História Drunk in love. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Incesto, Jongin, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Lemon, Yaoi
Visualizações 401
Palavras 7.880
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei sweeties ♡
Bom, essa é uma fic que quase ficou guardadinha no porão, mas eu decidi continuá-la e aaaaa é a primeira OS que escrevo.
Esse pornzinho puro me deixou meio insegura porque eu não sou lá muito boa com lemon :( eu sou novata no ramo, vai.
Eu tento variar bastante os ships que escrevo sobre e dessa vez é Kaisoo, que nem é o meu otp do EXO mas eles são meus maiores amorzinhos sim. (talvez pq eles sejam meus bias no exo? é, deve ser.)

E com muita vergonha digo que eu espero que vocês gostem desse pequeno pornôzinho que escrevi mesmo eu deixando o Jongin um pouco mais fdp do que eu queria HAHA' mas vá lá, perdão por isso.

Boa leitura! <3 (LEIAM AS NOTAS FINAIS POR FAVOR, BOLINHOS.)

Capítulo 1 - Capítulo Único.


 

 

Kim Jongin despertou de seu cochilo breve, irritando-se com aquelas batidas insistentes na porta da sala de estar. Aquele era mais um sábado inútil na rotina do rapaz, se convencendo a continuar em sua cama e ignorar qualquer tentativa de socialização naquele dia. Sua mente deu um estalo de repente, lembrando-se da única pessoa que poderia tirá-lo de seu estado “vegetativo”. Claro, D.O Kyungsoo, seu sobrinho. O garoto exemplar da família era proibido de visitá-lo em qualquer circustância, e era compreensível os motivos dos pais, afinal Jongin era a pior pessoa em termos de educação. Não deveriam haver manchas em seu histórico, estas que o Kim tinha de sobra em sua vida. Talvez por sugar até demais o dinheiro de sua falecida esposa, gastando em jogos e outras tantas compras inúteis.

O fato é que ele era a única pessoa que conhecia Kyungsoo de verdade, sem aquela máscara de "garoto certinho", sem nenhuma pretensão de agradar seus pais a todo momento. A vida exemplar que levava era o principal motivo de seu tédio, suas aulas de literatura e piano pareciam nunca terminar, sem mencionar a namorada que arranjou apenas para impressionar. Não que a odiasse, mas a única pessoa que poderia lhe trazer o mínimo de distração de sua vida patética era Jongin, seu próprio tio.

E estas eram as razões que o levavam até sua casa, esperando ser atendido. Ele não sabia dizer com precisão quando aquela relação incomum havia começado, mas não fazia questão, não tinha nenhuma intenção de terminar aquilo tão cedo. Quando o maior apareceu em seu campo de visão, adentrou o local de maneira afobada, claramente aborrecido com algo.

“Estou cansado da minha vida de merda, e de depender daqueles velhos que me obrigam a vestir esse uniforme ridículo. Porra, não dá, não aguento mais.” – Kyungsoo jogava a mochila no sofá branco de qualquer jeito, sentando-se em seguida e soltando um suspiro cansado. Ajeitou-se melhor para fitar o tio, esperando qualquer reação sua.

“Onde você aprendeu a falar tanto palavrão? Na escola?” – Jongin perguntava curioso, sentando na poltrona à frente do sofá onde estava Kyungsoo.

“Isso realmente importa agora?”

“Importa. Seus pais não sabem que você está vindo aqui escondido, e se eles descobrirem vai sobrar pra mim, vão achar que estou te ensinando todo esse vocabulário sujo.” – Bufou, desviando o olhar do sobrinho e fitando o teto, provavelmente ciente do rumo daquela conversa.

“Eu só não quero me aborrecer com mais nada, pelo menos uma vez na minha vida. Nasci para satisfazer todas as vontades dos meus pais, e eles não se importam com o que eu quero. Já até decidiram que faculdade devo fazer.” – Recostou no sofá novamente, fitando o teto como seu tio, parecendo um artefato muito interessante naquele momento.

Jongin sabia exatamente o que fazer em situações como aquela. Kyungsoo tinha o hábito de aparecer em sua casa à procura de sexo, e sempre inventava qualquer desculpa primeiro. Ora, aquele dia não poderia ser diferente. Apesar de estar ciente sobre o quanto aquilo era errado, tornava-se difícil evitar todas as vezes em que se encontravam no mesmo ambiente. A primeira vez aconteceu enquanto bebiam sem limites, entorpecidos o suficiente para iniciar uma relação sexual ali, até se tornar um hábito. O moreno sabia que todos aqueles olhares e investidas repletas de terceiras intenções durante as reuniões em família não eram apenas uma leve impressão sua, o que atiçou sua curiosidade e o levou às escondidas para a casa de seu tio, confirmando o que tanto desconfiava desde então.

Levantou-se da poltrona e rumou até à cozinha, vasculhando a geladeira e voltando para a sala em seguida com algo em mãos. Envolveu Kyungsoo em seus braços por trás do sofá, mostrando a ele a garrafa da bebida que costumavam beber toda vez que pensavam em sexo. A bebida forte entorpecia seus sentidos, poupando os dois de sentirem culpa e libertando qualquer pensamento impuro que passavam em suas mentes quando estavam na presença um do outro.

“O que...? Droga, Jongin!” – Afastou os braços do tio, libertando-se e levantando do sofá com pressa. – “Nem tudo se resume a sexo, sabia? Eu só queria conversar com você, pelo menos uma vez!”

“Não foi para isso que veio?

“Não, não estou aqui para fazer nada de pervertido. Só quero conversar, se não vai me ouvir então eu vou embora.” – Disse recolhendo sua mochila, mas sendo impedido pelas palavras do mais velho ali presente.

“Por que logo aqui? Por que não está com sua namorada se só precisa conversar?”

“Eu achava que não precisava tanto da companhia dela como preciso da sua, mas parece que estou errado.” – Posicionou a mochila em suas costas, rumando até a porta principal, agora sendo impedido pelas mãos de Jongin que escondiam a tranca e prensando o jovem contra a madeira.

“Então você precisa da minha companhia?" – Disse, se aproximando dos lábios fartos do garoto enquanto sentia sua respiração contra passada, pressionando um pouco mais seu corpo contra o dele.

