História Dreams - Capítulo 2


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Categorias After
Tags Dreams, Fanfic, Romance
Exibições 7
Palavras 2.419
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Segundo capítulo, gente. Espero que gostem!!!

Capítulo 2 - Capítulo dois


Fanfic / Fanfiction Dreams - Capítulo 2 - Capítulo dois

Resolvemos ir ao McDonald's. Demoramos 20 minutos para chegar. Escolhemos as últimas mesas, e fizemos nossos pedidos. Melissa comeu o seu Hambúrguer e metade da minha batata frita. Ficamos um tempo conversando sobre a prova, e sobre o menino que Melissa gostava. Ela sempre tinha alguma coisa para falar dele, impressionante. Eu, na verdade, nunca entendi o motivo do término deles. Mel namorava com Erick, um garoto que era completamente diferente dela. Estilo bad boy, gostava de balada, de beber, sair e só voltar no dia seguinte, e, principalmente, mulheres. Melissa gostava dele de verdade, mas acho que eles não iriam muito longe com esse relacionamento.

Quando terminamos de comer, Mel foi pagar a conta. Eu estava arrumando as coisas para ir até ela, quando vejo John, sentado duas mesas depois na nossa. Ele sorria, com ar de superioridade. Apesar de eu encara-lo, ele não desviara o olhar. Não contei sobre ele para Mel, não achei que fosse importante. Saí de onde estava e fui encontrar Melissa no lado de fora, quando sinto uma mão no meu ombro direito. Era ele.

--- Oi, Samantha, não é? --- Perguntou ele. Uma pergunta retórica, imagino.

--- Isso. O que houve? --- Perguntei, confusa.

--- Você esqueceu sua identidade na minha mesa, achei que seria educado vir entrega-la. --- Ele disse, me entregando a identidade.

--- Ah, nossa. Obrigada, eu não lembrava mesmo. Obrigada. --- Falei, pegando o documento da mão dele.

Eu não havia lembrado mesmo de pegar a identidade, talvez porque tivesse saído correndo da sala. Me surpreendeu o fato dele ter ido até ali, só para me entregar. Mas como John sabia onde eu estava? Ele havia me seguido?

Melissa não parecia entender, apenas olhava para John intensamente, como se ele fosse um Iphone 7 na promoção. Isso me deixou um tanto incomodada, então segurei  sua mão, para irmos embora.

--- Bom, muito obrigada, de verdade. Precisamos ir agora, não é, Mel? --- Disse, esperando que ela entendesse o recado.

--- Na verdade, não. Não temos nada para fazer agora. --- Ela disse, sem parar de olhar para John.

--- Que coincidência, também não tenho nada para fazer agora. --- Ele disse, me olhando, sem tirar o sorriso cínico dos lábios.

Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Não agora, não comigo, Não com John.

--- Que ótimo, podíamos fazer alguma coisa juntos. --- Disse Mel, com uma animação desnecessária.

--- Não sei, Mel... --- Comecei a falar, mas fui interrompida.

--- Acho uma ótima ideia. Vai ter uma festa hoje, da faculdade, estão a fim de ir? --- Perguntou John.

--- Com certeza, nós vamos sim. --- Mel disse, dando pulinhos e me balançando.

--- Legal, passo na casa da Samantha às 19:30 para buscar vocês. --- Falou John, em seguida.

Pera aí, na minha casa? Ele não sabia onde eu morava.

--- Como você sabe onde é a minha casa? --- Perguntei. Minha voz saiu mais séria do que eu imaginava.

--- Vantagens que só quem aplica provas possui. --- Ele falou, em tom provocador.

Claro, meus dados estavam escritos na prova. E ele havia lido. Ele sempre fazia isso, ou foi só comigo?

--- Ok, então. 19:30. --- Mel falou, me puxando pelo braço, indo em direção ao carro.

Eu estava me segurando para não pular em cima dela. Como ela pode ter feito isso? Nós não íamos a festas. Nunca fomos.

