História Dragons, fairies and other drugs. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Angel, Aquarius, Bickslow, Cana Alberona, Chelia Blendy, Gajeel Redfox, Grandeeney, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Lector, Leon, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Mest, Midnight, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Pantherlily, Personagens Originais, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Nalu Gale Jerza Graju
Visualizações 82
Palavras 5.254
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiie
Esquece de avisar que as aulas do internato FT começam no mês de março...........
Mas por quê?.......
Por que eu quis 😝
Demorei um pouco para postar, mas foi por causa do meu irmão, então, culpem ele por favor 😹
Sem mais papo furado e vamos ao capitulo...
Perdoem os erros, críticas construtivas são bem vindas

Capítulo 6 - Cap. 6 - Primeiro dia de aula?


Acordo com os raios de sol entrando pela fresta da porta da sala. É assistimos tantos filmes que acabamos dormindo aqui mesmo, Levy dorme no sofá de dois lugares, Erza e Lis estão praticamente jogadas no tapete da sala e eu acabei adormecendo no sofá maior. Olho pela janela da sala e vejo o sol brilhar fortemente. Não parece ser cedo, é melhor eu acordar as meninas. Levanto do sofá e vou na direção de Lis.

 — Lis acorda. – Cutuco ela com o pé e nada. Resolvo me abaixar. — Liiis. –Dessa vez eu grito e chacoalha seu corpo, ela se levanta de súbito.

—Isso lá é jeito de se acordar alguém. – Ela esfrega os olhos e boceja, parecendo não se importar com as horas.

— Lis parece que já tá tarde, hoje nós não tínhamos aula? – Pergunto vendo ela se levantar e pegar o celular no raque, quando ela liga o visor congela ficando estatua no mesmo lugar. 

— Lucy estamos ferradas, já são dez horas. – Ela fala e larga o celular em qualquer lugar. — Vai se arrumar que eu vou acordar as meninas, mas você tem que ser rápida, já estamos atrasadas faz uma hora. – Foi só ela terminar de falar e fui correndo para o quarto peguei minha toalha e fui direto para o banheiro.

O banho foi rápido e em quarenta minutos eu já estava pronta, as meninas corriam de um lado para o outro, eu só deitei no sofá, tentando me tranquilizar, e amenizar a dor de cabeça que eu sinto. Estou bem nervosa, hoje é meu primeiro dia de aula, e para completar, vai ser com “minha mãe” a pessoa que eu mais queria evitar nesse mundo. Não estou com um pressentimento muito bom. Algo me diz para eu ir pro meu quarto e ficar deitada na minha cama o dia todo. Mas não posso fazer isso, se quero tomar as rédeas da minha vida e controlar meu destino, tenho que agir por mim mesma e ser forte, as meninas tem razão, fugir dos meus problemas não vão me ajudar em nada.

E já de manhã começa num alvoroço enorme, Erza e Levy começam a apressar Lis que está no quarto terminando de se arrumar. A cada minuto que se passa essa dor na cabeça aumenta. Estou tentando manter a calma, porém ta sendo quase impossível, com as reclamações das meninas.

— Vamos Lis, você quer piorar nossa situação. – Levy senta no sofá impaciente massageando as têmporas.

— A culpa não é minha se vocês decidiram ficar assistindo filmes até tarde. – Ela aparece, indo em direção a porta sem dar muita atenção para nenhuma de nós.

— A culpa é sua também, você estava assistindo assim como todas nós. – Erza segue Lis e também sai da cabana.

— Por causa de você nós vamos chegar ainda mais atrasadas. – Levy se levanta do sofá correndo para fora. Eu respiro fundo, tentando me preparar psicologicamente para o dia de hoje, que por sinal, não será muito agradável.

Vou de encontro as meninas e elas ainda discutem para saber de quem foi a culpa por termos acordado tarde. Sinceramente não tô com paciência para ficar escutando briguinhas dos outros.

— Já chega OK. – grito entrando no meio das três. — Estou com dor de cabeça, se puderem parar com isso eu agradeço. –ando na frente, como se nada tivesse acontecido.

