História Dramione - Ardente - Capítulo 2


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Categorias 50 Tons de Cinza, Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Cho Chang, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lilá Brown, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley, Sirius Black, Theodore Nott, Viktor Krum
Tags Ardente, Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione Granger
Exibições 182
Palavras 4.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoinhas *-*

Bem, o capítulo vai sair hoje porque tenho um baile (isso mesmo, que rdcl auhuahs) no sábado.

Espero que gostem, e como sempre agradeço o carinho de vocês, e perdoem os errinhos. Sempre que eu encontrá-los, eu edito o capítulo.

Obs.: Tem hot no capítulo, quem não gostar disso, não leia rs

Obrigada especialmente pra minha mulher Júlia, como sempre ♥

Capítulo 2 - Two - Novas descobertas.


Fanfic / Fanfiction Dramione - Ardente - Capítulo 2 - Two - Novas descobertas.

HERMIONE:

...“Eu andava por um lugar frio, descalça. Sentia algo sob meus pés, mas não conseguia olhar o que era. – Incarcerous – eu ouvi. E pude sentir meus braços e pernas serem amarrados. Olhei para todos os lados a procura de alguém. Mas, nada! Já me batia o desespero, quando avistei de longe duas pessoas com capas pretas se aproximando. Não sabia se ficava feliz ou preocupada. – Minha doce menina – Falou a voz de uma mulher, que eu já havia ouvido antes, mas não conseguia reconhecer. – Já está na hora, você tem que saber a verdade – Ela dizia, num tom de voz que parecia embargado, como se segurasse o choro preso na garganta. – Acalme-se meu amor. – Dizia o homem sob a capa – Ela vai ter que descobrir sozinha! Hermione, preste atenção no que vou lhe dizer agora: Onde uma história está escrita, você irá encontrar. Um fato que toda sua vida poderá mudar. Pegue o livro familiar ‘preto’ sem ninguém ver e tua história encontrará nas páginas amarelas que apenas o herdeiro verdadeiro pode ler. Um pouco da prova da herança deve ser entregue para que o mesmo te aceite, e com calma poderá no fim ter seu próprio deleite. Minha menina, eu queria poder explicar tudo. Porém, não podemos. Lembre-se de tudo que dissemos ao acordar e resolva o enigma para que possamos nos revelar. Eu te amo, adeus princesa.”...

Abri meus olhos assustada. O que foi esse sonho? Que enigma foi esse? Percebi que estava suada, e que meu estomago já reclamava de fome. Olhei para o relógio do lado, constatando que dava tempo tranqüilo de um banho e descer para o salão.

Entrei no banheiro e me despi, e tomei um susto. Olhei meus braços e vi marcas de cordas, assim como em meu sonho. Estava ficando assustada, mas ao mesmo tempo curiosa. Entrei na banheira repetindo mentalmente o enigma que me foi dito. Não parecia difícil, apenas confuso. O que eu não sabia sobre minha história? Eu era Hermione, Filha de Jane e Jhon Granger, menina trouxa que nasceu com poderes bruxos, amiga de Harry Potter e Ronald Weasley. Melhor amiga de Luna e Gina! Ajudei na guerra, e estou me formando em Hogwarts para seguir cargo no ministério da magia de Londres. Só. Era essa minha história, não era?!

Tirei esses pensamentos da cabeça por hora, para focar no que eu considerava mais “importante”. Descobrir sobre Malfoy!

Qual é?! O garoto é lindo (por mais que doa admitir), Sonserino, e pelo que as meninas comentam tem uma pegada fabulosa. Não é possível que ele seja virgem! Ri fraco com meu pensamento enquanto me vestia. Resolvi ousar, diminui minha saia, apertei mais minha blusa e deixei um decote “generoso”. Calcei um par de saltos médios, e passei uma leve maquiagem no rosto. Como sou uma boa aluna, ano passado criei uma poção que imitava um tipo de colônia, que por onde eu passava o rastro ficava. Era uma mistura de essências: um cheiro de morangos, livros novos e um toque cítrico de limão. Nunca havia usado ela, por medo de ser forte demais para o olfato alheio. Porém, não sei o que me deu hoje que resolvi passá-la. Estava quase pronta, e com um aceno da varinha alisei meus cabelos, e trancei a franja. Torci a ponta das tranças e formei tipo uma tiara com elas. Eu estava pronta. Olhei no espelho e a imagem que vi me agradou.

