsu o soltou.

Natsu: Você nunca mais usara esse braço para machucar ninguém, procure quantos médicos quiser, eu duvido que algum possa remendar todos os ossos do seu braço – ele disse sombriamente e depois olhou para os outros três – vocês......

Os outros finalmente foram sacudidos de seu choque e olharam com raiva para Natsu ignorando o perigo.

???: Você como ousa....... – o vento soprou os cabelos de Natsu um pouco mesmo dentro do capuz e ele puderam ver sua cor – entendo, você é um deles também.

???: É claro que á escória como vocês querem ficar juntos – ele disse com desprezo.

???: Nós vamos mandar os dois para longe daqui – os três brandiram as madeiras em suas mãos em direção a Natsu.

Natsu: Tch a escória são vocês – mais rápido do que eles pudessem seguir ele colocou uma mão dentro de seu casaco nas costas, e depois a puxou para fora rapidamente.

CORTE.

Todos os pedaços de madeira foram cortados em dois, e tudo o que eles puderam ver foi um brilho prateado nas mãos de Natsu antes que ele guardasse o que quer que fosse que ele estivesse segurando de volta em suas costas dentro de seu casaco.

Natsu: Vocês têm cinco segundos para tirar esse seu amigo daqui e sumirem da minha vista, se vocês não fizerem isso, a próxima coisa a ser cortada vai ser seus corpos – ele disse ameaçadoramente, eles ainda hesitaram então Natsu começou a contar – um......dois.....três.......QUATRO ­– Natsu olhou com ferocidade para eles, e eles tiveram a impressão da área começar a ficar perigosamente quente, decidindo que era melhor correr eles agarram seu amigo ainda de joelhos e correram dizendo que Natsu iria pagar.

Enquanto isso a menina estava assistindo tudo em estado de choque, ela não podia acreditar que alguém realmente á ajudou.

???: ‘’Alguém se importa........’’ – ela pensou em estado de choque.

Por que alguém iria salvá-la quando ninguém olha para ela com nada alem de desprezo.

Natsu se voltou para ela e seu rosto se suavizou.

Natsu: Você está bem? – ele perguntou preocupado.

A menina não conseguindo confiar em sua voz simplesmente acenou com sua cabeça.

Natsu olhou bem para ela reparando em sua aparência, ele podia ver que ela deveria ter sangue misturado por sua aparência, isso sem contar que aqueles caras deixaram isso claro, ela parecia ter a mesma idade que Akame e Lubbock, Natsu era mais velho que eles por um ano e alguns meses, era na verdade quase dois anos, mas não chegava á isso, mas ela tinha uma baixa estatura, onde Akame ficava a nível com seu queixo, essa menina ficava a nível com seu peito.

Um forte vento passou por eles fazendo a menina tremer e Natsu retirou seu casado e o estendeu para a menina.

???: Eu...... – pela primeira vez ela disse algo, mas ela não conseguiu terminar.

Natsu: Vamos pode pegar, eu não sinto muito frio – ele disse gentilmente e ela olhou hesitante para ele, mas outro vento passou por eles, e ela se viu obrigada á aceitar, ela pegou o casaco de Natsu e o colocou, as mangas ficava grandes nela escondendo suas mãos, e ele estava arrastando pelo chão, mas ela não se importava, o que era importante era que ela estava quente.

Fazia tempo que ela tinha esse sentimento nas noites frias.

Ela olhou para Natsu e viu um gato azul em seu ombro a olhando, ela achou isso estranho, mas deu de ombros não achando isso importante, ela então viu os cabelos de Natsu e se lembrou do que os homens disseram, mas então balançou sua cabeça, ela sabia reconhecer um estrangeiro quando via um, Natsu podia ter cabelos assim, mas ele não era mestiço como ela.

Natsu: Com.... – ele não conseguiu terminar como ele ouviu vozes atrás dele.

Ele se virou e viu três dos homens de antes com pedras em suas mãos e as atirou na direção deles.

???: TOMEM ISSO.

