História Dream Brothel - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Huang Zitao "Z.Tao", Kris Wu, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Bordel, Bordel Dos Sonhos, Chanbaek, Hunhan, Kaisoo, Kray, Kryber, Luxing, Ot12, Suchen, Sulay, Taoris, Xiuchen
Visualizações 58
Palavras 3.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo V - Encontros agradáveis e desagradáveis


“Eu só quero entender

Se um dia você realmente

Me amou.”

 

 

 Luhan observava Sehun conversando com outras pessoas, que, vez ou outra, o olhava disfarçadamente. Luhan não saiu de perto do Yixing, o que fez Sehun ficar completamente enciumado.

 

“Senhor Yixing...”

 

“Não me chame de Senhor aqui, Lu.”                          

 

 Luhan engoliu em seco, sorrindo sem graça.

 

“Yixing, eu vou ao banheiro, tudo bem?”

 

 Yixing segurou a cintura de Luhan, o puxando para que sua boca tivesse próximo de seu ouvido dizendo um “tudo bem, mas não demore”, enquanto olhava Sehun com um sorriso vitorioso no rosto. Sehun, que via aquela cena com a veia estourando na testa, deixou um copo cair, pedindo para que uma das empregadas limpasse logo aquilo. Luhan afastou-se, não gostando nada daquela a proximidade estranha. Não iria reclamá-lo ou julgá-lo, mas deixou claro que não gostara daquele ato.

 

 Acabou indo até a cozinha por engano, onde encontrou várias mulheres e homens cozinhando ou arrumando as bandejas.

 

“Deseja algo, senhor?” A pergunta era direcionada a Luhan, mas aquele tratamento era incomum quando se tratava de si.

 

“Onde é o banheiro?” Perguntou, sorrindo pequeno.

 

“Suba as escadas e a menor porta será o banheiro.” Disse, tendo como ajuda, suas mãos. “Com licença, senhor.”

 

 Luhan saiu da cozinha, subindo as escadas, observando, lá de cima, as pessoas bebendo e dialogando umas com as outras. Era estranho estar sendo chamado de senhor ou sendo recepcionado daquela maneira. Queria tanto que todos daquele bordel tivessem a mesma oportunidade... Seria algo tão mágico! Quando chegou ao segundo andar, começou a observar as portas, querendo ter noção qual seria a menor, sendo encontrada rapidamente.

 

 Depois de fazer suas necessidades, lavou as mãos, as enxugando logo depois. Quando saiu do banheiro, ouviu um chorinho tímido e triste. Ele estava ouvindo coisas?

 

 Sua curiosidade falou mais alto, seguindo aquele choro fino, que estava atrás de uma linda porta lilás, que havia vários adesivos grandes de flores. A porta encontrava-se entreaberta, facilitando para que o Luhan vislumbrasse o quão lindo era aquele quarto. Sem querer, em um movimento involuntário, quando iria aproximar-se para ouvir mais e tentar entender algo, acabou tropeçando em seus próprios pés e caindo dentro do quarto da garota, que, quando o olhou assustada, enxugou seus olhinhos vermelhos depois de serem castigados pelas lágrimas.

 

“Quem é você?” Perguntou com sua voz calma, expressando curiosidade e medo. “Eu me chamo HunYan.”

 

 Afinal, nunca vira aquela pessoa, mas sentia-se curiosa em relação a ela. Na verdade, sentia-se curiosa em relação ao mundo a fora, que ela tinha certeza que nunca irá conhecer.

 

“Chamo-me Lu Han, prazer.” Sorriu, deixando a menina mais confortável.

 

 Ela achou aquele sorriso tão único.

 

“Você é amigo do papai ou da mamãe?” Quis saber, vendo o maior ainda hesitar, parado na porta. “Não tenha medo, eu não faço mal a ninguém.”

 

 Luhan sorriu novamente, deixando o olhar cair, mas logo erguendo o mesmo, indo até a garota.

