História Drown me - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB), Bring Me The Horizon
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Oliver Sykes, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Bmth, Demonios, Oliver Sykes, Thriller
Exibições 53
Palavras 2.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi vocês!
Desculpem a demora, mas fiquei com bloqueio de criatividade, o que explica o capítulo ter sido tão sem... conteúdo? Não sei que palavra usar, mas não podia deixar vocês sem capítulo por mais tempo, então fiz o meu melhor para fazer o capítulo. Enfim, fui rever alguns capítulos e percebi o quão "wtf" a história está sendo. Por exemplo: Clarice mal começou as aulas e já estava comemorando o Halloween, sendo que o Halloween é comemorado em Outubro. Bom, desculpem por isso, mas apenas fui escrevendo e nem me dei conta que havia mudado a história. (Para dar uma explicação um pouco mais plausível, vamos fingir que ela ficou de ferias no "meio" do ano e voltou a estudar em setembro). Da mesma forma que percebi que no primeiro capítulo o nome da gatinha de Clarice é Cake, e que nos próximos o nome é Amy (???) Prometo consertar isso de certa forma. E me desculpem mais uma vez, em relação a demora e a história que covenhamos, ficou bem confusa. Espero não ter deixado vocês tão confuser assim (E NÃO DESISTEM DE MIM). Devo dizer também que acho que a fanfic não demorará tanto assim para acabar, mas ainda não tenho certeza. Enfim, vou acabar por aqui mesmo. Espero que gostem do capítulo. Bjjj 💕
P.s.: também sei que o aniversário do Jake é em agosto, mas resolvi mudar isso na fanfic, o que foi totalmente proposital.

Capítulo 15 - Stay here


Acordei com as luzes do Sol que atravessavam a janela baterem diretamente em meu rosto. Ainda sonolenta olhei para o despertador: 08h00. Porque acordei 08h00 horas em uma manhã de sábado? Se eu levantar agora para puxar as cortinas, com certeza vou perder o sono, pensei. Mas se continuar deitada, vou morrer cega com o sol no rosto. 

Com relutância levantei-me e fui ao banheiro onde lavei o rosto e escovei os dentes. Acordei com muita fome então acho que o banho demorado pode esperar. Desci os degraus sem pressa alguma e deparei-me com um Jake deitado — o certo seria jogado — no sofá dormindo, com a boca aberta enquanto seu ronco ecoava pela sala inteira. No chão, Oliver dormia no tapete. Oli dorme igual uma criança: os olhos bem fechados e a boca um pouco aberta. Tive vontade de o chutar por o achar tão fofo dormindo em uma posição fetal, mas me contive e fui em direção à cozinha. Chris estava sentado à mesa com os olhos vazios encarando o nada, enquanto levava uma fucking caneca de café à boca.

— Bom dia amigo do meu irmão que parece que não tem casa. — me dirigi à geladeira e peguei a primeira caixa de suco que vi: laranja. Abri a mesma e pensei em pegar um copo, mas para quê um copo se eu posso muito bem tomar o suco na caixa mesmo? 

— Bom dia, Clarice. — respondeu com a voz sonolenta.

Puxei uma cadeira e sentei-me à sua frente encarando sua cara de ressaca misto de cansaço. Já imagino o que o havia deixado cansado, além de dançar feito louco pelo gramado.

— Claire mandou vocês limparem o gramado, certo? — o fitei e CC assentiu enquanto seu rosto se contorcia em uma careta. 

Olhei para a porta de correr da cozinha e por entre o vidro vi o quanto o gramado parecia intacto, assim como a casa inteira. Deixei uma risada escapar imaginando Claire mandando em um bando de adolescentes bêbados. 

— E então... — continuei — e as universitárias? 