“E-Eu...” – Nenhuma palavra foi proferida nos segundos seguintes, tendo sua boca capturada pelos lábios cheios e adocicados do mais velho, porém tentando interromper a todo instante o ósculo lento que se iniciava. Sabia que se cedesse, aquele comportamento de Jongin que tanto lhe irritava perduraria para sempre, e tudo o que mais queria era conversar como dois parentes normais fariam. Suas mãos pequenas apoiadas no ombro do tio o impulsionavam para trás, dessa vez surtindo o efeito que esperava.

“Jongin, eu venho porque gosto sim da sua companhia, mas posso muito bem deixar de vir a qualquer momento. Eu gosto da Sun Hee, e você é o meu tio...”

“Não vou te forçar a nada. Se você gosta dela, então volte para ela. Não faz nenhuma porra de diferença para mim.” – Mesmo nervoso e desapontado, sabia que as palavras mais doces de Kyungsoo vinham quando ambos não estavam sóbrios o suficiente para discernir o certo do errado. Afastou suas mãos da porta e deu dois passos para trás, dando abertura para ele ir embora a hora que entendesse.

O moreno sentiu sua ansiedade lhe invadir por inteiro, arrepiando suas têmporas, sem saber como agir naquele instante. Negar a Jongin definitivamente não era uma tarefa fácil, mas às vezes se fazia necessário por saber que o mais velho era como um animal seguindo puramente seus instintos, o enxergando como uma presa pronta para ser devorada. Gostava de suas atitudes um pouco mais selvagens, mas não negava um carinho ou um ombro amigo quando precisava, buscando esse tipo de refúgio em Sun Hee. Esperar por um conforto enquanto seu tio estava sóbrio era como esperar a chuva em um período de seca.

Suspirou pesado, sabendo que se saísse dali se sentiria mais miserável que antes, e se permanecesse cederia o que estava evitando até minutos atrás. Jongin estava visivelmente enciumado, o que poderia desencadear várias brigas caso optasse por ir embora, tendo a certeza que ele interpretaria errado. Não poderia culpá-lo, pois estava com alguém enquanto o usava quando sentia sua vida se perder nos eixos. O que faria, então? Sair ainda parecia o caminho mais correto, mas nunca se sentiu tão longe do mundo afora como naquele instante. Desistiu de ser compreendido, acatando por fim o desejo do outro.

“Eu avisei meus pais que estaria na casa da Sun Hee... Você quer beber?”

“Quero... Vai para o meu quarto. Lá a gente conversa do jeito que você quer.” – Kyungsoo tomou o caminho contrário até o quarto pequeno do tio, obedecendo de prontidão. Ao chegar no cômodo, notou os móveis bagunçados e o cheiro típico do ambiente, tão acostumado com aquelas vibrações cada vez que entrava ali. Transou com Jongin incontáveis vezes naquela cama, e mesmo assim ainda lhe parecia nova quando a fitava. Os lençóis brancos e límpidos contrastavam com os atos obscenos que os dois costumavam fazer naquele local. Era um quarto que guardava vários pecados.

Jongin adentrou logo em seguida, fechando a porta atrás de si. O menor se sentou próximo à mesinha onde costumavam depositar as várias garrafas que bebiam durante o dia, sendo seguido pelo seu tio. E lá estava a típica bebida que compartilhavam, sempre da mesma marca, por entorpecê-los depressa o bastante para sequer pensarem nas consequências.

“Então... Me conta sobre seu dia. Estou aqui para te escutar.” – Disse o mais velho, servindo a bebida nas taças e direcionando uma delas a Kyungsoo. O garoto segurou trêmulo o artigo, encontrando em sua mente as primeiras palavras para explicar o porquê de estar tão frustrado naquele dia. E pela primeira vez, o outro escutou tudo o que tinha para falar atentamente, enquanto bebericava a bebida ácida embriagando cada vez mais seu paladar.

As doses iam aumentando conforme as horas passavam, e o sobrinho continuava seu até então “monólogo” entorpecido pela quantidade de álcool que havia em seu sangue, tropeçando um pouco em suas próprias palavras, fazendo Jongin sorrir com seus gestos. A maneira como segurava o vidro, os dedinhos rodeados no objeto enquanto ponderava sobre sua vida era atraente demais para si, aflorando seus sentidos, até que por fim resolveu se entregar àquilo. Depositou a taça na mesa novamente, fazendo o mesmo com a taça do outro, rodeando a superfície e parando de frente a Kyungsoo mais uma vez. Seus olhos se encontraram aos dele, arrepiando-se somente com o pensamento de possuir aquele ser proibido, tão alcançável e vulnerável. O moreno ainda tinha um rastro de lucidez, sabia o que acontecia ali e o que viria a seguir. Jongin capturou seus lábios pela segunda vez naquele dia, iniciando mais uma vez o ósculo lento, porém correspondido dessa vez.

As línguas dançavam ao ritmo daquele movimento suave, sentindo o gosto ácido do álcool bagunçar os sentidos dos dois, enquanto as mãos passeavam em lugares castos, tão curiosas e sedentas ao mesmo tempo. Kyungsoo suspirava entre o beijo, cravando forte suas unhas nos ombros largos de Jongin, tentando a todo instante manter seu auto controle enquanto se perdia nos lábios carnudos de seu tio.

Sentiu as mãos grandes do outro em suas coxas, o erguendo daquela posição até estar no colo do loiro, chocando as mesmas com as de Jongin, arrancando suspiros intensos dos dois. À medida em que a bebida embriagava os sentidos de ambos, o mais velho intensificava suas carícias, suas mãos ameaçavam percorrer por um caminho perigoso do corpo retraído em cima do seu, fazendo com que Kyungsoo cravasse ainda mais suas unhas frágeis naquela pele amorenada. Não queria perder o controle como sempre perdia nas outras vezes, queria estar sóbrio o suficiente para sentir de verdade cada toque de seu tio em seu corpo, precisava saber como era a sensação que passava abatida toda vez que transavam embriagados.

Jongin sentia-se atiçado com a ardência em seu ombro, a forma como o outro se apoiava desesperado em seu corpo, o deixando louco de vontade para chegar no finalmente, pular todas aquelas etapas desnecessárias para enfim sentí-lo por dentro. Mas sabia que deveria ir com calma, por esta mesma razão ingeriu poucas doses comparadas às de Kyungsoo, por saber que enlouqueceria a ponto de jogar sua sanidade no lixo e destruí-lo da forma como bem entendia. E com a mesma calma que sua mente lhe impôs, tocou de leve o nariz no pescoço branquinho do outro, sentindo o aroma gostoso que emanava dali. Os pelinhos da região se eriçaram ao toque suave, testando o controle do menor ao roçar a língua naquela região, o levando a puxar com força os fios dourados entrelaçados em seus dedos.

