História Dream House - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Rap Monster, V
Tags Barman, Bebidas, Dream House, J-hope, Jikook (insinuação), Jung Hoseok, Kim Taehyung, Pwp, Taeseok, Vhope, Vhopeproject, Wonfishy
Visualizações 548
Palavras 5.234
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amém projeto VHope, amém tema (bebidas), amém pwp, amém euzinha n

Ai, cara, nem acredito que terminei essa fanfic e estou postando ela. Outro projeto concluído com sucesso <3 Então, pra quem não sabe, estou participando do VHopeProject que consistem, especificadamente, em fanfics com o couple amado VHope/TaeSeok/SeokTae/HopeV. Foram dados três temas: Doces, Shopping e Bebidas. Eu, como a ótima cachaceira que sou, escolhi bebidas e logo tive esse plot delicioso de um Taehyung dançarino e um Hoseok barman. Pois é. É, basicamente, uma pwp bem diferente do que faço, mas tem lá sua historinha e espero que vocês gostem!

> CAPA feita pela linda da CrzyRainbowStar ♡
> FANFIC betada pela linda da ~HanaChoi ♡
> É uma pwp, portanto, estejam cientes disso!
> Optei pelos visuais de BST pq Kim Taehyung loiro e de lente não é algo que se deve ser desperdiçado, meus amigos! Muito menos um Jung Hoseok ruivo, um homão da porra desses, bicho
> Tem insinuação de JiKook sim, sorry not sorry (SÓ insinuação, vale ressaltar)

Bom, dado os avisos, estejam cientes do que estão prestes a ler~
Boa leitura a todos! ♡

Capítulo 1 - Único: Onde seus sonhos se tornam realidade, baby.


Fanfic / Fanfiction Dream House - Capítulo 1 - Único: Onde seus sonhos se tornam realidade, baby.

 

 

“Sejam bem vindos à Dream House, onde todos os seus sonhos se tornam realidade”

 

 

A casa estava lotada.

 

Como em todas as outras noites, a Dream House recebia inúmeros clientes. De diferentes regiões, de outros países, da alta e da baixa sociedade. Se você pudesse pagar para beber, então podia entrar. Localizada num ponto alto de Gangnam, era conhecida por sua diversidade — tanto do público quanto de seus funcionários — e, claro, os pequenos shows organizados dentro da boate. Não havia restrições quanto a gêneros ali, o que deixava boa parte dos clientes mais à vontade. Com total descrição, muitos empresários, CEOs e magnatas gastavam boas quantias com dançarinos e noites prazerosas com quem estivesse disponível.

 

Jeon Jeongguk era o dono e responsável por toda a diversão.

 

Apesar da pouca idade, estava à frente dos negócios e desde que assumira a boate, os lucros tinham dobrado e a popularidade da casa aumentado significantemente. E se Jeon Jeongguk estava feliz, seus funcionários ganhariam um extra no pagamento do mês. Cada funcionário era escolhido a dedo para trabalhar ali. Há mais de dois anos eram mantidos os mesmos funcionários; o mesmo padrão. Por isso, quando o novo barman, conhecido apenas como J-Hope, foi apresentado a todos, não houve um sequer que não tenha ficado curioso com aquilo.

 

Especialmente Kim Taehyung.

 

Um dos melhores dançarinos da boate e um dos empregados mais antigos da casa. Fez sua fama junto à casa e tinha um bom relacionamento com todos, inclusive com o dono, que lhe considerava seu braço direito. Seu trabalho era decorar a coreografia da noite e ganhar o quanto pudesse em cima do palco, além de ajudar e orientar os demais. Incluindo Park Jimin, o responsável pelas coreografias de cada show.

 

— Jeongguk está te encarando de novo, Jimin. — Taehyung alertou, terminando de ajeitar sua calça. O couro realçava tanto sua bunda quanto suas coxas, o que significava mais dinheiro. Embora fosse um pouco desconfortável rebolar com elas, mas já estava acostumado. A jaqueta de tecido escuro cobria seu tronco nu e só. A coreografia da noite exigia sensualidade e um toque de leveza que poucos tinham, então seria apenas ele e Jimin a dançar hoje. — Você resolveu dançar isso hoje de propósito, não é?

 

— Você sabe que sim. — O de cabelo rosa sorriu, abotoando a camisa social branca em conjunto com a calça também branca, tão apertada quanto à de Taehyung. — E não é como você fosse sair perdendo, V.

 

O loiro assentiu, terminando de ajeitar tudo para que o show, enfim, começasse.

