História Duas doses - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~tha26

Postado
Categorias Naruto
Personagens Shikamaru Nara, Temari
Tags Naruto, One-shot, Shikatema
Visualizações 198
Palavras 4.046
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá gente <3

Então essa one é super especial por que é escrita especialmente para minha leitora ~Tha26, que ganhou com méritos meu bolão na história "Ecstasy" e escolheu o enredo <3

Tha, espero de todo coração que você goste!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único


 

A vida estava sendo uma vadia naquela semana e o Doutor Nara estava absurdamente exausto. A semana havia sido corrida e o dia completamente cheio, ele precisava de um tempo, por isso afloxou a gravata e largou a pasta no carro dirigindo para o barzinho que já era de praxe sua companhia das sextas-feiras.

Era um lugar tranquilo, com boa iluminação e decoração. Música suave tocava ao fundo e eles normalmente tinham drinques maravilhosos, embora as últimas vezes que o Nara foi ao local, eles estivessem sem um barman.

Tirou a gravata e abriu dois botões da camisa social branca que usava, fechando o carro e rumando a entrada. Como sempre, foi muito bem atendido e encaminhado até uma das mesas disponíveis, essa que ficava perto do bar.

Pegou o celular no bolso e começou a escorregar os dedos pela tela a fim de ver as notícias em suas redes sociais, mas seus olhos foram atraídos para outro lugar segundos depois.

Deixou o celular sobre a mesa e passou a seguir aquela loira tão peculiar com os olhos.

Ela tinha uma postura corretíssima, os saltos vermelhos que usava pareciam ser a extensão das pernas bem torneadas dentro daquele short preto curto e da blusa agarrada ao corpo com um zíper na região frontal.

Estava com os cabelos presos em um coque frouxo e estampava um sorriso pintado pelo carmim do batom.

Ousada, sexy... Shikamaru estreitou os olhos e cruzou os braços a vendo desfilar entre as mesas cumprimentando uma ou outra pessoa.

Continuou a seguindo, analisando os seios fartos e o bumbum arrebitado quando ela entrou pela lateral do bar e pegou uma garrafa de Absolut.

Shikamaru sentiu-se preso nos movimentos de seu corpo quando ela se pôs a balançar o liquido dentro de um copo metálico com alguma outra mistura.

Ela era a nova barman?

A confusão se estabeleceu no Nara, mas após alguns minutos a observando, ele não tinha mais dúvidas.

Colocou um sorriso cafajeste e se aproximou como um caçador de sua presa, sentando no banquinho mais elevado ficando frente a frente com a loira sedução.

- Vai querer algo? – Pediu ela com seu tom de voz absurdamente sensual. Shikamaru não sabia se era normal dela ou ela estava forçando, mas gostou muito do que ouviu.

- Seu número de telefone. – Disse convicto por que ele não tinha rodeios e poucas resistiam aos atributos do moreno.

- Lamento, isso não está incluso nos serviços oferecidos pela casa. – Ela não se deu ao trabalho de olhar em sua cara.

- E saber o seu nome, está? – Tudo bem, uma mudança sutil de abordagem não seria ruim.

- Não. – Disse de maneira ríspida e o Nara estreitou as sobrancelhas. Que petulante!

- E o que está incluso nos serviços? – Pediu cruzando as mãos em cima do balcão. A mulher levantou os olhos para ele e era nítida a irritação contida ali.

- Está de brincadeira com a minha cara? – Ela estreitou os olhos verdes de maneira perigosa. – Sirvo drinques, querido. Se quiser sexo procure por uma boate de striper.

A coluna de Shikamaru ficou ereta. Realmente ela era petulante.

- Só se você dançar para mim. – Disse sorrindo de lado e a mulher soltou uma gargalhada sem humor.

- Olha eu atendo muitos idiotas aqui todos os dias, mas você está de parabéns. – Ela se debruçou sobre o balcão e aproximou o rosto e o decote perigosamente. – Lindinho, melhor parar com esse seu papinho ridículo antes que se torne motivo de uma piada ainda maior. – Ela ajeitou o colarinho da camisa que Shikamaru usava e se afastou novamente, lhe lançando uma piscadela. Shikamaru ficou ali sentado, ponderando por um algum tempo o que fazer até se pronunciar, chamando a atenção da loira para si novamente.

