História Duas Rotas - Um Amor (Charisk) - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~laxy_desirege

Postado
Categorias Undertale
Tags Charisk, Mafiatale, Undertale
Exibições 147
Palavras 5.404
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Colegial, Escolar, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!
Como prometido... Trouxemos o especial!!
DESCULPA! DESCULPA!! Desculpa pelo atraso! Mas meus pais me mandaram ir dormir antes que eu e a Laxy terminássemos esse Especial antes da meia noite do dia 24!
Ela até continuou o cap. Mas nós não tínhamos acabado ainda.
Laxy acabou indo dormir muito tarde também, mais do que eu, porque ela ficou continuando o Cap. Então ela acabou acordando muito tarde, e eu tava sem ideias para continuar o que ela escreveu. Quando ela acordou, eu tava terminando de corrigir os errinhos ortográficos bobos. Aí nós voltamos à ação! Nós demoramos também, porque queríamos fazer um cap. MUITO grande para vocês, para compensar meu atraso com a fic.
Terminamos hoje, às 01:58.
Demorou? Sim. Muito? MUITO!
Mas tá aqui.
Desculpa mesmo!
Espero que gostem!!
Boa leitura!!

Capítulo 4 - Especial de Natal 2016!! (Atrasado, mas ok)


NOTAS INICIAIS, PLEASE!!

 

Esse especial não vai interferir na história da fic. 

 

*P.O.V. Chara on*

Mais um feriado sozinho... Mais um Natal Chato! O engraçado é que, quando eu era criança eu gostava do Natal, até que no meu 8º Natal meus pais foram assassinados por bandidos, por isso que eu fugi para o Monte Ebott, eu queria me juntar aos meus pais, já que eu não tinha mais porque viver... Mas ai... Eu cai no Underground, onde a família Dremmur me acolheu. Foi nesse dia que eu conheci ela, a Frisk. Heh... Engraçado, eu não sentia nada por ela, até reencontra-la na escola. Mas ela não deve nem ligar para um cara como eu, afinal... Sou um Genocida sem piedade.

Depois de um tempo preso em meus pensamentos, fui me arrumar... Uma coisa que nunca fiz no Natal... Mas, por algum motivo, eu senti que hoje seria um Natal especial... Como se algo estivesse à minha espera nessa noite.

Coloquei então um terno preto com uma gravata verde, não liguei muito para meu cabelo então deixei ele bagunçado como sempre... Coloquei um tênis qualquer preto. E dei tchau pro Demon.

-Feliz natal garotão! Eu já volto.

Falei com um sorriso fraco em meu rosto, fechando a porta.

*P.O.V. Chara off* *P.O.V. Frisk on*

Finalmente é Natal!! É minha época favorita no ano! Afinal... Minha família toda tá aqui, até o Asi!

Eu estava preparando a ceia junto com a mamãe, o Papys, a Alphys e a Undyne; O papai, a Metta, o Asi e a Muffet estavam decorando a árvore e a lareira; Enquanto o Sans e o Grillby estavam cuidando da decoração externa da casa.

Eu estava terminando de preparar o pudim de chocolate caseiro, quando minha mãe fala:

Toriel: Minha criança, vá se arrumar para sairmos, nós acabamos aqui. –Ela me direciona um olhar gentil.

- Ok, mãe. –Assinto, retirando o avental e indo para o meu quarto.

Fechar a porta do meu quarto e vou até o banheiro.

Tomo um banho relaxante, me seco e vou até meu guarda-roupa.

Fico indecisa entre 5 vestidos. É, tá difícil! Kkk

Mas acabo escolhendo um vestido tomara-que-caia rosa escuro com uma faixa preta na cintura e coloco um saltinho preto básico.

Após me vestir, ligo meu secador, fazendo uma escova no meu cabelo. Passo uma maquiagem bem leve e desço as escadas.

 Ao chegar na sala, encontro apenas o Sans. Acho que os outros foram se arrumar também.

Sans: Heya Kiddo!

- Olá Sans! –Sans estava extremamente charmoso. Ele estava com um terno preto com uma gravata vermelha... Realmente uma gracinha.

Sans: Você está bonita Kiddo, esse vestido caiu muito bem em você. –Ele falava com aquela voz de sempre.