 

De onde estava, tinha uma boa visão da boate. Jeongguk estava no andar de cima, junto a empresários e CEOs conhecidos, com três seguranças por perto. Os olhos focados no palco. Ele estava ali para ver Jimin dançar. O que não era uma novidade, já que ele não saía do escritório sem um bom motivo. Mas não era ele quem queria ver. Seu alvo estava no bar, junto de Minhee e MinJae, preparando e servindo as bebidas. J-HOPE. O misterioso e sexy J-Hope, o qual ninguém sabia nada a seu respeito. Apenas Jeongguk. Não era segredo que estava interessado no novo barman, mas não é como se já não tivesse ido até ele. J-Hope era sério, concentrado em preparar os mais variados drinques e só. Não era de conversinhas, muito menos de flertar em horário de trabalho.

 

O que ele fazia fora da boate era um mistério.

 

Mas Kim Taehyung adorava um mistério e era por isso que ainda não tinha desistido de vez daquele homem. Ruivo, sorriso de cavalo e um olhar sério que fazia cada pelo de seu corpo se arrepiar. Não era brincadeira. Toda vez que o encarava e era retribuído, sentia pequenos picos de arrepio pelo corpo. O máximo que tinha conseguido era um sorriso, mas J-Hope era cordial e não lhe ignorava quando o procurava para conversar. Claro, sabia que ele notava seus flertes, mas não os correspondia. E já fazia meses que estava naquilo, o que poderia ser considerado um recorde. Não era do tipo que corria atrás, mas alguém como J-Hope não podia ser simplesmente ignorado.

 

O homem mais parecia um Deus grego!

 

E se tinha algo que Taehyung desejava, esse algo era foder com aquele homem uma noite inteira.

 

Só precisava provocá-lo o suficiente para garantir isso.

 

Quando a música começou a tocar e o palco ficou escuro, era a deixa para que ele e Jimin fossem para o centro dele. De costas um para o outro, o primeiro a dançar foi Jimin. Seus movimentos eram sutis, rápidos e precisos, com um leve toque de sensualidade que fazia alguns clientes gritarem animados por ele. Na verdade, a maior parte dos clientes vinha por causa de Park. Taehyung foi logo depois, rebolando no refrão da música, deixando a jaqueta cair por seus ombros, mas sem tirá-la. O olhar parando no bar, onde sabia que era assistido. J-Hope não disfarçava o olhar, por mais que tivesse que desviá-lo para atender quando um cliente o chamava. Mas logo que terminava, voltava a olhar para o palco, onde encarava até ser chamado de novo. Kim sentia o ego inflar a cada olhar daquele homem em seu corpo, então fazia questão de mover os quadris da forma mais sensual que conhecia, deixando claro suas intenções.

 

Jimin, percebendo o quanto o amigo estava mais solto do que o de costume, foi para perto dele e ficou atrás, agarrando-o pela cintura, deixando que a música envolvesse a ambos. A camisa social sendo aberta botão por botão, expondo seu tronco nu, o tecido sendo jogado longe por um Taehyung sorridente que finalizou o show puxando-o para perto, roçando os lábios nos dele, mas só. Não havia necessidade de um beijo, por mais propício que o momento fosse. As palmas vieram segundos depois de a música parar. Os gritos de excitação e os olhares repletos de malícia garantiam que havia sido um ótimo show.

 

Nos bastidores, foram recebidos por um Jeongguk mais satisfeito do que o normal. O olhar faminto sob o corpo desnudo de Jimin. O clima que os envolvia sempre deixava Taehyung incomodado, ainda mais pela clara e óbvia tensão sexual que nenhum dos dois admitia em voz alta, então tratou de secar o suor do rosto e deixar os dois a sós. Recebeu olhares e toques pelo caminho até o bar, dispensando sutilmente os clientes mais “animados” que insistiam em lhe agarrar. Deu de cara com J-Hope e sorriu, passando a língua pelos lábios cobertos por um gloss de fruta.

 

— O que vai querer, Taehyung? — J-Hope indagou com o mesmo tom rouco e alto devido ao barulho. Foi impossível se segurar.

 

— Você.

 

— Para beber, Taehyung.

 

— E quem disse que você não tem algo para beber? — Mordeu o lábio inferior, secando-o na cara dura, como gostava de fazer todas as noites. Havia dado uma resposta bem ambígua e sabia que ele havia entendido, mas preferiu mudar o rumo da conversa antes de ser cortado. — Algo forte e que me faça ver estrelas.

 

— Saindo.