- Um Sex on the Beach por gentileza. – A mulher sorriu em deboche e foi preparar a bebida tendo seus movimentos acompanhados pelo Nara que estava completamente compenetrado. Logo ela retornou e depositou o copo em sua frente com um sorriso.

- Agora estamos começando a falar a mesma língua.

- Bem, e quantos drinques eu preciso pedir para ter a sua língua na minha boca? – Ela voltou a se debruçar exibindo o decote, parecendo pensativa.

- Vai tentando, uma hora você chega lá. – E com uma nova piscadela, se afastou.

Ah! Com certeza Shikamaru pediria quantos drinques fossem necessários se aquela mulher acabasse em sua cama, gritando loucamente por mais.

Não que ele fosse um total pervertido, mas quando a química – ou melhor dizendo – o tesão batia, ele ia fundo o quanto fosse necessário... Em todos os sentidos.

Tomou seu drinque a comendo com os olhos e percebeu alguns detalhes interessantes quanto a personalidade moça. Ela tratava todo mundo da mesma maneira, poucos arrancavam seus sorrisos e ela tinha um jeito excitante de mexer os quadris para preparar as bebidas.

- Mais um. – Sorriu Shikamaru deixando o drinque em cima do balcão. A loira nada disse, apenas retirou o copo vazio e preparou mais um.

E assim seguiram mais quatro doses.

- Próximo... – Disse ele meio alto devido a bebida já.

- Não acha que deu sua hora? – Pediu a loira arqueando a sobrancelha direita. – Algumas pessoas trabalham no sábado. – Ele sorriu.

- Algumas pessoas, mas não é o meu caso. – Ela revirou os olhos e murmurou algo que o homem não compreendeu, se afastando novamente.

Era madrugada, a casa iria fechar e Shikamaru continuava na estaca zero.

Alguém lhe chamou a atenção avisando sobre o horário e o Nara revirou os olhos. Ele estava terminando sabe se lá qual era o número da dose do drinque e estava muito bêbado.

Percebeu que nem a loira se encontrava mais atrás do balcão e suspirou derrotado. Meio trôpego caminhou até o carro e seguiu em direção à sua casa.

A vida não era uma vadia, a vida era uma senhora vadia.

~ ~

Era a terceira vez na semana que o Doutor estava naquele maldito bar e ainda não tinha conseguido arrancar nada da barman loira.

Estava ficando aflito com a situação, não sabia mais que tipo de abordagem usar e seu estado seria cômico se não fosse tão trágico.

Ele começava no consultório cedo e não podia ficar muito e dois drinques no máximo não eram o suficiente.

Quando a loira se aproximou deixando o copo na frente do Nara, ele segurou sua mão.

- Podemos conversar por cinco minutos? – Ele a soltou.

- Não tenho cinco minutos. – Shikamaru suspirou e voltou a segurar a loira, quase deitando sobre o balcão.

- Por favor?! – O Nara suplicou e a confusão se estabeleceu no rosto da loira.

- Você é algum tipo de psicopata por acaso? – Ela voltou e parou em frente ao Nara de braços cruzados.

- Na verdade sou médico. – Ele sorriu. – Me chamo Shikamaru Nara, prazer. – Ele lhe estendeu a mão e a garota fez uma careta, mas a apertou de volta.

- Sou a Temari. – Shikamaru começou a gargalhar da própria desgraça. – Qual a graça?

- Estou vindo aqui três dias na semana a quase dois meses e tentei todos os planos maquiavélicos para descobrir seu nome, mas eu o consegui da maneira mais simples... Estou incrédulo comigo mesmo. – Ela sorriu.

- Se deixasse os planos maquiavélicos de lado e fosse apenas sociável, teria poupado tempo hein Doutor. – Ela sorriu de maneira debochada e Shikamaru ergueu os braços em rendição.

- Você está certa, as vezes menos é mais, não?! Até por que você deve receber todo tipo de cantada idiota.

- E com certeza as suas se superavam, Doutor. – É, ela estava claramente debochando da sua cara.

- Tudo bem eu me rendo. – Ele sorriu e a olhou. – Que tal um jantar para provar que não sou um completo idiota?

- Doutor, já te falei que se está em busca de sexo melhor procurar em outro lugar.

- Não falei sobre isso em momento algum.