 

“Eu sou amigo do seu pai sim.” A aproximação, fez com que Luhan notasse que a menina estava em uma cadeira de rodas. Ele ficou estático por alguns segundos, mas tentou agir normalmente. “E eu não tenho medo. Eu apenas fiquei com dúvida se você deixaria ou não eu entrar.” Sorriu para garota novamente, deixando que, a cada um minuto, observasse a cadeira de rodas.

 

“Luhan... Como é lá embaixo? Têm muitas pessoas?” Perguntou curiosa, arrancando um sorriso do Luhan.

 

“Têm muitas pessoas. Uma mais arrumada que a outra.” A garota assentiu.

 

“Deve ser incrível ser normal.” Ela disse, mordendo o lábio inferior. “Ver as pessoas vestidas como príncipes e princesas em um baile real ou tendo a oportunidade de ser vista.”

 

 Luhan se sentiu mal, si permitindo a acariciar os fios da menina, sorrindo para a mesma. Ela parecia ser tão delicada... Ah, ela tinha os traços firmes do Sehun, mas com um toque feminino.

 

“Eu não sei, eu não sou...” A garota o olhou de soslaio, permitindo-se encará-lo logo depois.

 

“Como não?”

 

“Ninguém é normal, pequena.”

 

“Se ninguém é normal, imagine eu que sou incapaz de tudo.” As lágrimas se fizeram presente e Luhan não hesitou em abraça-la e apertá-la em seus braços. Acariciou os fios da menina, que fungava baixinho contra seu peito.

 

“Ninguém é incapaz de nada, a não ser que não queira. Pelo seu olhar, você parece ser determinada mesmo sendo uma menininha ainda. Você só será capaz se acreditar em si mesma.” Disse contra os cabelos longos da menina.

 

*

 

 Quando viu Luhan ir até o segundo andar, fez o que pôde para terminar logo a conversa e direcionar-se até lá, mas demorou mais do que ele queria. Quando o mesmo chegou ao segundo andar, não querendo que o Yixing o notasse, ouviu duas vozes doces conversando entre si, fazendo seu coração parar por alguns segundos. Direcionou-se até o quarto da filha e notou que a mesma encontrava-se em um abraço apertado com o Luhan, o que fez aparecer borboletas em seu estômago. Havia quantos anos que não sentia aquela sensação?

 

 Erguendo a cabeça, tentando passar a imagem de sério, bateu na porta com o indicador fechado, chamando a atenção daqueles que apenas estavam consolando um ao outro sem saber.

 

“P-Papai/S-Sehun?” Ambos falaram na mesma hora, com o mesmo tom de voz.

 

“O que estão fazendo aqui?” Aproximou-se dos dois, percebendo que Luhan a soltava aos poucos.

 

 HunYan abaixou o olhar, tentando fugir do olhar repreensor de seu pai. Luhan, que por sua vez também queria fugir, mas não o fez, pós se pé e ergueu a cabeça, da mesma forma que Sehun. Eles se encararam, mas nada foi dito, deixando a impressão que um queria enfraquecer o outro com apenas aquele olhar.

 

“Não deveria estar na festa, senhor Lu?” Sehun perguntou com voz de deboche, fazendo Luhan arquear a sobrancelha.

 

“Sim, senhor Oh, eu deveria sim. Mas vim ao banheiro e ouvir...” Quando ele olhou para menina, percebeu que a mesma pedia, em seu olhar, silêncio em relação aquilo em que ele ouvira. “Essa garotinha cantar. Ela é uma linda garota, senhor Oh, meus parabéns.” 

 

 Luhan deixou no mesmo tom de voz que o do outro, fazendo o mesmo suspirar de uma maneira inaudível.

 

“Por favor, senhor Lu, acompanhe-me...”

 

“Pa-Papai...” A voz de sua menina se fez presente.

 

 Quando o Sehun a olhou, viu que a pequena estava abraçando um ursinho de pelúcia, apertando-o em um abraço.

 

“Depois conversamos, HunYan.” Virou as costas para filha, que apenas sentiu os olhos, pela quarta vez naquele dia, marejarem.

