História Drown me - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB), Bring Me The Horizon
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Oliver Sykes, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Bmth, Demonios, Oliver Sykes, Thriller
Exibições 42
Palavras 1.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi vocês!
Gente, fiquei meio "poker face" quando eu soube que meu melhor amigo arranjou uma namoradinha. Não que eu goste dele, mas eu ainda tô tipo "quem em sã consciência quis namorar você?". Bom, é nesse melhor amigo que eu me inspiro pra fazer o Oliver fofo (não é apenas nele, tem mais uma pessoinha com a qual me inspiro pra fazer o Oli, mas enfim) e espero que ele não fique babaca, né. Ficaria um pouco triste em meio que desmoronar essa personalidade do Oli que tanto me inspirei pensando nesse meu amigo (e mais em outra pessoa, mas enfim again). Torçam para que isso não aconteça. Boooom, whatever.
Desculpem a demora mais uma vez, mas fiquei sem internet de novo. Enfim, aconteceu umas coisinhas que vocês vão saber agora, mas não é disso que eu quero falar. Quero falar de CAPÍTULO HOT *letras grandes pra chamar a atenção*
Enfim, quero saber se vocês querem capítulo hot entre Clarice e (vocês vão saber quem) no próximo capítulo. Vou logo avisando que sou péssima pra escrever esse tipo de coisa, mas é sempre bom tentar. Então é isso. Espero que gostem do capítulo e relevem qualquer erro. Bjj 💕

Capítulo 16 - Towel on the floor


O puxei para dentro do quarto e fechei a portinha da varanda. Ele me encarava e não conseguia ver bem a expressão que fazia, talvez fosse o fato de o quarto estar imerso em escuridão, apenas com a luz amarelada do poste da rua que iluminava pouca coisa do cômodo. Abri a boca para dizer algo, mas não havia nada para dizer. Na verdade, ainda estava confusa com tudo aquilo. Talvez devesse o empurrar de volta para a pequena varanda e trancar a porta e o mandar embora, provalvemente ele estivesse apenas bêbado ou simplesmente carente. 

— Desculpe. — disse quebrando o silêncio.

— Pelo o quê? — minha voz saiu falha.

— Por tudo. — suspirou — por ter me afastado, por ter agido como um idiota. 

— Tudo bem. — foi tudo o que consegui dizer. Confesso que a situação toda estava me deixando um pouco sem ar, como se a presença dele estivesse me sufocando. 

— Clarice, eu estou falando sério.

— Eu sei Olober. — tentei dizer de forma calma, pois de algum modo aquela conversa estava me deixando com raiva. Talvez fosse o fato de lembrar dessa distância que o mesmo havia posto entre nós. 

— Vem cá.

Abriu os braços me chamando para um abraço. Me afastei um passo, decidindo mentalmente se o abraçaria ali mesmo. Me encarou confuso, mas me aproximei e o abracei. Um abraço forte e demorado, como se ambos tivessem anseado por esse momento. Sim, não nos abraçavamos há muito tempo, o que chegava a ser estranho, pelo menos para mim. Nos afastamos e nos entreolhamos, pela primeira vez em muito tempo, Oliver parecia um estranho para mim.

— Melhor dormimos. — disse com a voz falha mais uma vez.

— Calma, está tudo bem? 

— Sim, está. — respondi indiferente preparando-me para voltar à cama.

— E você e Matt? Sei que ficaram bem próximos. — disse sentando-se na cama.

— Sim, ficamos. Na verdade, estamos quase namorando. — menti. Meu Deus! Porquê eu disse isso?! Puta merda. 

— Sério?! — disse surpreso — que ótimo!

E deixou um de seus sorrisos largos escapar.

— Ele é bem legal — continuou — Você merece.

"Você merece", soou como se estivesse falando de algum prêmio que ganhei de alguma promoção de rádio. 

Deitei-me e joguei o cobertor em meu rosto, pronta para voltar ao meu sono, de onde eu nem devia ter saído. Senti o braço de Oliver esbarrar em meu quadril, fazendo-me estremecer. 

— Seria pedir demais para dormimos abraçados? — perguntou com a voz baixa.

— Sim — respondi — e se insistir, vou o empurrar da varanda. 

O ouvi soltar o ar, como se estivesse sorrido. O olhei de relance e estendi minha mão, Oli fez o mesmo e entrelaçamos nossas mãos.

— Acho que eu te amo, Oliver. — disse sem pensar, porém baixo.

— Hã? — murmurou.

— Eu te amo.

— Não ouvi, Clarice.

Estalei a língua.

— Vai se foder, Olober. 

— Dá pra' parar de ser bipolar?

Tirei minha mão da dele e logo dormi.