- Dá maneira que me observa, me comendo com os olhos, não é difícil suspeitar onde você quer que isso acabe. – BINGO! Ela estava certa e Shikamaru sorriu de canto. Era explicito ali o que ele queria.

- Talvez... – Ela sorriu e o puxou pelo colarinho em um movimento audacioso. Chegou tão perto que as respirações se misturavam.

- O que te faz diferente dos outros cinco caras que me ofereceram sexo essa noite, Doutor? – Ela estava o desafiando. Seu tom saiu baixo e carregado de malicia e Shikamaru sorriu de maneira cafajeste.

- Perseverança? – Ergueu a sobrancelha. – Ou você acha que venho aqui com tanta frequência apenas por apreciar seus drinques?  - Ela sorriu e o soltou, parecia satisfeita.

- Saio à meia noite. – E rebolando voltou ao seu trabalho.

Foram as duas horas mais cumpridas da vida de Shikamaru e ele batucava os dedos de maneira nervosa. Bebeu pouco aquele dia, pois as expectativas estavam o matando.

Quando deu a hora e a loira saiu detrás do balcão, desfilando até a saída, ele a seguiu prontamente. No lado de fora, estava escorada na parede com os braços cruzados, provavelmente o esperando.

- Gosta de deixar os pacientes esperando assim também? – O Nara sorriu e se aproximou.

- Para onde quer ir? – Ela levou uma das mãos até a nuca do homem enquanto com a outra brincava com os botões de sua camisa.

- Para o seu carro.

“Direta e reta. ”

Pensou o Nara a puxando para onde o carro estava estacionado. Mal as portas foram batidas e Temari praticamente voou em seu colo, atacando os lábios de maneira urgente e furiosa.

Subiu em seu colo abrindo os botões da camisa do Nara enquanto mordia o lábio inferior do homem com fúria.

Ele gemeu contra os lábios da loira assim que sentiu as unhas arranhando seu tórax.

Temari era intensa, selvagem e Shikamaru ainda não acreditava que estava a pegando daquela maneira. Espalmou as mãos em sua bunda a fazendo rebolar contra seu pau e a loira fez de bom grado, jogando a cabeça para trás, deixando o pescoço exposto para Shikamaru morder e chupar à vontade.

- Oh! Isso Doutor, me chupa. – A voz dela era carregada de malicia e desejo, Shikamaru praticamente grunhiu e desceu até a blusa, descendo o zíper até embaixo a fim de morder os peitos fartos.

A visão do sutiã de renda preto era apetitosa, mas ele logo empurrou o tecido para baixo a fim de pôr os mamilos rosados na boca e sugar com vontade.

Temari fazia um estrago com as unhas em sua nuca enquanto continuava a roçar os sexos de maneira desesperada.

- Vamos sair daqui gostosa. – Disse Shikamaru tentando retomar o mínimo da consciência e a loira assentiu, voltando para seu assento sem fechar a blusa.

Shikamaru deu a partida e os guiou até uma rua mais afastada e durante todo o percurso a loira não parava de massagear seu pau por cima da calça.

Eles encostaram e a loira tirou o cinto, passando para o banco detrás. Shikamaru a seguiu e a atacou novamente os peitos, retirando a blusa enquanto deixava marcas vermelhas na cintura da loira.

- Traz essa boquinha gostosa até o meu pau. – Disse ele sentando abaixando as calças e a cueca junto.

Temari ficou ajoelhada e em seguida abaixou, o abocanhando por inteiro, brincando com as bolas e apertando a parte interna das coxas vez ou outra.

- Isso Temari.. Puta merda! – Ele puxou os cabelos da loira. – Eu sabia que você era uma ótima putinha quando coloquei meus olhos em você.

Ela sorriu e continuou fazendo seu trabalho com maestria o deixando a ponto de gozar, mas se afastou bruscamente sentando ao seu lado, abaixando o próprio short que ficou no chão do carro.

- Seja um bom garoto e vem aqui me chupar também. – Ela afastou o tecido da calcinha e Shikamaru se aproximou já chupando tudo que via pela frente com vontade até encontrar o caminho do clitóris da loira e mordiscar, a penetrando com um dedo.

A loira se contorceu enquanto os dedos se movimentavam com maestria dentro de si. Shikamaru começou a chupar um dos peitos da loira enquanto continuava a penetrando com um dedo e massageando seu clitóris com o polegar.

Shikamaru levou a mão ao rosto da loira a segurando de maneira possessiva sem parar com as investidas.