 

 Luhan e Sehun, quando saíram, repreenderam um ao outro.

 

“O que foi isso, Sehun? Ela ficou triste, seu idiota. Não a trate dessa maneira!” Luhan disse, incrédulo com aquela atitude.

 

“Eu sou o pai dela, Luhan, sei como cuidar da minha menina.” Ele disse, afastando-se, junto ao Luhan, ainda mais da porta do quarto da garota, não querendo que a mesma ouvisse nada desagradável.

 

“Não é o que parece. Ela está triste, Sehun. Você é um idiota em não fazer nada para reverter isso.”

 

“Poupe-me de suas boas intenções. Afinal, se é cara de pau comigo, veja lá com quem você mal conhece.”

 

“O que está dizendo?” Luhan quis entender. “Você foi um bobo em nunca me contar que sua filha era cadeirante. O que você acha que eu pensaria?”

 

“O que todos pensam! Iria chama-la de aleijada e doente pelas costas.”

 

“Desde quando nos tornamos tão estranhos um para o outro? Porque, sinceramente, se me conhecesse saberia que não é assim.” Luhan disse firme, encarando os olhos de Sehun.

 

“Todos são, Luhan. Só eu sei tratar minha menina da maneira que ela merece.”

 

“Não, você não sabe. Você é covarde e essa sua covardia está fazendo com que ela se sinta incapaz de muitas coisas, seu idiota!”

 

“Você nem filha tem, como vai saber? Você só vive entre os muros de um bordel e acha que está nessa marra toda? Não está mesmo.”

 

 “Você me convidou para sua festa para ficar me xingando e humilhando?”

 

“Eu não te convidei, Luhan! Provavelmente o idiota do Yixing só disse isso para que você o acompanhasse e me fizesse  de trouxa.”

 

 Luhan sentiu-se envergonhado com aquilo.

 

“Então você realmente não me convidou?” Viu Sehun negar com a cabeça. Sentia-se um bobo. “E-Eu acho que vou ficar com o Yixing. Com licença, Sehun.”

 

 O sangue, novamente naquela noite, esquentou. Ele nem sabia mais o que estava pensando ou quais eram as palavras que saiam de sua boca. Ele apenas a ditava.

 

“Vai fazer o que você sabe fazer de melhor... Apenas ficar com vários homens em uma noite só! Você é barato!” Elevou um pouco a voz.

 

 Seu rosto ardeu no momento em que recebeu um tapa forte no mesmo, fechando seus punhos, mas nada fez, apenas observava as lágrimas do Luhan descerem de seu rosto.

 

“Não fale assim comigo! Não sou barato, sou um ser humano como qualquer outro que se apaixona, infelizmente, por babacas preconceituosos como você. Agora, eu vou descer essas escadas e acompanharei o Yixing, não porque sou barato... Nada disso. O acompanharei porque ele anda sendo uma grande pessoa em relação a mim.”

 

 Secou as lágrimas e fez o que foi dito, deixando Sehun para trás, que bateu sua cabeça na parede com um pouco de força. Ele não é de sentir ciúmes, então, quando sentia, não sabia lidar comtais sentimentos, magoando quem não merece.

 

“Você é um babaca, Sehun.”

 

***

 

 O vento frio castigava o rosto sério do Yifan. Ele não sabia o que deveria fazer em questão ao JunMyeon. Sentia o quanto o medo tomava conta de seu corpo e sua voz. Ele, sem pestanejar, olhou uma rua conhecida, olhando para os lados antes de entrar em um beco imundo. Tampava a respiração a cada dez segundos, tentando fugir daquele cheiro péssimo que tinha o beco. Olhando pelos dois lados, vendo várias pessoas se encolherem por conta do frio. Em um canto, vendo a cor vermelha se destacando no meio daquele blecaute, ele aproximou-se, pousando a mão no ombro do rapaz, tendo a atenção do mesmo.

 

“Fan...” Levantou-se e abraçou o maior como se sua vida dependesse disso. O que era verdade... “Obrigado por não me abandonar.” Disse contra o pescoço do mais velho, que o apertou ainda mais em seus braços.