Eu nunca havia sentido vontade de me arrumar, por estar focada demais nos estudos. Porém, percebi que não atrapalhava nada se eu me levantasse meia hora mais cedo para que minha imagem ficasse um pouco mais apresentável.

Caminhei até o salão principal, para tomar meu café da manhã. Entrei e me sentei entre Harry e Gina. Ambos decidiram que iam manter só a amizade, e eu fiquei feliz que foi um acordo mútuo e que ninguém saiu magoado. O mesmo se manteve entre mim e Rony. Acho que o extremo que estávamos vivendo naquela época, nos fez confundir o que sentíamos. Logo que me sentei, me senti desconfortável perante alguns olhares masculinos que vinham em minha direção. Mas resolvi ignorar.

Não sei se por ontem ter sido uma noite difícil, ou por eu ter ficado presa em descobrir o segredo de Malfoy, que me permiti olhar de esguelha a mesa das serpentes. O cretino me olhava, como se eu fosse uma presa. E isso me assustou. Zabini e Nott perceberam o olhar do amigo, e o acompanharam. Acho que minha mudança de aparência deve ter realmente surtido efeito, pois, os três agora me encaravam como se eu fosse um cão de três cabeças.

Não pude perder a oportunidade de provocar e dei uma piscadela e um sorrisinho de lado. Mandei um beijinho para Malfoy e me levantei. Havia comido apenas uma tortinha de abóbora e estava com uma maçã no bolso da capa, caso sentisse fome.

Fui caminhando para a sala de poções, quando ouvi Gina e Luna gritarem:

- Mione, Mione! – Quem mais as ouvisse, ia achar que o castelo estava pegando fogo. Rindo do pensamento, me virei para trás e disse:

- Olá meninas! Onde é o incêndio? – Ri ainda mais alto da cara que as duas fizeram, mas meu sorriso se desmanchou com a resposta de Gina.

- Onde é o incêndio eu não sei, mas parece que Malfoy e você que vão apagá-lo. – O olhar vitorioso de Gina denunciava que ela havia visto minha provocação, o que pude ter certeza quando ela continuou a falar – O que foi aquilo no salão? Você tinha que ter ficado para ver a cara do trio sedução (vulgo Malfoy, Nott e Zabini) quando você saiu. Foi hilário. Mas pela expressão que Malfoy fez a seguir, isso não vai ficar barato. O que é que nós perdemos? Pelo que eu saiba vocês se odeiam, e vivem se alfinetando. – Vi Gina puxar o ar, em desespero por respostas. Segurei o riso que viria desenfreado, e me limitei a responder:

- Digamos que a ronda de ontem foi um pouco agitada. – E ri. Luna arregalou os olhos e Gina me olhou com uma expressão indignada novamente

- Então quer dizer que você está pegando Malfoy e nem nos apresenta para os amigos?

- Não seja idiota Ginevra – respondi – Não estou pegando ninguém. Na verdade, peguei Zabini quase comendo Lilá. E Harry, acreditem ou não, chupando a Parkinson. – fiz minha maior expressão de nojo e desgosto.

- Em primeiro lugar, é Gina. – ela retrucou – Em segundo, isso não é novidade. Só você que fica com o nariz enfiado nos livros pra não saber o que acontece em volta. Luna e eu já tentamos diversas vezes te contar sobre Harry. Mas não tivemos oportunidade. E tem mais, – ela despejava a fofoca -  Rony está comendo a Greengrass mais nova, Astória. – ela olhou-me rindo da minha expressão de choque – Você não os pegou ainda porque a ronda dele é junto com a sua. Mas quando está de folga, ele já chegou reclamando diversas vezes que Malfoy interrompeu a transa dele com a “gotinha” – e ela gargalhou. Não pude me controlar, e gargalhei junto. Que diabo de apelido era aquele? Gotinha? A cara de Rony, é claro, mas definitivamente broxante.

Seguimos rumo á sala de aula, fofocando e rindo como boas adolescentes que somos. E pude contar detalhadamente sobre como peguei Zabini e Lilá, e por livre e espontânea pressão, descrever como era o membro do garoto. Cá entre nós, eu já havia visto Rony nu uma vez, quando tentamos avançar o sinal. Mas nem de longe chegava perto de Zabini. O pau do garoto parecia que tinha vida própria, de tão grande.