- Olha pra mim enquanto goza. – Disse de maneira feroz. – Quero que lembre quem te fodeu com os dedos e te deixou toda mole.

Temari abriu a boca em um “Oh” se desmanchando nos dedos do moreno em seguida. Ela respirava com dificuldade quando se desfez do sutiã e sentou no colo de Shikamaru roçando os sexos com maestria.

Envolveu a boca em um beijo alucinado enquanto começava a subir, descer e rebolar no membro do Doutor com maestria.

- Isso, rebola gostoso.. Porra! – Ele xingava enquanto apertava a cintura de Temari com firmeza.

- Gosta assim, doutor Nara? – Ele abriu os olhos e viu o sorriso travesso na boca de Temari.

- Gosto demais Temari.... – Ele deu um tapa em sua nadega. – Rebola mais vadia, vai, rebola! – A loira gargalhou e começou a subir e descer com mais intensidade.

O carro balançava, os vidros estavam embaçados e os corpos começavam a suar. Shikamaru afastou Temari brevemente pegando uma camisinha a fazendo sentar novamente em seu pau com força, a auxiliando com as mãos pressionando a cintura.

Ele levou uma mão até o clitóris da loira, o massageando enquanto ela descia e subia com vontade, arranhando qualquer pedaço de pele disponível.

 Ele gemeu entre os seios da loira e ela afundou contra a curva do pescoço chegando ao orgasmo junto dele.

Respirando de maneira irregular, os dois se vestiram.

- Tudo bem, vamos para a minha casa ou para a sua? – Disse o Nara e Temari ergueu a sobrancelha direita.

- Como? – Ele sorriu.

- Ainda não terminamos querida, esse foi apenas o primeiro round.

~ ~

Shikamaru chuta ter tido de longe, a melhor noite de sexo de toda sua vida. As marcas dos arranhões, chupões e mordidas pelo corpo não deixavam dúvidas de que Temari havia passado a noite ali, mas ela foi embora antes de Shikamaru acordar.

Na segunda-feira Shikamaru foi ao bar com um sorriso de orelha a orelha e quando viu a loira chegar, toda imponente e montada no salto quinze, ele suspirou.

Aquela mulher merecia ser venerada.

Ela como de praxe cumprimentou algumas pessoas e seguiu ao bar. Os dedos de Shikamaru estavam cruzados sobre o balcão quando a loira se aproximou.

- Pra você?

- Por que foi embora sem falar comigo? – Ela revirou os olhos e se afastou, mas ele a segurou pelo braço. Temari o olhou de maneira furiosa se soltando do aperto.

- Por que foi apenas uma noite de sexo gostoso e casual? – Arqueou a sobrancelha. – Achei que depois daquilo não voltaria mais aqui. – Os olhos de Shikamaru se semicerraram.

- Então você achou que era só sexo. – Cruzou os braços.

- E não era? – O maxilar do Nara se contraiu.

- Me dá duas doses de tequila. – Ele murmurou e não olhou mais para a loira.

É, ele estava puto!

Tudo bem que foi um sexo ótimo e o Nara queria repetir a dose, mas o pouco que conversou com Temari antes de dormir aquela noite o interessou - e muito.

A garota tinha conteúdo, trabalhava de garçonete durante o dia e a noite como barman para ter um dinheiro extra.

Queria abrir um estúdio de tatuagem e futuramente viajar pelo mundo, um espirito livre que Shikamaru muito apreciou, mas agora ele tinha recebido um banho de agua fria.

Ela não ficou minimamente interessada? Em nada?

Lembra que naquela noite apenas ele fazia as perguntas.

É, quem sabe ele que levou a situação para o lado errado o tempo inteiro.

Logo viu duas doses de tequila em sua frente, sal e limão para acompanhar.

Nada disse para a loira e virou as doses sem qualquer tipo de protesto.

É, quem sabe ele estivesse um pouco mais decepcionado do que deveria.

Quando ela se aproximou para pegar os copos, ele a chamou.

- Temari?! – A loira girou nos próprios pés e o fitou.

- Pois não?!

- Precisamos conversar. – Nem Shikamaru estava acreditando naquilo.

- E essa conversa terá teor sexual?

- Por que você acha que todo homem só quer conversa se tiver um teor sexual envolvido na mesma?