--- Porque fez isso, Melissa? A gente nem conhece o cara. Nós nunca fomos em uma festa desse tipo. Você sabe muito bem o que acontece nessas festas. --- Falei, sem parar para respirar, e sem dar oportunidade para ela me interromper.

--- Eu sei amiga, por isso aceitei. Precisamos nos distrair, a prova já passou. Estudamos o ano todo, vamos relaxar um pouco agora. E sem falar que ele é um gato, meu Deus. Viu aqueles braços? E aqueles olhos? --- Ela falava, fascinada.

--- Para com isso, Mel. Nós não vamos. --- Falei, decidida.

--- Ah, amiga. Por favor, vamos. Eu queria tanto. Prometo que será a primeira e última. --- Ela disse, com voz de quem ia começar a chorar.

Odiava quando ela fazia isso. Mel era boa em conseguir o que queria, ainda mais comigo, que não sabia falar não para ela.

--- Ta bom, amiga. Ta bom. Mas nada de bebidas, drogas e garotos. E não vamos voltar tarde. --- Falei, tentando soar convincente.

Mel deu um grito no estacionamento, que fez os seguranças ficarem olhando para a gente. se vergonha matasse eu já não estaria mais aqui.

--- Precisamos fazer compras, Sam. Não temos nada para vestir hoje. --- Ela lembrou.

--- Tem razão. Já que vamos, vamos vestidas direito. --- Falei, concordando com ela, mas sem nenhuma animação.

Fomos direto para o Shopping. Entramos em tantas lojas que eu acabei perdendo as contas. Mel escolheu um vestido preto, de alças finas, bem curto por sinal, mas era lindo. Pegou um salto preto, também.

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Eu, depois de muito reclamar, peguei um vestido verde água rendado, com mangas longas. Aquele vestido mostrava demais a minha perna, me sentia completamente nua, mas Melissa me forçou a leva-lo. Mel escolheu meu sapato. Preferia usar sapatilha, mas ela insistiu que fosse um salto. Bem alto, por sinal.

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Depois de comprar tudo, fomos direto para a minha casa. Já havia passado de 17:30, John disse que passaria para nos buscar às 19:30. Precisávamos correr. Chegamos em casa e a Mel foi tomar banho. Fiquei conversando com a minha mãe, para esperar. Minha mãe era professora de Educação Física em uma escola de ensino fundamental, então sempre estava ocupada com assuntos da escola.

--- Como foi a prova, meu amor? --- Perguntou minha mãe, sem tirar os olhos da tela do notebook.

--- Acho que fui bem, mãe. --- Respondi, sem muito interesse.

--- Que bom. Você e a Mel vão sair? --- Perguntou ela, olhando para mim agora.

--- Sim, vamos a uma festa. Tem problema? --- Perguntei, torcendo para que ela falasse que sim.

--- Claro que não, filha. Vocês precisam se distrair um pouco, mesmo. --- Disse ela, com uma voz suave e tranquila --- Só tenta não chegar muito tarde, e me liga se precisar de alguma coisa.

Obrigada, mãe. Muito obrigada.

Assim que Mel saiu do banheiro, eu entrei. Tomei um banho rápido e quente, para tentar relaxar. Melissa fez a minha maquiagem e a dela. Não sabia que ela era tão boa com essas coisas. Fiz cachos no meu cabelo, não queria que ficasse tão liso. Mel deixou o cabelo liso mesmo, com um penteado. Um penteado um tanto delicado demais para ela, na minha opinião.

Às 19:35 John tocou a campainha. Mel foi abrir a porta. Assim que entrei na sala, meus olhos encontraram os dele. Ele estava usando uma camisa social preta, e calça jeans azul escuro. Seu cabelo não parecia estar penteado, mas de algum jeito aquilo dava um charme extra ao seu rosto. Ele me olhava, prestando atenção em cada detalhe visível a seus olhos.

--- Vocês estão ótimas. --- Disse ele, quebrando o silêncio constrangedor que se fazia presente.