— Ta vendo Erza você irritou a Lucy.

— Foi você sua albina sem sal.

— Para de discutir, ela vai ouvir.

— Cala a boca sua smarfete não se mete.

— JÁ CHEGA. – grito me virando para as três que foram deixadas para trás. — Vamos resolver os assuntos das aulas, quando eu estiver bem longe ai vocês podem brigar. – ela apenas assentiram e se pondo ao meu lado, começamos a andar, em silêncio. Chegamos em quatro caminhos, Erza tomou um e Levy tomou outro, sem se despedirem. Mas por que estou me importando, eu gritei e fui rude com elas, queria o quê, que elas se despedissem depois de ter sido uma grossa. Pelo jeito ficaram aborrecidas com o modo que falei com elas.

— Lucy primeiro a gente tem que passar na sede do clã, para saber quem vai ser nosso professor. –assenti com a cabeça sem dizer nada. ....— Lucy você ficou com raiva da gente?

— Não é isso, é que, eu tô incomodada com o fato de ter que conviver com meus pais, são tantas coisas acontecendo ultimamente, que chega a ser difícil de processar. – Pondero por um momento, eu realmente fui rude com elas. — Foi mau, eu não deveria tratar vocês desse modo.

— Tudo bem, eu te entendo. – Ela sorri como sempre faz, e eu apenas devolvo com um pequeno sorriso discreto.

— Vou ter que me desculpar com as outras também. – Respiro fundo, tentando de forma falha, retirar a tensão do corpo, eu queria que as coisas fossem mais simples, queria esquecer essa droga de orgulho e mágoa, e conseguir perdoar meu pais. Mas infelizmente, meu ego, acaba me dominando e eu não consigo, por mais que eu queira não consigo. — Falta muito para nós chegarmos lá? – perguntei na tentativa de puxar assunto e esquecer, nem que seja um momento de todos os problemas.

— Não na verdade, já chegamos. – olho para frente e vejo uma cabana três vezes maior que a nossa. Lis vai na frente e abre a porta, o interior é espaçoso com um auditório, várias cadeiras de madeira, e três portas no fundo, acho que devem ser salas.

— Vamos ver se tem algum responsável aqui. – Lis pega minha mão e me arrasta até uma das salas. Ela bate três vezes na porta em seguida uma voz conhecida responde.

Entramos na sala, e para minha surpresa dei de cara com Jude sentado atrás de uma mesa, com um computador, e um monte de papéis, e Layla sentada em uma cadeira há sua frente, desvio o olhar ao perceber que são eles. — Senhor Heartifilia, nos perdoe pelo atraso, houveram alguns imprevistos. – Lis se curva na frente da mesa. Eu apenas bufo, e olho para eles de soslaio, não vou me desculpar com ninguém.

— Que isso não se repita, não é correto chegar atrasado no primeiro dia de aula, e isso vale para as duas. senhorita Strauss, sua irmã esta dando aula no jardim da entrada, siga para lá, você já esta mais que atrasada. – Jude fala autoritário, olhando para Lis.

— Sim senhor, com licença. – Ela vem ate mim, me dá um abraço e se despede, me deixando sozinha com os dois ali presentes.

— Enfim, sua mãe é que será responsável pelas suas aulas sobrenaturais. – Ele parece esperar um tempo, parece que está esperando que eu fale alguma coisa, apenas balanço a cabeça em concordância. — Querida pode começar agora se quiser.

— Oh claro. “Se levanta e vem na minha direção— Vamos Lucy. – Sigo ela para fora da sala, andamos um tempo até chegar em uma quadra, tinha umas mesas de madeira com bancos do mesmo material, há esquerda da quadra, nos sentamos e esperei ela falar.

— Nossas aulas serão assim ao ar livre, não gosto muito do ambiente de sala de aula, e como só somos nós duas não achei necessário. – Ela fala calmamente, com aquela voz doce.

— É parece que no quesito não gostar de salas de aula, somos iguais. – Ela dá uma risadinha, e eu sigo rindo também. — como vai ser? Você vai me ensinar a usar meu poder agora, ou vem primeiro a parte teórica?

