História Drowning Lessons - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Drowning Lessons, Frank Iero, Frerard, Gerard Way, MCR, Policial, Policial Noir
Exibições 63
Palavras 2.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigado pelos favoritos!
Espero que gostem da trama!

Capítulo 2 - O homem da janela


Departamento de policia de New Jersey, 13h00min.

Depois de acordar atrasado, e parecer um idiota ao derramar café na minha camisa social, passei pelo elevador do grande prédio do centro, em que se localizava o departamento de pericia e investigação da cidade de Jersey. Algumas quadras de onde eu estava, havia o necrotério, um lugar particularmente muito adorado por mim para visitas, visando o fato de que acho as cores pálidas dos corpos uma bela obra de arte. Claro que, geralmente, quando as mortes são frutos de assassinatos, os corpos não ficam intactos e imaculados como a da jovem Melanie, vitima de uma overdose acidental de dicloridrato de flunarizina, o tal Vertix.* 

Passei pelas mesas com servidores visivelmente desgastados, escutando farfalhar de páginas sendo folheados, telefones tocando – ruídos que particularmente me tiram a paciência. Além dos teclados dos computadores sendo pressionados, e o cheiro de sanduíche vencido que pairava ali, naquele grande ambiente com cheiro de clima pós-tragédia.

Meu destino principal era a sala do Delegado Watson, um dos homens mais sérios e paradoxalmente mais engraçados que já conheci. Dizem que ele foi transferido de Nova Iorque, para evitar que um escândalo de pedofilia se propagasse por toda a cidade, mas não acredito nisso, até que se prove o contrario. Não me preocupo muito em investigar sua vida e matar o verme da curiosidade que sempre se remexe em meu ser.

Uma investigadora, também transferida me dá um bom dia. Pelo jeito que me olhou, assim que me viu passar pelas portas do elevador, abriu os dois primeiros botões de sua camisa social preta, e visando a tonalidade avermelhada de seus olhos, e a marca em linha reta na parte de baixo do pulso, passou a noite e a manhã inteira escrevendo relatórios de algum caso qualquer. Respondo ao bom dia de forma educada, como sempre era. Sempre a via vagando pelo departamento, mais nunca soube seu nome. Eu realmente não me importava se ela tinha um nome ou não, era apenas mais uma agente ali.

Andei mais um pouco até chegar à sala do Delegado, segurei meu casaco com a mão esquerda e com a direita bati três vezes na porta de uma forma calma, quase que medrosa.

-Entre!

Entrei, abrindo um sorriso gentil, e logo Watson abriu o seu de orelha á orelha.

-Como vai Watson? – Falei apertando sua mão, e um pouco depois me sentei à cadeira em frente sua mesa.

-Muito bem. Como foram suas férias de verão? Conheceu muitas mulheres por ai, uh?

-Ah, as férias foram ótimas – Menti o meu máximo, evitando olhar para a direita, tocar os lábios ou remexer os dedos, coisas que ele notaria na hora que seriam mentira, caso as fizesse.

Nesse departamento, todos, a todo instante estão sendo analisados. Desde os secretários, aos faxineiros. Isso acontece de uns meses para cá, por que uma série de assassinatos foram cometidos por um investigador. Ele mesmo participou das investigações contra ele mesmo. Mas como eu sempre digo, não há crime perfeito, e Jensen acabou sendo descoberto pela policia.

-Você sumiu, Bert falou que você nem mesmo ficou online.

-É. Eu precisava passar um tempo sozinho. Toda aquela historia, acho que, me deu o estampido de que, eu precisava dar um tempo no trabalho.

- E eu espero imensamente que não se repita. Você é um investigador incrível, talvez até o mais brilhante que já conheci. Não quero ter que, tomar seu distintivo, ou te transferir para outro lugar...!

- Entendo você perfeitamente.

-Mas me diga, e as mulheres? – Watson me perguntou divertido. Dei um riso.

-Não me envolvi com ninguém nesses três meses.

-Não Frank, você não se envolveu com ninguém nos últimos cinco anos. Você precisa cara... Você sabe...

Eu era inteligente o suficiente para entender o que ele queria dizer. Mas era algo que eu não tinha vontade, apenas me dediquei a minha carreira e agora querem que eu faça sexo.