 

Apesar do claro interesse em ir pra cama com ele, observar como J-Hope preparava as bebidas era algo muito interessante. A forma como ele as misturava, como cortava as frutas e enfeitava os drinques o tornava um barman bem peculiar. Era ele e apenas ele a preparar, deixando o trabalho de servir para os gêmeos Kwon; Minhee e MinJae, que limpavam e organizavam a bagunça depois. Jeongguk o deixava escolher quem iria ajudá-lo no bar, mas ele sempre preferia a companhia dos gêmeos. Especialmente de Minhee, que o idolatrava e era apenas alguns meses mais nova que Taehyung, que já beirava aos 21 anos de idade.

 

Decidiu puxar um dos bancos vermelhos e sentar por ali, sentindo os olhares queimarem suas costas. Nada com o que não estivesse acostumado, claro. Sorriu ao notar que MinJae estava parado bem à sua frente, quase inclinado para conversar consigo.

 

— Você fez um belo show hoje, Tae.

 

— Eu sou ainda melhor na cama, MinJae. — Piscou para o amigo, recebendo uma risada alta. Os dois eram amigos de infância e Taehyung não tinha lá muito bom senso perto de quem lhe desse um pouco de intimidade.

 

— Você é terrível. — MinJae riu, limpando o balcão. — E aí, já deu sorte? — Inclinou a cabeça para o lado, onde J-Hope terminava de preparar o drinque pedido.

 

— Seria mais fácil transar com você, sabia? — Fez bico, apoiando o rosto na própria mão.

 

— Seria como transar com a minha irmã, Taehyung, que nojo!

 

Taehyung revirou os olhos, dispensando o comentário. Seria mais fácil ele transar com Jimin, no entanto. Mas nada disse. Na verdade, já estava cansado de rejeitar outros caras para ter uma chance com J-Hope. Se ele não lhe queria, então acharia alguém bom o suficiente para lhe compensar.

 

— Aqui está. — J-Hope lhe entregou um copo com um líquido azul claro, de cheiro forte. Concluiu que o gosto também era forte após o primeiro gole. O limão cortado em rodela, preso na borda do copo, chamou sua atenção. Pegou-o, passando a língua pela parte de dentro, sentindo o gosto cítrico descer por sua garganta junto do gole grande de bebida. Ah, perfeito. — Mais algum pedido inusitado hoje, senhor Kim?

 

— Sabe, J-Hope, eu estava pensando aqui… — Deixou o copo de lado, brincando com a borda ao passar o dedo por ela, em movimentos circulares. — Nós dois sabemos que eu estou muito afim de foder com você e que é algo que eu deixo bem claro sempre que venho aqui. Mas hoje eu cansei. Se você quer continuar esse jogo, pode procurar outro. E sabe o por quê? — Debruçou o corpo sobre o balcão, ficando bem próximo do rosto do barman. Fez questão de assoprar contra o ouvido dele. — Porque hoje eu serei fodido por alguém mais homem que você.

 

Ao se afastar, mandou uma piscadela para o barman, saindo do bar com o copo em mãos. Fez questão de rebolar, sentindo o olhar dele em si. Não foi difícil achar o primeiro candidato da noite. Sentado numa mesa afastada do bar, reconheceu a cabeleira loira de longe. Kim NamJoon, CEO da BigHit Entertainment. Ele era do tipo cliente fixo, ficando sempre nos andares mais altos, rodeado de pessoas tão importantes quanto ele. Mas, hoje, ele estava ali, sozinho, bebendo. Nunca negou que o achava atraente demais para ainda estar solteiro, mas não é como se fosse de sua conta.

 

— Sozinho hoje, NamJoon? — Perguntou assim que puxou uma cadeira para se sentar. Frente a frente com ele, melhor dizendo.

 

— Boa noite pra você também, Taehyung. — O CEO riu, bebericando seu copo de whisky sem pressa. — Por quê? Está interessado em me fazer companhia?

 

— Se eu disser que sim, podemos pular para a parte em que você me fode em um dos quartos lá de cima?

 

NamJoon riu, alto, encarando os olhos do dançarino. As lentes claras o deixavam ainda mais bonito do que de costume. Balançou a cabeça, ainda rindo.

 

— Você é sempre direto, hein? — Tomou o que restava de seu copo, batendo-o na mesa escura. — O barman te dispensou de novo?

 

— Eu tinha que ter aberto a boca, né? — Revirou os olhos, tomando de seu próprio copo. O fato é que já tinha ido para a cama com NamJoon antes de aceitar trabalhar ali, então quando o viu próximo do palco na primeira semana de trabalho, acabou se tornando um hábito conversar com ele durante seus intervalos. Podia-se dizer que eram… Conhecidos. Uma noite, após tomar outro fora de J-Hope, acabou passando boa parte da madrugada conversando com NamJoon e contando até o que não devia para ele. Sorte que eram conhecidos e ele calado demais para contar para alguém.

