História Dragão Negro - Capítulo 60


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Categorias Como Treinar o seu Dragão
Personagens Astrid, Bafo e Arroto, Banguela, Batatão, Bocão, Cabeçadura Thorston, Cabeçaquente Thorston, Dente-de-Anzol, Fúria da Noite, Melequento, Perna-de-Peixe, Personagens Originais, Soluço, Stoico
Tags Aventura, Como Treinar O Seu Dragão, Drama, Romance, Violencia
Exibições 44
Palavras 1.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 60 - Missão cumprida?


POV: VOZ

Uma mentira contada pela primeira vez, se torna a verdade para o iludido. Porem como se diferencia a mentira da verdade? Essa pergunta é muito relativa em um mundo onde a verdade é algo descartável.

POV: SOLUÇO

Acordei com certo cansaço e má vontade de me levantar, minha cabeça doía um pouco. Talvez eu tenha exagerado ontem à noite, quando olhei para o acampamento não avistei ninguém em suas camas e tudo já estava devidamente arrumado.

Levantei-me vagarosamente e caminhei em direção a porta do salão que estava fechada, abri devagar sendo cegado pelos raios de Sol que invadiram o recinto em que eu estava dormindo. Não tinha ninguém também na vila, a única alma viva lá presente era meu melhor amigo que estava me esperando.

- Bom dia Banguela. – O cumprimentei assim que o vi, ele estava deitado próximo a porta. – Onde estão os outros? – Com minha pergunta ele levantou a cabeça apontando para a floresta... Estou com fome, mas preciso achar o resto do pessoal primeiro. Montei em Banguela e me dirigi ao local que me foi indicado pelo próprio.

Sobrevoamos a floresta, não demorou muito para eu começar a sentir o cheiro da água do mar, mas estávamos nos afastando da costa. Logo avistei uma grande fissura que se estendia até metade da ilha, e lá estavam os pilotos... Só que eles estavam carregando nossa mercadoria em uma embarcação negra similar aos barcos de Dagur, só que o estilo e o tamanho eram diferentes. Nós pousamos ao lado de Darti e da Asty que pareciam estar organizando tudo.

- Bom dia, bela adormecida. – Disse Darti me olhando de relance, logo voltando a contar as mercadorias.

- Eu sei, eu dormi demais.

- Jura? Você acordou depois dos gêmeos, sabe o quão grave é isso? – Disse Astrid me dando um leve beijo de bom dia.

- É... Não sabia que era tão grave a situação . – Logo eu e ela rimos do comentário.

- Se os dois se importam, eu estou trabalhando. – Disse Darti um tanto quanto ríspido.

- Me desculpe. Mas de onde esse barco surgiu? E pra que ele serve?

- Você realmente acha que nós viemos aqui só por abrigo? E tem mais, você acha que é uma boa idéia ir para ilhas fora do arquipélago mostrando nossos dragões?

- Não são comuns?

- Não quando estão sendo montados. Somos vendedores, não guerreiros no momento. – É, ele tem razão.

- Entendi, como está o carregamento?

- Indo bem, estamos de acordo com o tempo previsto. Poderemos ir embora dentro de vinte minutos, recomendo que coma algo aqui antes de zarparmos. – Segui suas instruções, procurando algumas frutas para comer. Quando voltei todos já estavam prontos, os dragões estavam soltos e iam nos acompanhar pelo ar, caso alguma embarcação se aproxime nós íamos escondê-los no subsolo do navio.

- Mas... Quem vai velejar?

- O líder é quem toma o remo. – Disse Darti passando por mim e iniciando sua escalada até o topo do mastro principal.

- Eu não sei como dirigir essa coisa.

- Tenho certeza que você vai descobrir! – Gritou ele de lá de cima.

- Asty?

- Nem olhe para mim, não tenho idéia como isso funciona.

- Alguém?

- Você só precisa girar aquela roda gigante para direção que você quer seguir, o vento faz o resto como sempre. – Disse Julie enquanto dava alguns nós que seguravam as velas.

- Como você sabe?

- Ele me contou hoje de manhã. – Disse ela sinalizando para o Darti que estava observando o horizonte de lá de cima.

- Então, seria assim? – Falei mexendo no objeto, então logo começamos a nos mover com o recolher da ancora. Seguimos para fora da fissura até o oceano aberto, não é como voar de dragão, mas tenho que admitir que é bem divertido também. – Agora, rumo a...

- Tortuga! – Disse Darti para que todos pudéssemos ouvir.

- Isso, Tortuga.

 Nós velejamos sob os conselhos de Darti para a ilha que ele dizia ser o centro comercial mais bem sucedido de toda região. No caminho vimos diversos barcos de várias bandeiras, uma diferente da outra. Olhei para nossa para ver seu símbolo, branca com uma listra negra, o que isso significa?

- Mercadores armados. – Se pronunciou Darti saindo não sei da onde.