Antes que Natsu pudesse reagir à menina pegou uma única pedra no chão e jogou na direção de uma parede perto dos caras.

Natsu olhou aquilo confuso, certamente ela não esperava fazer algo com isso não é?

Então á próxima coisa que aconteceu deixou Natsu e Happy ambos com seus olhos arregalados e bocas abertas.

A pedra bateu na parede então ricocheteou nela foi na direção de outra parede onde ricocheteou de novo e acertou as três pedras no ar de uma só vez as derrubando todas.

Os homens vendo que Natsu estava os olhando correram de novo, mas Natsu estava muito concentrado em seus pensamentos para ir atrás deles.

Natsu: ‘’Essa mira....... Pumpkim (abobora)........... ‘’ ­– Natsu voltou seu olhar para a menina e disse – venha comigo – ela claro o olhou desconfiada, mas então Natsu disse – seu eu quisesse fazer algo com você eu já teria feito.

Isso pareceu convencê-la e ela assentiu e quanto Natsu saiu andando ela o seguiu perdida em pensamentos.

???: ‘’Por que ele está me ajudando? O que ele vai ganhar com isso? Tem que ter algo que ele quer......’’ ­– ele pensou enquanto olhava para as costas de Natsu.

Na opinião dela Natsu certamente estava atrás de algo, afinal ninguém nunca á ajudou antes, então por que começarem agora?

.....

Os dois andaram por vários minutos até que Natsu entrou em um beco e se encostou na parede da direita e a menina ficou distante dele na parede oposta o olhando cautelosamente. Os dois ficaram em silencio por vários minutos somente se olhando até que Natsu suspirou e perguntou.

Natsu: Como você se chama? – ele perguntou calmamente, mas ela não respondeu e ele suspirou – olha vamos fazer assim, eu me apresento e você vai depois......eu me chamo Natsu Dragneel e você?

A menina o olhou cautelosamente por vários minutos então disse.

???: Mine......... – foi tudo o que ela disse.

Algumas pessoas passaram na rua fora do beco e Mine as encarou com raiva.

Mine: ‘’Eles se acham melhores do que eu.........’’ – Natsu seguiu seu olhar e suspirou.

Natsu: Sentir raiva deles não vai lhe ajudar de nada...... – Mine arregalou seus olhos e depois voltou seu olhar para Natsu.

Seu temperamento estava a ponto de explodir, ela finalmente se cansou de ficar quieta e ser indefesa enquanto todos a maltratavam, esse cara acabou de conhecê-la e não sabe nada sobre ela, ele não tem o direito de dizer o que ela deve fazer.

Sim ela decidiu que iria fazer algo por si mesma para mudar as coisas, e que tudo o que aconteceu com ela foi necessário para isso, mas não quer dizer que ela esqueceu tudo o que ela passou desde que ela pode se lembrar, ela não podia esquecer tudo da noite para o dia.

Engarrafar suas emoções por muito tempo não é uma boa coisa.

Mine: O que você....... – ela disse com uma voz baixa e perigosa, mas Natsu ainda ouviu.

Natsu: O que eu, o que? – ele perguntou alheio a seu temperamento em ebulição.

Mine olhou para ele com raiva.

Como ele ousa falar com ela como se ele soubesse algo sobre sua vida.

Mine: O que você sabe sobre mim para me dizer que ter raiva deles não vai me ajudar? – ela disse com raiva e Natsu se surpreendeu – experimente ser tratado como lixo todos os dias, ser maltratado xingado zombado e passar fome nas ruas e você vai ver como tudo isso é.......não ouse falar comigo como se você...ME CONHECE OU SABE ALGO SOBRE MIM – até o fim ela não agüentou mais e gritou no topo de seus pulmões.

Natsu foi pego de surpresa, mas depois de alguns segundos sua expressão se suavizou enquanto ele olhava Mine o encarar com raiva, e Happy era experto o suficiente para não falar nada.

Natsu: Você está certa.......... – ele disse com uma voz suave e Mine foi pega de surpresa, sua surpresa foi tanta que ela substituiu sua raiva.