— Temos o dia todo então agora pela manhã, vamos conversar sobre seu poder e outras coisas, depois vamos há prática, por enquanto vou te ensinar o básico. – Assente ouvindo cada palavra que ela fala, tenho que prestar bastante atenção a tudo. Se eu quiser ser forte e saber mais sobre eu mesma, eu tenho que dar o meu melhor. — Não quero que me veja só como professora, eu sou sua mãe, então pode contar comigo para o que for necessário. – Sua voz me transmite bastante confiança, mas ainda me sinto insegura, quanto a isso.

— Não posso te garantir nada, ainda estou bem confusa, e para ser sincera eu queria evitar você ao máximo. –olho para seu rosto e sua expressão é de tristeza. — Me desculpe, mas eu realmente não sei o que fazer, nem dizer.

— Tudo bem, por enquanto vamos nos concentrar nas aulas depois trabalhamos no nosso relacionamento. – Mesmo tentando esconder o tom de frustração em sua voz é evidente. — Mira te falou algumas coisas sobre o seu poder, posso saber o que você já sabe?

— Hum, deixe-me ver, eu sei que sou uma fada e que sou diferente, sou mais forte que Mira e só existem quatro pessoas com o mesmo poder que eu. Que eu me lembre só é isso. – Encerro, e vejo a expressão dela mudar, para mais alegre.”

— Está correto, menos a parte que existem quatro pessoas com o mesmo poder que você. –Fico confusa, então porque Mira falou que... — Existem quatro pessoas que se aproximam do seu poder.– Fico surpresa não achei que era tão poderosa assim. — Duas delas são eu e o seu pai. e as outras duas são os seus irmãos, mas eles, é os que estão mais longe desse poder, pelo fato do sangue de descendente de dragão deles. – Mesmo sem entender nada, balanço a cabeça de forma positiva. — OK vou começar do começo.

— Ta, parece ser mais simples assim. – Dou uma risadinha, e ela parece entender que eu não estava conseguindo entender nada.

— Vou tentar explicar de forma simples... Há muito tempo, o que hoje você conhece como os cinco clãs, eram cinco reinos, o nosso reino das fadas era governado pelas fadas celestiais, essa era a linhagem da família real, por ser mais capazes e poderosas, conseguiram proteger o reino de muitas formas. As fadas celestiais, tinham um legado poderoso e tinham um poder incrivelmente forte, era chamado de Fairy White, que era passado de geração há geração pela família real. Um dia um rei desejou esse poder e decidiu entrar em guerra com o reino das fadas só para obter o que desejava. O rei das fadas temendo derramamento de sangue, ofereceu uma proposta de matrimônio com sua única filha a fim de acabar com a hipótese de guerra. O que o rei das fadas não sabia é que o único desejo do outro rei é ter exatamente o que sua filha tinha, o Fairy White. Um fato desconhecido aconteceu e a princesa lançou uma maldição neste rei, que por vingança matou todos da linhagem das fadas descendentes, ou pelo menos era isso que ele achava. Dois homens conseguiram fugir da fúria do rei e a linhagem não morreu... Anos se passaram e as coisas mudaram, os humanos foram tomando cada vez mais territórios e crescendo em população. Todos os cinco reinos se extinguiram e viraram os cinco clãs. Depois de muito tempo o antigo rei ficou sabendo que ainda existiam fadas descendentes e foi caçando uma por uma. Só sobraram nós desta linhagem Lucy, e você, por alguma razão nasceu com o verdadeiro poder das fadas descendentes. O poder que o antigo rei ambicioso queria. E ainda quer. – encerrou o assunto, me estudando de cima a baixo. Mas por que eu? Porque eu fui essa pessoa que tinha que carregar esse fardo enorme. Eu não sei o que dizer, se ela disse que esse homem ainda quer esse poder, então significa que ele ainda está vivo não é? Então isso significa que ele pode vim atrás de mim a qualquer momento. — Lucy? Você esta bem querida? – Ela me encara um pouco preocupada.