***

Acordei com um pouco de dificuldade — mais precisamente, preguiça mesmo — espreguicei-me esperando sentir o corpo de Oliver esbarrando no meu, mas o máximo que senti foi apenas o cobertor bagunçado ao meu lado. Olhei para o lado me conformando de que tudo que vi noite passada teria passado apenas de um sonho, porém, assim que coloquei os olhos na mesinha, havia uma recado ali. Simplesmente sorri ao ver, mesmo de longe, as letras malfeitas de Oliver no pequeno pedaço de papel.

Peguei-o e sorri mais uma vez, me sentindo como uma criança:

"Desculpa por tudo, April. Comprei doces para você, melhor correr ou Jake vai comer tudo." 

Levantei-me, olhei para o relógio na mesinha e mesmo não tendo aula — já que era apenas uma reunião chata de gente chata no Colégio — lavei o rosto e escovei os dentes e logo, já estava descendo as escadas. Olhei em volta procurando meus irmãos e os amigos do meus irmãos problemáticos, mas não havia ninguém. Fui em direção à geladeira e um recado de Claire estava ali: "Clarice, fui à feira e trouxe Jake comigo, já que ele é muito preguiçoso. Matt mandou mensagem e disse que 8h30 virá para ver você."

Lembrei-me do horário que havia visto lá em cima e logo corri de volta ao quarto, pois estava caminhando para as 08h20. Tomei um banho quente rápido e logo estava procurando  uma roupa qualquer. Optei por um vestido florido que antes pertencia a Claire, mas por o achar "mocinha" demais, nunca havia o usado. Calcei um par de sapatilhas qualquer e resolvi pentear os cabelos — que por preguiça, deixei o mesmo solto.

Voltei a sala e me surpreendi ao ver que ainda faltavam alguns minutos para 08h30. Novo recorde. Liguei a TV e sentei-me no sofá e, fiquei o esperando. Ansiosa, confesso. Estava ao ponto de roer as unhas, mas me contive. Perguntei-me mentalmente o porquê desse comportamento um tanto... repentino? Mas quem sabe é apenas saudade.

Depois de um tempo, a campainha tocou e corri para abrir a porta. Deparei-me com um Matt sorrindo — aquele mesmo sorriso desconcertado com o qual havia me encantado na noite da festa — os olhos brilhando e quase fechados devido ao sorriso; os cabelos um tanto bagunçados e a pose um tanto "desleixada", junto com sua jaqueta de couro, dava a ele um ar de rebeldia. Uma falsa rebeldia. 

— Não vai mesmo me convidar para entrar? — sua voz soou em meus pensamentos os atrapalhando.

Sorri tentando disfarçar o momento em que me desliguei totalmente.

— Ah, entra! — tentei dizer sem que eu pudesse gaguejar, o que consegui.

Dei espaço para que ele pudesse entrar. Era praticamente a primeira vez em que Matt ia em minha casa, tirando o dia da festa, hoje era diferente. Matt então caminhou em direção ao sofá e sentou-se ali, o acompanhei e joguei-me ao seu lado, onde ambos encaravam a TV que estava no mudo. 

— Estava com saudades. — disse quebrando o silêncio. 

Remexi minha cabeça em seu peitoral, onde conseguia ouvir os batimentos do seu coração: estavam rápidos e pensei em perguntar o motivo.

— Também estava. — respondi.

— Eu vim para lhe pedir algo. 

Me afastei para o olhar no rosto. O mesmo sorria, tentei sorrir também mas acho que o máximo que consegui foi apenas mudar  a expressão do meu rosto em uma expressão de curiosidade.

— Mas antes — continuou — preciso certificar-me de algo. 

E então colocou a mão sob meu rosto, o puxando para perto. Senti nossos lábios próximos um do outro e sem me afastar, deixei que nossos lábios se selassem. Pediu espaço com a língua e simplesmente cedi. Envolvi os braços em sua nuca, enquanto suas mãos seguravam com mais força minha cintura, como se estivesse me sustentando para que eu não caísse. Nos afastamos depois de um tempo em busca de ar, o que praguejei mentalmente por isso. Nos entreolhamos e vi Matt sorrir, como se estivesse aliviado.

— Cofesso que estava com saudade disso. — disse por fim.

Sorri.

— Também estava, Matt.

— O que vim lhe pedir envolve isso... envolve nós dois. Sei que não gosta de mim ao ponto de me amar. Ao ponto de me querer como um namorado. Mas Clarice, eu atravessei a cidade inteira para lhe pedir isso... — uma pausa de segundos se fez — quer namorar comigo? Sei que não me ama e não posso a obrigar por isso, mas prometo que farei o que for possível para ter você inteiramente. De corpo, alma e principalmente de coração.