 

“Vamos embora logo. Você sabe que eu não gosto desse lugar, pois nossas lembranças não são nenhum pingo boas.”

 

 Depois que separaram o abraço, entrelaçou seus dedos ao do JunMyeon e o puxou, querendo sair logo dali. Odiava, do fundo de seu coração, ambientes como aqueles.

 

  Eles caminharam rápidos, ainda com os dedos entrelaçados, em direção ao carro, para seguirem para uma pousada pequena que havia a dois quilômetros dali. No caminho em direção à pousada, Yifan, mesmo que dirigindo, não ousou soltar a mão do JunMyeon, que se sentia feliz por isso.

 

 “Como você conseguiu fugir, Junnie?” Ele perguntou, entrado no quarto e sentando-se na cama ao lado do rapaz.

 

“Isso é algo onde só eu posso ter o conhecimento.”

 

“Pensei que confiava em mim, Junnie.” Disse decepcionado.

 

 JunMyeon suspirou, beijando a bochecha do mais velho.

 

“Eu confio e quero que você confie em mim, então, é por isso, que não irei te contar nada. Não quero que a confiança que temos um do outro acabe por isso, Fan.” Ele disse, encarando os olhos daquele à sua frente.

 

“Confiarei em você, como você sempre confiou em mim, Junnie. Levarei-te para Seul, pois quanto mais perto de mim, mais seguro.” Bagunçou de leve os fios do amigo, que reclamou. “JunMyeon, agora me diga, como você passou?”

 

“As torturas físicas não chegou nem perto das psicológicas. Sentia-me incapaz de dar um único suspiro sem sentir a dor latejando pelo meu corpo. Fui incapaz de comer por dias, Fan... Minha mente pertencia apenas ao outro mundo onde só eu tenho o conhecimento.”

 

“Deve que passou coisas horríveis, mas você me parece muito bem mesmo. És forte, Junnie.”

 

“Como disse, a dor maior foi a psicológica.”

 

“Eu acredito nisso, meu amigo... Eu acredito.”

 

 O silêncio tomou conta daquele cômodo, mas foi cessado quando JunMyeon se deitou e cobriu a si mesmo, olhou para Yifan com um sorriso pequeno no rosto. Yifan que apenas encarava o chão, direcionou o olhar a JunMyeon, quando sentiu um olhar pesando em cima de si.

 

“Quer me dizer algo? Me parece muito ansioso em algo...”

 

“Quero te beijar, Fan.”

 

“O quê?” Perguntou, um pouco envergonhado.

 

“Quero te beijar.” Levantou-se, ficando sentado na cama. Quando iria avançar, Yifan afastou-se. “O que foi? Não sente saudade de meus beijos?”

 

“Não é isso, Junnie. Apenas acho que não necessita disso, além de eu estar em um r-relacionamento.”

 

“E desde quando o meu Fan se importa com isso?”

 

 Quando ficou em pé, sua aproximação começou a ser perigosa.

 

 Yifan pensou em como responder isso, mas quando se lembrou do Tao e do Yixing, resolveu usar a verdade de cada.

 

“Desde que descobrir o que realmente é amor e saudade, JunMyeon.” Falou de uma vez, querendo distancias de outras perguntas.

 

 JunMyeon suspirou, revirando os olhos e voltando para cama, mas ainda sustentava aquele pequeno sorriso travesso nos lábios. Deitando-se novamente, cobriu-se por completo, da cabeça aos pés, impedindo do Yifan vê-lo.

 

“Não está com raiva, está, Myeon?” Perguntou, deitando ao lado do outro.

 

Uma gargalhada ecoou pelo quarto, fazendo Yifan preocupar-se consigo mesmo.

 

“Boa noite, Fanfan... Sonhe comigo.”