 

— Sinceramente? Você vomitou tudo em cima de mim, então não me culpe. Além do mais, só um louco para te dispensar.

 

— J-Hope é um idiota. E eu já cansei de dispensar boas noites de foda por causa dele. E aí, vamos lá pra cima ou não?

 

NamJoon apenas assentiu, levantando de onde estava sentado com calma. Taehyung riu, tomando mais da metade do que restava em seu copo de uma vez, sentindo a garganta queimar e a visão embaçar por um segundo. Era forte, bem forte. Veria estrelas hoje de um jeito ou de outro. Seguiu com o Kim mais velho para o terceiro andar, onde ficavam os quartos. Havia funcionários que apenas trabalhavam ali, como Minhee, e dançarinos, como Jimin, que não faziam programas. Ninguém era obrigado a nada e por isso Jeongguk era respeitado por todos os seus funcionários. Não era uma atitude padrão de outras boates, mas as coisas funcionavam muito bem desde que ele decretara que os programas seriam feitos apenas pelos mais experientes e que estivessem de acordo com os termos.

 

O terceiro andar tinha uma decoração sofisticada, que se mesclava a cores mais fortes. O tom vermelho presente em todos os quartos. Eram cerca de doze portas, cada uma tendo seu ocupante. Taehyung não era de favoritismos, mas gostava dos quartos mais afastados devido à questão de privacidade — e porque não era sempre que aceitava ir até esse andar. Abriu uma das últimas portas, a luz já acessa. A cama de casal posicionada no meio, alguns brinquedos para serem usados durante o sexo e toda a proteção que precisaria pela noite. No entanto, antes que pudesse puxar NamJoon pelo pulso, foi empurrado para dentro do quarto e a porta foi trancada logo em seguida.

 

Era J-Hope.

 

E sua expressão não era nada amigável.

 

— O quê…?

 

— Sinceramente, Taehyung, você conseguiu me provocar até o limite. Eu me perguntava se você seria capaz, mas vejo que me precipitei em pensar que não. — O ruivo sorriu ladino, se aproximando do loiro que ainda parecia chocado com sua presença. Não o culpava, afinal, havia negado suas investidas, ignorado seus flertes e deixado claro que nada aconteceria entre os dois… Até ele, simplesmente, lhe dizer que foderia com outro. “Mais homem do que você”. Foi um golpe duro para sua masculinidade. — E em pensar que eu deixaria você foder com outro no meu lugar.

 

— J-J-Hope… O que diabos você pensa que está fazendo?

 

— Não é óbvio? — O barman tombou a cabeça para o lado, abrindo os botões da camisa social padrão dos funcionários que trabalham no bar. Taehyung o acompanhou abrir cada botão, até expôr o tronco bem trabalhado e os gominhos do abdômen. A vontade de passar os dedos por eles surgiu e quase não conseguiu se conter. Sabia que ele deveria esconder um bom físico por debaixo da roupa, então não deveria estar, necessariamente, surpreso, certo? Errado. J-Hope era muito mais bonito do que sua imaginação fértil lhe permitiu imaginar. Embora tenha aberto cada botão, não retirou o tecido. Direcionou seus dedos para o cós da calça, brincando com aquela parte, ciente do olhar faminto do outro em seu corpo. — Ou você mudou de ideia e prefere o CEO lá fora?

 

Taehyung tinha lá o que pensar? Era mais do que óbvia sua resposta.

 

— Você sabe que eu jamais recusaria qualquer coisa vinda de você, mas… Será que você é homem o suficiente pra me foder? — Taehyung provocou, mordendo os lábios em expectativa. Sabia que debochar da masculinidade de alguém como J-Hope não era uma boa ideia, mas não pôde evitar. Gostava de provocar; de forçar até o limite e, se possível, ir além. Ainda mais com alguém tão másculo quanto aquele barman gostoso.

 

O ruivo estreitou o olhar, parando de brincar com o cós da calça. Os olhos ardendo numa chama perigosa. Num rompante, se aproximou do dançarino, agarrando os fios loiros com apenas uma mão. Puxou-o para si, colando os corpos. A mão livre foi direto para a cintura, onde fez questão de apertar o local, ouvindo um gemido em resposta. Sorriu, intensificando o aperto, mas sem ter a real intenção de feri-lo.