Mine: O que?

Natsu: Você está certa, eu não lhe conheço e nem sei nada sobre você.....mas o que eu sei é que você está direcionando sua raiva para o lado errado – ele disse calmamente.

Mine: O que você quer dizer com isso? – seus olhos se estreitaram com suspeita, ela não confiava nele e Natsu sabia disso, mas ele não podia culpá-la, não depois de tudo que ela deve ter passado.

Natsu: O que eu quero dizer, é que você está direcionando sua raiva para as pessoas erradas..... – ele fez uma pausa enquanto Mine o encarava – você como todo mundo sabe de quem é a culpa das coisas serem ruins por aqui......

Ele parou e viu o olhar de Mine passar de estreito para um de realização.

Mine: Você quer dizer.......

Natsu: Sim, só existe uma pessoa por trás da situação atual do império, ele é o culpado de tudo de ruim por aqui, se você quer se ressentir com alguém tem que ser com ele – ele olhou para o céu – mas sabe ter raiva e ressentimento não vão realmente lhe ajudar, se você quer que as coisas mudem você mesma tem que fazer algo sobre isso – ele disse com uma voz calma e Mine o olhou atentamente deixando suas palavras afundarem.

Ela percebeu que ele meio que tinha razão.

Mine: Eu já decidi fazer algo eu mesma, mas como eu posso fazer isso? Se você sabe de um jeito me diga – ela disse com uma voz exigente.

Natsu achou divertido a atitude dela e também o deixou feliz por ela ser assim, afinal isso só mostrava que tudo o que ela passou não conseguiu quebrar sua mente.

Natsu: Eu só posso falar isso uma vez por isso escute bem, isso é muito perigoso entendeu? – ela assentiu – você já ouviu falar do exercito revolucionário?

Mine: Sim, eles são uma força que se opõem ao império atual, mas o que têm eles?

Natsu se aproximou dela e falou em um tom mais baixo.

Natsu: O exercito revolucionário e os estrangeiros ocidentais são aliados......... – ele disse com uma voz suave e calma e os olhos de Mine se arregalaram.

Mine: ‘’Ele está falando sério?’’ – ela pensou surpresa e olhou para Natsu atentamente procurando sinais de que ele estava mentindo, mas ela não encontrou nenhum.

Vários minutos se passaram e os dois ficaram em silencio.

Natsu: ‘’A voz dela me parece familiar.....mas de onde eu á conheço?’’ – ele pensou consigo mesmo.

Happy o tempo todo se mantinha em silencio observando eles, era obvio que Natsu estava tentando recrutá-la, mas ele também não queria revelar muito, o que era muito inteligente de se fazer, sempre que Happy olhava para essa menina ele meio que se lembrava de Natsu.

Na infância dele não importava quando ele perdia uma luta, ou quando os outros zombavam dele dizendo que Igneel não existia e que ele deveria deixar de mentir, Natsu sempre mantinha uma frente forte e continuava em frente, alguns poderiam chamar isso de pura bravata, mas Happy sabia que era verdadeira coragem, e que Natsu sabia que desistir não iria o levar a lugar algum, por isso ele nunca esmoreceu.

Happy podia ver que essa menina era parecida com ele nisso, mesmo que ele não soubesse de tudo o que ela passou, só de olhar para a situação que ela estava antes e o estado de suas roupas e corpo ele podia saber que ela passou por muita coisa, cosas que ninguém deveria passar, e mesmo assim ela estava disposta a seguir em frente, e parecia pronta para tentar qualquer coisa para conseguir seus objetivos, ela como Natsu não recuava de nada, e parecia que sempre continuaria com o que começou.

Assim como Natsu nunca parou de procurar por Igneel, ela também não parecia que iria desistir de fazer algo sobre o estado do império.

Mine ainda estava olhando Natsu, mas sua mente não estava nisso, ela estava pensando no que Natsu tinha dito sobre os estrangeiros ocidentais, o que ele tinha dito tinha um simples significado para ela, se os revolucionários ganhassem as coisas seriam melhores para pessoas como ela.