— Oh sim, estou, é que são muitas informações para processar. – Dou um sorriso fraco, penso por um tempo. — Deixa eu ver se entendi... Resumindo, então eu estou com o Fairy White, que este homem tanto quer, e se ele foi capaz de quase dizimar uma linhagem inteira, o que ele fará quando me encontrar. – Pergunto assustada e vejo sua expressão mudar para séria.

— Este é o problema, ele já te encontrou. Mira me disse que quando você estava saindo de casa, alguns homens te seguiram, provavelmente eram seus capangas atrás de você. – Ela fala seria e eu encaro meus dedos sobre a mesa.

— Hum, estendo...

— Mais não se preocupe. – Segura minha mão, firmemente, olho confusa em sua direção. — Por enquanto você esta segura. Vamos te ensinar como se defender. – pondera por um momento. — mas Lucy, você tem que prometer que se você estiver cara a cara com este homem, e eu ou o seu pai, não estiver perto para te proteger, fuja sem pensar duas vezes, ele é muito perigoso.

— Isso eu não posso prometer, é por causa desse cara, que eu fiquei sem ter um convívio com meus pais. – suas sobrancelhas se unem em uma expressão preocupada. — Por enquanto vamos focar nas aulas, como a senhora mesmo disse. – Resolvo mudar o assunto evitando confusão.

— Tem razão. – Solta minha mão e volta para sua expressão tranquila.

— Tem mais alguma coisa que preciso saber?

Ela, parece pensar um pouco. Depois decide falar. — As fadas normais extraem poder da natureza, e convertem em seus próprios. Fadas celestiais tem sua própria fonte de poder mas como é limitada, também precisamos sempre reabastecer, com a força da natureza. Porém há limitações de quantas vezes podemos extrair este poder, isso vale para todas as fadas, se ficarmos extraindo poder da natureza varias vezes seguidas nosso corpo entra em colapso, chegando até ficar semanas inconsciente, existe também casos de morte devido a extrapolação, mas isso é só em casos extremos... Tem vários tipos de fadas, as da natureza, elas são bem fortes e usam a essência pura da natureza, as elementais, que podem controlar um dos elementos naturais e algumas possuem magia de cura, elas só podem retirar força de seu respectivo elemento, as celestiais, nós usamos a magia celestial, é bem poderosa, mas tem seus riscos, também possuímos magia de cura, tiramos energia do sol e das estrelas. E tem você, bom seu poder é um pouco complexo, o Fairy White é capaz de tirar energia de tudo e todos, seu interior é como um vórtice, quanto mais se suga, mais se quer, por isso você terá que tomar cuidado para não absorver mais do que deve, isso pode trazer consequências graves.

 — Sim, eu terei bastante cuidado.

— Seu elemento natural é a Luz, de acordo com os livros, quem nasce com o Fairy White, seu elemento natural sempre será este. O seu poder de cura também é excepcional, o mais poderoso de todos. E talvez você tenha o poder de vôo.

— Voar? – quase grito, poder voar vai ser ótimo.

— Sim, na verdade levitar, essa é uma das coisas que eu posso fazer, então talvez você possa também. – Sorri gentil, e eu devolvo com o mesmo sorriso, é muito bom saber todas essas novidades sobre mim, principalmente vindo da minha própria mãe.

— Este mundo é vasto e bastante complexo, mas acho que vou me acostumar muito bem com isso. Obrigada por me ajudar. – vejo seus olhos encher de lágrimas, fico sem entender sua reação. — N-não precisa chorar, também não é para tanto.

— É que você não sabe, eu estive tanto tempo longe de você, nem pude te criar, e... E... – a voz dela se embarca com o choro, eu abraço ela num gesto de carinho. — Me perdoe filha, eu... Me perdoe...

— Tudo bem, não precisa mais se desculpar, eu te entendo – engulo a vontade de chorar e falo o mais gentil possível. — Quem tem que te pedir perdão sou eu, eu deveria ter visto pelo seu lado, tudo que fez foi para me proteger.