Deixei o ar dos pulmões escapar e o encarei. O que estava pensando? Bem, há essa altura, nem sei mais o que sinto por Oliver. Talvez eu devesse mesmo dar uma chance a Matt, não é?

— Eu aceito namorar com você, Matt.

E dito isso, sorrimos mais uma vez e nos beijamos novamente. Nos beijamos praticamente o dia todo, ao som dos passarinhos que cantarolavam por entre as árvores. E, pela primeira vez em muito tempo, o dia estava ensolarado lá fora.

***

Ficamos o dia todo juntos. Conversamos, brincamos, rimos. Estava tudo perfeito até Claire e Jake chegar, o que não é um problema. De maneira alguma. Porém, quando falamos que estávamos namorando, Claire gritou e nos abraçou forte. Senti como se todos os ossos do meu corpo estivessem se quebrando quando me pegou nos braços. Jake não expressava nada e simplesmente subiu as escadas, onde se trancou no próprio quarto. Estranhei essa atitude vindo dele, o que com certeza terei que conversar sobre isso a madrugada inteira se preciso for. Matt resolveu que dormiria aqui. Estranhei o fato de Claire não ter dito nada quando disse a ela que Matt havia capotado em minha cama. Sim, não fizemos nada, pois quando começamos a nos beijar, Matthew fechou os olhos e simplesmente dormiu. O que não me importei, pois não estou nem um pouco com cabeça para esse tipo de coisa. Estava com insônia e pensava no almoço que Jake estava planejando. Com certeza Oliver compareceria e estava tentando simular em minha mente a cena em que contaria a ele sobre meu namoro. Provalvemente Oliver ficaria contente e o agradeceria por isso, mas ainda assim parecia que havia algo de errado. Como se algo estivesse se deslocado de tudo e nada mais estivesse fazendo sentido. Suspirei e comecei a fazer cafuné nos cabelos de Matt. Sabia que não conseguiria dormir.

 

Acordei no outro dia facilmente, já que como eu havia dito, não consegui dormir. Matt ainda dormia e preferi não o acordar, ainda mais que dormia de uma forma fofa. Desci os degraus sem pressa e chegando à cozinha, Oliver e Jake estavam ali carregando uma caixa de isopor. Estavam a levando para o quintal e riam de algo que haviam dito um para o outro. Assim que os olhos de Oliver pousaram nos meus, seu sorriso cessou, o que me fez de certa forma estremecer. Por um momento, me senti culpada, mesmo não havendo um motivo aparente.

— Bom dia meninos! — tentei dizer de forma alegre, mas o que simplesmente foi em vão, pois pareceu que eu iria chorar.

— Bom dia! — exclamou Jake alegre.

Em seguida, veio até mim e beijou minha testa. Logo saiu da cozinha, pois disse que iria ao Jardim pegar a churrasqueira antiga de vovó. Oliver estava prestes a ir atrás de Jake quando o puxei pelo braço. O olhei nos olhos, mas Oli desviou o olhar, como se fosse a pior coisa do mundo ficar próximo de mim. Senti como se fosse chorar a qualquer momento. 

— O que você quer? — disse de forma fria. 

— Nada, é só que eu e o...

— Eu sei — interrompeu — Claire teve o prazer de me contar. Mais alguma coisa?

— Não... acho que não. Está tudo bem? Eu fiz algo?

— Não fez nada. É só que ando um pouco estressado devido ao trabalho. Conversamos melhor mais tarde, pode ser? Preciso ajudar Jake agora.

Assenti e Oli se aproximou, onde depositou um beijo breve em minha testa e logo, já estava sozinha na cozinha. Bebi um copo de água e voltei ao meu quarto correndo feito uma criança assustada. Deparei-me com a cama vazia, mas não liguei, apenas tranquei a porta e deitei-me na cama, desejando nunca ter saído de lá. Olhei para a porta do banheiro e percebi que a mesma estava entreaberta. Sentei-me na cama e Matt saiu de lá. Estava apenas enrolado na toalha. Me olhou e logo sorriu, retribui o sorriso enquanto mordia o lábio inferior.

— Não vi que havia voltado. — disse se aproximando. 

Não disse nada. Apenas me pus de pé num quase sobressalto e logo, nossos rostos estavam próximos um do outro, com nossas respirações calmas se misturando. Envolvi meus braços em sua nuca, onde pude sentir sua pele ainda um pouco úmida, com algumas gotículas de água que ainda se atreviam a rolar por suas costas. Senti suas mãos em minha cintura, a apertando com precisão, onde arfei baixo. Sorri mais uma vez mordendo meu próprio lábio inferior. Olhei de relance para baixo e vi que a toalha que antes estava amarrada em seu quadril, estava agora jogada aos seus pés. Talvez o almoço deva esperar um pouco.



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