História Dream - Capítulo 1


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
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Palavras 994
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drabble

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não revisado!

Capítulo 1 - Único


Não sabia exatamente o que havia feito para merecer estar ali. Ao menos conseguia entender o motivo de, entre tantos outros, ser escolhido para algo grande. Nutria-se sempre do agradecimento confuso, completamente embasbacado e por vezes desacreditado da realidade a qual o cercava. Era como se a qualquer momento temesse descobrir que seu cérebro mentiu para si mesmo. Medo de ter a sensação de abrir os olhos para perceber que tudo não passou de um delírio infante; um absurdo misto de um sonho bom e diversos pesadelos tortuosos. Provavelmente se tratava de uma peça, apenas. A qualquer momento seria sacudido por mãos familiares cujo calor que transbordava da pele causava-lhe uma boa sensação de paz. Exatamente! Não necessitava mais de tanto temor! Tudo estava bem, logo a amada avó viria o despertar para ir à escola.

Contudo nada aconteceu. Fazia-se um breu, como se o subconsciente travasse uma luta com sua vontade e o deixasse impossibilitado de realizar quaisquer movimentos. E mesmo que não estivesse plenamente no comando de sua situação, pode ao menos detectar um fato crucial: definitivamente não estava deitado em seu colchão, não era o odor das panquecas tão amadas que incitavam seus nervos do olfato, e com certeza não conseguia captar em lugar algum a cantoria habitual. Haveria de ter dormido na casa de Ryan ou Chaz? E por qual motivo teria adormecido em uma noite de garotos? Por que não escutava qualquer outra respiração sem ser a sua? Balançou a cabeça — pelo menos achou ter feito. Estava exagerando novamente. Claro que estava em sua casa. Onde mais poderia ir!? Teria rido bobamente se pudesse. Às vezes agia de modo tão absurdo!

Murmurou algo inaudível, virando o corpo incerto na superfície macia enquanto aspirava o perfume dos lençóis. Estava deitado de barriga para baixo: uma parte de seu ritual preguiçoso da manhã que seguia desde que se entendia por gente.

Bastante despreocupado, passou a ouvir seus próprios suspiros e resmungos. Parte de si, a pouca realmente desperta, indagava-se o horário e o dia da semana em que se encontrava. Provavelmente sábado ou domingo. Logo sua linha de pensamento fora cortada. Alguém parecia querer mexer consigo. Sentia o movimento desenfreado no ombro, um tanto enérgico. Caso a pessoa continuasse, provavelmente faria de seus ossos pó. Soltou um grunhido beirando a irritação. Aquele toque não era o que tanto desejava, todavia também não parecia bruto de propósito.

Quem quer que fosse, entretanto, não merecia o perdão do de orbes castanhas. Aos poucos fora tomando consciência, abrindo finalmente os olhos para rapidamente cerrar as pálpebras com força pela súbita entrada de luz. Murmurou uma palavra imprópria para alguém de sua idade enquanto tratava de vasculhar com um olhar desfocado o ambiente em que se encontrava. Franziu os lábios e sobrancelhas, tentando entender o que se passava. Usou os braços para apoiar-se ao tentar sentar na cama. Ouviu uma risada, virando-se para encontrar seu emissor.

— Sua mãe vai fazer você engolir metade de um vidro de sabonete líquido se souber o que o filho anda falando.

A voz era exatamente como as de suas lembranças. Seu dono era ninguém menos que um afrodescendente o qual o pequeno Bieber tinha como amigo e manager de sua primeira turnê. Teve de arregalar os olhos de espanto. Todo o cansaço havia desaparecido e deixado somente a velha incredulidade.

Soltou a respiração que ao menos sabia que havia prendido para observar quem o encarava estranhamente. Por pouco os braços de Drew não cederam, evitando com que novamente estirasse o corpo.

— Kenny!

Conseguiu pronunciar, piscando repetitivamente para ter certeza do que via. O mais velho somente o encarava preocupado, como se procurando qualquer irregularidade. Nada, apenas o habitual pirralho estranho que aprendera a gostar.

Como se aquela cena não fosse a mesma em todas as manhãs.

— Sou eu. Por que você faz isso?

Indagou, arqueando a sobrancelha direita enquanto percebia o mais baixo ruborizar. Ofereceu um sorriso leve de canto de lábios. Caminhou para sentar no colchão, observando-o espreguiçar-se demoradamente.

Então não é mentira!

— Onde estão os outros?

Perguntou, visivelmente interessado na resposta. Esperando, virou a cabeça para estralar o a articulação do pescoço; um ritual matinal. O outro caminhou pelo espaço, puxando a corda de uma cortina à sua frente e abrindo a janela. Logo Justin se encolheu pelo novo ataque de claridade.

— Todos já desceram, estão tomando café no restaurante do hotel. Se eu fosse você faria o mesmo: quanto mais rápido sairmos essa gritaria para. Agradeça pelas paredes e janelas serem revestidas.

Respondeu em um tom brincalhão, elevando a voz para que pudesse ser escutado. Vindo de fora, o barulho de gritos faziam-nos tapar os ouvidos. Levantou-se da cama o cantor, tropeçando e se apoiando em uma mesa de cabeceira próxima para evitar a colisão com o chão duro e frio que congelava seus pés.

— Elas estão lá fora? Desde ontem?

Referiu-se às fãs, seu coração batendo desesperadamente ao pensar em tudo que aquelas meninas passaram. Kenny assentiu com um “Elas nunca foram embora, Justin.”, aumentando sua culpa. Em uma velocidade incrível checou seus trajes — uma camisa branca e calças folgadas — antes de correr em direção à porta que escondia um banheiro. Ajustou seu cabelo em um tempo diminuto e, descalço, pôs-se a apoiar os cotovelos na janela, um sorriso enorme em seus lábios cheios enquanto observava toda a agitação; em sua maioria um borrão roxo. Sentia que a qualquer momento as lágrimas que tentava prender rolariam por seus olhos, contudo simplesmente não pode desviar o olhar. Colheu cada palavra escrita em cada cartaz, visivelmente agradecido. Todas elas...

A razão de estar ali.

— Eu amo vocês, pessoal!

Logo berrou em seu tom infantil, sorrindo amplamente e agitando as mãos sem um ritmo adequado. Continuou a repetir a frase, pouco dando importância às cordas vocais e aos avisos de seu manager. Somente lhe interessavam as risadas que poderia arrancar. Tinha dezesseis anos, um sorriso amável, conta bancária enorme e garotas incríveis para dar tanto amor quanto recebia.



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