— Obrigado Lucy por me entender. –afasto ela dos meus braços e limpo seu rosto todo molhado.

— Chega de lágrimas, me dói muito ver a senhora chorando. – Ela funga, finalmente se controlando. — Acho que deve estar na hora do almoço. – Tento mudar o assunto, para evitar mais choradeira.

— Se não for te pedir muito, você pode almoçar, conosco hoje. – Ela pergunta com os olhos brilhando, eu não consigo dizer não para ela.

— Tudo bem, não tem como dizer não para minha mãe. – Abraço ela mais uma vez.— Só não me deixa de novo, tá bom?

—Nunca mais. – Aquelas duas palavras, fizeram meu coração pular de alegria e todo aquele peso que eu sentia em minhas costas sumiu junto com a angustia que sentia em meu coração.

— Então vamos almoçar onde? “desfaço o abraço e me estico levantando do banco de madeira.”

— Na nossa cabana, provavelmente Jude fez o almoço hoje. – Ela dá uma risadinha se levantando fazendo sinal para que eu seguisse ela. — Ele cozinha muito bem, a comida dele é uma delicia.

— Que bom acho que no quesito cozinha eu não puxei nada a ele. “Faço uma careta e minha mãe rir.”

— Eu também sou um desastre na cozinha, você tem a quem puxar – rimos juntas.

Conversamos bastante, ela é mais legal e gentil do que eu pensei. Esta sensação que eu sinto quando estou perto dela é muito boa, me sinto protegida, segura e amada. Depois de caminharmos dez minutos chegamos em sua cabana.

—Jude? Chegamos. – Entra na cabana um pouco maior que a minha e eu há sigo logo atrás. 

— Estou aqui querida na cozinha. – meu pai grita e ela passa direto pela sala e vai ao seu encontro. Laxus e Sting então sentados no sofá, e quando me viram deram um sorriso enorme eu apenas retribui.

— Oh então a senhorita orgulho resolveu finalmente aceitar sua família. – Laxus fala com um tom de ironia na voz. Conheço muito bem esse sarcasmo, é exatamente o mesmo que uso.

— Laxus sem gracinhas. – Sting dá uma cotovelada em Laxus

— Ta querendo morrer. – O loiro armário se levanta do sofá encarando Sting mortalmente.

— É só cair dentro. – Sting se levanta batendo a testa na de Laxus.

— Já chega, sua irmã finalmente está conosco então sem brigas. – Meu pai entra no meio dos dois empurrando eles para o sofá novamente. — Finalmente em, achei que iria deixar seu orgulho vencer.

— Dependesse de você eu nem estaria aqui, já que em quesito orgulho você é o mestre. – uma veia salta da testa do meu pai e eu solto uma risada sarcástica. — Brincadeira. Eu tenho que te pedir desculpas pela forma que te tratei, eu fui muito grossa e não quis ver pelo seu lado...

— Tudo bem. – ele me abraça e eu fico sem reação. —  O que importa é que finalmente você esta aqui conosco. – desfaz o abraço. — Vamos comer?

— Siiim. – eu, Laxus e Sting gritamos ao mesmo tempo.

O almoço foi bem divertido, muita conversa meus pais me falaram como se conheceram e várias coisas que aconteceram quando Sting e Laxus eram bebês, eu não senti inveja de nada, estava muito feliz por finalmente estar junto da minha familia, agora podemos recuperar todo o tempo que foi perdido.

 — Você pode ir descansar um pouco de três horas me encontre no mesmo local, vamos começar as aulas práticas. Não se atrase. “ela me abraça.”

— Ta mãe. –desfaço o abraço. —Tchau pai. – ele me dar um beijo na testa. — tchau sting, tchau Laxus. – todos acenam e eu saio em direção a minha cabana.

É muito bom conviver com eles, finalmente me sinto completa. Agora é só focar nos treinamentos. Ando distraída até esbarrar em um peitoral desconhecido. O impacto foi tão forte que cai de bunda no chão. Uma dor de cabeça se alastra e flashes de imagens aparecem na minha cabeça assim como na vez que eu fui acertada pelas chamas de Natsu.