--- Você também não está nada mal. --- Eu falei, me arrependendo logo em seguida.

--- Vamos, gente? --- Perguntou Melissa, dando uma última olhada em seu vestido no espelho.

--- Vamos. --- Respondi.

Mel me fez ir no banco do carona, ao lado de John. Demoramos 20 minutos para chegar no local da festa. Longos e intensos 20 minutos. Chegando lá, me surpreendi. Era uma casa enorme. A música estaca estourando as caixas de som. Tocava Play hard, David Guetta. Meninos e meninas dançando, se beijando --- Com muita vontade, pelo que pude perceber ---, bebendo. O quintal da casa estava cheio de copos de bebida. Havia um garoto deitado no chão, sem camisa. Tinha marcas vermelhas por todo o peito. Preferi não imaginar o motivo delas.

--- Não se assuste. --- John disse, perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar.

--- Vou tentar. --- Respondi, olhando para ele.

--- Vamos entrar ou vamos ficar parados aqui fora a noite inteira? --- Perguntou Mel, já impaciente.

--- Vou apresentar a galera para vocês, venham. --- John disse, me puxando pelo braço.

A luz dentro da casa era fraca. Havia luzes coloridas piscando por toda parte. As pessoas não pareciam se importar com nada, pareciam desligadas do mundo. Pareciam felizes. Fiquei imaginando em quantas festas essas pessoas já tinham ido, tudo que já tinham experimentado, tudo que já tinham vivido. Eu nunca me dei essa oportunidade.

--- Gente, essas são Sam e Mel. --- Disse John, nos apresentando. 

Eu não conseguia ver com clareza o rosto das pessoas que estavam conosco ali, mas pude perceber a quantidade de piercings que um dos meninos possuía.

--- E aí? --- Disse uma menina, pouco mais alta que eu. Ela tinha uma quantidade bem grande de tatuagens para a idade que aparentava ter. Diria que ela não tem mais do que 20 anos. --- Eu sou a Becca.

--- Oi. --- Eu disse, prestando atenção em suas tatuagens.

--- Vocês querem alguma bebida? --- Um menino perguntou para mim e para Melissa.

--- Eu quero, por favor. --- Disse Mel, se preparando para ir até a mesa de bebidas com ele.

Antes que ela pudesse se virar para ir, eu a puxei pelo ombro.

--- Você não bebe, esqueceu? --- Disse, em tom de reprovação.

--- Olha aquele gato, amiga. Relaxa. --- Ela disse, saindo.

---Aquele é o Justin, é gente boa. relaxa. --- John falou, rindo da minha preocupação.

Eu e Melissa combinamos que não teria bebida, nem garotos. Isso não vai acabar bem, de jeito nenhum. Senti uma mão na minha cintura, e alguém sussurrando alguma coisa no meu ouvido. Antes que pudesse me afastar, John empurrou, com toda força, a pessoa que chegara perto de mim. Era um menino, alto, forte. Seu cabelo era escuro, cortado recentemente.

--- Que isso, cara? Ficou maluco? --- O garoto disse, olhando para John. Sua voz saía embolada. Ele estava bêbado.

--- Sai daqui, scott. Agora. --- Disse John, visivelmente irritado. A raiva transbordava de seus olhos. Seus punhos estavam cerrados. Ele não desviara sua atenção de Scott em nenhum momento.

--- Está com ciúmes, gatão? --- O menino perguntou, o deboche tomava conta da sua voz.

--- Eu não estou brincando, Scott. vai embora. --- John disse mais uma vez, se controlando para não pular em cima de scott.

--- Para com isso, por favor. Vamos sair daqui. --- Pedi, desesperada.

John notou o medo em minha voz. Olhei em seus olhos, e ele entendeu. saímos da sala, e fomos para o jardim. eu sabia que não deveria ter vindo. Mas porque ele agiu daquela forma? Como se estivesse com... Ciúmes. Não, não é possível, ele nem me conhece direito. Não podia ser ciúmes. Claro que não.