— Elas não abusaram de mim — respondeu com a voz falha — mas conheci uma universitária chamada Jessica. Ela era pequenininha, me lembrava um passarinho. Nós ficamos na escada e acho que o efeito da bebida foi passando, pois percebi o quanto era velha demais. Acho que ela era na verdade a faxineira da Universidade. 

— Você supera essa, CC. — estiquei o braço e dei tapinhas de encorajamento em seu ombro. 

— Falando em superação — continuou — Oli se iludiu com a garota que ele conheceu... qual era o nome dela? Gavassi? Sylvia? 

— Savannah.

— Isso! Savannah.

— O que aconteceu?

— Ele mesmo conta. — disse encarando algo atrás de mim.

Virei-me e Oliver estava ali ainda com o rosto sonolento.

— Bom dia, pegador! — esbravejei em um tom brincalhão.

— Vai se foder. — murmurou enquanto puxava uma cadeira.

— Nossa! — disse eu e CC em uníssono, colocando as mãos sob os próprios peitos, fingindo se assustar com o tal ato.

Ficamos em silêncio. Oliver encarava o gramado lá fora, CC tomava seu café e eu meu suco de laranja. Olhei para CC e o mesmo retribuiu o olhar de: "vamos atormentar nosso pequeno Oliver.".

— Oli, o que aconteceu com a Savannah? — começou CC.

— Você sabe muito bem o que aconteceu. — respondeu baixo.

— Mas eu não sei. Somos melhores amigos, não somos? — chantagem emocional, sempre funciona. 

Oli respirou fundo antes de continuar:

— Ela me chamou de criança. Disse que bebemos demais e que eu não poderia dar a ela o que ela queria. — disse mais baixo ainda.

— E o que é? — insistiu CC.

— Amor incondicional? — chutei.

— Sexo todo dia? — chutou CC agora encarando Oliver.

— Não! — respondeu quase gritando, me fazendo dar um pulinho na cadeira devido ao susto — ela queria alguém bem sucedido. Um cara rico para a bancar em tudo.

Seria errado confessar que eu estava adorando tudo aquilo que ele havia dito? Sim, é errado. Sei que tenho que o apoiar em tudo, mas por favor, né'. Eles se conheceram ontem e Oliver já estava fazendo juras de amor à ela. Queria poder gritar um esbravejante "trouxa!" e logo em seguida falar "agora me beija". 

— Confesso que eu bebi demais. — continuou Oli — acho que tudo aquilo era carência misturada com a bebida, o que só me fez agir daquela forma.

— Você é um idiota, Oliver. — disse CC.

— Concordo. — tomei mais um gole considerável de suco.

— Muito bom saber os amigos que eu tenho. — bufou Oliver.

— Cale a boca, somos os melhores amigos que você vai ter na sua vida inteira... 

— E pelo visto os únicos — interrompi — sabemos que você nos ama, Olober.

— Sim, amo vocês. 

— Esse foi de longe o momento mais gay que tivemos. — balancei a caixa certificando-me que não havia mais nada ali. 

— Clarice, eu a amo mais do que CC ama tacos. — disse Oliver enquanto colocava a mão sob a minha. E essa foi de longe a coisa mais aleatória que Oliver disse.

Olhei para CC e o mesmo estava com o semblante confuso, enquanto mexia a boca sem sair som algum: "não sei de nada." Voltei a encarar Oliver e sorri forçadamente.

— Péssima hora para me cantar, Sykes. — disse me pondo de pé. — tenho um encontro mais tarde.

Passei pelo balcão e peguei uma torrada. Enquanto me afastava, olhei de relance para trás e vi o rosto confuso de Oli me encarando. Sorri e acho que o ciúme proposital funcionou. Mas espera! Oliver não sente ciúmes de mim. Droga. Droga. Droga. Droga. Droga. Droga. Droga.

***

— NADA PARA FAZER! —  gritei enquanto encarava o teto do meu quarto, quem sabe uma forma de afronta contra meu próprio tédio, o que claro, não adiantou em nada.