— Aii – Reclamo da dor, em seguida olho na direção do sego, que esbarrou em mim, e quem eu menos queria encontrar neste momento aparece. — Tinha que ser você. – Me levanto rápido, tentando me equilibrar, as imagens rondam minha cabeça, me deixando um pouco tonta. E em um vacilo minhas pernas fraquejam.

— Calma ai. – Ele me agarra impedindo que eu caísse no chão. E mais uma vez minha cabeça, é invadida por imagens desconhecidas, não consigo nem pensar direito. — Ei isto também esta acontecendo com você? – Pergunta seco e sem emoção nenhuma na face. olho para ele atordoada, então ele também esta vendo as mesmas imagens que eu.

 — Não sei do que você esta falando, só me solta. – ele me larga na mesma ora, e fica me observando em silêncio. Mais quando eu tento passar ele estra na minha frente. — Você ta querendo o que comigo garoto?

— Eu sei que você esta vendo as imagens também. – Fala no mesmo tom de antes. Olho com raiva em sua direção, isso de novo.

— Acho que esta faltando parafusos nessa sua cabeça. – tento passar outra vez e ele entra na minha frente novamente.

— Vê lá, como fala comigo loirinha, você não quer ter esse seu rostinho machucado né? – ah sério, quando este garoto vai aprender que eu não tenho medo dele.

— Fica a vontade, faça o que quiser. – me aproximo ficando há centímetros do seu rosto, ele pisca com uma expressão surpresa, mas muda rapidamente para sua expressão sem emoções e levanta a mão aberta, preparada para me bater. Mesmo assim eu contínuo encarando ele sem medo nem um em meus olhos. Se ele tem coragem, ele vai bater, mas não vou exitar nem um pouco.

— Tsc garota irritante. – abaixa a mão, vira as costas e sai como se nada tivesse acontecido. Olho para suas costas sem entender. Se ele tem tanta coragem, por que não me bateu.

— Caralho garota, não sei o que eu mais admiro em você, sua coragem, ou sua sorte. – Uma voz atrás de mim, me chama a atenção, olho em direção e vejo um moreno alto forte e cheios de piercings no rosto e braços, é o mesmo que estava brigando com natsu naquele dia. — Oi sou Gajeel Redfoox –fala se aproximando.

— Lucy Heartfilia. – Ele estende a mão e eu aperto sorrindo.

— Gihi – isso foi uma risada ou um soluço. — você é bem corajosa ou louca, ele estava prestes a te dar uma bofetada.

— Você ta falando do garoto propaganda da Danoninho? – Ele dá uma gargalhada frenética, eu só reviro os olhos. — cão que late, não morde.

— Aah vai sonhando, Natsu não quer saber se é homem ou mulher, criança ou velho, se ele quer espancar, ele vai lá e bate. – arregalei os olhos depois que o moreno me falou aquilo. — não sei como você fez para ele não te bater, mas tome cuidado com ele. Ele realmente é perigoso.

— obrigado pelo conselho, vou seguir a partir de hoje. – engulo em seco e um filete de suor desce pela minha testa, eu estava brincando com fogo e nem sabia. — agora eu tenho que ir, tchau é...

— Gajeel. – Ele me interrompe e eu dou uma risadinha sem graça eu realmente esquece o nome dele.

— você é o namorado da Levy né. – Lembrei que Levy me falou que o nome do namorado dela era Gajeel.

— Urrum, você é amiga dela né. – confirmo com a cabeça. —Manda um recado para ela, diz para ela me encontrar na quadra hoje há noite, avisa também a Erza que o Jellal vai tá lá.

— Ta bom, mas agora eu tenho que ir tchau Gajeel. – Falo voltando a andar em direção a cabana

— Tchauu. – Grita e acena eu apenas aceno e sigo meu caminho.

Chegando na minha cabana, não encontrei ninguém dou de ombros vou para o banheiro e tomo um banho relaxante, vou para o quarto, visto roupas leves e me jogo na cama. Olho para o despertador que nunca toca, e já são uma e trinta, tenho bastante tempo para descansar. Lembro das imagens que insistem perturbar meus pensamentos.