- Uhuhuhmm Obrigada! VocÊ também não está nada mal, para um preguiçoso. Ksks

Sans: Ei! Não posso te julgar, você tem razão. –Ele fala bagunçando meus cabelos.

- Para Sans! Você vai despentear meu cabelo! Kkk –Eu dizia entre risos.

Sans: Ops! Foi mal Pivete. –Ele diz calmamente.

Do nada, ouvimos um grito familiar.

Papyrus: SAAAAANS!! SEU PREGUIÇOSO! VENHA ME AJUDAR COM ESSA GRAVATA! QUERO ESTAR PERFEITO PARA A NOITE DE HOJE! –Falava Papys em alguns gritos de desespero.

Sans: Calma, Brô. O seu irmão preguiçoso vai lhe socorrer. –Ele falava em risos.

Papyrus: SAAAAAAAANSSSS!!! –O mais alto gritava por causa da piada do mais baixo.

Sans: Bom, Pivete... Vou ir socorrer o Papys, ele realmente não se dá muito bem com gravatas, entãoo... Até depois. –Falava o esqueleto, antes de se teleportar, sumindo de vista.

- Até!

Fiquei na sala esperando todos por alguns minutos demorados, mas nenhum sinal de alma viva, sem ser a minha...

-Tediooooo! –Dizia desanimada.

Eu ficava batendo meus pés no chão, em busca de alguma resposta. Então decidi ir para a janela, estava nevando! Uhul!

Aquela noite estava realmente linda do lado de fora da nossa casa... Então, aproveitei que ninguém havia aparecido ainda e corri para fora... Essa neve me lembrava muito Snowdin, onde conheci Sans, Papyrus, Monster Kid, entre outros.

Depois de um belo tempo observando os pequenos flocos brilhantes caírem na neve fofinha, decidi andar um pouco mais além, me afastando de casa, a mesma se encontrava mais iluminada do que antes.

Eu olhava para cima, o céu estava realmente cintilante, cheio de estrelas, constelações... Aquilo era realmente incrível... Me enchia de DETERMINAÇÃO!!

???: Caminhando sozinha em plena escuridão pequena... Mas que astucia, não?

Falava um vulto que estava atrás de algumas árvores e arbustos.

- Hum??? Que... –Fui interrompida pelo mesmo.

???- Quem? Heheh... Minha doce Frisk, ninguém mais e ninguém menos que seu pior pesadelo.

*P.O.V. Frisk off* *P.O.V. Chara on*

*Um Pouco Antes*

Eu estava andando pelas ruas. Avistando grandes iluminações natalinas e algumas casas luminosas. Várias pessoas sorrindo, vários pais dando presentes aos seus filhos amados, pessoas fazendo grandes refeições e orando pelo ano que tivemos... Isso realmente causava um desgosto enorme em mim, desde a época que meus pais morreram tudo ficou mais morto no meu jeito de ser e no espirito natalino... Mas eu ainda lembro como era bom fazer grandes comemorações com minha família.

*Flash Back on*

Era uma noite fria e escura, eu ficava na janela vendo os pequenos e brilhantes flocos de gelo que caiam sobre a macia neve no lado de fora de minha casa.

Mãe: Filho seu pai e o resto da família já chegaram! Venha dar feliz Natal para todos!

-Claro, mamãe!

Eu sai em disparada da janela até a porta para cumprimentar todos! Abri a porta e lá estavam eles, todos sorridentes e com suas roupas de frio. Era realmente muito engraçado, tinha alguns com botas gigantes, pompons em cima dos gorros em suas cabeças, cachecóis super compridos e coloridos... Pareciam a banda do Restart, todos muitos coloridos.

Pai: E ai meu campeão!

Falava papai me segurando em seus grandes braços, ele carregava umas sacolas imensas cheias de presentes, não esperava a hora de abrir todos eles, era realmente muito excitante rasgar todos aqueles papeis enfeitados para descobri a surpresa que se escondia dentro deles.

Mãe: Venham! Entrem todos!

Falava mamãe com seu tom de voz doce e sutil para todos os meus queridos parentes, puxei meu pai para dentro de casa o mais rápido possível para conseguir entregar o presente que eu tinha feito a ele, era um belo cartão com algumas pequenas palavras e grandes desenhos! Eu não era o “artista” perfeito, mas acho que ele iria entender uns rabiscos meus... Então puxei papai para perto da árvore de natal e lhe entreguei o grande e delicado cartão feito com todas a minha criatividade e amor.