Olhei para o lado e vi minha estante de livros, mas já havia lido todos. Faltava duas horas para eu me encontrar com Matt, mas estava pensando em seriamente mandar uma mensagem inventando algo, como: "conjuntivite, sabe? Bem chato." Mas acho que ele não acreditaria nisso.

Levantei-me e fui tomar um banho quente, porém rápido. Voltei ao quarto ainda enrolada na toalha e me pus a procurar uma roupa para o tal encontro, mas que na verdade nem era realmente um encontro, vamos apenas nos ver e conversar bobagens. 

Optei por usar apenas um short jeans e uma camiseta larga, já que o tempo estava consideravelmente quente. Calcei os tênis e amarrei meu cabelo em um rabo-de-cavalo alto. Desci as escadas já pronta, com o celular em mãos e sentei-me ao lado de CC no sofá; ao lado de CC estava Jake, Ash e Oliver. Oliver parecia com raiva de algo, mas permaneci quieta, provalvemente Oli começaria com suas frescuras que já se tornaram comuns. Os garotos estavam com os olhares vidrados na tela colorida da TV, assistiam um programa de stand-up, mas não esboçavam um sorriso sequer. Perguntei-me mentalmente se não estava ao lado de robôs ou sei lá o quê.

— Você tem mesmo um encontro hoje? — perguntou Jake quebrando o silêncio.

— Como as notícias correm rápido nessa casa. — murmurei.

— Estou sempre à disposição caso queira saber de algo. — manifestou-se CC. 

Sorri forçadamente para Jake e logo voltei a atenção à TV, sem dizer nada.

— Sim, ela vai — disse Oli do canto do sofá, onde estava sentado — vai ser com um universitário qualquer.

— Que chato — disse Jake levando uma lata de energético à boca — eu shippava tanto Oliver e Clarice.

Encarei-o e percebi que Oliver havia feito o mesmo. Como assim? Percebi que Ash observava tudo e quando ouviu Jake dizer isso, reprimiu uma risada enquanto levava a mão em direção à boca.

— Clariver — continuou Jake — ou quem sabe, Olicla.

— Seus shipps são péssimos. — joguei uma almofada em seu rosto enquanto me levantava — acho melhor começar a shippar Oliver e Savannah. Tchau meninos!

Virei-me e fui andando em direção à porta. Faltava uma hora para o tal "encontro" acontecer, mas não me importo, preciso apenas me distanciar do olhar de Oliver, mesmo que por pouco tempo.

***

Fiquei andando sem rumo pelas ruas do bairro. Senti meu celular vibrar no bolso do meu short e vi que era Matt me ligando. Respirei fundo antes de deslizar o dedo sob a tela e finalmente o atender. 

— Oi! — exclamei.

— Oi. Já está pronta?

— Estou sim.

— Ótimo! Eu estou no café perto da sua casa... o que fica apenas uma quadra de distância de onde você mora.

— Tudo bem, já estou indo.

Desliguei o celular e apressei o passo, mesmo estando apenas há alguns passos distante do café. Esse café já presenciou tantos encontros meus, espero que não presencie desencontros.

Cheguei ao local e ao empurrar a porta de vidro, ouvi o barulho do sininho logo acima da porta tocar. Olhei em volta e o achei sentado próximo a vitrine, meu lugar preferido. Me aproximei e puxei uma cadeira para que eu pudesse sentar, e ambos com sorrisos largos estampados nos próprios rostos, encaravam um ao outro com carinho e quem sabe... saudade? Pelo menos, boa parte de mim sentia saudade da presença dele, mesmo que nós dois havíamos passado apenas algumas horas perto do outro. 

— Eu amo esse lugar! — olhei em volta e achei fofo os restos da decoração de Halloween que ainda restavam, presos em alguns cantos da parede de tijolinhos vermelhos. 