Quando eu disse isso, Luna arregalou os olhos, e isso com certeza me intrigou. Eu precisava tirar isso a limpo, com toda certeza. E eu iria, depois da aula.

Tudo ocorreu bem, geralmente às aulas com a Corvinal eram tranqüilas. Tivemos apenas uma revisão de conteúdo, já que o ano estava apenas iniciando.

Estávamos saindo da sala, e indo em direção ao lago negro. Teríamos uma aula livre para estudos, e resolvemos que íamos ficar conversando. O tempo estava limpo, porém o vento era gelado e forte. Quando tive uma brilhante idéia:

- Meninas – eu chamei – está muito frio aqui fora, vamos ficar na sala precisa? Podemos desejar uns puffs pra ficar jogando conversa fora.

De imediato elas aceitaram, e então seguimos para a sala. A mesma foi reformada após a guerra, como toda a escola, e então não teríamos problemas.

Chegamos e entramos, desejamos um tapete bem felpudo e três puffs, para ficarmos mais a vontade. Logo que sentamos, não pude conter minha ansiedade e já fui despejando:

- Luna, que cara foi aquela que você fez quando mencionei o membro do Zabini?

Vi a loirinha empalidecer e engolir seco, e só depois se pronunciar.

- Tenho algo pra contar para vocês – ela disse meio sem jeito – Não quero que me julguem por não ter contado antes, por favor, eu só estava com medo do que poderiam falar. Agora que Mione pegou Zabini com Lilá, acho necessário que eu conte para vocês, para desabafar.

Gina e eu assentimos como se dando força para que ela continuasse com o que estava prestes a nos contar.

- Essa semana, eu estava andando pelo castelo à noite, tinha ido até a torre de astronomia para fazer aquele meu segredo. Eu estava mal, sentindo saudades de casa, do papai e principalmente da minha mãe. A angústia estava me dominando, e precisei me aliviar. – o olhar dela mudou de alegre para tristinho, e pude ver que Luna sentia muito por não estar na Grifinória e ter suas amigas no mesmo salão. De todas, a que mais usufruía do segredo, nossa válvula de escape era ela. – Quando eu estava perto da torre da Corvinal, ouvi algumas risadas, que a seguir pude constatar que eram de Malfoy, Zabini e Parkinson. Pelo que me parecia, Malfoy e Parkinson estavam fazendo a ronda, e Zabini tinha saído do castelo para comprar bebidas. Logo que os encontrei, tentei passar direto, mas o segredo e seu aroma me denunciaram. Parkinson já estava me dando o sermão da detenção, quando Zabini entreviu. Não sei se ele percebeu que eu estava mal, ou então só quis o que viria a seguir, mas ele se pronunciou e os amigos então disseram que seguiriam caminho, mas que ele me levasse até a porta do meu dormitório. Caminhamos em silencio até a entrada, e virei para agradecê-lo, quando me surpreendi com o que ele me disse. “Não tem que me agradecer Luna. É uma honra para eu poder ajudar a pessoa que eu gosto. Não diga isso para ninguém, se disser eu irei negar até o fim dos dias, mas você é especial.” Depois que ele disse isso, ele me puxou e me beijou. No começo eu fiquei estática, mas depois eu correspondi. Vocês sabem que eu sempre gostei dele e que sempre fui tímida para me aproximar. Além disso, tem a fama dele, e isso vocês também sabem que eu não aceito. Mas na hora parecia tão certo, que nem pensei em me soltar. O beijo dele parecia derreter todos os meus ossos, eu me desmanchei nas mãos dele. Nós nos soltamos e eu fiquei envergonhada demais para falar qualquer coisa, e corri para dentro do dormitório. – O olhar dela caiu, passou de brilhante para fosco, e aí eu percebi a merda toda – Eu achei que ele fosse tentar algum tipo de aproximação, ou sei lá. Mas depois do que Hermione me contou, sobre ele e Lilá, acho que ele só queria me beijar mesmo.

Gina e eu tomamos fôlego, e olhamos com o mesmo olhar de piedade para nossa amiga. Droga. Minha vontade era estapear Zabini.