Pai: O que é isso campeão?? Isso é pra mim?

Falava Papai surpreso e curioso em receber o meu cartão.

-Isso pai, é pra você! Sei que não é muita coisa, mas fiz com todo o amor e Determinação possível! Espero que goste... E FELIZ NATAL!

Pai: Obrigado, meu campeão!!

Papai estava realmente feliz, com um sorriso de um lado ao outro do rosto. Eu nunca tinha visto ele demostrar tanta felicidade! Papai me abraçou e me levou na altura de seu rosto, me abraçou novamente, falando bonitas palavras:

Pai: Você realmente tem um coração de ouro!

*P.O.V. Narrador(a) on*

O grande homem estava abraçando seu único filho com toda a felicidade que podia demonstrar e, lentamente, foi abrindo o pequeno e delicado cartão feito pelo filho que tanto amava e lendo as pequenas e graciosas palavras:

 

“Teus olhos, pai, que responsabilidade eles têm,

Que eles vejam as qualidades de teus filhos,

Por pequenas que sejam, para que as faças crescer,

Mas que não deixem de ver os defeitos e as falhas,

Porque pode ser teu o dever de corrigi-las...

 

Não te consideres, pai, sem defeitos,

Mas que isso não te desobrigues

Da perfeição de ensinares o que sabes certo.”

 

Algumas pequeninas gotículas de água chegavam a escorrer do rosto do maior, mas o mesmo fica surpreso pela forma em que seu filho demostrou o amor que sentia pelo maior e, mesmo tão pequeno, o menor era realmente um grande poeta, se dava bem com alguns diálogos e palavras.

O menino, em algumas palavras miúdas dizia:

“- Você é o melhor pai de todos!!”

O menino tinha uma relação muito forte com seu pai, pois tinha sido seu pai a ensina-lo tudo que ele havia aprendido naquele tempo perdido e o pai em algumas palavras miúdas também falou:

“Pai: You’re the best son a father could have, my Champion!

*Flash Back off*

Lembrando de seus momentos familiares, o menino já crescido deixava algumas lágrimas de tristeza e de ódio escaparem por seu rosto, mas logo as limpou com um jeito agressivo e logo uma grande ideia surgiu em sua mente, ele gostaria de visitar sua “amada” e ver se o Natal da menor seria feliz e pacífico, sem aquele esqueleto que gostava de piadas ruins.

Chara realmente odiava o esqueleto com aquelas piadas sem sentido algum e com trocadilhos com ossos, mas nem se importava, ele queria mesmo se sua “amada” estava bem e feliz.

*P.O.V. Narrador(a) off*

Bom agora o rumo é até a casa dos “Dremuar” Heheh! Vai ser engraçado revê-los, ainda mais Asriel, meu melhor amigo e, quem sabe, irritar aquele saco de ossos e pegar um pedaço de torta de caramelo e canela.

Peguei meu mustang preto e me dirigi até a dos “Dremuar” Heheh... Parei meu carro na subida da colina onde a casa deles se localizava, a casa era maior que a minha, uma verdadeira mansão... Também, tanta gente chata naquele local, tem que haver um espaço imenso.

Desci do meu carro, encarando a fria nevasca que estava por vir, meus pés já se cobriam de neve fria e molhada.

- ARG! COMO EU ODEIO O NATAL!

De meus pés abaixo já estava tudo meio molhado e húmido por causa da neve que me rodeava, aquilo era realmente irritante e desconfortável, mas tomei rumo e enfrentei a grande colina coberta de neve, chegando enfim, perto da casa dos Dremmur’s, aquilo realmente estava mais iluminado que nunca, estava bonito, mas nem tanto na minha opinião.

Eu estava andando calmamente, até que ouvi passos se aproximando. Notei que era a pequena Pacifista, então decidi que seria legal assusta-la um pouco e, com essa ideia em mente, me escondi entre os arbustos.

- Caminhando sozinha em plena escuridão pequena... Mas que astucia, não?

Ela parecia assustada. É, eu consegui. Hehe!

Frisk: Hum??? Que... –A interrompi.

- Quem? Heheh... Minha doce Frisk, ninguém mais e ninguém menos que seu pior pesadelo.

*Agora*

Após falar isso, eu saio de trás dos arbustos que eu estava e tapo os olhos da mesma, dizendo perto de seu ouvido:

-  Adivinha Quem é?

