História Dragão Negro - Capítulo 102


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
Personagens Astrid, Bafo e Arroto, Banguela, Batatão, Bocão, Cabeçadura Thorston, Cabeçaquente Thorston, Dente-de-Anzol, Fúria da Noite, Melequento, Perna-de-Peixe, Personagens Originais, Soluço, Stoico
Tags Aventura, Como Treinar O Seu Dragão, Drama, Romance, Violencia
Visualizações 38
Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ok, desculpem pelo atraso, não pude postar na última semana. Estava viajando e não tinha internet, mas a partir de hoje as postagens vão voltar ao normal.

Capítulo 102 - Novo curso de ação


POV: VOZ

Como você pode saber se alguém está mentindo? Essa pergunta me preocupa, pessoas podem mentir sempre e outras podem nunca desconfiarem delas estarem falando a verdade. Então quando não podemos contar com as palavras que saem da boca de um aliado, como poderíamos confiar nele já que somente o dono das palavras sabe o que passa por sua cabeça.

POV: SOLUÇO

- Então é por isso que você fez tudo aquilo e é por isso que está vendado?

Nós realizamos uma reunião “secreta” no sala de reuniões do pilotos, muitas pessoas notaram o desaparecimento do Darti apesar de suas atitudes e ações sempre esguias, era comum de se ver ele perambulando pela vila e tirando um cochilo aqui e ali. Com seu recente desaparecimento sem nenhuma explicação houveram aqueles que fizeram as perguntas erradas que com elas surgiram boatos, e é por isso que eu não podia permitir que ele simplesmente voltasse para Berk como se nada tivesse acontecido, pois o que ocorreu foi algo grave e que eu preciso garantir que não se repita em circunstância alguma.

E é por isso que estamos todos aqui, assim que o homem de preto chegou e contou toda sua história, de como uma feiticeira fez sua cabeça e, dessa forma, alterando seus sentidos e sua visão, fazendo-a cair em uma ilusão própria dentro da nossa realidade. De certa forma isso explica diversas de suas ações de como quando nós abordamos o Corvo e suas falas não faziam o menos sentido... Apesar dos pesares eu fico feliz de saber que ele não havia nos traído. Porém, ele não tem que fazer apenas com que eu acredite, ele precisa convencer todos os generais que estão a par do roubo.

- Eu ainda não estou livre dos encantos daquela bruxa. – Tendo dito isso, eu ouvi o som do aço sendo sacado pela minha mulher em uma forma defensiva.

- E por que você não está nos atacando mais?

- Bem... Eu já lhes disse o motivo, é um tanto desconfortante tê-lo que repetir. Eu os ataquei pensando que fosse minha mulher que tivesse me pedido, apenas por isso.

- Eu não classificaria isso como um “apenas”. – Disse Astrid.

- Sim, porém Soluço, eu havia lhe dito durante nosso pequeno embate no barco, eu protejo minha família... Ou quem eu pensar que for ela.

- Quer dizer que se a Julie pedir para você abandonar tudo e sair da vila, você simplesmente vai fazer.

- Não é tão simples assim, eu vou avaliar seu pedido para ver se ele está mesmo correto, e se eu enxergar seu ponto de visto. Sim, eu iria fazer. – Respirei fundo com este comentário, sei o quanto ele é leal, forte, e, no momento, honesto. Mas a situação realmente não o está favorecendo nem um pouco.

- Ok, ok, mas você ainda não disse o motivo da venda? – Comentou Perna.

- Bem, como a magia está relacionada com as minhas memórias e com que eu vejo, a Julie disse para eu usar essa venda. Já que eu não posso confiar em minha visão, terei que depender dos meus outros sentidos.

- Está dizendo que você será um cego daqui em diante?

- Não acho que isso seja um problema permanente, assim que acabarmos com a bruxa sei que esses sintomas vão passar no momento em que eu puser minhas mãos nela.

- Mas com você pode ter tanta certeza disto?

- É só um palpite. Mas eu não vim de mãos vazias, eu voltei com algumas informações.

- Sobre o que? Dragões?!

- Mais ou menos, sobre o Soluço. – Disse ele me olhando fixamente. – Mais especificamente do como você salvou sua amada. – Será que ele?

- Soluço, podia vir aqui um instante. – Astrid acabou por me puxar pelo braço e acabei por sair meio que arrastado da mesa de conferências. – O que você pretende fazer com ele?