-Noah, você sabe que não ligo para essas coisas... – Eu falei acabrunhado, sentindo vontade de me encolher e cobrir meu rosto com o meu casaco. Esse tipo de pressão tanto me incomodava, quanto me deixava envergonhado.

Eles me tratam como um virgem aqui.

-Bem, tenho três casos que quero que você investigue. Alex tirou férias...

-Alex tirou férias?! – Eu estava visivelmente indignado. O Rh não permitiu que meu parceiro tirasse férias comigo, fato que me deixou estupefato, já que havíamos combinado que tiraríamos férias juntos, para não ter que trabalhar com outras pessoas.

-Sim, tirou férias há dois dias.

Passei a mão na testa, do jeito dramaticamente costumeiro que eu era.

-Sua nova parceira será a agente Jamia Nestor – Ele sorriu ambíguo.

Pelo seu sorriso de canto, olhos quase fechados e um menear estranho da cabeça para o lado direito, deduzi que ele havia feito aquilo de propósito, a fim de que aja alguma coisa, além de profissionalmente, entre mim e a criatura.

-Quem diabos é Jamia, ela pelo menos é desse departamento?

-Uma garota branquinha, dos cabelos estaqueados. Ela tem uns... – Ele fez um gesto com as mãos na altura do busto, produzindo um ceio imaginário – uns melões assim, interessantes.

Uma investigadora, também transferida me dá um bom dia. Pelo jeito que me olhou, assim que me viu passar pelas portas do elevador, abriu os dois primeiros botões de sua camisa social preta, e visando a tonalidade avermelhada de seus olhos, e a marca em linha reta na parte de baixo do pulso, passou a noite e a manhã inteira escrevendo relatórios de algum caso qualquer.

Claro que notei seus seios grandes, e seus cabelos estaqueados e incrivelmente pretos.

-Por que não me escalou com o Benedict? O cara é estranho, mas não é uma mulher!

-Por que tanta aversão a mulheres? São seres tão adoráveis, e além do mais, fazem coisas incríveis com a boca! – Ele riu, obviamente por saber que tais piadinhas faziam minhas conexões mentais se romperem pelo estresse.

-Tudo bem Watson, agora se ela for mais um empecilho do que uma ajuda, eu chuto ela.

Ele revirou os olhos, e me entregou uma pasta. Saí da sala sem nenhuma educação, em direção a minha. Investigadores geralmente não têm sala, mas como já fui condecorado várias vezes pelo estado e sou muito “querido” no ramo investigativo, eles me deram um lugar particular, especialmente arquitetado para mim. Um belo isolamento acústico, uma mesa de carvalho batido, com uma estante com meus livros preferidos e pouca iluminação. Meus olhos são sensíveis, então, maior parte do meu dia eu passo em lugares escuros.

Peguei a pasta amarela, peguei meu óculo e fui em direção ao sofá de couro preto. Abri-a e folheei, e apesar da escuridão, visualizar a extensão do papel não era um incomodo.

Molly Charles, 32 anos, dona de casa.

Casada, um filho.

Encontrada morta dentro de casa, na sala de estar. Segurando uma taça vazia na mão direita (análise química da taça constatou que o conteúdo que havia na mesma era vinho seco. Análise também confirmada na autópsia do corpo da vitima) Na mão esquerda uma pistola Colt Python, de numeração raspada. Apenas suas digitais foram constatadas na coronha da pistola. Pulso deslocado. Causa da morte: suicídio.

Termos técnicos reduzidos: A bala atingiu uma artéria principal, prejudicando a circulação sanguínea pela hemorragia.

-Está óbvio demais. Pelos menos isso os investigadores perceberam.

Catarine Sparks, 29 anos, corretora de imóveis de luxo.

Solteira.

Encontrada morta dentro de casa, no banheiro. Segurando uma taça vazia na mão esquerda (análise química da taça constatou que o conteúdo que havia na mesma era vinho tinto. Análise também confirmada na autópsia do corpo da vitima) Na mão direita, havia um vidro de veneno para ratos em pó. Apenas suas digitais foram encontradas no vidro e na taça. Causa da morte: suicídio.

Termos técnicos reduzidos: envenenamento acidental por substância tóxica destinada a ratos e baratas. Parada cardíaca.

-Envenenamento acidental?!

Ashley Black, 28 anos, dançarina do bar Desire.

Solteira.