Mine: ‘’Eu quero fazer algo por eu mesma, mas eu devo me junta ao exercito? Eles me aceitariam?......o que eu devo fazer?’’ – Mine pensou para si mesma em conflito consigo mesma então seus olhos voltaram a focar em Natsu que ainda á olhava – o que eu deveria fazer? – Natsu sorriu de canto como se já esperasse essa pergunta.

Natsu: Eu não posso dizer o que você deve fazer, o que eu posso dizer é o que eu faria, e o que eu faria é fazer algo a respeito de tudo, se fosse eu no seu lugar eu estaria lutando por um pais melhor – ele se virou para a entrado do beco e começou a andar – bem já está na minha hora, á gente se vê por ai Mine.

Mine: Ei espera – Natsu parou na entrada do beco e só virou sua cabeça para trás.

Natsu: O que foi? – ele perguntou fingindo confusão.

Mine: Como assim o que foi? Você só vai me dizer isso e depois vai embora? Eu nem sei o que eu realmente deveria fazer – ela exigiu olhando para Natsu que deu de ombros.

Natsu: A resposta para todas as suas perguntas só depende de você, só você pode decidir o que quer fazer a partir de agora. Há e eu tenho uma dica, caso você decida se juntar ao exercito revolucionário saiba que eles estão mais próximos do que você pode imaginar – e com isso ele saiu do beco a deixando sozinha com seus pensamentos.

Mine: O que eu devo fazer? Eu devo me juntar ao exercito?

Claro a coisa mais prática a fazer seria se juntar ao exercito revolucionário, mas ela fazia isso? Afinal não era como se eles fossem aparecer do nada na sua frente e convidá-la, então como ela poderia se juntar.

O olhar de Mine se voltou para a entrada do beco onde Natsu desapareceu.

Mine: Ele parecia saber muito sobre o exercito revolucionário, mas como?........ –  depois de alguns segundos seus olhos se arregalaram em realização.

Caso você decida se juntar ao exercito revolucionário saiba que eles estão mais próximos do que você pode imaginar

Como ela não percebeu isso antes?

Mine: Ele é....... – seus olhos se endureceram em determinação – eu já sei o que eu quero fazer.

Com Natsu.

Natsu estava andando pelas ruas da capital em direção a saída, desde que ele deixou Mine sozinha no beco ele mantinha uma expressão calma e estava em silencio, Happy não conseguia entender o que Natsu pretendia, ele não queria que ela se juntasse a Night Raid? Se sim por que ele não a trouxe com ele?

Não agüentando mais ficar em silencio ele disse.

Happy: Natsu eu pensei que você queria que ela se juntasse á nós – ele disse confuso.

Natsu: E eu quero Happy – ele disse com calma e isso confundiu ainda mais Happy.

Happy: Mas então por que você não a trouxe com á gente?

Natsu: Ela deve decidiu sozinha o que ela quer fazer, eu não posso segurar sua mão e decidir tudo por ela, ela deve fazer suas próprias escolhas, se ela desejar se juntar a nós ela virá atrás de mim, e eu sei que ela vai Happy – ele disse com convicção.

Happy: Entendo....... – seus lábios se esticaram em um sorriso provocante – e desde quando você é tão esperto assim Natsu? – uma grande veia irritada apareceu na cabeça de Natsu.

Natsu: Para á sua informação Happy eu sempre fui esperto, eu só não vejo motivos para agir assim a maior parte do tempo – ele respondeu com raiva.

Happy: Hmm sei Natsu, eu acredito em você – ele disse em um tom sarcástico e a veia na cabeça de Natsu aumentou de tamanho.

Ambos então iniciaram um debate acalorado sobre se Natsu era inteligente ou não, e sem que ambos percebessem eles saíram da capital e estavam se afastando até Natsu sentir um cheio vindo na direção deles e sorriu.