Ela se assusta um pouco, mas, ao ouvir minhas palavras, se acalma, entrando na minha brincadeira e dizendo:

Frisk: Não sei. Quem?

- Tenta adivinhar.

Frisk: Eu sei que é você, Chara! Seu bobão! Kkk

- Heh... Acertou –Falo destapando os olhos dela.

Frisk: O que você está fazendo aqui? Ainda mais sozinho na noite de Natal. –Ela diz, se virando para me encarar.

-Bom 1º Eu queria ver se você está bem, sem aquele comediante desgraçado; 2º Eu não estou sozinho, estou com você my Princess. -eu dizia beijando a mão da mesma.

Ela parecia até um enfeite de natal, de tão corada que estava.

Frisk: Heh... Estou bem, Chara! -A menina não sabia o que dizer à altura do campeonato.

- Linda noite não? Flocos de neve por todos os lados, preenchendo cada pontinha verde dos pinheiros.

Frisk: Sim, está uma linda noite.... –Ela dizia se concentrando nos olhos do maior que brilhavam como verdadeiras estrelas.

Tive uma grande ideia quando olhava para o céu estrelado, um plano que poderíamos chamar de PERFEITO.

Chara: Hey, Frisk. Você estaria ocupada agora? Queria te perguntar... Se nessa noite de Natal, você gostaria de sair comigo... Estou muito sozinho, não tenho ninguém para comemorar o Natal, faz realmente anos que não comemoro essa data tão... Horri-... quer dizer... Tão Especial.

*P.O.V. Chara off* *P.O.V. Narrador(a) on*

O coração da menor se partia em milhões de pedacinhos, com pena do maior, por ser tão sozinho e por quase não comemorar nada que se passava ao ano, ainda mais uma data tão especial como essa.

Frisk realmente queria sair com Chara, pois, como ainda estava solitária esperando seus amigos se arrumarem e aparecerem... Mas por outro motivo, Frisk sentia que seria errado dispensar a sua nova ''família'', para sair com Chara.

Ela realmente estava confusa e indecisa do que fazer naquela decisão, então depois de um tempo teve uma grande ideia.

Frisk: Chara, o que você acha de, ao em vês de nós sairmos... Você não participa da ceia e celebra o Natal conosco?

Chara: Hã... Bem que gostaria, mas acho que alguns não iriam me aceitar a mesa... E não sou mais de falar com ''eles'', só com você e Asriel, é claro.

Frisk pensava no que fazer na nova situação não resolvida que Chara havia prendido ela, como uma armadilha que não haveria como escapar.

Frisk: Bom... Não posso te obrigar a nada... Mas não posso abandona-los aqui e agora. –Falava a garota um pouco pensativa.

Chara: Vamos lá minha Princesa, prometo que será bem rápido! -Ele olhava para a janela- E acho que ninguém está te aguardando nesse momento, vamos lá, ninguém precisa saber! –Ele falava como se tivesse a maior razão do mundo.

Frisk: Promete que será rápido? Sério, não posso deixá-los.

*P.O.V. Narrador(a) off**P.O.V. Chara on*

Isso! Ela finalmente se rendeu à tentação. O plano está ocorrendo como planejado, agora é só leva-la para um lugar bem distante, para que, se alguém descobrir que a Frisk sumiu, não saber onde começar a procura-la. Heh... Hoje, minha Frisk irá descobrir o que é Amor de verdade!

-Prometo, my Princess.

*P.O.V. Chara off* *P.O.V. Narrador(a) on*

Frisk ainda não tinha muita segurança nas palavras de Chara, mas queria fazer o maior feliz comemorando o Natal com ela e logo cedeu ao pedido de Chara.

A menina balançou a cabeça afirmando estar aceitando o pedido do maior, que logo pegou na mão da mesma e foi guiando ela por uma trilha que se passava dentro de uma floresta obscura, mas que no Natal era a coisa mais bonita, Frisk nunca tinha visto algo tão bonito como aquele lugar e ficou admirada.

Os dois andavam na trilha com as mãos dadas. A neve cobria os pés dos mesmos, a garota já estava começando a ficar com frio e, ao perceber isso, Chara logo pegou a parte de cima de seu terno dando para a pequena garota que parecia que iria morrer de tanto frio.