Luna era a mais sensível de nós, Gina a mais brava e eu a mais forte. Uma de nossas piadas internas era dizer que éramos “As meninas super poderosas”, um desenho trouxa, mas que nos identificava muito. Luna era como lindinha, toda meiga e sensível. Gina era como docinho, toda brava e encrenqueira. Já eu era como florzinha, responsável e mandona. Eu gostava muito delas, era como se fossem minhas irmãs.

Saber que Luna ficou chateada assim cortava meu coração. Eu precisava fazer algo, para mudar pelo menos o assunto. Resolvi pedir ajuda das meninas para provocar Malfoy, mas ao ouvir o plano de Gina, me arrependi mortalmente.

- Mione – ela dava pulinhos de empolgação – finja que está afim! Provoque, seduza e se deixe levar.  Esses dias mesmo você estava reclamando de ser virgem. Já que você não faz questão que seja sentimental, faça com que seja prazeroso. Pelo que sabemos da fama dele, o negócio deve ser mais do que bom. – ela me olhou com uma cara de safada, que meu Merlin, deu vontade de sair correndo.

- Gina, ta maluca? – eu ri – Não vou dar em cima dele. Mas se ele vier para o meu lado, eu também não vou correr.

Quando eu disse isso, explodimos em risadas. Passamos o período todo rindo e brincando, contando fofocas  e tirando sarro.

Estava na hora do almoço quando saímos da sala precisa, e fomos direto ao grande salão. Eu estava com tanta fome que mal reparei ao meu redor. Sentei-me na mesa da Grifinória e me servi de algumas salsichas, e purê de batatas e ervas.

Repassei meu horário na cabeça, e lembrei que as próximas duas aulas eram de História da Magia, com a Lufa-Lufa. Revirei os olhos. Eu gostava da matéria, mas o professor não “animava” a turma. No final de tudo, metade da turma dormia e a outra metade ficava totalmente entediada.

Ergui os olhos da comida por um instante, e nem me atrevi a prestar a atenção nos meus amigos que riam muito em volta de mim. Foquei meu olhar na mesa da Sonserina, e fui procurando até achar Malfoy. Parkinson parecia um chaveiro pendurado no ombro dele, e Greengrass Puta (Daphne) parecia querer dar o seio para ele mamar, do tanto que se esfregava no mesmo. Revirei os olhos novamente, um hábito que me perseguia em diversas situações e me levantei, levando Gina junto. Fomos caminhando até a sala, e após sentando nas últimas carteiras pela primeira vez na vida. 

- Mione, eu to com um puta sono – ela disse – Acho que não vou agüentar esse fantasma acordada por muito tempo. Vamos tirar uma soneca?

- Vamos – eu disse e ela arregalou os olhos espantada – Claro, se ele indicar que vai fazer revisão da matéria.

- Caralho – xingou ela – Eu vivi para ver Hermione Granger querer dormir em uma aula – e soltou um risinho de deboche

- Ginevra, não teste minha paciência – eu ri, não por isso, mas sim por ela ficar vermelha ao ouvir a pronúncia do seu nome inteiro.

- É Gina, porra – ela sibilou entre dentes.

Não tivemos tempo de continuar o assunto, uma vez que o professor entrou na sala, acompanhado do resto da turma. Assim que ele indicou a revisão, deitamos a cabeça na carteira e cochilamos.

“...Granger...     sussurrado     ...Granger...  Era isso que eu ouvia. Eu olhava em volta e só conseguia ver um par de olhos azuis acinzentados e uma boca rosada sorrindo de canto.”

Um barulho ensurdecedor soou indicando o fim das duas últimas aulas, e eu acordei em sobressalto. Que sonho foi esse? Será que foi realmente um sonho? Estou começando a ficar com medo de dormir. Cutuquei Gina, e nos levantamos, seguindo direto ao dormitório da Grifinória, sem até mesmo conversar. Acho que ainda estávamos meio que dormindo.

A seguir das aulas, era servido o jantar. Eu estava novamente com o apetite aberto, o que era normal depois de um bom cochilo que eu havia tirado. Sorri com isso. Era a primeira vez que eu havia dormido na sala de aula.

Gina foi tomar um banho para descermos para jantar, e eu fiquei deitada na cama.