— É a minha primeira vez aqui, para falar a verdade — disse enquanto sorria — mas já que veio aqui antes, pode me indicar o que devo pedir para comermos?

Olhei para o cardápio sob a pequena mesa, que provalvemente o mesmo havia pedido. Logo voltei a atenção ao seu rosto e sorri:

— Cupcakes! 

***

Ficamos conversando e rindo de coisas aleatórias por muito tempo, mas ele teve que ir trabalhar. Matt faz faculdade de Direito por insistência dos pais, pois se dependesse dele, teria escolhido cursar filosofia. Contou também que mora com a avó porque os pais resolveram viajar pelo mundo, enquanto ele fica fazendo sua tão odiada faculdade. Em uma das nossas conversas aleatórias que tivemos ali mesmo, um dos diálogos me chamou a atenção:

— Minha avó costuma dizer que todos temos uma missão na terra. Espero não demorar a achar a minha. — disse indiferente.

Encarei-o e vi um Matt brincando com os guardanapos na mesa.

— Acredito um pouco nisso, mas confesso que não ligo tanto para a minha "missão" — fiz aspas no ar — acho que viver até os 25 anos está de bom tamanho.

— Penso da mesma forma — respondeu agora me encarando — mas acho que algo ainda me espera. Talvez eu viva até os 27. Claro, se eu já ter feito algo até lá que valha a pena.

Agora o encarava de volta.

— Você se sacrificaria por alguém que ama, Clarice? — continuou.

— Sim. — respondi confusa com tal pergunta — e você?

— Com certeza. Para falar a verdade, não penso tanto assim em mim. As vezes acho que vivo mais para os outros do que para mim mesmo. — suspirou — sabe, ultimamente, algo me invade os pensamentos à todo momento... mais precisamente, alguém.

Engoli à seco imaginando o que diria a seguir.

— E quem é esse alguém?

— Você.

O olhei nos olhos e simplesmente sorri. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas, então precisava dizer algo para que ele não percebesse:

— Que tal pedirmos rocambole?

Bom, precisamente após esse diálogo, conversamos sobre que o seríamos, o que aconteceria com nós dois. Sim, também estou surpresa pelo o quê resolvemos conversar e quais palavras usamos para esse tipo de assunto. Concluímos que ficaremos amigos... aqueles amigos que se pegam quando ninguém está olhando, porém Matt deixou claro que está sentindo algo por mim e me senti um pouco culpada, já que estou gostando do meu melhor amigo, sendo que ele me vê apenas como uma grande amiga/irmã. Gosto muito de Matt, mas não quero acabar namorando com ele a fim de "esquecer" Oli, o que claro, está contra todos os meus princípios. Eu estaria praticamente usando Matt e me sentiria suja por agir de tal forma. 

Enquanto voltava para casa, pensei no porquê de Oliver ter agido daquela maneira comigo: um pouco frio, sem nem ao menos olhar em meu rosto. Será que teria sentido ciúmes? Provalvemente não, mas é sempre bom se iludir (não é?). Dobrei a esquina da rua da minha casa e trombei em Oliver. O mesmo estava voltando para casa. Conversamos melhor e Oli me pediu desculpas. Disse que agiu de forma infantil, mas não disse o porquê de ter agido dessa forma. Não resolvi perguntar, pois senti que não valeria a pena e então, voltamos a ser os mesmos amigos de sempre. Acho que odeio usar a palavra "amigos" quando o sujeito é o Oliver.