 

— Você adora provocar, não é? Adora mexer comigo, me deixar desestabilizado e ficar rebolando essa bunda gostosa pra eu ver… — Desceu a mão da cintura para a bunda, onde apertou, com força, uma das nádegas. Macia, firme, do jeito que gostava. — Pois bem, Taehyung, eu vou te dar o que tanto quer. Eu vou te foder bem gostoso hoje.

 

O dançarino sentiu o corpo inteiro se arrepiar com aquela frase, com aquele tom, com aquele homem. Céus. Seria devidamente fodido hoje. Podia ser melhor? O aperto em seu couro cabeludo não lhe incomodava, pelo contrário, gostava de ser dominado na cama. E pelo pouco que teve do ruivo, seria devidamente fodido e dominado, do jeito que gostava.

 

— J-Hope… — Gemeu em tom rouco o único “nome” que conhecia do outro, sendo empurrado contra a cama de casal. Caiu sentado, as pernas abertas, o olhar não deixando o do ruivo em momento algum. Sentiu um puxão em sua calça, levando as mãos até o botão e o zíper, erguendo o quadril de leve para que a peça fosse retirada de seu corpo às pressas. Ficou apenas com a cueca clara e a jaqueta que pendia em seus ombros, nada mais.

 

— Você é realmente mais bonito do que eu pensava. — O barman comentou embasbacado pela visão que tinha das coxas fartas e do bom físico que o dançarino possuía. Já suspeitava que ele fosse bonito e que tivesse um bom corpo já que sempre estava no palco junto a Park, que era dono de uma bunda avantajada e muito bem apreciada por todos da boate. Inclusive por si, mas Taehyung não precisava saber disso, certo? Certo. — Muito mais… — Murmurou, extasiado, se encaixando entre as pernas abertas com um dos joelhos, usando o outro de apoio.

 

— J-Hope…

 

— Hoseok. Meu nome é Jung Hoseok. Agora, você é digno de saber meu nome.

 

Taehyung revirou os olhos com o “digno”, mas gostou do que ouviu.

 

— Hoseok… — Disse para si mesmo, gostando de como o nome soava por seus lábios. — Hoseok…

 

— Isso mesmo, esse é o nome que você vai gemer hoje. Ou melhor, gritar.

 

Ah, o loiro gostava da confiança que J-Hope emanava. Tanto pela voz quanto pela presença. Era forte, máscula, do tipo que lhe faria ver estrelas.

 

O primeiro beijo entre ambos foi calmo. Hoseok roçou os lábios nos de Taehyung, que os entreabriu, permitindo que Jung o beijasse. O primeiro contato de muitos foi bom o suficiente para que o próprio Taehyung puxasse o rosto do outro para mais perto do seu, forçando-o a abrir a boca e acomodar sua língua. Foi molhado, intenso e bom. Tanto o barman quanto o dançarino sabiam bem o que estavam fazendo e quando Kim inclinava a cabeça, Hoseok tombava a sua, deixando-o inserir a língua e entrelaçá-la com a sua, repuxando a pele de seus lábios quando se cansava de brincar com sua boca.

 

— Você beija bem. — Taehyung constatou após o segundo beijo, que deixou seus lábios formigando. Seu peito, ofegante, subia e descia, sua pele reluzia devido ao suor e ao calor que havia tomado conta do quarto. Manteve suas mãos no rosto de Jung, tocando-o, sentindo a firmeza da pele e a maciez das bochechas, gostando da sensação que aquilo lhe proporcionava. — Será que você fode tão bem quanto beija?

 

— Taehyung, não é uma boa ideia me provocar. — Hoseok o alertou, afastando o rosto das mãos do dançarino e o puxando, pelos fios da nuca, para que ficasse sentado e próximo da beirada. — Agora, que tal você colocar essa língua afiada para trabalhar um pouco, huh?

 

Não foi preciso mais nenhuma palavra para que o loiro compreendesse o pedido. Empurrou o corpo do outro para longe, ficando de joelhos. O rosto na altura do quadril, onde encostou o nariz na ereção quase visível do barman. Passou a ponta do nariz ali por mais alguns segundos, sabendo que ele estaria sensível e sem muita paciência. Desabotoou os dois botões da calça, usando seus dentes para descer o zíper com certo custo. Hoseok empurrou o tecido escuro para baixo, deixando sua boxer branca à mostra, onde seu pênis já gotejava tamanha a excitação que sentia no momento. Taehyung sorriu, ladino, antes de passar a língua pelo pênis coberto pelo tecido.

 

— Taehyung… — O ruivo chamou em tom de alerta.