Chara: Aqui, vista isso Princesa. –O maior cobria a menina com seu terno grande e preto, realmente não era o dos mais quentes, mas servia.

Frisk: Huh? Obrigada, mas você não irá sentir frio? - Falava a menina tremendo um pouco.

Chara: Que isso Princesa, não sou feito de ossos como o comediante, mas suporto bem o frio. –Dizia o maior bem confiante de si.

Frisk nada disse, só deu uma leve gargalhada para seu parceiro. Chara olhou curioso para sua “amada” e viu a beleza, junto ao jeito gentil da mesma e a retribuiu com um sorriso verdadeiro. Ele estava realmente feliz ao lado da menor, nunca tinha sentido tanta alegria em seu coração sombrio e triste.

Os dois se entreolharam e coraram em 50 tons de vermelho, então tentaram desviar os olhares um do outro, mas sem sucesso.

Depois de um tempo, Chara levou a garota para seu carro, o plano já não era o mesmo que havia planejado mais cedo, mas deixou isso de lado. O rapaz abriu a porta gentilmente para a garota entrar.

Chara: Princesas primeiro! –Falava o garoto com cavalheirismo.

Frisk: Chara... Para onde vamos? –Dizia a menina, que nem se lembrava mais do seu compromisso em casa.

Chara: Para um lugar especial... Onde ninguém poderá nos encontrar. –Disse o maior, fechando a porta ao seu lado.

Frisk nada disse, ficou calada o percurso inteiro. Chara não tinha mais nenhum pensamento em mente, só conseguia pensar na garota ao seu lado. Sem assunto algum, os dois ficavam quietos dentro do veículo, até chegarem ao seu destino:

Chara: Feche os olhos, Princesa.

A menina só afirmou com a cabeça e fechou os olhos. O maior a conduziu para um belíssimo gramado, que havia uma única árvore de cereja. Tudo estava coberto de neve, mas ainda era encantador. O gramado se localizava, nada mais, nada menos, do que no outro lado da cidade. Haviam alguns vagalumes cintilantes espalhados pelo grande campo.

Chara guiou a menina até a árvore, ainda de olhos fechados. A jovem não sabia por onde andava. Então o rapaz pediu para que a mesma abrisse os seus pequenos olhos dourados. A garota afirmou e abriu delicadamente os olhos, ficando, mais uma vez, encantada.

Chara: E aí... Gostou? –Perguntava o mesmo com um sorrisinho no rosto.

Frisk: Esse lugar é lindo! –A garota dizia, enquanto só observava os vagalumes voando todos cerelepes.

A mesma se sentou nas raízes da cerejeira. O rapaz se sentou junto com a garota e perguntou:

Chara: Frisk... Você acha que até a pior pessoa pode mudar para a melhor?

Frisk: Mas é claro que sim, todos têm um coração bom dentro de si, mesmo que não acreditem ter.

Chara: Hahahah! –O garoto caiu na gargalhada.

Frisk: ...Humm... Do que você está rindo?

O rapaz deita na grama, dando pequenas risadinhas. O mesmo bate na grama ao seu lado, pedindo para que Frisk se deitasse ali. A mesma só se deitou na grama, querendo saber o porquê de tantas risadas.

Chara: Heheh... Pra você parece tão fácil falar... Frisk, não é tão fácil mudar de uma hora para outra.

Frisk: Mas é claro que sim. É só você tentar, acreditar em si mesmo e no seu potencial in... –A menina foi interrompida pelo toque do grande relógio da cidade, demarcando meia-noite. Já era Natal, mas a garota mal se lembrava do que tinha para fazer, então só olhou para Chara e ouviu:

Chara: Feliz Natal, minha Princesa!

Um pequeno e delicado Visco crescia debaixo da grande árvore. Os dois estavam se aproximando a cada segundo, quase encostando um nos lábios do outro, mas se um OSSO não tivesse atravessado entre os dois, eles se beijariam.

Sans: CHARAAAA!!

Chara olhou para Sans, mas não só ele, como também viu: Undyne, Papyrus, Toriel, Asriel, entre outros dos amigos e familiares de Frisk.

O mesmo se levantou rapidamente e ficou na frente da menina.

Chara: Uou uou uou... Cuidado para onde aponta isso, saco de ossos. –Falava o rapaz em um tom grosso de voz, mas não tão grosso quanto o tom de voz do esqueleto.