Alternava entre lambidas e chupões, tendo a certeza que sua marca ficaria intacta ali por muito tempo. O sobrinho sentia seu corpo um pouco dormente, as mordidas já não surtiam tanto efeito como antes, mesmo com os dentes repuxando a sua pele. Para prolongar aquela sensação gostosa que estava se perdendo, iniciou uma rebolada de leve no colo alheio, roçando os membros recém despertos e arrancando gemidos arrastados do tio.

“H-Hum, Kyungsoo...” – Gemia baixo enquanto apertava a cintura do garoto com força, completamente disposto a mostrá-lo que ele lhe pertencia. Suas mãos passaram a ditar os movimentos dele, ondulando seu corpo para frente e para trás, roçando sua bunda nas coxas e no membro excitado do mais velho. Poderia chegar em seu ápice somente com aqueles movimentos, mas preferia sentir aquele corpo por mais tempo, diminuindo ainda mais aquele ritmo frenético. Os dedos de Kyungsoo repuxaram os fios do outro, forçando sua cabeça para trás, capturando seu pescoço e o chupando com a mesma força que foi imposta quando era a vez de Jongin. O loiro não poupou seus gemidos altos, aquela era uma de suas regiões mais sensíveis, e sua mente começou a girar no ritmo dos chupões depositados, completamente inerte ao mundo afora.

Sentir as reboladas e mordidas do mais novo ao mesmo tempo não era uma tarefa fácil, seu corpo estava ficando cada vez mais frágil aos estímulos, lutando para permanecer sentado sem cair de costas com o baixinho em seu colo.

“Para...” – Suplicou, enquanto tentava afastar o garoto de si, porém em vão. Kyungsoo forçava ainda mais seu cabelo, o fazendo gemer de dor e prazer em simultâneo. A força imposta era um pouco mais elevada do que podia suportar. – "Soo... Chega.” – Ditou de uma vez, segurando firmemente as coxas fartas em suas mãos, erguendo-se com o corpo agarrado a si, como um coala. Suas pernas bambearam de leve, mas se manteve de pé tempo o suficiente para tomar novamente os lábios com gosto de álcool, agora os mordendo de leve, sentindo o corpo do sobrinho enfraquecer em suas mãos.

“Hum, isso tá tão gostoso...” – Sua sentença foi o suficiente para Jongin notar que o mais novo ainda estava em seu juízo perfeito. Resolveu testá-lo mais um pouco, saber o que se passava em sua mente, se estava sóbrio o suficiente.

“O que quer que eu faça com você daqui em diante, Soo?”

“O que você quiser fazer...”

O garoto continuava sóbrio, mesmo um pouco entorpecido pelo álcool, e Jongin sabia que não poderiam prosseguir naquele estado. A falta de rubor em suas bochechas também denunciava sua lucidez, fazendo o mais velho estremecer por dentro. Nunca haviam transado sóbrios uma vez sequer, e ele sabia bem dos motivos; Ambos sentiam o medo da culpa, de caírem na real no exato momento mais prazeroso, mas ele tinha outro motivo em especial. Poderia dizer as mais baixas palavras sem pudor algum, ou até mesmo ser sincero sobre seus sentimentos, afinal Kyungsoo não as lembraria no dia seguinte. Perdeu a conta de quantas vezes compartilhou seus mais profundos sentimentos em relação a ele, deixando claro o quanto o sobrinho era importante para ele. Kyungsoo não retribuía as palavras, apenas as ouvia enquanto divagava, e era exatamente esta a intenção do mais velho. Queria dizer tudo o que sentia sem ser reprimido, sem culpa, sem mágoas.

De alguma forma o tesão que o jovem sentia quando estava embriagado era o que o deixava louco também. Todas as palavras obscenas que saíam de sua boca eram como uma melodia para os ouvidos de Jongin, tão surpreso como ele se rebaixava e se soltava entre quatro paredes. Kyungsoo também costumava ser sincero sobre o que sentia nessa situação, porém era tudo relacionado a sexo. O tio nunca soube se seus sentimentos eram retribuídos ou não.

Então, constatando que ambos ainda estavam sóbrios, Jongin caminhou com passos curtos até à cama, levando o corpo do sobrinho junto consigo. O jogou na cama sem nenhum aviso prévio, como uma tentativa de bagunçar os sentidos do moreno, mais uma vez sem sucesso. Ele apenas se assustou com a rispidez repentina, mas quando o corpo do outro se inclinou em cima do seu, relaxou novamente, buscando os lábios alheios outra vez.

Estava sem paciência para preliminares, entrelaçando suas coxas ao redor do corpo magro porém definido do mais velho, se insinuando enquanto ondulava seu quadril contra o baixo ventre de Jongin, mais uma vez arrancando suspiros do mesmo. Esperando alguma outra atitude vinda dele, se surpreendeu quando o tio interrompeu o ósculo para inclinar seu braço em direção à gaveta do criado-mudo, procurando algo ali. Quando conseguiu, voltou à mesma posição de antes, porém colocando algo em sua boca que Kyungsoo não conseguiu entender muito bem o que era. O maior tornou a selar os lábios novamente, porém depositando com a língua a substância que estava antes em sua boca na língua de Soo. Mesmo com o contato breve, o mais novo já sabia do que se tratava.

“Mdma? Achei que tívessemos superado essa fase...” – Tentava se expressar corretamente, mesmo com aquela pílula entre seus dentes.

“Faz tempo, não faz...? Foi tão gostoso da outra vez...”

O moreno estremeceu, sabendo que não seria daquela vez que ficaria lúcido o bastante para sentir com precisão tudo aquilo que faziam naquela cama apertada para dois corpos. Sentiu os dedos longos do tio se fechando em seus lábios, os forçando a se fecharem. Sabia que aquilo aguçava seus instintos sexuais, e o deixava eufórico até demais. Não era uma sensação ruim, mas era um tanto perigoso por ter ingerido álcool. Era como se uma bomba relógio tiquetasse em sua mente, sem saber ao certo quais seriam seus efeitos por ter misturado algo a mais, e a ansiedade dominava seu corpo mais uma vez.