----------- John----------

Eu não sei o que deu em mim. Quando vi Scott com as mãos na cintura dela me subiu uma raiva incontrolável. Não iria aguentar vê-lo com as mãos nela. Me controlei para não socar a cara daquele idiota. Sam não iria gostar nada, também. Ela estava nervosa, eu só queria tira-la daquele lugar. Queria que ela ficasse calma. Não sei porque estava me preocupando com isso. Nunca fui assim, de sentir ciúmes. Não, eu não estava com ciúmes dela. Era só... sei lá. Ela estava comigo ali, não com ele. Só isso.

-----------Sam----------

Sentamos na grama, sem dizer uma palavra. John parecia preocupado, tenso. Parecia estar incomodado com alguma coisa. Eu não o conhecia, não sabia nada sobre ele, achei que agora seria uma boa hora para descobrir alguma coisa.

--- É... Então, me fala alguma coisa sobre você. --- Disse, dando fim ao silêncio.

--- Não tenho muita coisa para contar. Nada de interessante, pelo menos. --- Ele disse, sem olhar para mim.

--- Me diz o que eu preciso saber, então. --- Eu falei, chamando sua atenção, fazendo com que olhasse para mim.

--- Eu tenho 21 anos, moro sozinho, minha mãe morreu quando eu tinha 7 anos, meu pai não é um dos mais preocupados com os filhos. Estudo na universidade para qual você fez prova hoje. Vou entrar no último ano, ano que vem. Estudo história. Trabalho na biblioteca da universidade. A coordenação de lá selecionou alguns alunos para aplicar as prova hoje, e eu tive o prazer de aplicar a prova para você. --- Ele falava calmamente, como se já tivesse feito isso outras vezes. --- Mas e você, o que tem para de contar?

--- Tenho 18 anos, moro com a minha mãe, mas pretendo morar sozinha quando estiver indo para a faculdade. Quero fazer Medicina, me especializar em pediatria. Meu pai mora com outra mulher, que tem um filho, um filho bem idiota. Não tenho muito contato com ele.  Tenho uma vida baseada em metas, e todos os meus dias são programados. A Mel é minha melhor amiga, e também quer fazer medicina. --- Disse, feliz por compartilhar isso com ele.

Por falar nisso, cadê a Melissa? Já tem uma hora que ela sumiu com aquele tal de Justin.

--- Preciso achar a Mel, já tem muito tempo que ela sumiu. --- Disse, levantando da grama.

--- Calma, vou te ajudar a procura-la.

Entramos na casa, tentando achar a Mel no meio de tantos corpos dançando. Fomos procurar perto da mesa de bebidas, que foi o último lugar onde eu a vi. Ela não estava lá. Eu estava começando a ficar preocupada. John parou, olhando para algum lugar no meio da multidão.

--- Acho que encontrei a sua amiga. --- Disse ele, rindo.

Quando olhei para a direção que ele apontou, não acreditei no que vi. Melissa estava beijando Justin. Ela estava sentada em cima de uma mesa, com as pernas contornando a cintura de Justin. As mãos de Justin a puxava para mais perto, acabando com o espaço que existia entre eles.

--- Acho que ela está um pouco ocupada. --- Disse, desviando o olhar e olhando para John.

--- Também acho, e acho que isso vai demorar. --- Ele disse, olhando para mim, depois para Justin e Melissa. --- Quer beber alguma coisa?

--- Não, eu não bebo. Obrigada. --- Disse, tentando parecer educada.

--- Vamos lá, só um copo. Você vai ficar sem fazer nada a noite toda? --- John disse, tentando me convencer.

--- Tudo bem, mas só um. --- Falei, tentando me convencer de que só iria tomar um copo.


Notas Finais


Gente, eu tenho uma conta no Wattpad, também. Postei a mesma fanfic lá, não é plágio.

Link do Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Estermerencio_


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