Frisk, assustada e um pouco intimidada, ficou atrás do maior, mas foi interrompida pela áurea azul de Sans, que a puxou para traz do esqueleto.

*P.O.V. Narrador(a) off**P.O.V. Sans on*

*Mais Cedo*

Depois que eu e o Grillby terminamos de arrumar a parte externa da casa, fui para o meu quarto me preparar para as comemorações.

Tomei uma ducha morna, me sequei e coloquei um terno preto com uma gravata vermelha. Admito que não gosto muito desse tipo de roupa, mas é Natal, né. Calcei meus tênis pretos e fui para a sala, que estava vazia por sinal.

Me sentei no sofá e fiquei esperando os outros, até que escuto passos atrás de mim. Era a Frisk. Ela estava muito bonita.

Nós batemos um pequeno papo (AutoraFri: Não vou colocar esse papo aqui não, tá lá no início já.), mas eu tive que ir ajudar o Papys com a gravata dele. Ele nunca se deu bem com essas coisas. Heh... Esse é meu irmão.

Papyrus: SANS!! ME AJUDA COM ESSA GRAVATA!! –Dizia ele com aquele tom que ele sempre usa, porém, desesperado.

- Calma, brô! É bem simples. –Digo o ajudando com a gravata.

Papyrus: SIMPLES?! ISSO É MUITO COMPLICADO!!

- Quando se aprende, você acha simples. –Falo terminando de arrumar a gravata dele.

Papyrus: OBRIGADO, SANS!!

- Heh... Sem problemas, brô. Estarei lá em baixo se precisar. –Digo me teleportando para a sala novamente, mas não encontro a Kiddo.

Pensei que ela estava no quarto dela, então fiquei na sala esperando todos. Mas, quando todos desceram já arrumados, Frisk não estava junto com eles. Estranhei isso, afinal, ela não é muito de se atrasar.

- Tá todo mundo aqui, menos a Kiddo. Alguém sabe onde ela tá?

Toriel: Eu não a vi desde que terminamos de preparar a ceia.

Geral: Nem eu.

Aí que eu me dei conta, ela não estava em casa. Ela não é de fazer isso, esquecer de compromissos, então algo deve ter acontecido.

- Vamos procura-la lá fora, já que ela não está aqui.

Eles concordaram, então saímos e fomos procura-la.

Depois que um longo tempo, optamos pelo campo mais distante de onde estávamos, ele ficava do outro lado da cidade. E não é que meu palpite estava certo.

Quando chegamos, eu só vi a Frisk junto com o Chara. Eles tavam quase se beijando... ISSO NÃO!!!

Para impedi-los, eu lancei um OSSO no meio dos dois. O que deu certo, afinal.

Os dois olharam para nós e se levantaram. Chara ficou na frente da Kiddo, tentando impedir que alguém a puxasse, sendo que foi em vão, pois eu a puxei usando meus poderes, a deixando atrás de mim.

*Agora*

Frisk: Sans, por favor! Não machuque o Chara! –Falava a Kiddo puxando meu braço com um tom de medo, eu estava realmente destinado a matar o Chara.

- Desculpa, Pivete... Mas não vou deixar esse idiota estragar o nosso Natal! –Eu dizia já carregando um Blaster e preparando alguns ossos, Já atirando em Chara.

O garoto sorrateiramente escapou de meus ataques, ele estava totalmente desarmado.

Chara: Ei, saco de ossos! Você não acha isso meio injusto? Eu realmente não gostaria de brigar com você comediante, só gostaria de passar o meu Natal com a Frisk. –Falava com palavras de sinceridade.

- E você por acaso acha justo simplesmente sequestrar a Frisk em pleno Natal, para ela aproveitar com um assassino sem coração como VOCÊ?! Hahahah! Me poupe, Pivete! Eu deveria é te dar uma bela de uma lição! –Eu dizia, já preparando outros ataques.

Frisk: PARA SANS!! Primeiro, fui EU que decidi sair com o Chara, não é culpa dele. Acho que você não faz ideia do que é perder todo mundo e ficar sozinho, ser expulso de uma família! Ser tratado como “MONSTRO”! Ele não fez nada de errado e se quiser punir ele... Puna a mim... Pois fui eu que criei toda a confusão! –Ela dizia entrando na frente de Chara.