- E não é assim que funciona?! – Disse ela cruzando os braços enquanto o Nara revirava os olhos.

- Não! – Disse ele em meio a um suspiro. – Que tal sairmos para jantar ou qualquer programa normal? – Temari riu com deboche.

- Desculpa doutor, eu trabalho até tarde.

- Você não está facilitando as coisas.

- Eu não disse que pretendia. – Ela estreitou os olhos. – Mais alguma coisa?

Shikamaru suspirou e não respondeu, apenas olhou para os copos vazios em sua frente.

- Duas doses.

~ ~

Os dedos de Shikamaru batucavam na mesa freneticamente aguardando a hora de ir embora. Logo o ultimo paciente do dia chegaria.

Tinha um mês que ele resistia ao impulso de ir atrás da tal loira no bar costumeiro e mesmo com as transas casuais que conseguia, ele não tirava a barman da cabeça.

Se perguntava que tipo de pacto aquela diaba havia feito quando a secretária anunciou que a paciente havia chegado.

Bufou frustrado consigo mesmo assumindo sua melhor postura profissional, mas ela caiu por terra quando a loira entrou em sua sala.

- Temari? – Perguntou ele analisando a moça de cima a baixo para ter certeza que não era uma miragem.

- Temari No Sabaku, doutor. – Ela sorriu de maneira meiga e sentou à sua frente, cruzando as pernas.

- O que faz aqui?

- Ora, ora... O que se faz em um consultório médico? – Pediu ela estalando a língua no final da frase. – Vim fazer uma consulta. – Shikamaru se recuperou da surpresa e assumiu sua postura exemplar novamente.

- E o que está sentindo? – Ela sorriu e trocou a perna que estava cruzando.

- Duvidas, doutor. – Shikamaru estreitou as sobrancelhas.

- Duvidas? Que tipo de dúvidas?

- Duvidas do tipo... Meus drinques não estavam mais o satisfazendo?

- Poderia ser mais clara senhorita No Sabaku?

- Tem um mês que não aparece no bar tomar suas doses. 

- E está sentindo minha falta? – Shikamaru sorriu de canto e Temari colocou os braços cruzados sobre a mesa, o olhando de maneira desafiadora.

- Talvez... – Disse ela toda enigmática.

- Se bem me lembro a última vez que estive lá você dispensou minha companhia.

- Não, eu dispensei sua pose de bom moço sendo que sabíamos onde iriamos terminar. – Shikamaru ergueu as mãos em rendição.

- Como me achou?

- Você não é difícil de se achar, ainda mais quando se tem um consultório com seu sobrenome estampado na placa.

- É, pelo jeito você sentiu minha falta.

- Ainda está de pé? – Perguntou ela corrigindo a postura.

- O que?

- O jantar, doutor. – Shikamaru sorriu. Ela estava arrependida?

- Só se você parar de me chamar de doutor. – Temari deu um sorriso de satisfação e levantou, arrumando a cinta-liga que usava propositalmente vasculhando a bolsa.

- Aqui está. – Estendeu um bilhete para o Nara. – Meu número de telefone para combinarmos. – Ela sorriu de maneira gentil. – Tenha uma boa noite, Shikamaru.

- Boa noite, senhorita.

~ ~

- Duas doses, por gentileza. – Disse Shikamaru sentando nos bancos mais elevados e ao seu lado, a loira sentou-se também.

- Oh! Isso é tão errado. – Comentou a loira com um sorriso.

- O que, amor?

- Deixar o Shikadai com a Ino, Sai e Inojin enquanto viemos beber em um quiosque nessa praia maravilhosa.... Não me parece muito certo. – Disse ela com um sorriso travesso e Shikamaru a puxou para perto.

- Se não parece certo senhora Nara, por que está sorrindo?

- Por que o certo nunca foi um gosto que apreciei. – Ela sorriu e afagou a bochecha do marido enquanto duas doses de “Sex On The Beach” eram colocadas no balcão.

Há quinze anos Temari No Sabaku havia se tornado Temari Nara e há doze Shikadai havia nascido.

Depois de Shikamaru não retornar ao bar por um mês, Temari começou a se sentir curiosa em relação ao médico. Ele havia desistido?

Bastou uma pesquisa rápida no Google para achar Shikamaru e marcar uma consulta.

Depois daquele dia as coisas não foram mais as mesmas.