 

— Você vai gostar, Hoseok. Confie em mim. — Desviou o olhar para encarar os olhos escuros que refletiam uma luxúria sem precedentes. Era a primeira vez que via aquele tipo de olhar vindo do ruivo. Voltou a encarar a ereção coberta, enfiando os dedos por dentro do tecido, puxando-o para baixo. O pênis de Hoseok estava mais duro do que pensava, o que lhe fez sorrir. Deixou que a boxer manchada se juntasse à calça, agarrando o falo com uma mão e o masturbando de leve. O dedão brincando com a fenda da glande já molhada. — Tão duro…

 

— P-Pare de brincar.

 

Mas Kim o ignorou, movendo a mão e deixando pequenos selares nas coxas e no pênis, mas sem colocá-lo em sua boca. Suas mãos faziam um ótimo trabalho, mas daria a Hoseok o tratamento completo. Lambeu a fenda, descendo pela extensão e voltando pelo mesmo caminho, antes de enfiá-lo por completo em sua boca. Usando as coxas torneadas como apoio, passou a chupá-lo. Ora tirando-o da boca, brincando com a glande, ora engolindo-o quase por inteiro, deixando o pênis molhado e ainda mais rijo. Os suspiros que Hoseok dava a cada vez que o engolia provocava um calor conhecido em seu corpo e gostava muito daquela queimação. Por isso, se empenhou em chupá-lo como nunca o fez com ninguém.

 

— Está gostoso, Hoseok? — Murmurou baixinho ao retirá-lo de sua boca, lambendo a glande devagar, brincando com a situação. — Huh? — Chupou a glande outra vez, sentindo a pele do ruivo se arrepiar.

 

O barman, perdido em seus pensamentos, sentia seu pênis latejar a cada chupada que recebia. Taehyung estava lhe provocando até mesmo nessa situação. Tendo isso em mente, embrenhou seus dedos nos fios loiros, forçando-o a lhe engolir. Não o deixou se acostumar, começando a estocar a boca dele. Nada que o machucasse, mas que também o fizesse compreender quem é que estava no comando ali. Assumiu um ritmo calmo no começo, investindo com um pouco mais de força ao sentir as unhas curtas serem cravadas em suas coxas. Continuou a estocá-lo, a mão pressionando a cabeça contra seu falo, fazendo carinho vez ou outra nos fios molhados.

 

— Abre mais a boca, Taehyung… — Pediu rouco, tombando a cabeça para trás conforme sentia seu corpo esquentar. A sensação da língua e da boca em seu pênis era tão boa que sequer acreditava que tinha se negado àquilo por tanto tempo. As investidas ficavam mais claras à medida que o rejeitava, então preferiu deixar e ver até onde ele iria. Por pouco, muito pouco, não cedeu da última vez, quando foi encurralado entre o balcão e o corpo de um Taehyung “alegrinho” demais. Mas não pôde deixar dessa vez… Não quando ele tinha ferido sua masculinidade e lhe provocado até seu limite. — Bom menino… Ah…

 

Assistia a boca pequena engolir seu pênis com tanta facilidade. O olhar cravado no seu, as unhas deixando marcas em suas coxas. Os espasmos típicos tomando conta de seu corpo. Mas não gozaria ainda. Parou os movimentos do loiro, retirando seu pênis de dentro da boca dele, puxando-o pelos braços e o jogando contra a cama. A forma como ele se apoiou sob os cotovelos e arrastou o corpo até o meio do colchão só deixou claro o quanto ele lhe queria. O quanto o desejo era recíproco. Acabou por deixar sua camisa escorregar por seus braços, se juntando ao restante das peças que fez questão de chutar de seu corpo, ficando inteiramente nu.

 

Subiu na cama, engatinhando até ficar sobre o corpo de Taehyung, puxando as pernas para que pudesse se encaixar no meio delas. Roçou os lábios nos dele, tomando-os para si, sentindo-o lhe agarrar pelos ombros, girando os corpos, ficando por cima de si. Mais precisamente, sentado em cima de seu quadril. O fitou de forma curiosa, recebendo um meio sorriso e uma rebolada leve que lhe fez agarrar o quadril dele. O tronco exposto — a jaqueta jazia no chão e sinceramente não tinha percebido quando a peça abandonou o corpo do dançarino —, livre de marcas, como se fosse uma tela em branco à sua espera. Faria questão de pintá-lo; de manchá-lo com suas cores. O tornaria sua obra prima e faria questão de deixar marcas expostas para que outros vissem seu trabalho.

