História Drown me - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB), Bring Me The Horizon
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Oliver Sykes, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Bmth, Demonios, Oliver Sykes, Thriller
Exibições 108
Palavras 2.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


postando agora pq o capítulo já tava um tempo pronto
espero que gostem <3
se tiver algum erro, sorry <3
podem comentar <3
bjs <3

Capítulo 2 - School... Really?


Dormi cedo naquela noite – o que na verdade, é bem estranho – pois no outro dia haveria aula. Acordei cedo no outro dia – uma serie de coisas estranhas acontecendo – estava com uma sensação estranha – literalmente. Sentei-me na cama e abracei minha gata Cake que havia dormido ao meu lado. Seus pelos estavam eriçados e seu olhar estava vidrado no canto do quarto. Assustei-me um pouco com esse comportamento, mas ignorei, pois isso é coisa de gato... Não é? Olhei em volta procurando meu celular. Achei o mesmo e vi as horas, eram exatamente 06h45 da manhã. Ouvia batidas na porta e em seguida a mesma foi aberta. Era minha irmã mais velha Claire, com um sorriso largo estampado no rosto.

– Anda logo Clarice. Primeiro de aula! O café já está na mesa, só estou indo acordar o Jake. – disse jogando os cabelos longos para trás.

– Ok, já estou indo... e não me aprece.

Ela saiu dali e em seguida foi ao quarto de Jake que fica no final do corredor. Pude ouvir as batidas fortes na porta do quarto do meu irmão e em seguida Claire gritando: “JAKE, LEVANTA AGORA OU EU NUNCA MAIS DEIXO VOCÊ ENSAIAR NA GARAGEM!”. Logo Jake gritou em resposta: “JÁ ‘TÔ INDO! JÁ ‘TÔ INDO!”. Regra simples que visitantes recebem assim que chegam a minha casa: aqui todos conversam a base de gritos. Bom, Jake é o meu irmão do meio. Ele está no ultimo ano do ensino médio. Jake tem uma banda de garagem com seus amigos: Andy, Oliver, Ash, Jeffrey e Christian. Por falar nisso, Jeffrey é o meu ex-namorado. O que dizer dessa informação totalmente irrelevante? Bem, só digo que se eu não me controlar eu vou, definitivamente, matar ele.

Suspirei e caminhei sem pressa alguma em direção ao banheiro onde tomei um banho quente e demorado. Saí do mesmo e vesti uma roupa qualquer: uma camiseta cavada branca escrita em negrito com letras grandes: shot me down; uma calça jeans escura justa e um pouco rasgada nos joelhos. Deixei meus cabelos lisos soltos e peguei a jaqueta de couro antiga que antes pertencia ao meu pai, eu nunca me desgrudava dela. Desci as escadas sem pressa e fui em direção à cozinha onde Jake já estava mal humorado tomando sua enorme xícara de café.

– Bom dia, mano! – disse com um sorriso forçado no rosto indo em direção à geladeira onde peguei a minha caixa do meu suco preferido: uva.

– Bom dia. – disse Jake encarando o nada enquanto levava a xícara à boca e tomava um longo gole do café.

Peguei algumas torradas e as levei comigo até a sala onde liguei a TV e fiquei assistindo alguns desenhos animados aleatórios que passavam em um canal qualquer. Claire apareceu descendo as escadas. Estava arrumada demais, o que não era de costume. Como eu disse: uma série de coisas estranhas acontecendo.

– Já disse que não gosto de vê-la comendo aqui na sala. – disse ela com um tom autoritário, o que era de costume.

– Me dê um desconto – rebati – afinal, é o meu primeiro dia de aula. – disse dando ênfase a frase “primeiro dia de aula”.

Na verdade, não estava nem um pouco animada com isso, e sabia que Jake também não estava, mas não tínhamos o que dizer ou fazer para que mudasse alguma coisa, devíamos apenas calar a boca e obedecer a inúmeras ordens que nossa Irmã ditava.

Claire revirou os olhos e se direcionou a cozinha. Logo em seguida, ouvi Jake gritar algo como: “ai meu Deus”. Levantei-me bruscamente e saí correndo em direção à cozinha, tropeçando em meus próprios passos agitados. Estava preocupada, pois, apesar de que a nossa casa vivesse basicamente aos gritos, um “ai meu Deus” era sempre preocupante. Cheguei à cozinha um pouco ofegante – apesar de que a distancia da sala entre a cozinha é de apenas cinco passos – e me deparei com uma cena normal para o dia-a-dia da nossa pequena e um tanto psicótica família: Jake estava dando um de seus chiliques.