Encontrada no quarto de seu apartamento. Segurando uma taça de vinho na mão direita e cortes superficiais nas partes internas das coxas, detrás dos joelhos. Pulos cortados em paralelos profundos. Na mão esquerda uma faca de cozinha, apenas com suas digitais. Causa da morte: suicídio.

Termos técnicos reduzidos: a lesão a faca atingiu artéria importante no braço esquerdo, causando hemorragia e insuficiência sanguínea ao coração.  Hemorragia e parada cardíaca.

A autópsia confirma que a vítima demorou mais de vinte e quatro horas para morrer.

Três casos abordando suicídio. Mas está obvio demais.

Saí do meu tão querido sofá, e gritei por Jamia da porta da minha sala. Em suma, pedi-a para que achasse o endereço dos crimes, para que pudéssemos fazer, digamos, uma visitinha marota ao local.

O mais curioso de tudo, era que os crimes aconteceram no mesmo bairro.  Apenas não entendia como uma dançarina de boate conseguiu um apartamento de luxo por ali.

 

Área nobre de Newark, 14h17min 

Paramos logo na entrada do bairro. Decidimos que para não alarmar muito, não seguiríamos de carro. Durante o trajeto do departamento até ali, me irritei com certas manias de Jamia. Ela era uma criaturinha definitivamente insuportável, mas não pude deixar de notar sua astúcia e perspicácia.

Ela parece ser um alvo fácil, mas não demonstra ser fútil.

-Vamos descer e seguir até a Rua 12, o que acha Iero?

-Acho ótimo – Falei até que gentil. Aquela tinha sido uma boa ideia.

Seguimos pela Rua nove, e logo chegamos a Rua 11. Andando mais um pouco, seguimos até a Rua 12. O céu começava a escurecer, provavelmente, uma tempestade se formava lá em cima, e eu não fazia ideia de como me proteger dela naquela rua. Mas até que avistei um edifício.

O nome dele era Green Palace.

Um dos edifícios mais antigos, e mais cheios de beleza de Newark. Quando eu era criança, meu avô costumava dizer que ele era mal assombrado. E definitivamente, ele parecia. Era pintado em carmim, e sua estrutura vitoriana tinha bordas brancas muito bem esculpidas. O edifício contava com três andares. O térreo, o primeiro andar que continham cinco apartamentos, e o terceiro, que continha mais cinco. Se olharem para a cobertura dele, há cinco anjos lamentadores no alto. Dois são curvados com suas mãos no rosto, e outros três rasgando suas vestes, com expressões de dor e pranto.

Nunca entendi a razão de anjos lamentadores fazerem parte daquela “decoração” do prédio.

Enquanto eu observava parado, a arquitetura tão bem feita daquele imóvel, Jamia folheava o dossiê das vítimas do suposto crime.

Então eu o vi. Trajado em preto, tão pálido quanto um defunto, bebericando algo numa xícara do mesmo tom de sua roupa enquanto olhava para o céu cinza, com um olhar satisfeito. Como se, tudo que ele mais quisesse, estivesse prestes a acontecer. Ou, como se uma ordem sua fosse atendida de prontidão.

E eu fiquei ali, parado o olhando, enquanto começavam a cair os primeiros pingos de chuva e Jamia corria para a lona verde da entrada do Green Palace, protegendo o dossiê.

E então ele me olhou, um olhar tão vazio quanto à escuridão.

E pela primeira vez em anos, eu senti medo.

-Frank! Venha para cá! – Jamia me estendeu a mão, e logo saí daquele estado estranho em que estava.

Fui até a lona da entrada, mantendo meu olhar na direção dele, ato que me era obstinadamente correspondido, sem nenhum pudor. Até que senti meu pescoço doer, e mirei a entrada do Green Palace.

-O que tanto olhava? – Ela se esgueirou até certo ponto da calçada, tentando achar a direção pela qual eu fitava incansavelmente. E por sorte, ela não o viu.

-Nada. O edifício é bonito...

-O apartamento é aquele – Ela apontou para um prédio de dez andares, que ficava na diagonal esquerda do edifício antigo pelo qual estávamos.

O que me surpreendeu, pois, se fosse analisar, a altura do andar em que se encontrava o apartamento da vítima, era a mesma altura do apartamento do homem de aspecto mórbido, tendo uma bela vista de ambas as sacadas.

Passando-se alguns minutos, a tempestade deu uma trégua, e seguimos correndo até o outro lado da rua.