Adormeci novamente, só que dessa vez não tive sonhos e nem visões. Meu corpo entrou em modo “relax” e eu consegui dormir tranquilamente.

Gina me acordou alguns bons minutos depois, me mandando ir tomar banho. Entrei no banheiro e nem pensei. Tomei um banho bem quente e demorado, apenas sentindo a água. Vesti uma calça flare preta de moletom, e uma blusinha básica de alças finas verde. Por cima coloquei meu moletom da Grifinória e nos pés uma sapatilha bem confortável. Junto com Gina, desci ao salão e jantei. Dialogando sempre com Harry e Rony. Estava sentindo falta dos meus amigos, parecia que ambos estavam tão afastados que a gente mal conversava. Eu precisava corrigir isso, mas não ia ser agora. Eu ainda estava sonolenta, então sem esperar ninguém, subi de volta para o dormitório, caindo rapidamente na cama e adormecendo.

Abri os olhos, e os esfreguei com os indicadores. Olhei para o relógio e vi que era quase meia noite. Maldição. Eu havia dormido tanto hoje que o sono tinha esvaído.

Calcei os sapatos e resolvi dar uma volta no castelo, para procurar meu gato. Não havia visto ele hoje pela manhã e nem pela tarde, estava começando a me preocupar.

De varinha em punho, comecei a caminhar. Essa é uma das vantagens de ser monitora, posso caminhar pelo castelo após o horário, mesmo que sem estar em ronda. Andei por todo o pedaço que ficava perto do nosso dormitório, mas não conseguia achar bichento. Até que o avistei dormindo no parapeito da janela do fim do corredor mais escuro da torre. Sem raciocinar muito, segui reto, indo de encontro á ele.

Alisei seu pelo, e o acordei. O mesmo ronronou e se esfregou em meus braços. O desci da janela, e o vi se afastar correndo, provavelmente para comer. Quando ergui os olhos do chão, avistei uma figura loira de braços cruzados, me olhando com aquele sorrisinho debochado de canto.

- O que faz aqui, Malfoy? – perguntei desconfiada. Ele nunca vinha fazer a ronda desse lado do castelo, e depois que descobri Parkinson e Harry eu imaginei o motivo.

- Pansy não ia transar com seu amiguinho hoje, então ela me pediu para trocar. Algum problema? – ele perguntou me analisando.

- Não. – respondi simplesmente – Apenas falta de costume. Bem, com licença, preciso voltar para meu dormitório. – passei por ele, e ia seguir, quando sua mão segurou meu braço levemente.

- Acho que não – ele me olhou malicioso – Granger, aquele dia eu vi você se contorcer diante da ceninha patética que estava vendo, e presumi que precisasse de algo que aliviasse sua “tensão”. Tenho uma proposta para te fazer, mas preciso que pense bem antes de aceitá-la.

- O que te faz pensar que eu sequer contestaria a hipótese de pensar em uma proposta sua? Ainda mais de modo sexual? – arqueei uma sobrancelha.

Maldita hora.

- Isso me faz pensar – ele disse, e em seguida me agarrou.