– O que você está fazendo com essa roupa bonita e todo esse reboco na cara? – quase gritou Jake apontando para a roupa que Claire estava usando.

Claire estava apenas usando um vestido florido de alça fina um pouco acima dos joelhos; os cabelos ondulados estavam pela primeira vez soltos e estava calçando um par de saltos altos. O que isso tem de incomum? Tudo. Jake e eu somos acostumados há todos os dias nos depararmos com uma Claire com camisetas largas, jeans surrados e os cabelos sempre presos a um rabo de cavalo. Maquiagem? Nem pensar.

– Cale a boca, Jacob! – rebateu Claire – se estou mais arrumada do que o normal isso não é problema seu.

Jake ficou quieto no mesmo instante, mas a cara estava emburrada. Para quê todo aquele escândalo? Simples: Jake tinha medo de que Claire acabasse namorando com um cara bêbado e careca, e simplesmente nos largar em um internato na suíça e se casasse em um cassino em Las Vegas. Jake era apenas dois anos mais novo que Claire, e apesar dessa pequena diferença de idade, obedecia Claire fielmente – as vezes – pois, como sempre a chamamos pelas costas: Claire é nossa “mãezona”.

Ouvimos a campainha tocar. Nos entreolhamos e nós três corremos em direção a porta para ver quem estava ali. Porque essa atitude vinda dos três? Não tenho a mínima ideia. Chegamos à porta e Claire gritou para que nos afastássemos da mesma e simplesmente disse com toda a confiança do mundo: “é para mim”. Jake e eu trocamos olhares duvidosos e a obedecemos, logo em seguida a porta foi aberta e para nossa surpresa, Ash estava lá. Estava com um sorriso largo no rosto e os olhos brilhando ao ver minha irmã na porta. Por um momento, achei que ele estava ali para ver Jake, mas me enganei.

– Bom dia meu amor! – disse Claire com um sorriso bobo no rosto.

– MEU AMOR?! – gritou Jake e eu em coro.

Beleza, o que eu perdi?

Ficamos de boca aberta observando aquela cena estranha de Claire e Ash se abraçando e logo em seguida se beijando. O que dizer sobre Ashley... Bom, Ash tem vinte e três anos e digamos que ele “empacou” no ultimo ano do ensino médio. Verão passado, acabamos dando alguns beijos debaixo da escada da casa de Julie Hills – a vadia das vadias do colégio – durante a festa em que a mesma havia dado sem a permissão dos pais. Sério, não passou de alguns beijos e mãos bobas. Ashley era praticamente “O” cafajeste. Havia ficado com todas as meninas da cidade, apenas tinham uma noite de sexo e no outro dia, esquecia-se da garota. Estava com medo de que ele resolvesse fazer o mesmo com minha irmã.  Minha irmã havia acabado de começar a faculdade de direito e trabalhava em um café no shopping da cidade. Ela sabia a “reputação” que Ashley carregava consigo, mas o que diabos eles estavam fazendo juntos?! Ok, Ashley é um ótimo amigo, eu apenas não recomendo se caso alguém queira ter algo sério com ele, pois, vai por mim, a pessoa vai quebrar a cara no final.

– Cara – disse Ashley para Jake que ainda encarava a cena toda de boca aberta, assim como eu – Claire e eu estamos namorando aproximadamente duas semanas, só resolvemos falar isso para vocês agora.

– Eu não acredito que isso tá acontecendo. – disse baixinho colocando as mãos sob o rosto abafando um suspiro longo – eu só... não acordei direito.

Jake em seguida se dirigiu a escada e subiu os degraus lentamente.

– Ele vai ficar bem? – perguntou Ash logo em seguida.

– Vai sim. – respondemos Claire e eu em coro.

– Ash vai me levar à faculdade hoje, Clarice – disse Claire antes de pegar a bolsa que estava no chão próxima à porta – vocês ainda tem 20 minutos antes de irem a escola, não se esqueça de convencer Jacob a ir também.

Concordei com um movimento rápido com a cabeça. Me despedi de Claire e fuzilei Ash com o olhar, o mesmo percebeu e desatou a rir. Fechei a porta antes que algum deles dissesse mais alguma coisa. Direcionei-me ao sofá onde peguei minha mochila e logo em seguida fui em direção à escada.