 

***

 

 Sehun não sabia mais o que fazer, então apenas desceu as escadas, tendo o olhar de Jongin e sua esposa sobre si. Ele não abaixou a cabeça em nenhum momento, descendo de uma forma decidida e firme, fazendo o Luhan olhá-lo ainda com mais raiva. Seu olhar olhava de uma forma cuidadosa, mas possessiva para Luhan, que puxou o Yixing, logo depois de segredar algo em seu ouvido.

 

 Seu coração doeu...

 

 Jongin andou rápido para seu lado e notou o olhar de tristeza do amigo. Olhar aquele que só ambos entendem, por conhecerem tão bem um ao outro. Jongin apertou as mãos de Sehun e sorriu para o mesmo.

 

“Você quer conversar, Hunnie?”

 

“Está parecendo minha mãe, Jongin. Mas não, não quero conversar.” Claro que queria; na verdade, necessitava ao extremo aquilo. “Na verdade eu quero.”

 

 Jongin sorriu vencedor.

 

“Aqui não é lugar.”

 

“Eu preciso desabafar, Jongin, aqui e agora!”

 

Recebeu um aceno concordando, pedindo que ele prosseguisse.

 

“Eu estou, faz meses, completamente apaixonado por um garoto. Ele me faz sorri por qualquer coisa e faz a sensação de borboletas no estômago voltar com facilidade. Mas hoje ele veio com o Yixing, e, bom, o Yixing tem um abismo por ele... Eu acebei falando merda com ele, mesmo não sendo sua culpa.”

 

“Percebi que você sorria bobo, mas ao mesmo tempo o olhava com um olhar completamente apreensivo. Hunnie, é fofo isso, sério, mas você não pode fazer nada. Digo isso por conta da Yannie, que, como é normal, ama a mãe dela, além daquele garoto ser um prostituto.”

 

“Mas ele não é qualquer um, Jongin. Ele é diferente e perfeito aos meus olhos. Ele veio para festa porque achou que eu havia convidado ele, mas não seria tão cara de pau de convidar o mesmo com a presença da YanLi. Yixing vive tentando se aproximar dele... E eu tenho medo disso.”

 

“Se não vai abandonar tudo, não o iluda. Sehun, desculpe, mas eu sei que você não tem coragem de pedir o divorcio por causa da HunYan, pois, com toda certeza, a YanLi vai te ameaçar em relação a guarda da minha princesa. Então deixe-o, e para de fazê-lo acreditar que estará com ele.”

 

 As palavras foram ditas sérias e fez o coração apertar ainda mais. Sabia que tinha razão, mas não desistiria tão fácil do Luhan, da mesma maneira que nunca, em hipótese alguma, desistiria de sua menina.

 

 Quando os convidados foram indo embora, Sehun sentia mais alivio para ter uma conversa menos agoniante com sua pequena. Luhan havia ido junto ao Yixing que despediu-se de Sehun com um grande e vitorioso sorriso no rosto.

 

 Canalha.

 

Subiu as escadas vendo os empregados arrumarem o possível por aquela noite, tentando ao máximo deixar poucos afazeres para o próximo dia. Batendo na porta da filha, ouviu um “entre”.

 

“O senhor... O senhor não brigou com o Luhan, brigou, papai?”

 

 Sehun se sentou na beira da cama da garota, que ainda estava em suas cadeiras de rodas.

 

“Por que está em sua cadeira de rodas? Deveria estar dormindo, querida. Você sabe como não gosto que durma tarde.”

 

“Eu pedi a mamãe; agora, por favor, não mude de assunto, papai. O senhor brigou com o Luhan?” Sehun suspirou, indo até a filha e agachando em frente à mesma, beijando sua bochecha.

 

“Não, o papai não brigou com o Luhan.” Mentiu, mas achou necessário. “Papai já disse que brigar é feio, não disse?” Viu a pequena assentir com um aceno. “Princesa, não volte a conversar com ninguém que não conheça.”

 

“Esse é o problema, papai... Eu não conheço ninguém.” Concluiu tristemente.