 

Taehyung inclinou seu corpo até sentir os lábios de Hoseok nos seus, movendo seu quadril sutilmente. Sua ereção pedindo por alívio. Esfregar sua bunda em cima do pau do ruivo estava tão bom, mas tinha que arrancar aquele tecido ou acabaria gozando sem ser tocado, apenas com o atrito. Ergueu minimamente o quadril, puxando a cueca e a retirando de seu corpo, jogando-a num canto qualquer e se esticando para alcançar o que estava em cima do criado-mudo. Lá, um tubo de lubrificante e um pacote de camisinhas, fechado, jaziam intocados, prontos para serem usados. Agarrou a mão de Hoseok, puxando a tampa do tubo e despejando um pouco do conteúdo nos dois dedos indicadores. Depois, os direcionou até sua entrada, respirando fundo antes de encaixá-los e, lentamente, se sentar neles. Não era lá uma sensação ruim, mas já fazia semanas que não fazia sexo, então tinha que ter certo cuidado.

 

Hoseok não o impediu. Deixou que ele tomasse o controle da situação, sentindo o interior apertado. Teria que prepará-lo. Moveu os dedos, sentindo a mão de Taehyung agarrar seu pulso. A expressão contorcida.

 

— D-Devagar… — Ele disse, mordendo os lábios. Assentiu, voltando a mover os dedos, sentindo-o relaxar à medida que o corpo se acostumava com a “invasão”. Alguns minutos foram mais do que suficientes para que Taehyung se acostumasse e passasse a rebolar levemente contra os dedos do ruivo. — Hoseok…

 

— Pronto?

 

Pronto.

 

Taehyung voltou a se esticar, agarrando o pacote fechado de camisinhas. Rasgou a embalagem com os dentes, sentindo Hoseok retirar os dedos de dentro de si. A lubrificação da camisinha era pegajosa, então tomou cuidado para não danificá-la enquanto a deslizava pelo pênis de ruivo. No entanto, antes de voltasse a se ajeitar sobre o colo do outro, foi jogado para o lado, tendo-o sobre si, no meio de suas pernas. Não ficou surpreso com o ato, até porque Hoseok gostava mais de dominar do que se deixar ser dominado. Nada fora do comum. Abriu as pernas, ajeitando-as ao redor do quadril dele enquanto era penetrado. Hoseok não parou até estar completamente dentro de si.

 

— Tudo bem? — O ruivo perguntou, deslizando a ponta do nariz pelo rosto suado e vermelho do loiro, que apenas balançou a cabeça, incapaz de falar no momento. Não se moveu, entretanto, deixando-o se acostumar consigo dentro dele. Por mais que sua vontade fosse fodê-lo com força, bem rápido, tinha noção de que ele precisava se acostumar primeiro. Passou a distribuir beijinhos pelas bochechas, mordendo a pele de leve, sentindo-o relaxar. As mãos cravadas em seus ombros, impedindo-o de se mover também eram um sinal de que deveria esperar.

 

Três minutos ou mais, depois, sentiu a pressão dos ombros ceder. As mãos desceram até as costas, os dedos deslizando pela pele, sem seguir uma linha reta. Era a permissão que precisava para continuar. Afastou o quadril, estocando fraco contra o quadril do loiro. Taehyung gemeu alto, entre uma mistura entre dor e prazer. Não sabia dizer, mas gostou do som. Repetiu o movimento, ouvindo-o gemer, as unhas marcando suas costas. Era um bom sinal; sinal de que deveria continuar a estocá-lo daquela forma. Aumentou o ritmo, estocando-o com mais força e precisão; esticando uma de suas mãos livres por trás do quadril, erguendo-o, fazendo com que, assim, ele lhe sentisse mais profundamente. E, Deus, só ele sabia o quanto o interior de Taehyung era apertado.

 

A pressão em seu pênis lhe enlouquecia, assim como sentir as unhas quase rasgando sua carne, o corpo suado se jogando contra o seu. Era uma mistura de sensações, de sons, de sentimentos. Uma verdadeira bagunça. Tanto para um quanto para o outro. Hoseok sentia a mente nublada, os olhos cravados em cada expressão que o loiro fazia, memorizando-as, forçando sua cabeça a isso. O corpo queimando, num claro e óbvio sinal de desejo, de tesão.

 

Taehyung não estava muito diferente. O suor escorria por seu corpo, o quadril de Jung se chocava contra o seu, e, puta merda, como aquilo estava bom! Forte, rápido, intenso. Do jeito que tinha imaginado em seus sonhos mais eróticos com o barman. Sentia cada parte de seu corpo corresponder ao dele; cedendo a ele de um jeito inexplicável.