Para acalmá-lo novamente, Jongin adentrou a língua em sua cavidade sorrateiro, ajudando a dissolver o comprimido enquanto Kyungsoo o engolia com dificuldade, sentindo a saliva do outro ajudar a impulsionar a droga em sua garganta, ainda sentindo uma ardência por não ter nenhuma água para ajudá-lo na tarefa.

“Porra, você quer me matar, eu tenho certe-” – Sua língua foi sugada antes de terminar sua sentença.

“Se eu quisesse te matar já teria feito..."

O mais velho lançou um sorriso sacana enquanto retomavam o beijo, porém um pouco mais afoito desta vez. Os dois exploravam a boca alheia com certo desespero, como se procurassem algo valioso ali. Kyungsoo ainda se sentia um pouco desconfortável, sentindo leves pontadas no estômago, mas qualquer toque menos casto vindo de Jongin o fazia relaxar em níveis extremos. Suas coxas voltaram à posição inicial, exatamente onde elas pertenciam, nas costas de seu tio. Tremia somente com a fricção entre os membros cobertos, desejando aos céus que aquelas roupas sumissem logo como mágica. Dito e feito, o Kim sem interromper o ósculo frenético, começou a desabotoar desajeitado a camisa composta pelo uniforme do garoto.

Um botão de cada, tão lento e torturante, estava prestes a entrar em um colapso. Parecia que Jongin fazia aquilo de propósito, apenas para atiçá-lo mais ainda. Sentia vontade de gritar para ele arrancar a peça de uma vez, e de preferência todas as suas roupas, o ambiente já não colaborava com o clima quente que se instalava ali, precisava de mais ar em seus pulmões. Sentia-se preso naquele amontoado de tecidos.

“Porra Jongin, anda logo com isso!” – Contestou o garoto, interrompendo o beijo. Puxava com força todo oxigênio que conseguia, um dos efeitos da droga já começavam a surgir. Seu corpo estava quente como o inferno, e a ausência de janelas no quarto estava começando a deixá-lo insano. A excitação elevada também começava a surgir, causando espasmos involuntários em seu corpo, como se precisasse de Jongin dentro de si o mais rápido possível.

O outro tinha total ciência de seus efeitos, e sabia que se continuasse a provocar o menor, era realmente provável que ele entrasse em um colapso mental. Não gostava de obedecê-lo, era uma inversão de papéis um tanto incomum, mas naquele caso era necessário. E com uma força sem medidas, o maior acabou rasgando a peça, tão louco para retirá-la quanto seu dono. Era importante para si lembrar que também não estava tão sóbrio, às vezes a sua noção esvaía-se, e Kyungsoo era quem saía afetado.

“Meu uniforme! Eu só tenho esse...” – O moreno olhava desapontado para sua camisa, sabia que aquilo seria complicado demais para explicar a seus pais.

“Você não precisa de uniforme, apesar de ficar muito sexy nele. Eu te prefiro sem roupa alguma.” – Retirou o restante da peça, deixando todo o tronco do garoto exposto. Finalmente um alívio para ele, respirou fundo ao sentir a fricção de seu corpo desnudo com a blusa de lã que o mais velho ainda usava, bufando de insatisfação. Não chegariam a lugar algum com aqueles malditos empecilhos.

“Tira toda a minha roupa, Jongin... Eu também quero que tire a sua...” – Sussurrava, tentando parecer paciente, mas nada saía abatido aos olhos do maior. Sabia que ele tinha conhecimento de seu desespero para sentir o calor entre seus corpos mais uma vez, ignorando completamente o resto de pudor que ainda existia entre os dois.

“Por que está com tanta pressa, pequeno?”

“Porque eu vou morrer se você não fizer isso, eu quero sentir seu corpo, seu cheiro... Senti tanta falta dele...” – Tateou suas mãos na blusa de Jongin, procurando alguma forma de retirá-la rapidamente, mas sendo interrompido por ele em seguida. O maior pegou a camisa rasgada esquecida até então, e a entrelaçou nos pulsos do sobrinho, elevando os mesmos até estarem devidamente amarrados na cabeceira da cama. Não era uma das melhores idéias que passeavam por sua mente, devido ao estado que Kyungsoo se encontrava, mas também servia como uma precaução.

“O que acha de tentar controlar suas vontades?” – Sussurrou no ouvido do menor, para em seguida depositar um selinho breve nos lábios cheios, abaixando a posição da boca em seguida e traçando um caminho lento em seu rosto até chegar no queixo, onde mordeu de leve. Aparentemente Kyungsoo ainda reagia bem a seus estímulos, arrepiando-se somente com o gesto suave, tão afoito quanto o tio. A maneira como o músculo molhado do outro passeava pelo seu corpo, parando em regiões tão sensíveis como seu pescoço e mamilos, o levava até o paraíso. O calor imenso que sentia era abafado pelas sensações diversas que lhe invadia, desde o tesão por sentir seu próprio tio o instigando com sua língua habilidosa, até a euforia por ver sua honra tão destruída, perdido em seus próprios pensamentos enquanto sua mente não parava de girar e girar.

Um leve grunhido de dor escapou de seus lábios quando o maior alternou entre mordidas e chupões em um de seus mamilos róseos, já sensíveis demais para estímulos como aquele. Jongin adorava reservar um tempo a mais naquela região, insistia naquele local somente para ver os pequenos botões mudarem para uma cor arroxeada após várias investidas. A sensibilidade aguçada de Kyungsoo naquele momento não colaborava em nada, tentando agarrar os fios dourados do outro para pressioná-lo um pouco mais para baixo, mas seus pulsos continuavam imobilizados pela própria camisa. Jongin percebeu as intenções do menor somente pelos movimentos que seu corpo fazia, lançando um olhar acompanhado de um sorriso malicioso em seguida.

“Você quer que eu desça mais, huh?” – Sua pergunta era retórica, percebia-se pelo seu sorriso largo cheio de terceiras intenções.

“Quero que pare de me torturar. Por favor...” – Suplicava enquanto roçava os pulsos um no outro, em uma tentativa frustrada de escapar dos nós e controlar Jongin com suas mãos da forma que bem entendesse.

O loiro desistiu de suas investidas insistentes e acabou por acatar o pedido do outro, descendo um pouco mais sua língua até chegar em seu abdômen pouco definido, tão suado como o restante de seu corpo. Sugou de leve os pequenos gominhos, e o gosto salgado atiçou seus sentidos, passando a massagear simultaneamente o membro coberto do garoto, o fazendo grunhir de impaciência. Precisava de toda a atenção naquele local, queimando como fogo em brasa apenas com a massagem gostosa que recebia ali.