- É o que nós somos?

- Sim, assim não seremos assaltados de forma descuidada, que evita dores de cabeça.

- Por que seriamos invadidos, não fizemos nada.

- Temos mercadorias, e é isso que eles estão atrás. Não importa se somos pobres coitados ou ricos mercadores, lucro é lucro.

- Isso não me parece certo.

- O certo é algo muito relativo. – Disse ele dando de ombros e voltando para o convés. Ficamos velejando por mais alguns momentos com nossos dragões escondidos, demorou apenas algumas horas que chegássemos a Tortuga na hora do almoço.

Quando finalmente chegamos a avistar a ilha, pude ver uma certa névoa que a cobria de maneira natural. Adentramos nela com cautela, de forma que não trombássemos com nenhum outro navio desavisado, assim que chegamos perto o suficiente para poder atracar Darti desceu com antecedência conversando com um homem, lhe entregando uma pequena bolsa.

Finalmente tive tempo de sentir o ar do local, ele fedia. Era uma mistura de álcool e excremento, não entendo o motivo desse cheiro horroroso. Darti subiu novamente no barco se pronunciando.

- Preciso que vocês três fiquem aqui no barco. – Disse ele apontando para as mulheres do nosso grupo.

- Posso saber por que? – Perguntou Asty

- Vigiar a carga.

- E por que apenas meninas? – Questionou Julie

- Porque não quero ter nenhum idiota azarando vocês, e acabando com uma cena causada por mim mesmo ou por vocês. – Disse ele simplesmente. E voltou-se para nós – Vamos? – Apesar de ser sobre protestos as meninas acabaram cedendo, além do mais, eu duvido que elas que elas estejam animadas para visitar esse lugar.

Logo nós o seguimos pelas ruelas daquela moribunda cidade, eu estou surpreso pela precariedade deste local, pessoas se estendem pelos cantos inconscientes e cheirando mal, mais do que um viking. Vi mulheres trajando roupas provocativas se insinuando para homens embebedados, e com dedos ágeis elas pegavam seu dinheiro. Me movi para intervir, mas logo fui segurado pelo Darti negando com a cabeça indicando para não o fazê-lo.

- Aqui é cada um por si – Disse ele simplesmente enquanto empurrava outro embriagado para fora de seu caminho, o pobre homem caiu em uma poça de água. – Se acostumem a ser tão cruéis quanto aqueles aqui presentes. – Disse ele pronto para abrir a porta do que parecia ser uma grande taverna. Adentrando nela pude ver diversas mulheres distribuindo bebidas, eles não se servem?

- Podemos pegar qualquer uma? – Disse Melequento se referindo as mulheres.

- São mulheres da vida, com a quantia certa qualquer uma pode ser sua. Mas será a última vez que você verá seu dinheiro. – Disse ele enquanto pegava o copo de um homem que já havia caído em sua própria mesa e dando um gole do conteúdo. Logo jogou fora o copo e se dirigiu para o bar principal.

POV: DARTI

Melequento e Cabeça Dura se encantaram pelas concubinas, pobres coitados. Soluço se mantinha surpreso com toda essa situação. Assim que dei um gole da bebida horrível do lugar, quase pude sentir meus sentidos ficarem mais embriagados. Desisti da minha estúpida idéia e me dirigi ao dono do local.

- Com licença. – Pus ambas minhas mãos na banca do local, fazendo com que minha corrente caísse para fora da camisa, pude ver ele a fitar por um momento e logo engolir em seco. Parece que mesmo com o passar dos anos, esse símbolo é o motivo de muitos não dormirem.

- O que alguém como você faz aqui?

- Negócios.

- Não estou interessado neste tipo. – Ponderei por um momento, vendo uma oportunidade.

- Não é você o contratante – Pude ver ele deslizar sua mão direita para de baixo do balcão em busca de algo. – Mas se quiser posso ter nunca te visto.  – Vi seus olhos brilharem com a notícia.

- Quanto?

- Eu e meus amigos temos um carregamento no meu barco, você pode viver e renovar o estoque. Tudo isso por um preço camarada. – Esse assunto já estava resolvido. Tendo ajeitado os preços com um pouco de “persuasão”, nós podíamos ir embora. – Vamos pessoal, já terminamos. – Porem ambos, Melequento e Cabeça Dura, estavam na companhia de “damas”. Atirei uma moeda para cada uma. – Vão embora. Agora. Podemos ir?

- Você é um estraga prazer, sabia disso não?

- Sim, sim, vamos logo. – Com tudo feito, podemos finalmente voltar para casa. Já estava farto de toda essa viagem. Ainda mais que tivemos sorte de não ter encontrado nenhum problema neste local esquecido pelos Deuses.


Notas Finais


O nome da ilha foi Tortuga, por ela retratar bem o ar da ilha que eu quis mostrar. Mas não, não tem nada a ver com Piratas do Caribe >_<


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