Eu estava no mesmo campo de flores conversando com o rosado, era uma conversa muito divertida, riamos sem parar, aquela sensação era muito boa, sentia que estava completamente apaixonada por ele.

Foram essas as imagens que eu vi quando esbarrei nele, tenho a mesma sensação da vez que vi a primeira imagem, quando Natsu me queimou, sinto que são lembranças, mas como podem ser, se ao menos vivi elas. Mas o que me perturba mais foi a segunda imagem.

Nós estávamos abraçados, com os rostos colados, sentindo a respiração um do outro, meu coração estava acelerado, sentia como se há qualquer momento fosse pular do meu peito.

Isso começou quando eu fui atingida pelas chamas e agora quando ele me tocou, eu não entendo, isso é obra dele, não, ele também não sabe o que é, pois me perguntou se eu estava vendo também, isso também o afeta. Isso é estranho, tenho que descobrir o que são essas imagens.

As horas logo se passaram, e eu já estava esperando minha mãe no mesmo lugar dá outra vez, tinha algumas garotas assistindo o jogo de basquete que rolava naquela quadra, eu não conseguia tirar os olhos do rosado que também jogava. Não entendo o motivo daquelas imagens terem aparecido na minha mente, mas com certeza, tem haver com ele. Talvez eu devesse me aproximar para ver se consigo descobrir alguma coisa. Não, ele me odeia e eu odeio ele, se eu chegar do nada falando com ele vai ser muito suspeito. Mesmo assim eu tenho que descobrir qual é a das imagens.

— Demorei muito Lucy? – Minha mãe fala sentando ao meu lado, tomo um pequeno susto, estava tão distraída em meus pensamentos que nem vi ela chegar.

— Sim mais não tem importância, estava olhando os meninos jogar. – Ela me olha maliciosa.

— Paquerando em!? – Ela grita, e eu escondo meu rosto com as mãos, todos ouviram, eu não creio que ela fez isso comigo.

— Mãe, é sério isso, agora todos estão olhando para cá. – ela ri da minha cara e uma carranca se forma no meu rosto. — Dá pra parar e vamos a aula.

— Okok. – ela se senta em cima da mesa com as pernas cruzadas. — Ta esperando o quê? Isso faz parte do treinamento. – Eu aceno e imito ela, sento de frente para ela esperando instruções.”

— Agora feche os olhos. E sinta toda a natureza, o vento, o sol queimando em sua pele, inspire e expire. – faço o que ela manda, e nada.

— Tem certeza que isso faz parte do treinamento?

— Claro que tenho, agora faça o que eu mando e concentre-se. Esvazie sua mente imagine uma sala em branco, e seu corpo cercado com uma luz dourada. Isso muito bem. Agora imagine esta luz dourada saindo do seu corpo e tomando forma em sua frente.

— Isso ta funcionando? – estou fazendo tudo o que ela diz mas não sei se realmente esta dando certo.

— Abra os olhos. – ela ordena e eu faço o que manda. Quando abro os olhos vejo a Luz dourada em minha frente em forma de uma rosa, olho para minha mãe que sorri.

— Nossa é linda. – não consigo tirar os olhos da rosa de Luz, sinto olhos em minha direção quando me viro para ver, vejo Natsu me fitando bebendo água, e de repente a luz se transforma em um raio e vai na direção de Natsu. Eu me assusto sem saber o que fazer, Layla tenta parar o ataque em vão. E o rosado é atingido pela luz. E mais uma vez imagens invadem minha cabeça, fecho os olhos com força tentando manter a consciência, desta vez é mais forte do que todas as outras.

- Ola, eu sou Mavis, prazer em conhece-lo. - Estávamos há beira de um lago, se não fosse por ele eu teria me afogado. – Obrigada por me salvar, não sei o que seria de mim se o senhor não tivesse aparecido. - Ele dá um sorriso lindo, e aquele sorriso deixa meu coração acelerado, o que estou pensando, eu acabei de conhece-lo.