 

— Mais forte… — Colou os lábios na orelha do ruivo, mordendo-a com força, descontando um pouco do prazer que sentia. — Mais fundo, Hoseok, fundo…

 

O outro obedeceu, agarrando-o pela parte inferior das coxas, forçando-se ainda mais para dentro, espalmando as mãos grandes pelas coxas grossas e avermelhadas. Podia ver a marca de seus dedos por elas, pelo quadril, até pelos braços e não se importava se haviam marcas idênticas em seu corpo. Se não, piores, já que as unhas de Taehyung, apesar de serem curtas, provocavam um grande estrago por onde passavam.

 

— V-Você está tão fundo… Ah… — O loiro balbuciou, engolindo a saliva, sentindo o corpo doer pela posição. Contudo, a pressão dos corpos causava um atrito delicioso entre seu pênis e o abdômen de Hoseok, então não o deixaria parar até que gozasse. E estava tão perto… Tão perto.

 

O ruivo não estava em situação diferente, sentindo o arrepio típico na espinha de quando estava prestes a alcançar seu clímax. Por isso, passou a estocar mais rápido. Os gemidos se Taehyung se misturavam aos seus; ao barulho que seu corpo se chocando ao dele provocava e a música que vinha do primeiro andar, que mesmo não estando tão alta, ainda podia ser ouvida de onde estavam. E, detalhe: era a mesma música que Jimin e Taehyung haviam dançado mais cedo. Num último gemido, gozou, mordendo o ombro esquerdo de Taehyung com força. A carne cedeu e acabou sentindo o gosto férreo de sangue em sua boca.

 

Taehyung, por sua vez, gozou logo depois, mesmo sem ser tocado. A dor no ombro lhe fez retesar o corpo, mas cuidaria disso depois. Já tinha sentido dores piores e o fato de ter tido o melhor orgasmo de sua vida não lhe deixou pensar em tais detalhes. Só no quanto Jung Hoseok era bom de cama e no quanto gostaria de ser fodido por ele mais vezes.

 

— Hoseok… Eu preciso de ar. — Bateu contra o peito do ruivo, tentando empurrá-lo de cima de si. Quando se viu livre do peso dele, tossiu levemente, passando a mão pela testa encharcada de suor. — Eu estou sentindo cada parte do meu corpo arder, mas isso foi tão bom que eu não me importaria de ficar assado por uns dias.

 

— Você é tão romântico, Kim. — Hoseok brincou, dando um nó na camisinha usada, jogando-a num canto e voltando a se ajeitar do lado do loiro, que estava tão acabado quanto a si. — Eu disse que me provocar não era uma boa ideia, não disse?

 

— Oh, pode ter certeza que eu vou te provocar mais vezes, Jung.

 

Ambos riram.

 

A música ainda podia ser ouvida e Taehyung a cantarolou, sentindo os dedos de Hoseok tocarem seus mamilos, apertando-os. Gemeu, virando o corpo para ficar de frente a ele. Uma de suas pernas envolvendo o quadril dele, roçando os membros. Um sorriso sujo nascendo em seus lábios inchados.

 

— Taehyung…

 

— Dream House, Hoseok, Dream House.

 

 

 

“Onde todos os seus sonhos se tornam realidade.”


Notas Finais


Então, eu realmente gostei de escrever essa fanfic. Especificadamente, esse lemon, que ficou na minha cabeça durante duas aulas INTEIRAS de Fundamentos e Teorias da Educação, então sim, eu tô orgulhosa pra kct de mim ♡
Hoseok de barman super combinou com o tema escolhido, então só imaginem do jeito que eu descrevi (se quiserem mais detalhes, vão em frente, se divertam). Sim, Jimin e Taehyung dançarinos de boate, super amo esse conceito deles n
Jeongguk dono da porra toda sim ou claro?

ENFIM, eu espero que tenham gostado e que eu consiga vencer e ganhar algum dos prêmios que estão sendo sorteados! Foi uma delícia participar desse projeto e trabalhar com um dos couples que eu mais shippo no BTS, VHope ♡ (pode não parecer, mas meu otp é VHope sim) e espero que haja mais oportunidades para mais fanfics desse casal. Comentem, pfvr, vamos alegrar uma mana aqui ♡

Obrigada de coração a todos que leram e chegaram até aqui! Até meu próximo projeto!

Deixarei alguns links aqui das minhas outras fanfics do BTS:

Playing with Fire (JiKook): https://spiritfanfics.com/historia/playing-with-fire-8279068
Desejos Íntimos (SugaMon): https://spiritfanfics.com/historia/desejos-intimos-8481211
Sua Pureza, Meu Pecado (SugaMon): https://spiritfanfics.com/historia/sua-pureza-meu-pecado-8836219

Beijinhos ♡


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