Jongin estava fascinado pela forma como o corpo do sobrinho se movia, elevando o quadril a todo instante, com todos os pelinhos de seu corpo eriçados. Descendo sua trilha tortuosa, rodeou a língua na área do umbigo, aprofundando ainda mais a carícia no membro desperto do outro. Pôde constatar somente com gestos suaves o calor excessivo que emanava do corpo de Kyungsoo, lembrando-se dos efeitos da droga combinados com a bebida, logo questionando seus próprios atos. Tinha total noção dos perigos daquela loucura, mas era tão complicado acabar com o clima que se instalou entre os dois, ainda mais com aquele corpo remexendo-se abaixo de si a todo instante, buscando mais contato.

Tratou logo de afastar qualquer pensamento negativo, retornado ao caminho que fizera antes, chegando finalmente onde o sobrinho tanto queria. Parou por um instante a massagem que fazia para descer lentamente pelas laterais a calça que Kyungsoo trajava, arrancando suspiros aliviados. O mais novo sentia sua mente se perder em meio a tantos pensamentos impuros que o atormentava, e sentir aquelas mãos grandes deslizando pelas suas pernas enquanto arrastava sua calça com elas não lhe ajudava. O choque térmico entre as mãos gélidas e as pernas quentes o levava até às órbitas, enturvando sua visão e levando embora os últimos resquícios de lucidez que ainda havia em si.

Chegando aos pés pequenos do sobrinho, Jongin retirou por completo a segunda peça que tanto o irritava, para em seguida jogá-la em um canto qualquer do quarto. Foi subindo por entre as pernas do menor bem devagar, arrastando sua língua pela parte interna de suas coxas, chegando à uma área perigosa, mordendo de leve sua virilha. Observou Kyungsoo revirar os olhos de satisfação, e seus gemidos mais altos vieram quando o loiro passeou a língua lentamente por cima de sua cueca, beijando e sugando a área com vontade. O tecido estava molhado pelo pré-gozo, o deixando louco de vontade para experimentar o que havia por baixo. Os pulsos do garoto remexiam-se involuntariamente, como uma tentativa de controlar um pouco o tesão que sentia, mas o calor e os atos obscenos de Jongin só pioravam sua situação.

Com a mesma lentidão que exerceu para retirar a calça, o maior pressionou os dentes entre o elástico superior da cueca vermelha, descendo outra vez e levando consigo a peça entre os dentes. As pernas do sobrinho encolhiam-se como um ato de alívio, finalmente seu membro estava liberto e sentiu o ar um pouco menos pesado. Após retirar o último tecido que incomodava ambos, Jongin retornou novamente ao ponto inicial, fitando maliciosamente o membro ereto implorando por atenção. Era tão recompensador sentir Kyungsoo arrepiado por completo apenas com seus toques mais sutis, torcendo para que aquilo não fosse somente um efeito do ecstasy.

Começou a provocar o menor roçando de leve seus lábios na glande rosada, sentindo o líquido pré-seminal umedecê-los, fazendo o corpo do D.O contrair-se. Ameaçava chupá-lo por inteiro, passando a língua devagar pelo prepúcio, mas sempre voltando para o topo, esperando mais alguma reação do outro. O moreno estava pingando de suor, pressionando os dedinhos do pé enquanto procurava por apoio, seu tio realmente estava lhe testando. Fez uma força maior para se livrar das amarras, mas aquilo só lhe trazia frustração, visto que seus pulsos estavam muito bem presos.

“Me solta...” – Suplicou com a voz manhosa, tentando convencer o mais velho.

“Por que?” – Jongin falava com a glande entre seus dentes, arrepiando Kyungsoo mais ainda.

“P-Porque eu quero te tocar...”

“Puxar meu cabelo e me machucar, você quer dizer? Estou muito bem desse jeito, obrigado.” – Disse, retornando com suas provocações em seguida.

Sugou com mais força a glande, rodeando a língua insistente, sentindo o gosto salgado do membro suado que ficava cada vez mais duro com suas investidas. O garoto estava enlouquecendo, com sua excitação dobrada devido à droga que lhe incentivava a cada minuto. O toque da língua de seu tio em qualquer pedacinho de sua pele o fazia estremecer de tesão, especialmente naquela região. O maior decidiu surpreendê-lo de repente, pressionando seus lábios em formato de O e descendo completamente sua cabeça até chegar na base, preenchendo sua boca por completo. Kyungsoo soltou um gritinho de prazer, sentindo espasmos em suas pernas em reação a tudo aquilo. Suas mãos seguraram com força um dos suportes da cabeceira da cama, tentando controlar seus gemidos que insistiam em escapar com aquela fricção gostosa, louco para enterrar seu membro mais ainda naquela boca que o abrigava.

Jongin passou a movimentar a cabeça para cima e para baixo, chupando com força toda a extensão do pênis grosso, segurando por mais tempo quando chegava até a base, fazendo a glande roçar o sininho de sua garganta. A esse ponto, Kyungsoo rodeava o olhar pelo quarto enquanto gemidos altos escapavam de sua boca, observando as paredes trocarem de cor a cada segundo, sentindo que ia desfalecer a qualquer momento. Já não se situava mais naquele ambiente, sua mente vagava entre lugares desconhecidos, tudo ao seu redor girava enquanto seu membro continuava sendo abocanhado pelo outro que fazia seu trabalho tão bem.

Sentia arranhões em suas coxas enquanto era chupado com vontade, deixando longas marcas vermelhas nelas, o mais velho já não media tão bem sua força por também não estar cem por cento sóbrio. O que não fazia tanta diferença para Kyungsoo, afinal sua tolerância para dor estava crescendo enquanto algumas áreas já se encontravam completamente dormentes. O maior desacelerou um pouco seus movimentos, retirando o membro de sua boca, ligando uma linha de saliva entre os dois, para então abocanhá-lo outra vez em seguida. E assim se repetiu várias vezes, até o garoto não aguentar mais tantos estímulos e se desfazer na boca do outro, gritando de tanta satisfação por finalmente chegar em seu limite.

“AAAH, Jongin! P-Porra...” – Soltou todo o ar contido em seus pulmões, sentindo seu corpo relaxar em seguida, mesmo com os espasmos involuntários lhe incomodando vez ou outra. O mais velho ergueu-se novamente, fitando Kyungsoo orgulhoso por cima, abrindo um sorriso que só fez o menor ter certeza que ele havia engolido todo o seu sêmen. Aquilo o fez estremecer por dentro.

Os lábios fartos do outro aproximaram-se dos seus, os selando para então se beijarem afoitamente outra vez, sentindo o gosto doce do mais jovem passear entre as línguas como uma melodia erótica entre os dois. O moreno sentia o membro desperto do outro encostar no seu, ainda coberto, rebolando de leve seu quadril para provocá-lo e fazê-lo entender do que precisava dali em diante. Jongin passou a mover seu quadril contra o dele em resposta, tão necessitado quanto. Passeou suas mãos nas laterais do corpo alheio, distribuindo arranhões e pegadas mais fortes, queria marcá-lo por inteiro apenas para mostrar que tudo aquilo era propriedade sua.

Mais uma vez a vertigem de Kyungsoo voltou a incomodá-lo, sua visão escurecia a cada dez minutos, o que o deixava um pouco mole, parando seus movimentos bruscamente e retornando quando sua consciência voltava. As ondulações de ambos os corpos acabaram se tornando frenéticas, bagunçando os sentidos dos dois, até Jongin imobilizar de repente o corpo do outro com suas mãos fortes, deixando-o confuso. Se levantou em seguida, ficando de pé em frente à cama pouco espaçosa e fitou o menor por cima, lançando seu costumeiro sorriso ladino.

“O que vai fazer, Jongin...?” – O jovem perguntou curioso, até sacar quais eram as intenções dele naquele momento.

O Kim começou a retirar sua camiseta branca, a levantando suavemente, exibindo os gominhos tão bem definidos, até chegar em seu pescoço e retirar a peça totalmente. Seu sobrinho soltou um suspiro longo, mais uma vez tentando se libertar apenas para agarrar aquele corpo e marcá-lo inteiro da mesma forma que seu dono fez no seu. Em seguida, Jongin abriu seu cinto com a mesma calma de antes, descendo o zíper, deixando caí-lo juntamente com a calça. Moveu seus pés para retirar a peça incômoda, jogando-a para longe, ficando apenas de cueca.

“Posso estar louco agora, mas você continua o mesmo de sempre...” – Kyungsoo o olhava fascinado dos pés à cabeça, envergonhando o outro por se sentir analisado.

“É? E que tal ver com seus próprios olhos o que eu estou sentindo por você agora?” – Desceu então a última peça, revelando seu membro ereto apontado para o mais novo, latejando com a visão de um Kyungsoo completamente nu em sua cama, suando com o inferno instalado naquele quarto.

O garoto salivou somente com as inúmeras possibilidades que passeavam por sua mente, e para a sua sorte o outro não tinha planos de torturá-lo naquele momento. Jongin já estava na cama novamente, apertando com força aqueles pulsos amarrados, grunhindo de dor pela ação inesperada. Estar imobilizado na mesma posição por tanto tempo lhe rendeu algumas dores, aparentemente aquela região não estava dormente como as outras. A sensação de seu corpo tão febril com o outro friccionado contra o seu o fez esquecer rápido daquela posição desconfortável, soltando suspiros dentro da boca do rapaz.

O mais velho contorcia-se como podia acima do sobrinho, roçando seu membro excitado no outro, fitando atentamente seus olhos para tentar decifrar o que se passava em sua mente. Não era tão complicado de adivinhar, apesar de saber que Kyungsoo se imergia em um mundo alheio, sentindo aquela necessidade de se expressar cada vez que observava seus olhos castanhos revirarem.

“Soo... Eu te amo, amo o seu jeito, seu cheiro... Amo quando sorri sincero apesar das dificuldades que enfrenta, e eu te entendo, me esforço para te entender... Queria tanto que você me amasse como eu te amo...” – Acarinhava os cabelos escuros enquanto dizia com calma em seu ouvido, esperando ser correspondido de alguma forma, porém frustrando-se como de costume, Kyungsoo sempre se calava quando o outro resolvia ser um pouco mais carinhoso que o normal. Jongin já esperava por aquilo, mas seu coração insistia em palpitar de ansiedade por desejar demais qualquer recíproca vindo dele.

Não que o jovem não gostasse do outro, mas era complicado lidar com sentimentos mais profundos, levando em conta seu namoro com Sun Hee. Já se sentia o pior dos seres humanos, engatar um relacionamento sério com seu tio definitivamente não estava em seus planos, só queria continuar na mesma cama que ele cada vez que se sentia perdido pelo rumo que sua vida levava, aquele era o único jeito que encontrava para fugir de sua rotina. Não estava sóbrio o suficiente para absorver tantas informações, o modo como aquela boca se movia bem pertinho de seu ouvido estava lhe rendendo várias ondas de choque espalhadas pelo seu corpo, o deixando confuso por não saber como reagir em meio ao turbilhão de sentimentos que tomava conta de si de uma só vez.

Jongin já suspirava derrotado, retomando toda sua atenção em uma única parte de seu corpo, deixando fluir sua vontade de possuir Kyungsoo de qualquer maneira. Não teria sua resposta tão cedo, mas isso não o impedia de ter o garotinho só para si, tão entregue aos seus estímulos. Passou a pressionar o corpo para baixo, afundando o sobrinho entre o amontoado de lençóis, cravando suas unhas em seus quadris enquanto se deliciava com suas reações. O D.O respirava fundo, mais uma vez traído pelos seus braços imobilizados, contorcendo-se no colchão tentando enxergar o outro com mais clareza. Seu membro já estava tão excitado quanto o outro, e a forma como ambos se roçavam levava o moreno à loucura, envergando seus pés e torcendo mentalmente para continuar sentindo aquilo pela eternidade.

O maior não queria mais desperdiçar tanto tempo, o corpo febril abaixo de si o instigava lá no seu íntimo e foi aí que começou a mover-se de encontro à entrada do outro, tão exposta pela posição que se encontrava. Kyungsoo envolveu o suporte do móvel na palma da mão, apertando forte na fantasia de ser a pele de Jongin ali. O músculo enrugado contraía-se ao toque repentino da glande, o fazendo morder com força os lábios inchados, tão ansioso pelo que viria a seguir. O Kim lhe encarava na mais pura luxúria, esperando alguma súplica do outro, adorava vê-lo se contorcendo para conseguir o que tanto queria. A maneira como o menor gemia seu nome manhosamente, quase implorando para ser fodido era tão instigante que sequer teve alguma noção do que estava fazendo, enterrou seu membro de uma só vez no corpo do outro, arrancando um grito de Kyungsoo pela ação inesperada.

“Porra, Jongin! Ahhhh...” – Remexeu seu corpo no colchão em desespero, enxergando estrelas dançarem pelo quarto, sendo incapaz de sentir dor naquele momento por estar devidamente anestesiado pela droga. O membro lubrificado do outro só o ajudou mais ainda na tarefa, mesmo esperando ser preparado antes. Ainda assim, o maior esperou o sobrinho se acostumar com seu volume, distribuindo beijinhos cálidos pelo seu rosto, pescoço e ombros. Os lábios de Kyungsoo tremiam, trincando seus dentes, sentindo uma súbita mudança de temperatura. Pressionou suas pernas nas costas do outro com mais força, sentindo-as bambeando, tendo a certeza que se arrependeria de tudo aquilo no dia seguinte. “Você não precisa esperar, pode ir...” – Disse enquanto abria um pouco mais suas pernas, rendendo uma posição constrangedora.

Jongin atendeu de prontidão seu pedido, e quando sentiu o canal do outro relaxar um pouco mais, retirou seu membro aos poucos, apenas para enterrá-lo fundo novamente. O moreno separou os lábios, sem emitir nenhum som, apenas surpreso pela forma que o tio conduzia seus movimentos. Cravou suas unhas curtas na própria palma da mão, sentindo o pênis alargá-lo a cada investida mais bruta que levava, sendo impulsionado para frente e para trás constantemente no colchão. Suas pernas eram pressionadas contra seu peitoral cada vez que Jongin chocava os quadris em seus movimentos hábeis, se deliciando com os sons que rompiam da garganta dele.

“H-Hum, Soo, você é t-tão apertado...” – Sequer sabia como expressar o que estava sentindo naquele momento, impulsionando seu quadril mais forte cada vez que o menor emitia gemidos mais altos, equilibrando o ritmo, vez ou outra espalmando suas mãos nas coxas branquinhas. O mais novo não se permitia estar inquieto, elevando sua bunda para cima, procurando alguma forma de sentir sua próstata ser atingida o mais rápido possível. Sua cabeça estava à mil, a sensação de desmaio começou a lhe incomodar até notar que precisava de um estímulo maior.

“T-Tio, me bate...” – O maior diminuiu um pouco o ritmo, olhando para o outro surpreso. Lhe bater? Essa era nova.

“Te bater...?”

“Sim, na minha cara se você for homem o suficiente.” – Sorriu sacana, tendo a certeza de que o tio não teria coragem, até que se surpreendeu por sentir uma ardência em sua bochecha esquerda, sendo espalmado de repente. A força proferida ainda não era o que almejava, precisava de mais, precisava se manter acordado, e de alguma forma aquilo lhe excitava mais do que poderia admitir. “Você não entendeu...” – E assim sentiu o estalo em seu rosto mais forte, sem mais precisar pedir, Jongin descontava tudo o que sentia nas bochechas do garoto, intercalando com apertões em seu pescoço. Não media sua força, talvez por exalar a raiva reprimida que sentia por ser apaixonado por alguém proibido para si e sequer ser correspondido. As estocadas continuaram intensas, enquanto deslumbrava o rosto inchado do outro pelas suas mãos, como gostaria de destruir aquele corpo por estão tão louco e fora de si. Os efeitos do álcool demoraram demais a surgir, mesmo seu estado de lucidez ainda estar presente, agora sem medir seus atos, ainda que o garoto desmaiasse em seus braços.

Mais uma vez aquela sensação de resfriamento invadiu Kyungsoo, o quarto alterava de tamanho em seu campo de visão, aquelas mãos grandes lhe punindo enquanto seu interior era invadido com certa brutalidade, tendo desistido de vez de se soltar, apenas se deixando levar àquela onda de sensações, tão absorto e ligado ao mesmo tempo. Sua respiração sendo parcialmente anulada por agora sentir aquelas mãos apertando seu pescoço com tanta força, sua cabeça sendo impulsionada de encontro ao travesseiro, afundando na fronha e observando tudo ao seu redor tomarem formas borradas. Ele realmente estava tentando lhe matar? Sua visão escurecia em meio a estocadas tão fortes, até que o toque estridente de seu celular no bolso da mochila preencheu o ambiente, chamando a atenção dos dois. Sentiu as mãos do outro lhe soltar de imediato, acordando de seu transe somente com a idéia de ser sua mãe ligando.

“Merda, logo agora?” – Jongin tentou ignorar a ligação, mas Kyungsoo havia perdido o foco, provavelmente aterrorizado por ter sido pego na mentira.  Não tinha outra opção a não ser parar com seus movimentos, afinal o toque era insistente e barulhento demais para continuar o que fazia com atenção. Permaneceu na mesma posição, esticando seus braços o máximo que conseguia para alcançar com as mãos o aparelho que estava na mochila perto do pé da cama. Com o celular em mãos, observou a tela que brilhava até notar o nome de Sun Hee destacado, bufando em insatisfação.

“Q-Quem é?”

“Sua namoradinha. Tinha que ser, não é? E ela não para até você atender.” – Desbloqueou a tela do celular, causando o desespero do outro.

“O que você vai fazer?”

“Você vai atender, ou ela não vai nos deixar em paz.”

“Mas...! Eu não tô no meu juízo perfeito, não é uma boa idéia e-“ – Interrompeu o que dizia ao notar o outro estender o celular ao seu ouvido, incapaz de evitar aquilo por estar com suas mãos atadas. “Hãn... Alô? Oi, meu amor, eu...” – Quando ouviu Kyungsoo chamá-la de amor, o maior fechou um de seus punhos, sentindo o ciúme lhe invadir por tão pouco. O moreno nunca o chamou de amor, e não esperava que ele a tratasse com carinho, afinal até onde sabia aquela relação era somente de aparências. Se pudesse matá-la naquele instante certamente o faria. “Eu avisei minha mãe e... Desculpa eu... Meu Deus, não sei bem o que estou dizendo... Sinto saudade sua...” – Jongin juntou suas forças para estocá-lo de uma só vez, expressando sua raiva ao apertar a lateral do quadril alheio com sua mão desocupada, apertando o celular com força como se fosse a própria garota ali. O sobrinho engoliu em seco, ficando estático por alguns segundos, os olhos fechados denunciavam a força que fazia para não emitir nenhum som naquele momento. Fitou o outro com fúria, enquanto retomava o fôlego para continuar sua conversa. “Estou bem, e sim eu entendo, mas... AHHH, merda!” – Mais uma vez seu interior era invadido com força, agora repetidas vezes, sendo incapaz de ficar calado ao sentir sua próstata ser atingida continuamente.