 

 Sehun não era exatamente contra o Luhan aproximar-se de sua filha, ele apenas tinha medo das maldades que Luhan pensaria, do preconceito rodeando aquele coração amigável. Mesmo tendo seus pensamentos negados há horas atrás, não havia nenhuma maneira de saber se era verdade ou não, pois ele sabia, que como qualquer outra pessoa, mesmo se ele tivesse o coração mais nojento e preconceituoso, ele não falaria logo para o pai da menina.

 

 Sehun temia até pensamentos... Mesmo não sendo proferidos, eram sentimentos guardados que poderia ser usados para coisas piores.

 

“Minha princesa,” resolveu ignorar o que a menina havia dito, guardando só para si aquela tristeza que a machucava “o que o Luhan falou com você?”

 

“Ele fez algo que você e a mamãe deveriam fazer.” Quando viu que o rosto de seu pai expressava dúvida, apenas prosseguiu: “Ele me fez sentir capaz de qualquer coisa.”

 

“Eu te faço sentir incapaz?” Indagou com medo da resposta que viria a seguir.

 

Sempre tivera medo, desde que a mulher engravidou, de sua filha ser tradada por eles – pais – da maneira em que não deveria. Pai tem que apoiar os sonhos e fazê-los sentirem capazes e determinados. Será que ele foi contra as próprias ideias?

 

“Não, papai, não.”

 

 Um alivio invadiu seu peito.

 

“Você não me faz sentir incapaz, mas não me faz sentir capaz. Quando vejo aquelas mulheres lindas na TV, sinto tristeza por não ter a capacidade delas.”

 

“Mas você tem.”

 

“Mas você nunca disse isso.”

 

***

 

 Tao não sabia mais o que fazer. Yifan não atendia seu telefone deixando o Taozi completamente desesperado. Resolveu sentar-se e ligar par Chanyeol. Se continuasse a andar de um lado para o outro, abriria um buraco no chão.

 

- Chanyeol, onde você está?

 

- Em minha casa... Mas, por favor, não venha ate ela, está uma bagunça! – dava para ouvir a risada envergonha e sem graça.

 

- Você sabe onde o Kris foi? Ele não atendeu o celular! Estou quase sem meus fios de cabelos!

 

- Não, Tao, eu não sei ­– Tao estranhou o quanto ele estava ofegante. – Se acalme. O Kris deve aparecer ai a qualquer momento. Tao, tenho que desligar; boa sorte aí.

 

 Com a ligação encerrada, Tao jogou os fios de cabelo para trás, apreensivo.

 

 Onde o Yifan estava?

 

Sentia-se um idiota apaixonado, o que é verdade.

 

“Como pude me apaixonar por um idiota como o Yifan?! Eu sou um caso perdido.”

 

***

 

Kim JongIn

 

 Quando o sol tomou conta do céu, levantei-me e fui tomar um banho para despertar. Krystal havia saído com algumas amigas de faculdade, então teria a tarde livre para mim. Quando fui vestir a calça jeans, ouvi meu celular vibrar, indicando que acabei de receber uma mensagem, fazendo-me bufar. Só poderia ser a Krystal...

 

 Jung HoSeok

 

 Quando li de quem era a mensagem, apressei a lê-la. Infelizmente, era o pai da minha querida esposa.

 

[Como está o meu querido genro? Espero que bem. Jongin, vamos nos encontrar hoje às 15:00 naquele restaurante que você adora. Não demore, por favor.]

 

 Não era um convite, era uma ordem e Jongin tinha total noção disso. Pensando que mandaria um “foda-se, você não manda em mim, seu velho”, começou a escrever.

 

[Estarei lá, senhor Jung. Obrigado pelo convite : )]

 

 

[Que bom que gostou. Estou realmente muito ansioso para tratar o assunto que envolve os Do. Sabe que quando se trata deles minha alegria fica sem tamanho.]

 

[Sim, sei sim.]


Notas Finais


Eu acho que vocês vão gostar da história de vida do JunMyeon.
Yixing ta bom na fita, desse jeito vai acabar conquistando.
Se gostarem, por favor, não se envergonhe, comente o que acharam. Aceito todos os tipos de críticas!
~bye


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