- Kiddo... Kiddo... Kiddo, por favor... Saia da frente!

Frisk: NÃO! Você quer matar alguém que não fez absolutamente NADA!! Eu não vou deixar você machucar o Chara!! –Ela dizia, Determinada o suficiente para proteger aquele idiota!

- Kiddo, sai da frente agora!!

Frisk: Eu não vou sair!!

Toriel: Sans, é melhor esquecer. Ela não vai sair. –Ela diz, colocando a mão no meu ombro.

-  Ghrr! –Mesmo querendo matar aquele cara a todo custo, cedi ao pedido de Toriel, fazendo meus ataques sumirem.

*P.O.V. Sans off* *P.O.V. Frisk on*

Suspirei aliviada por Sans ter desistido de matar o Chara. Mas quando eu voltar para casa ele vai ouvir uma bela de uma bronca minha!

Eu e Chara estávamos indo embora juntos, quando Sans segura minha mão e me puxa para longe do Chara.

Sans: Você não vai com ele! –Ele diz grosseiramente.

- Você não manda em mim, Sans! –Tento soltar meu braço, sem sucesso.

Sans: Desculpa, Kiddo... Mas é para o seu bem. Ele não é uma boa pessoa.

- Me solta! –Falo me debatendo.

Chara: Sans, não precisamos chegar a esse ponto! ...Olha Frisk... O Sans tem razão, acho que eu não seria uma boa pessoa para você... E acho que já estraguei o seu Natal e causei confusão de mais então... Vá, aproveite seu Natal quando pode. –Ele dizia, indo embora de cabeça baixa.

Sans: Que bom que concordamos!

Depois Chara foi andando tristemente para longe de mim. Fiquei com o coração partido. Ele era uma boa pessoa, ele só não acreditava em si mesmo e no seu potencial. Ele demostrou piedade, ele poupou Sans de uma luta, ele realmente não queria me chatear. Enquanto Sans nem ligou para o que eu sentia, apenas me forçou a ir com eles, quando eu queria estar com Chara.

Sans me arrastou para a limousine a força. Fiquei muito brava com ele. Fiquei calada durante todo o caminho para casa.

Chegando lá, eu apenas me dirigi para meu quarto, sem falar com ninguém. Minha mãe até me chamou para ceiar junto com eles, mas eu apenas disse que estava sem fome e subi as escadas.

Chegando no meu quarto, eu apenas tranquei a porta e me joguei na cama. Sem a minha permissão, lágrimas começaram a cair pelo meu rosto.

*P.O.V. Frisk off* *P.O.V. Toriel on*

Não acredito nisso! Tudo bem, o Sans queria proteger a Frisk, mas ele passou dos limites! Agora minha criança se prendeu no quarto chorando por culpa dele!!

Todos nós comemos em silêncio, afinal, ninguém tinha nada para falar depois do ocorrido.

Depois da ceia, eu preparei um prato para Frisk, indo até a porta do quarto da mesma, tentei abrir, mas estava trancado. Então bati na porta.

- Minha criança, abra, por favor! Você precisa se alimentar.

Frisk: Eu não estou com fome! Só quero ficar sozinha, por favor! –Ela dizia, pelo visto ela estava chorando. Isso me dá um aperto no coração, minha criança não merecia isso.

Eu apenas deixei o prato na cozinha e fui até o quarto de Sans. Onde o mesmo me atendeu.

Sans: Hey, Tori. O que foi?

- Você tem noção do que fez?! Minha criança está chorando agora por causa da sua rivalidade com o Chara! Você poderia ao menos deixa-la fazer o que ela queria!

Sans: Foi para o bem dela, Tori.

- O bem dela é ficar chorando porque você não suporta vela com o Chara?! Porque eu acho que você está errado, Sans!

Sans: O que você quer que eu faça?

- Quero que peça desculpas para ela! Ela não merecia que você fosse tão grosso!!

Sans: Ok, eu vou lá.

*P.O.V. Toriel off* *P.O.V. Frisk on*

Depois que ouvi minha mãe se afastar do meu quarto, decidi que, não importa o que aconteça, eu vou atrais do Chara! Ou seja, vou fugir. Dane-se o que os outros vão pensar! Eu já me desisti de muitas coisas por eles!

Me levantei e fui até o banheiro. Meus olhos estavam inchados e vermelhos de tanto chorar.

