História Dragão Negro - Capítulo 53


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
Personagens Astrid, Bafo e Arroto, Banguela, Batatão, Bocão, Cabeçadura Thorston, Cabeçaquente Thorston, Dente-de-Anzol, Fúria da Noite, Melequento, Perna-de-Peixe, Personagens Originais, Soluço, Stoico
Tags Aventura, Como Treinar O Seu Dragão, Drama, Romance, Violencia
Exibições 59
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 53 - Casamento as pressas


POV: VOZ

Penso que tudo neste mundo é uma questão de perspectiva e ilusão, as vezes de ambos. Mas isso não vem ao caso, humanos possuem uma visão extremamente limitada do que chamam de politicamente correto ou de cultura, besteiras se você quer minha opinião.

POV: DARTI

Já faz três dias que eu estou aqui em Lemuria, minha vida em casa se assemelha bastante a minha vida em Berk, só que aqui parece que estou de férias. Uma palavra que sempre apreciei “férias”. De qualquer forma, os preparativos pro casório estavam demorando mais do que eu esperava e por algum motivo eles vêm isso como algo extremamente necessário, já eu? Estou ficando de saco cheio desse lugar, eu sei que é a vila da Julie e tudo mais, porem nada daqui me atrai a atenção (com exceção dela mesma) e a Julie não possui nenhum livro que tenha despertado meu interesse, e sinceramente Berk é um lugar melhor para se dormir, lá é mais frio.

De qualquer forma eu tive uma brilhante idéia para agradá-la e assim talvez conseguir fazer ela voltar para Berk sem um casamento oficial, cheio de pessoas chatas, com um jantar com diversas pessoas barulhentas. Minha idéia era simples, uma aliança.

Ontem gastei minha tarde em um pequeno projeto, o primeiro e mais caro foi conseguir ouro, e o mais difícil foi encontrar o mineral que uso nas minhas espadas. E um metal orgânico de extrema resistência e maleabilidade, então fui obrigado a sair com Leônidas atrás de um Gronkel para que ele pudesse fabricar o bendito metal, e assim consegui moldar os anéis com várias listras negras em diagonal. Completamente liso e confortável, e o melhor de tudo é que foi feito sob medida.

Hoje seria o dia em que eu entregaria o anel para ela, então decidi fazer uma pequena cena. Eu fiquei sentado na cadeira da sala dela olhando para o nada com um pequeno livro na mão que eu já havia lido. Conhecendo ela, já deve saber que eu não gostei muito de Lemuria.

- Darti? – E lá estava ela, a mulher que tinha conseguido se tornar algo insubstituível para mim.

- Sim?

- O que você está fazendo? – Falou colocando ambas as mãos no encosto da cadeira em que eu estava sentado.

- Absolutamente nada. – Disse deixando minha cabeça cair pelo encosto da cadeira, ficando em meio aos seus braços.

- Você está cansado daqui, não é?

- Não, só estou com um pouco de tédio mesmo.

- Você apenas usou outras palavras para dizer que está cansado.

- É tudo imaginação sua.

- Você sabe que não posso ir embora assim, nós ainda não casamos então não sou necessariamente sua mulher.

- Então você quer ser minha? – Disse sorrindo para ela.

- Fica quieto. – Falou ela batendo de leve na minha cabeça.

- Ok ,ok. Mas sério, por quanto tempo vamos ter que ficar aqui? Eu to imaginando o Soluço perdendo os cabelos com o tanto de trabalho.

- Só quando fizermos pazes com o juiz em frente aos Deuses. – Está ai algo que me incomoda.

- Não podemos pular essa parte? – Disse puxando-a para mim fazendo-a cair sobre meu colo. – Por exemplo, o que aconteceria se consumássemos o casamento antes mesmo de casar.

- Eu não deixaria.

- Às vezes você me irrita muito, sabia disso?

- Eu sei.

- Por isso não vou te dar mais isso. – Disso mostrando uma pequena caixa para ela.

- O que é isso?

- Seria um presente, mas não estou a fim de te dar.

- Não quero mesmo. – Disse ela se levantando e indo embora... E não. Isso não fazia parte dos meus planos.

- Eu tava brincado, volta aqui por favor vai.

- Que foi?

- Aqui pega. – Disso jogando a caixa pra ela.

- E o que é isso?

- Uma bomba, vai logo abre e vê.

- Engraçadinho – Quando ela abriu a pequena caixa e viu seu conteúdo, vi seus olhos abrirem mais que o normal e um sorriso surgir em seu rosto. – Darti, isso é?

- Uma grande mulher, precisa de uma aliança a sua altura não é?

- Você é demais. –Disse ela me abraçando e me dando um beijo. Depois disso ela se ajeitou no espaço restante da cadeira para ficar vendo o acessório.

- Por que você não experimenta?

- Devo?

- É sua. Por que não?... Permita-me. – Retirei um dos anéis do recipiente e o inseri cuidadosamente na mão da dona. Ficou lindo como eu esperava.

- Você não existe, sabia?

- Só que você não vai poder usar ele.

- Por que?

- Nós ainda não nos casamos, então essa aliança é imprópria... Amenos que você conheça o juiz de pazes e podermos dar uma agilizada nas coisas. – Ela fitou o anel por alguns segundos e depois olhou para mim, depois repetiu o processo mais uma vez.

- Tudo bem você venceu, mas só se você me responder uma pergunta.

- Qualquer coisa?

- O que te incomoda tanto na cerimônia? – Nada escapa de seus olhos?

- Sei lá, fazer uma união tendo os próprios “Deuses” como testemunha... Essa idéia simplesmente não agrada alguém que já tenha sido abandonado por eles. Você sabe que eu te amo, mas... Casar em frente a tantos sendo obrigado a seguir suas tradições... Não é para mim.

- Você é pagão?

- Não, eu acredito neles. Só não gosto de nenhum. – Ela permaneceu em silêncio por uns breves momentos, então logo respondeu.

- Ok, podemos fazer do seu jeito.

- Obrigado.

- Mas vou querer uma festa quando voltarmos para Berk. – Ela se aproximou de mim até eu poder sentir sua respiração eu meus ouvidos – Só nós dois. – Não pude me conter e sorrir com seu comentário.

- Você é quem manda... Casemos-nos ainda hoje então?

- Hoje?!

E foi isso mesmo que aconteceu, admito que no começo ela não gostou muito da idéia, mas acho que a cada dia ele tem pegado um pouco mais de mim, e uma dessas coisas foi a prazer de fazer as coisas sem avisar ninguém. Como disse o casamento acorreu no mesmo dia em que eu dei o anel para ela, eu queria fazer suas vontades, mas não posso simplesmente ignorar meus serviços em Berk. O casamento ocorreu com os únicos testemunhos do Juiz e dos Deuses; Tendo isso feito nós arrumamos nossas “malas”, eu não tinha trazido nada e usará as roupas que Hans havia me emprestado, com tudo feito partimos de uma vez por todas de volta para o lugar que eu tinha orgulho de chamar de casa.



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