- Meu nome é Igneel, não há de quê. - ele se aproxima e eu fico mais corada do que já estava. - não precisa me chamar de senhor, não sou tão velho assim.

- Ah, desculpe Igneel-san. - olho para ele que ainda sorri, em seguida desvio o olhar tentando procurar algum assunto para conversarmos, sua presença me agrada bastante. – O senh digo, você mora por aqui?

- Não, eu sou um viajante, minha casa é o mundo. - ele olha longe, admirando o céu a cada gesto dele, eu fico mais envergonhada, eu realmente estou me sentindo atraída por ele.

- Deve ser muito excitante poder viajar por ai, infelizmente, não posso nem pensar em ir muito longe de minha casa, tenho muitas obrigações. – mesmo não querendo minha voz sai triste.

- É uma pena.

- S-se não f-for incômodo para você, poderia me contar um pouco de sua histórias sobre suas viagens. – mesmo com vergonha pergunto para ele, sempre foi assim, minha curiosidade sempre vence.

- É claro será um prazer.

Consegui manter a consciência com muito esforço, e corri até Natsu que estava desmaiado no chão, por instinto coloquei minha mãos sobre seu peito e concentrei minha magia nas minha palmas. Eu tenho que cura-lo, eu fiz isso com ele, preciso cura-lo. Era a única coisa que eu conseguia pensar. Minhas mãos começaram a brilhar.

— Afaste-se dele garota. – uma voz de homem grita atrás de mim mais eu não dou importância, eu só quero cura-lo.

— Atlas calma, ela esta curando ele. – Minha mãe me defende ainda bem que ela esta aqui. E assim começa uma confusão, entre o pai de Natsu e minha mãe. Continuo curando ele, ate que em um momento ele abriu os olhos.

— Você esta bem? – ajudo ele a se sentar ele apenas acena com a cabeça massageando seu peito.

— Estou bem, não se preocupe. – ele olha na minha direção, mas de um jeito estranho, evito encarar ele, e me levanto do chão.

— Me desculpe, não foi minha intenção te machucar. – olho para ele de soslaio, continua me encarando.

— Ta, não precisa se desculpar. – ele se levanta com um pouco de dificuldades. — Não sabia que você era tão forte.

— Já tinha minhas suspeitas, mas nem eu sabia que minha força chegava a esse ponto. – dou um sorriso amarelo e ele apenas me olha confuso. Suas pernas fraquejam e eu consigo segura-lo.

- escuta, precisamos conversar, é serio. “ ele cochicha próximo ao meu rosto. arqueio a sobrancelha em sua direção.” – Gajeel vai encontrar com a namorada dele né. “Balanço a cabeça de forma positiva.” – então peça para ir com ela, vou estar te esperando.

—Não mesmo. – cochicho de volta.

— É serio loirinha, eu sei que você viu a mesma coisa que eu, não gosto que me deixem esperando estão se apresse.

— Eu só vou porque também quero descobrir o que significam aquelas imagens. Ah e á propósito, cabelo de Danoninho, o meu nome é L.u.c.y. – digo meu nome pausadamente, vejo uma veia pulsar em sua testa.

— Senhor Atlas, por favor leve seu filho ele precisa descansar. – entrego o rosado para o homem ruivo que me olha mortalmente. — Mãe tem como a senhora me liberar da aula de hoje? Depois disso, não estou muito disposta.

— Claro pode ir, amanhã nos encontramos as nove aqui. – acenei e fui para minha cabana, descansar"

É um problema atrás do outro. Quando resolvo as coisas com meus pais, chega o universo e estraga toda minha felicidade. Estou cansada tudo o que eu quero é descansar.



Notas Finais


Bom eu achei este capitulo meio chatinho, mas não deixa de ser de estrema importância, você ficaram confusos com o ultimo flash de imagens não é!?
Bom essa é a parte mais importante, é daí que as coisas vão começar a ficar claras. Obs: pessoas que shippão de Zefef e Mavis não me matem 😿😿
Adeus, até a próxima.


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