Liguei o chuveiro e me despi, tomei um banho mais ou menos rápido. Depois de me secar, fui até o guarda roupa e peguei um vestido vermelho básico, uma meia-calça preta e um par de botas cano longo também pretas. Me vesti, penteei e sequei meu cabelo, peguei um casaco vermelho e minha bolsa, com celular e dinheiro.

Espiei o corredor e, quando tive certeza que não tinha ninguém, fui até a cozinha. Peguei dois pedaços de torta de caramelo com canela, os colocando em um pote, e voltei para meu quarto.

Coloquei tudo na minha bolsa, pegando a mesma e indo, de fininho, até a porta de saída.

Tive bastante cuidado para não ser vista fugindo, pois se alguém me visse, iria me entregar, aí o Sans iria me prender de novo.

Fui andando até chegar na praça, onde ainda haviam lojas de presentes abertas. “Que sorte!” Pensei.

Entrei na loja de doces mais famosa da cidade, lá realmente tinha os melhores doces que eu já havia comido. Era uma das lojas da Muffet, uma grande amiga minha. Ela fazia, de fato, doces deliciosos, era de dar água na boca!

Infelizmente, hoje ela estava lá em casa, e não na loja, mas ela deixou suas primas cuidando da mesma, isso é bom, pelo menos, para não perder o comércio. Então rapidamente pedi os chocolates mais deliciosos da loja, eles também eram os mais caros! Mas, como as aranhas já me conheciam e era Natal, elas me deram um desconto, fazendo com que o chocolate saísse pelo preço de um comum.

Sai da loja as pressas, fui correndo muitos quarteirões e rodovias imensas de carros, quando me toquei que... EU NÃO SABIA ONDE FICAVA A CASA DO MULEKE!!!

Então tive a grande ideia de sair perguntando na rua onde era a casa dele ...Mas já passara de 00:00, não havia ninguém na rua. Mas encontrei uma doce e amigável velhinha, que, por algum motivo, sabia onde ele morava, então a agradeci, lhe desejando um Feliz Natal!!

*P.O.V. Frisk off* *P.O.V. Narrador(a) on*

Chegando na casa do mais velho, Frisk bateu na porta cautelosamente e ouviu um:

Chara: CAI FORA DAQUI!!

A menina persistente, bateu novamente na porta, até o mais velho atender.

Chara: O QUE VOCÊ QUE... –Ele foi interrompido pelo susto que ganhou, pois era aquela menina adorável e gentil que ele tanto amava.

Frisk: Feliz Natal! <3 –Falava a mesma calmamente, em um tom gentil de voz.

Chara: Fr-risk...? O-o que você f-faz aqui? –O garoto se encontrava desajeitado ao ver a menina que estava em sua porta.

Frisk: Não é óbvio? Vim passar o Natal com você!!

Chara: S-sério?

Frisk: Claro! –Falava a garota com um sorriso gentil- Não vai me deixar entrar?

-Clar-ro! –O garoto se retirou da frente, dando passagem a menina.

Frisk: UOU! –A mesma estava espantada pela casa do maior.

Por fora a casa parecia abandonada, sem cor, mau cuidada, horrível, mal assombrada. Mas por dentro era um reino de luz, havia uma arvore de Natal dentro da casa do mesmo. Tinha uma belíssima lareira com alguns portas retratos bem chiques, a casa se encontrava em ótimos estados, era quentinha, confortável, não havia nenhum lugar sujo se quer, estava tudo nos brincos! Frisk se espantara, pois a casa, do lado de fora, não era a casa que se encontrava dentro.

Chara: Heheh! Gostou, não foi?

Frisk: Eu pensei que você não comemorava o Natal. Mas parece que você me enganou! –Falava a menor tirando seu casaco e colocando-o em um cabideiro ao lado.

Chara: Você não estava enganada, Princesa. Eu realmente não comemoro o Natal, mas hoje senti algo especial dentro de mim, que me fez arrumar tudo isso!

Frisk: Heh... Sua casa é um gracinha! Ah... Já ia me esquecendo! Aqui! –Falava a jovem, estendendo as mãos para o maior, lhe dando o presente que havia comprado.

Chara: Huh? O que é isso? –Falava Chara, confuso olhando a caixa.

Frisk: Abra e descubra!

Aquela sensação excitante estava dominando Chara novamente, em abrir o presente de sua “amada”. