História Duas Coroas - Segunda Temporada - Capítulo 36


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Categorias A Seleção, Originais
Exibições 66
Palavras 1.482
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E mais uma vez chegamos ao final de uma temporada. São seis meses com vocês, sabiam? Tem as que leem dês do começo, as que chegaram agora, as dos comentários pequenos e enormes, as que batem papo comigo, as que se lembram do tempo que eu postava todos os dias e me perdoam por ser tão esquecida agora.
Agradeço a todas e Ah... Teremos um epílogo ainda hoje ;)
O Cap tá enorme
Bjs Selecionada

Capítulo 36 - O Fim


Fanfic / Fanfiction Duas Coroas - Segunda Temporada - Capítulo 36 - O Fim

Minhas unhas se enfiavam em suas costas. Vick já deveria estar todo arranhado, mas mesmo brigados era ele quem me apertava e me consolava ali naquela aeronave escura e úmida. Não deveria estar tão arrasada assim, afinal não era a primeira vez que Liam estava em uma batalha/luta, mas... Era como se eu soubesse -não sei como, admito – que dessa vez seria diferente. Que dessa vez seria pior. A dor em meu peito era enorme. Sentia como se ele estivesse se partindo ao meio, bem lenta e dolorosamente e que a partir dele todo o meu eu se despedaçaria, como se eu estivesse ruindo de dentro para fora. E a dor era excruciante, horrível, medonha... Perderia uma boa parte de mim.

POV Vick

(Umas horas atrás)

-Ela não irá despertar por agora, temos de ir! Rápido! –O irmão de Mary me instrui. Olho para Ju e Mary e acabo pegando Mary em meu braços. James pega Juliana e nós seguimos até as passagens que ele havia me instruído sobre o modo de usá-las a pouco.

O planador em que entramos tinha uma iluminação mais fraca e era menor porém mais aconchegante. Era feito para pessoas e não para cargas. Assim que entramos James pega o comando e eu sigo para uma das salas com Spencer que –eu havia descoberto no dia da consulta de Mary- tinha feito alguns cursos de medicina e uma enfermeira -que se eu não me engano se chama Lolo. Ele não tinha diploma, mas... era o melhor que tínhamos. Havia alguns equipamentos médicos e ele pôs as duas em alguns deles.

-O gás em pouca quantidade não tem tantas consequências. –Spencer parecia meio inseguro em me dar as notícias e isso estava me matando- A princesa quando acordar terá uma perca de memória de algumas horas no máximo e ficará meio... Fora de si. Como se estivesse “drogada”... Bom ela está, mas... Bem, talvez ela tenha umas alterações de humor e talvez ela fique um pouco “verdadeira” nessas horas de perca de memória, mas ela estará drogada então... Nada a se preocupar. Quanto a outra moça, seu tempo de exposição ao gás foi maior e...

Não aguento mais a tortura. –Apenas diga.

-Não é nada concreto, mas talvez a perca de memória dela seja um pouco maior e... O gás pode ter afetado alguns órgãos dela, mas esperamos que não seja nada demais... –Eu fiquei o ouvindo por mais um tempo, e minha preocupação crescendo a cada momento até que ouço um grunhido e me viro para ver Juliana despertando. Um suspiro escapa dos meus lábios.

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-Você é muito bonito. –Passo as mãos em seus cabelos e ela se vira com a cabeça em minhas pernas.

-Eu sei. –Brinco. Nós estávamos em um pequeno compartimento do planador e eu sabia que assim que o efeito da droga passasse ela sairia desse “bom humor temporário”. Queria faze-la sorrir nesse tempo e de quebra estava me divertindo também.

-Então você é meu noivo? –Ela se levanta se sentando de frente para mim. –Eu tenho muito bom gosto. –Ela se inclina para frente e acho que ia me beijar mas eu nego rindo.

-Acho que você se arrependeria disso depois.

-Jura? –Ela vira a cabeça de lado como se não entendesse –Então eu devo ser muito idiota. Não vejo motivo para arrependimentos.

-Nossa, se você ainda se lembrar disso depois vai querer me matar. “Victor Leger Schreave eu não estava te cantando!” –Imito sua voz zombando.

-Então... Quando vamos nos casar?!! –Ela pula animada e eu caio na gargalhada.

-Juliana Amélia Schreave!! –A repreendo rindo... Muito!

POV Juliana

-Eu não estava dando em cima de você... –Fungo e um pequeno sorriso aparece em meus lábios. Um esboço de um sorriso.

-Ah sim, você estava e não adianta negar por que, você sabe, eu sou muito lindo. –Vick diz e me abraça.

Não falamos mais sobre nossa briga e aos poucos enquanto me acalmava ele estava ali. Mordo meu lábio e suspiro. Não posso mais fingir que nada aconteceu. –Eu me arrependo. Muito. Você estava certo e eu estava tão cega de raiva pelo meu irmão... –Ele me aperta- E fui tão burra. Tão egoísta e tão cega. E eu... acabei com a vida de todos nós. –Ele tenta falar algo, mas eu não permito –E não sei nem se é certo te pedir desculpas...E Edward? Não sei nem o que falar... Eu sou meio burra às vezes...

-Às vezes?! –Brinco- Não posso dizer que a culpa não é sua. –Dou uma pequena risada triste –Mas... sei que Edward vai te perdoar. Ele com certeza já bolou um plano para ficar com ela e quanto a mim, eu nem preciso dizer nada para que saiba que...

-Você é o melhor?

-E muito bonito! Realmente, você tem muito bom-gosto para noivos. –Eu dou um sorriso. Dessa vez um completo. E vi o dele se iluminar ainda mais.

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Mary não havia acordado quando aterrissamos. Descemos eu, Vick, Spencer e James. Lolo ficou na aerocoisa com Mary. Por mais que seja estranho eu estava bastante preocupada com Mary. Mais preocupada que James, porém menos que Vick.

A primeira a nos recepcionar foi Isa que desastradamente me abraça para depois e afastar e fazer uma referência que eu afirmei mais de 3 vezes não ser necessária. Vick sumiu com James e Isa pediu a Edward para que trouxesse Mary para dentro junto com Lolo e os aparelhos. Spencer foi chamado por um guarda e eu ingenuamente achei que poderia descansar. Edward me chamou para uma conversa.

-Antes que fale qualquer coisa... –Suspiro –Eu queria pedir que me desculpasse. Sei que é injusto eu estar lhe pedindo isso... Sou tão burra! –Balanço a cabeça em negativa

-Bem, você é. –Ele não estava brincando- E você não me deve desculpas. Só quero saber se por um momento você penou em seu pai. –Daí a fixa caiu. Meu pai assistiu a transmissão- Te aconselho a não falar com o rei.

-Meu pai...

-Está na ala hospitalar. Ore muito para que ele não morra. –Ele passa por mim antes de sair da sala. –Com licença alteza.

E era como se a ferida “Liam” tivesse sido cutucada. Meu pai também poderia morrer por minha causa. E Mary.

-Alteza... Está sozinha? –Me viro e vejo um guarda se aproximando. Tenho a certeza de não conhecê-lo. Certamente me lembraria de incríveis profundos olhos azuis como aqueles.

Dou um pequeno sorriso educado. –Sim, pois não?

Seu sorriso aumentou e só vi quando ele sacou algo do bolço. Reconheceria aquele formato em qualquer lugar. –Que bom! –A arma foi erguida e antes que eu pudesse fazer algo o som estridente e inconfundível de um tiro. Fechei os olhos...Mas a dor não veio.

Quando os abro vejo o tal guarda no chão e alguém atrás dele. -Pode me chamar de meu herói agora, mas os agradecimentos adicionais ficam para depois. –Olho para aquele moreno de sorriso inconfundível. James. –O palácio está sendo atacado.

Nós corremos por alguns corredores e as janelas explodiam a todos os cantos. –Não dá para continuarmos correndo sem rumo.

-Não estamos sem rumo. –Ele me empurra contra a parede e aperta uns botões abrindo uma passagem ainda me pressionando contra a mesma.

-Sem necessidade. –Entramos e ele sorri. –Eu ainda estou com uma arma.

-Que bom! –Ele pisca e nós descemos correndo as escadas até acharmos o abrigo hospitalar.

-Meu pai está aqui?

-Sim, mas pelo visto Mary não. –Ele soca a parede. –Vou atrás dela.

-Vou junto. –Fiquei esperando uma negativa mas ele apenas fez sinal para que eu fosse atrás.

-Me cubra. Tudo está um caos. Espero que não tenha medo de sangue ou seja muito sentimental alteza!

A paredes estavam cobertas por bandeiras francesas e sangue. A maioria dos guardas eu não conhecia. Meu olhar se fixa por um tempo em Ariana, selecionada de Edward no chão com uma faca em seu peito. Engulo em seco e viro o rosto.

-Socorro... –Ouço um gemido baixo e choro. Isabel. Corro e a abraço.

-Você está bem...?

-Não temos tempo para isso! Volte três corredores e –Ele sussurra mais algumas coisas. –Fique no abrigo da ala hospitalar. Diga que as portas podem ser fechadas. –Ele se vira para mim. -Vossa alteza?

-Eu continuo. –Eu sabia que Vick estaria com Mary.

Seguimos por mais alguns corredores menos utilizados até que chegamos a um dos principais. –Pegue os uniformes deles. –James diz e se abaixa diante de um dos corpos.

-Dos cadáveres?! –Seu olhar mortal me dizia que eu viraria um deles.

-Saudações a rainha Francesa. –Uma voz ecoou pelo palácio. – Sua majestade Adela Damont Schreave.

-Deite. –Olho para James –Finja-se de morta. Agora. –Ele se enfia no meio de alguns guardas-cadáveres e eu fico ao seu lado com a cabeça pendendo em seu ombro.

Derrepente uma imagem é reproduzida na parede em frente a nossa e a nossa esquerda.

~Continua...


Notas Finais


Até daqui a pouco com o Epílogo <3
Bjs Selecionada


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