– JAKE! – gritei da escada – ESTOU INDO PARA A ESCOLA, CLAIRE FALOU PARA EU O CONVENCER A IR COMIGO, MAS NÃO ‘TÔ AFIM.

– EU VOU MAIS TARDE! – gritou em resposta.

Fingi que havia acreditado e finalmente saí de casa.

***

 Uma informação rápida e irrelevante: assim que Claire completou dezessete anos resolveu arrumar um emprego, com as suas economias resolveu comprar uma casa e trouxe Jake e eu para morar com ela e saímos de vez da casa da nossa avó. Porque sair da casa de uma senhorinha simpática que nos cuidou como se fossemos filhos dela? Não sei, mas a desculpa de Claire era de que precisávamos ser independentes, apesar de que a casa da nossa avó seja do lado da nossa.

Pais mortos, morar com os irmãos... minha historia de vida com certeza é totalmente clichê, uma historia típica de algum seriado adolescente ou filme.

Caminhava sem pressa pela calçada. Passei pela casa antiga da minha avó, todas as janelas e cortinas da mesma estavam fechadas, o motivo era de que minha “vózinha” havia viajado. Não sabíamos para onde e a mesma preferiu não contar, mas sabíamos que ela saberia se cuidar, já que essa não era a primeira vez em que ela viajava sozinha. Continuei caminhando e cruzei uma esquina, a fim de pegar um atalho qualquer até a escola. Passei por um campo enorme, o qual as crianças costumam brincar sempre. O mesmo estava vazio, afinal era de manhã e boa parte estava na escola. Continuei caminhando pela calçada e olhei de relance para o campo e... vi uma silhueta estranha bem no meio do mesmo, estranhei, pois antes não havia ninguém ali. Balancei a cabeça negativamente tentando me conformar de que era apenas coisa da minha mente. Apressei o passo e me afastei o mais depressa possível dali.

***

Finalmente, cheguei à escola. Maldita escola. Coloquei os pés no corredor e fiquei procurando minha sala. Assim que a achei, joguei minha mochila sob a mesa e voltei ao corredor à procura de algum bebedouro. Estava ofegante e com bastante sede. Bebi uma quantidade considerável de água e assim que ia voltar a minha sala, colocar os fones e tentar desenhar algo em meu caderno, alguém estava impedindo que eu saísse dali. Alguém: Oliver. Merda. Oliver faz parte da banda de garagem de Jake, ele e Andy disputam o vocal. Não sei o que falar de Oliver, pois nunca nos falamos, apenas trocamos uma ou duas palavras, alguns simples: oi. Oliver estudava na minha sala e mesmo que nos víamos quase todos os dias de manhã e a tarde na minha casa, ele era totalmente um estranho para mim.

– Bom dia. – disse com a voz falha, logo em seguida quis bater em mim mesma por falar algo tão idiota. Bom dia?! Qual é o seu problema, Clarice?

– Bom dia...? – disse ele em seguida com uma cara confusa enquanto encarava meu rosto que com certeza agora estava em tom vermelho vivo.

Queria poder sair dali o mais rápido possível e enterrar minha cara na terra, mas Oliver estava próximo demais, estava quase empresando meu corpo contra o bebedouro às minhas costas, essa situação estava um tanto quanto constrangedora. Não conseguia encarar seu rosto, pois estava constrangida demais para tal alto, apenas direcionei meus olhos para seu braço direito exposto, pois usava apenas uma regata, o que achei estranho, pois o clima estava bastante frio para apenas usar uma simples regata. Suas inúmeras tatuagens estavam amostra e não conseguia distinguir nada que havia ali. Tentei desviar o olhar para um canto qualquer, mas estava mais difícil ainda.

– Jacob já chegou? – perguntou por fim apoiando o braço esquerdo na parede as minhas costas, imprensando mais ainda meu corpo contra o bebedouro. O que diabos ele estava fazendo?

– Jake só vem mais tarde. – respondi querendo sair daquela situação constrangedora o mais rápido possível.

– Se o encontrar, diga a ele que precisamos conversar.

Concordei com um movimento rápido com a cabeça e Oliver finalmente deu espaço para que eu saísse dali. Enquanto me afastava, olhei de relance para trás e Oliver observava meus passos com um olhar atento. Apressei os passos e fui direto ao pátio, precisava urgentemente de um pouco de ar.



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