“Hãn, porra, ahhh, que delícia... Ãaaaahn, Sun me perdoa, mas.... Ahhh Jongin, continua, c-continua...” – Lançou ao vento qualquer resquício de sanidade consigo, era como se Jongin quisesse chegar até suas entranhas, tão fundo e contínuo, se esquecendo completamente da namorada na outra linha. O maior sorria satisfeito, sem noção do estrago que fazia, estocando com mais força cada vez que Kyungsoo perdia o controle e gemia seu nome em meio à ligação. Era a melhor vingança que poderia ter pensado, pelo menos em sua mente. Podia ouvir bem baixo os murmúrios da outra perguntando se Soo estava bem, se algo estava acontecendo, até que teve uma idéia melhor ainda. Aproximou o celular de seus lábios, soltando um “sim, ele está ótimo, como nunca esteve, e comigo!”, encerrando a ligação em seguida e jogando o celular em um canto qualquer. Continuou a invadir com força o canal úmido do outro, não dando chance alguma de Kyungsoo notar o que tinha acontecido.

Sem interromper as ondulações, o maior passou a desatar os nós que prendiam as mãos do sobrinho, o libertando enfim, soltando suspiros de alívio entre os gemidos de prazer. Finalmente estava liberto, e para recuperar o tempo perdido, passou a arranhar os braços definidos do outro, descontando o prazer insano que sentia. Toda vez que seu corpo era impulsionado para trás, o baixo ventre fisgava como um aviso que seu orgasmo estava por vir. Para auxiliá-lo melhor, abandonou os braços de Jongin e passou a se masturbar, sem aguentar os estímulos por mais tempo. Não demorou muito até se desfazer em jatos contínuos, melando a barriga do maior, gemendo alto de prazer. Jongin ainda investia no corpo amolecido de Kyungsoo, soltando gemidos roucos ao sentir seu membro sendo pressionado pelo músculo que se contraía, posicionando melhor suas mãos em sua cintura, a apertando com dominância, tão louco quanto poderia estar. Quando sentiu seu ápice vindo, se retirou de dentro do mais novo, apontando seu membro em direção ao rosto vermelho, se masturbando de frente a ele. Sentiu um formigamento, até se desmanchar por inteiro, sujando as bochechas coradas e outras partes do rosto do menor.

Jongin deitou sob o corpo alheio em seguida, ofegante pelo orgasmo que atingiu, mas Kyungsoo não parecia tão aliviado quanto ele. O menor não se sentia bem, repuxando o ar com força, segurando os ombros do tio enquanto o fitava com os olhinhos marejados.

“Soo... Você está bem?” – Disse, visivelmente preocupado. Seus lábios foram tomados por ele, tão macios quanto poderia estar, sentindo-se aliviado. Não conseguia medir o amor que sentia, tendo a certeza que a noite em que passaram juntos foi mais perfeita do que poderia descrever. Qualquer sensação boa que lhe invadia naquele momento foi interrompido, sendo empurrado para o lado de repente enquanto o garoto corria para a suíte.  Podia ouví-lo regurgitando da distância em que estava, imaginando a fraqueza que o outro deveria estar sentindo. “Isso é realmente culpa minha...” – Jongin se levantou desajeitado, ainda amolecido pelas sensações que o invadiram instantes antes, e apoiou suas mãos nos ombros do outro. Segurava com delicadeza os fios negros, o auxiliando da melhor forma possível, afinal ele sabia que tudo aquilo era sua culpa, mas não se arrependia de nada. Aquela ainda seria uma noite longa para ambos.

 

 

                                                ~

 

 

Os raios de sol não penetravam o ambiente por não haver janelas no quarto abafado, e mesmo assim Kyungsoo sentiu uma claridade lhe incomodar até despertar aos poucos e notar com precisão onde realmente estava. Na casa do tio...? Por notar o quarto revirado e o cheiro atípico do local, sabia que a última noite não havia sido a mais casta que haviam passado juntos. Estava nu por baixo dos cobertores, e revirou-se na cama até notar Jongin acordado ao seu lado. Uma pontada de dor em sua cabeça o fez perder um pouco o foco, piscando os olhos repetidamente para fitá-lo nitidamente.

“Não é possível, achei que acordaria em casa... Com certeza perdi a prova hoje.” –Observou o rádio relógio apoiado no criado-mudo, constatando que eram 9:30 da manhã.

“Bom dia, Soo. Nós estamos ferrados.” – Disse enquanto sorria irônico.

“Ferrados? O que houve?” – Apoiou o cotovelo no colchão, prestando mais atenção no rumo da conversa.

“Sua namorada contou para seus pais sobre aquela ligação. Eles sabem sobre a gente.”

“Ligação? Não brinca comigo.” – Estremeceu-se somente ao imaginar o conteúdo da tal ligação. – “O que foi que nós falamos?”

“Não lembro muito bem, mas foi algo grave. Não fica assustado, eu vou ficar ao seu lado, só não me rejeita agora, por favor...” – Jongin envolveu o menor em seus braços, o puxando para si até que sua cabeça encostasse em seu peito. – “Fica comigo...”

“Meu Deus, minha cabeça dói tanto...” – Se escondeu no peitoral do maior, o apertando contra si com força.

“Tudo vai ficar bem. Esquece isso, somos só nós dois agora...” – Enrolava os fios negros por entre seus dedos, fazendo o outro deleitar-se em suas carícias.

“Vão separar você de mim?”

“É provável, mas eu vou voltar quantas vezes for necessário para te ter comigo. É só você me esperar.”

 

 

Pela última vez...


Notas Finais


Então! O que acharam? JAMAIS misturem drogas com bebida é perigoso u-ú

Não sou tão boa com one's por querer adicionar detalhes demais, aí eu tento dar uma resumidinha e mesmo assim fica grande, às vezes corrido.
Espero que tenha agradado nem que seja só um pouquinho, de verdade. :(
MUITO obrigada por terem lido e é isto<3 até a próxima!


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