Eu acho engraçado como toda vez em que tenho que entrar no apartamento de alguém, o segurança tenta me impedir.

-O senhor não pode entrar aqui... – Um dos seguranças falou, impedindo a entrada de nós dois.

Antes de esquentar mais a cabeça, olhei para trás, em busca do homem da janela, mas não havia nada. Absolutamente nada.

-Nós somos policiais. – Jamia falou, exibindo seu distintivo, e me deu uma cotovelada, para que eu fizesse o mesmo.

Então eu fiz.

E os três seguranças riram.

-Está na cara que esse distintivo é falso. Você? Um policial? Deste tamanhinho? – Um segurança negro, parecido com um lutador de boxe medindo quase dois metros mofou de mim.

-Se o senhor não nos deixar entrar, seremos obrigados a chamar reforços...

-Ah e seus reforços são do mesmo tamanho que o pigmeu aí? Por que se for, nós damos conta... – O outro segurança respondeu Jamia, com um sarcasmo transbordante.

Eu já estava ficando bem irritado. Eu estava concentrado em trabalhar, eu queria terminar logo aquilo, mas aqueles seguranças idiotas não estavam deixando.

Os três eram tão burros, que sequer percebiam que estavam desacatando autoridades.

-Vou pedir pela segunda vez para que nos deixem entrar. Precisamos ir ao terceiro andar deste prédio, investigar... – Eu falei, respirando fundo, no pico da minha paciência.

Eu sempre fui um homem esquentado, sempre me metia em brigas na escola. Talvez, entrar na policia tenha sido a melhor coisa que eu tenha feito na minha vida.

-Olha aqui baixinho...

Eu perdi a paciência.

Já que eu era um baixinho, acertei o queixo dele com uma facilidade tremenda. Ele caiu no chão desnorteado, enquanto Jamia tinha sua arma em punho, revezando o alvo dentre os outros dois seguranças.

-Será possível que trabalhar neste país está se tornando mais difícil? – Perguntei, passando por cima do segurança, que mais parecia um vegetal no chão.

O pobre porteiro ficou na recepção, sem sequer levantar o olhar para nós dois. Sendo assim, nem precisamos nos apresentar mediante ele.

Ao entramos pelo elevador, Jamia sorria com o canto dos lábios de um jeito convencido. Observei tal ato através da parede espelhada.

-Do que tanto ri? – Perguntei enquanto a observava colocar a pistola de volta ao cós da calça com a mão livre do dossiê.

-Você fica bem sexy quando com raiva... 

Revirei os olhos, ao ver que Jamia havia achado que aquela cantada esdrúxula havia me atingido.

Eu já estava estressado, e ainda havia aquele carma para suportar. A sensação que eu tinha, era que ela estava se pendurando, como uma bolsa tira-colo, ou enfiando suas garras para se sustentar em mim, pelas minhas costas, como um demônio.

Ela não era feia, pelo contrário, era uma moça muito atraente. Mas relacionamentos, ou até mesmo sexo, estavam fora de cogitação.

Estavam fora de cogitação para sempre.

Mas parecia que ele ainda não havia entendido, estava empolgada demais com a minha presença, e minha tese de que ela era um alvo fácil, estava se solidificando cada vez mais.

Ao sairmos do elevador, e andar um pouco, encontramos o apartamento da vítima.

521.

Havia uma faixa amarela, deixada pela equipe que levou o corpo, indicando que estava interditado.

Tentei girar a maçaneta, mas estava trancada. Peguei um molho de chaves universais, e inseri na fechadura, que logo foi destravada.

-Ela era prostituta? – Jamia perguntou, ao observar a decoração exagerada da sala de estar.

-Só consta que ela era dançarina. Se ela fazia esse tipo de negócio, nenhum conhecido dela sabia... – Falei indo em direção a janela que ficava no fundo da sala, e empurrei a cortina empoeirada, e avistei a ultima janela do terceiro andar do Green Palace.

E lá estava ele novamente. Olhando exatamente para onde eu estava.


Notas Finais


Vertix: Medicamento para controlar tontura. Em excesso causa parada cardíaca.
Bom, para quem lê Texas, deve perceber que eu estou demorando. Mas, é que DL dá muito trabalho... Mas nessa semana estarei postando o décimo, okay?
E pra quem não lê, Texas é um shotacon lindo e Frerard :p

https://spiritfanfics.com/historia/texas-6709938


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