- Bem... – Se o que ele disse é verdade, bem é o Darti, tenho certeza de do que ele disse é verdade, seu conhecimento sobre o desconhecido sempre me impressiona. No entanto a situação na qual eu me encontro é realmente uma bagunça, não sei se devo simplesmente perdoá-lo e depositar toda a culpa sobre a feiticeira, ou se eu devo realmente puni-lo por trais a vila... Tantas variáveis, também não sei se posso me dar ao luxo de perder alguém com as capacidades dele, e além do mais, a perda do Darti é a mesma do que a perda de um esquadrão inteiro. Este último incidente deixou bem claro para que eles prestam suas espadas, e por mais incrível que pareça, não é mais para minha família.

- Ei! Soluço! Está me ouvindo ou não?

- Hã?

- Perguntei o que vai fazer com ele? Não fique simplesmente olhando para o nada. – Engoli em seco com estas palavras, ela tem razão, não posso ponderar para sempre e não realizar solução alguma. Mas sozinho?

- Não sei direito... O que você acha?

- Você sabe minha opinião sobre ele. Nunca gostei do seu jeito, da forma dele falar e de fazer as coisas, trazias resultado? Sim, mas a que preço? Quer dizer, nos últimos anos Berk teve um crescimento bélico que chega a ser ridículo e tudo isso foi orquestrado por quem? Te garanto que não foi o seu pai que ficou puxando as cordas pelos bastidores.

- Isso você tem razão, ele nunca fala claramente o que quer, prefere dizer em códigos, fazendo com que nós ajamos da maneira mais “eficiente”, em suas palavras. Mas tudo que ele fez até agora foi em prol de Berk, isso é indiscutível, o avanço que tivemos com suas anotações são impressionantes.

- Sim, mas... Não sei.

- Tudo bem, só que a sua opinião. Como você lidaria com a volta dele, sabendo tudo o que está em jogo e o que ele tem a oferecer. – Agora foi a vez dela ficar olhando para um canto na parede sem esboçar reação alguma, depois de do que pareceu horas ela chegou a uma conclusão.

- Eu deixaria ele voltar.

- Sério?

- É. É como você disse, não podemos simplesmente abrir mão das coisas que ele nos deu, devemos, infelizmente, sermos gratos por isso. Mas também não acho que ele deva sair dessa sem punição alguma.

- O que você quer dizer?

- Deixe que ele volte para Berk, como um verdadeiro berkiano, mas estabeleça um punição e faça ele renovar seu juramente. Acho que isso seria bem justo.

- E que punição seria essa?

- Isso ai é com você, se eu desce um palpite nisso, não sei se conseguiria permanecer unilateral.

- Hahahaha... Tenho certeza disto. Obrigado Astrid, por tudo. – Disse olhando em seus olhos azuis, essa mulher consegue se mostrar uma viking nata em liderar, as vezes me pergunto se ela seria um líder melhor do que eu para Berk... Enfim, isto não é problema, podemos muito bem dividir esse dever, afinal de contas dois líderes são melhores do que apenas um.

- Não precisa agradecer, este é o dever da futura líder de Berk. – Disse ela se aproximando de mim e ligando nossos lábios de forma que me provocava, me fomentava e eu adorava aquilo. Mesmo tendo de ser tão breve, foi gostoso.

Quando adentramos novamente na sala, fomos recebidos por olhares que estavam sedentos por alguma resposta, alguma resposta vinda de mim. Um certo silêncio permaneceu na sala, até que alguém deve coragem de quebrá-lo.

- E então? Qual será minha sentença? – Disse ele com uma voz despreocupada, sua calma chega a ser impressionante, senão irritante de vez em quando.

- Você ainda é bem vindo em Berk...

- Obrigado.

- Mas...

- Mas?

- Terá de fazer seus votos novamente e eu estabelecerei uma punição a você.

- E que punição seria essa?

- Eu a direi quando nossa missão tiver terminado.

- Missão? – Disse Perna de Peixe já preocupado.

- Sim, nós vamos caçar a mulher de cabelos verdes. Ela já se mostrou perigosa o bastante e deve a audácia de virar um dos nossos contra seus semelhantes, não prendo deixar essa passar tão fácil. Tenho certeza de que o Darti ainda sabe da última localização dela.

- Sim.

- Perfeito, todos tem até amanhã para descansarem e se prepararem. Partimos de manhã, mantenham isso só entre nós. Vamos acabar com este assunto, assim como ele começou, no silêncio da noite sem ninguém para testemunhar. Entendido?

- Sim senhor! – Está na hora do pagamento bruxa, nós iremos até você desta vez, vamos ver o que você tem a nos apresentar.



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