???: ESPERE – uma voz familiar para ambos gritou os fazendo parar e Natsu se virar e ver Mine a alguns metros dele parecendo que correu muito para alcançá-los.

Natsu: O que você gostaria Mine? – ele perguntou retirando o sorriso de seu rosto e a olhando com calma.

Mine respirou mais algumas vezes para se recompor e encarou Natsu seriamente.

Mine: Você faz parte do exercito revolucionário não é? – ela disse em voz baixa e Natsu a encarou em silencio por vários minutos então suspirou e disse.

Natsu: Bem se eu dissesse que sim, o que você diria?

Mine: Se você for mesmo parte do exercito revolucionário eu quero que você me leve com você – ela disse com determinação clara em sua voz e Natsu sorriu internamente.

Natsu: Digamos que eu realmente faça parte dele, o que você faria se eu te levasse comigo? – ele perguntou sorrindo de canto.

Mine: Eu iria fazer de tudo para ganhar contra o império, eu não vou deixar ninguém como eu sofrer mais, por isso me leve com você – ela disse a parte final com um olhar desafiantes em seus olhos, era quase como se ela estivesse desafiando Natsu a dizer não.

Natsu gostou disso.

Natsu: ‘’Eh, eu gosto desse olhar.......finalmente eu posso treinar alguém, depois que todos me treinaram eu queria fazer o mesmo’’ – Natsu olhou para os olhos de Mine seu sorriso desaparecendo de sua face e disse com a maior seriedade possível – se você vier comigo saiba que não terá volta, você poderia morrer á qualquer momento, então eu vou perguntar só essa vez, você realmente quer vir?

Uma forte brisa soprou entre os dois agitando suas roupas e cabelos, Mine nem se quer piscou pelas palavras de Natsu, ela já tinha tomado sua decisão, e ela não iria volta atrás de jeito nenhum.

Mine: Eu não me importo com nada disso, eu só quero que você me leve com você – seu tom de voz era exigente e Natsu olhou com diversão para ela.

Natsu: Exigente somos nós? – ela lhe deu um olhar de olhos estreitos e Natsu quase estremeceu, mas conseguiu se recompor – ‘’credo, ela é o que? Uma mini Erza?’’ – Natsu estendeu sua mão para ela – se essa á sua escolha venha comigo.

Mine olhou para á mão estendida de Natsu por alguns segundos hesitante, ela não estava hesitando em se juntar ao exercito revolucionário, mas sim em tomar sua mão, ela tinha um pouco de problemas de confiança, ela não confiava em Natsu ainda e talvez demorasse um pouco.

Mine então respirou fundo e caminhou na direção de Natsu e segurou sua mão hesitante.

Ela não sabia naquele momento, mas aquele gesto dele iriam mudar sua vida de um jeito que ela nunca imaginou, ela nunca teve família ou mesmo amigos, mas ela não sabia que logo isso seria coisa do seu passado.

Mine: Podemos ir?

Natsu: Claro, e saiba que você fez a escolha certa. – ele segurou sua mão e a puxou mais perto dele e bateu na parte de trás de seu pescoço a fazendo desmaiar – desculpe por isso, mas vai ser mais rápido se eu te carregar, mas eu sei que você iria reclamar muito, então durma até chegarmos – ele á pegou no colo e virou sua cabeça para Happy – Happy vamos embora, nós temos um novo membro para apresentar aos outros.

Happy: Aye sir – os dois saíram em alta velocidade pelo caminho que levava ao esconderijo da Night Raid.

Natsu não sabia, mas uma das pessoas do seu sonho estava agora ao seu lado.

Continua.


Notas Finais


E ai o que vocês acharam? ficou bom? ruim? vocês acharam que foi bom o jeito que Natsu recrutou a Mine para a night raid? eu queria mostrar ela se encontrar com os outros nesse capitulo, mas se eu fizesse isso nesse o capitulo iria ficar muito grande e talvez ele ficasse chato de se ler, por isso eu vou deixar isso para o próximo capitulo, então o que vocês acharam?

Obrigado pela atenção e por terem lido.


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