*

Um mês se passou e me surpreendi ao perceber que já estávamos quase no fim do ano. Meu Deus, e que ano! Bem, após o ritual — que não sei bem o resultado, mas pelo menos funcionou por um mês inteiro — não senti nenhum demônio por aí, o que acho que também seja o colar com o crucifixo que Tony me deu, já que o mesmo havia dito que o colar me protegeria. Nesse mês que se passou, vi Matt com mais frequência, o que acho que o posto de "melhor amigo que beijei uma vez", saia da posse de Oliver e Matt possa encarrega-lo. Óbvio, ainda sou grudada em Oliver, mas apenas na escola, já que quando o chamo para sair, o mesmo sempre inventa uma desculpa esfarrapada, como: "sair hoje? Estou sem dinheiro", "não posso sair hoje, o sr. Tanaka precisa de mim no restaurante". Resolvi ignorar suas tentativas frustrantes de me evitar, mesmo vendo-o se afastar aos poucos. Acho que eu não posso fazer nada, já que essa escolha é dele. Inteiramente dele. Perder meu melhor amigo não estava em meus planos e isso está acabando comigo. Talvez eu apenas devesse seguir em frente, certo? Mas a quem quero enganar? Quero poder grudar em Oliver e ouvir suas piadas sem graça me fazendo gargalhar, e perceber o quão ruim suas piadas soam. 

— Está sonhando acordada, Clarice? — a voz de Claire invadiu meus pensamentos, junto com o barulho das sacolas de compras que a mesma carregava com um pouco de dificuldade.

— Quer ajuda? 

— Não precisa — respondeu — já sou bem grandinha. Mas não respondeu minha pergunta.

A vi sorrir e deixei um sorriso escapar também.

— Talvez estivesse. — respondi.

— E esse sonho tem nome? — apoiou as mãos no balcão enquanto me olhava com um pouco de curiosidade — sabe, Matt vem falar comigo e o assunto é sempre o mesmo: a garota incrível que ele conheceu na festa, vulgo você.

Senti minhas bochechas ficarem coradas.

— Ele realmente é muito bobo. — senti-me uma criança de quatro anos falando isso, como se eu estivesse falando o quanto Jake era um imbecil por ter jogado suco de uva no meu vestido preferido. 

— Isso tem uma outra palavra, que é amor. — disse a última palavra cantarolando, o que simplesmente me fez rir — e Oli?

— O que tem ele?

— Não sei, nunca mais o vi fim de semana por esses cômodos querendo comida.

— Ele anda ocupado demais. — respondi indiferente.

— Que pena, sempre achei que vocês ficariam juntos. 

— Oli é apenas meu amigo. — rebati querendo dar um fim de uma vez só no assunto.

— CLAIRE, JÁ DISSE PARA NÃO MEXER NAS MINHAS COISAS! — a voz de Jake invadiu a casa inteira em um eco, atrapalhando nosso diálogo. Obrigada Jake!

— EU NÃO MEXI EM NADA, JACOB! — gritou Claire em resposta. Ouvia os passos de Jake se aproximando da cozinha e logo me pus de pé, pronta para sair dali o mais rápido possível. Provalvemente aconteceria uma briga entre os dois e não queria estar ali para presenciar ambos gritarem um com o outro — conversamos mais tarde, Clarice.

Assenti. Voltei ao meu quarto e resolvi que era a hora de dormir.

***

Acordei com barulhos na janela. Com relutância, levantei-me e pelo vidro da janela, pude ver Oli lá embaixo jogando pedras. Olhei para o relógio na mesinha: 03h00. Mas o quê? Abri a portinha que dá acesso à varanda e Oli cessou com as pedrinhas — o que agredeci mentalmente por isso.

— O que você está fazendo? — perguntei quase cochichando, já que Claire dorme no quarto ao lado do meu.

Oliver não disse nada e apenas escalou até chegar à varanda. Assim que pôs os pés ali, me abraçou. Me abraçou com força e retribui o abraço, mesmo confusa com a situação. Oli se afastou aos poucos e me olhou nos olhos.

— Tem razão — disse — todas as vezes que dormimos juntos, sou eu quem insisto. Posso dormir aqui?

Ainda um pouco confusa com tudo que estava acontecendo, me limitei a dizer, mesmo que ainda soasse estranho:

— Você deve dormir aqui.

 

 



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