Sua boca foi de encontro com a minha, chocando nossos lábios. Sua língua invadiu o interior da minha boca, abrindo meus lábios. Mais do que rapidamente correspondi, adentrando sua boca com minha língua. Aproximei nossos corpos, e ele me empurrou contra a parede. Minhas mãos voaram para seu cabelo, e eu entrelacei meus dedos nos fios loiros. Sua mão apertava minha bunda, enquanto as minhas passeavam por seu corpo. Aquele gosto de menta me invadia, assim como seu perfume, que tinha cheiro de ameixas, carvalho e baunilha me deixava tonta. Senti suas mãos por dentro da minha roupa, mas naquele momento eu não queria ligar para nada. Assim que seus polegares tocaram meus mamilos, eu arquejei. Mordi seu lábio inferior, soltando um leve gemido de prazer. Pude sentir meu corpo inteiro reagir a seu toque, e também senti seu sorrisinho de gratidão. Ele fazia movimentos circulares com o dedo, ás vezes puxando o bico do meu seio, enquanto novamente aprofundava o beijo. Eu não sabia como agir, mas por puro instinto enfiei minhas mãos por baixo da sua camisa, passando a mão pela extensão da sua barriga. Na mesma hora ele desceu as mãos, e enfiou dentro da minha calça. Senti seu dedo deslizar pra dentro da minha calcinha, acariciando minha intimidade. Aquilo era muito errado, era nosso primeiro beijo. O que ele ia pensar? Mas ao mesmo tempo era muito bom. Na medida em que seus dedos circulavam meu clitóris, minha intimidade se molhava cada vez mais. Sentia diversas vezes minhas pernas falharem. Senti-me na liberdade de enfiar a mão em sua cueca, e Merlin, eu arregalei os olhos. Pelo que eu estava sentindo, o membro dele era maior que o do Zabini. Acho que ele sentiu minha experiência limitada, pois pegou minha mão, fechou meus dedos em volta de seu membro e começou um leve sobe e desce, como se me ensinasse o que fazer. Ele tirou a mão, e eu continuei. Voltamos a nos beijar, e ele com a mão em mim. Senti ele fazer um movimento com um dos dedos pra dentro de mim, saindo e entrando. Merlin, o ar me faltava. Ele beijava meu pescoço, como se soubesse o efeito que causava em meu corpo. Senti uma onda de calor, quando ele acelerou os movimentos. Um dedo dentro e fora, e um dedo rodeando meu clitóris. Minhas pernas estremeceram, e senti uma onda de arrepios tomarem conta do meu corpo. Senti como se meu corpo todo estivesse em alerta e ao mesmo tempo relaxado. Joguei a cabeça para trás, apoiando na parede. Minha intimidade pulsava, querendo mais daquele toque. Fiquei muito molhada, e quando me dei conta, eu estava gemendo, baixinho. Acompanhando com a cintura o movimento dele com os dedos. Minha mão subia e descia em seu membro, o que fazia que a cada vez mais o nosso beijo ficava mais gostoso. Conforme eu alisava, eu sentia a ausência de pelos, que me deixava mais excitada. Malfoy me apertou mais contra a parede e eu senti um líquido em minha mão. Deslizei a mão mais três vezes e ele se afastou de mim. Tudo que eu estava sentindo foi cortado, como se tirassem um doce da boca de uma criança. Senti-me frustrada. Eu queria mais.

- O que foi isso que eu senti? – perguntei para ele, ainda atordoada com o que havia acontecido.

- Isso, Granger, presumo que foi seu primeiro orgasmo. – ele sorriu de canto. Não de deboche, e sim de satisfação – Tudo isso pode melhorar, eu garanto. Eu te mostrei o quão pode ser bom se você quiser ouvir minha proposta. Eu quero abrir o jogo com você. Não sei se reparou, mas eu não faço o que acabei de fazer com outras meninas nos corredores. Mas isso não significa que eu não queira. É muito complexo, e eu não quero explicar sem antes te fazer minha proposta. Uma semana. É o prazo que te dou para querer me ouvir. Certo?

Assenti com a cabeça, já pensando na próxima vez que ele me tocaria daquele jeito.

- Quero que pense – ele continuou – e se caso quiser me ouvir, sabe onde me achar. Agora, eu tenho que ir. – dizendo isso, ele levou os dedos que até poucos minutos estavam dentro de mim na boca, e os chupou, fazendo novamente minha intimidade latejar. Sorriu de canto, e começou a se afastar.

Porém, no meio do caminho, virou-se novamente para mim e disse:

- Seu gosto é delicioso, espero que eu possa prová-lo novamente.

E voltou a caminhar, com as mãos no bolso, indo rumo á seu salão. Ele andava sensual feito o diabo, parecia esculpido por anjos.

Fiquei meio atordoada, e segui mecanicamente para meu dormitório. Minha cabeça não conseguia parar de pensar no que havia acontecido. Porém, como o prometido por ele, eu senti um alívio de tudo que estava sentindo, aquela tensão, aquela irritabilidade. Era impressionante.

Cheguei ao quarto e me deitei na cama, considerando a hipótese de ouvir a proposta de Malfoy. Se essa proposta consistia em mais daquilo que eu acabara de provar, com certeza eu iria querer aceitar. Foi pensando nisso que fechei meus olhos e adormeci, sonhando novamente com aquela boca rosada sorrindo de canto e com aqueles olhos azuis acinzentados me fitando.


Notas Finais


Thanks ♥


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