Os encontros se tornaram frequentes e o que era para ser sexo casual se tornou namoro e dois anos depois casamento.

- Eu sabia... – Comentou Shikamaru em meio a um gole e outro no drinque.

- O que?

- O seu é melhor. – Disse ele sorrindo.

- Eu sei, eu sei... – Disse ela se gabando. – Mas eu te conheço, Shikamaru Nara. O que mais é?

- Bom, se me contassem anos atrás que a barman mais linda e sensual do mundo, dona do meu Happy Hour solitário se tornaria minha esposa e mãe do meu filho... Eu não acreditaria – Temari sorriu.

 - Se me contassem há dez anos atrás que eu me tornaria uma tatuadora que é também mãe de família e esposa de um dos médicos mais importantes do país, eu também não acreditaria.

- Se arrepende? – Pediu ele e ela lhe lançou um sorriso doce.

- Nenhum pouco.

- Ah! Eu sabia que eles estariam aqui! – Disse Ino se aproximando com as crianças e Sai.

- Golpe baixíssimo esse de vocês viu?! – Disse Sai.

- Shikadai você incomodou seus padrinhos? – Pediu Temari e Shikadai negou veemente.

- Não.. Foi apenas uma brincadeira na agua com o Inojin que acabou molhando a madrinha...

- Ora eu disse para... – Shikamaru a interrompeu.

- Tudo bem, relaxa Tema! – Disse Ino. – Só estragou o bronze que eu estava a horas correndo atrás...

- Madrinha! – Shikadai olhou para a loira completamente indignado.

- Parece que alguém vai dançar... – Disse Inojin com um sorrisinho malicioso.

- Tá bom, que tal a gente voltar para o hotel, tomar um banho e ir jantar a fim de esquecer toda essa confusão? – Disse Shikamaru e Temari revirou os olhos.

- Você é muito mole com ele Shikamaru Nara. – Ele sorriu e abraçou a esposa pela cintura.

- Problemática da minha vida, estamos de férias... Férias amor! Relaxa.

- Shikamaru Nara... – Disse ela semicerrando os olhos. – Nos acertamos quando voltarmos para casa.

- Mas que saco... – Murmurou Shikadai recebendo um olhar fuzilante da mãe.

- Então, vamos? – Disse Ino segurando a mão do marido.

- Vamos. – Respondeu Temari.

Shikadai e Inojin foram na frente dos pais enquanto os mais velhos conversavam sobre assuntos aleatórios.

Eles ficaram no Caribe por mais duas semanas e então retornaram das férias para a cidade.

Haviam passados três meses quando Shikamaru e Temari saíram juntos da clínica e de carro foram até o bar onde se conheceram, quando Temari ainda trabalhava como barman.

- Amor, de novo tonta? – Pediu Shikamaru amparando a esposa. As tonturas de Temari estavam sendo mais frequentes que o normal e aquilo estava preocupando o Nara.

- É só cansaço amor, não se preocupe. – Eles adentraram o bar e sentaram em uma mesa próxima ao palco.

- Temari, precisamos conversar. – Disse o Nara sério.

- Sim?! – O Nara retirou um envelope do bolso do casaco que usava.

- O que será para vocês senhores? – Uma garçonete apareceu pronta para anotar o pedido.

- Uma dose do de sempre para mim e um suco de laranja para ela. – A garçonete anotou o pedido e Temari o olhou indignada.

- Ei, espera ai! – Disse Temari e a garçonete parou. - Desde quando você decide o que irei tomar ou não?

- Então amor, você tem tido esses enjoos e tonturas, mas não queria fazer o exame de maneira nenhuma alegando cansaço. – Ele estendeu o envelope. – Portanto tomei a liberdade de fazer o exame sem você saber, apenas para testar uma possibilidade. – Temari abriu o envelope e olhou boquiaberta para os papeis. – Parabéns amor.

Temari olhava indignada para o papel com um POSITIVO bem grande estampado ali.

- Shikamaru... Nós vamos...?! Oh meu deus!

- Duas doses senhores? – A menina pediu com uma careta confusa esperando para anotar o pedido.

- Não, hoje será apenas uma. – Disse Temari abrindo um grande sorriso. – Hoje e nos próximos nove meses.  


Notas Finais


Bem, é isso pessoal <3
Ficou curtinha mas espero que tenham gostado!
Beijão e até a próxima!


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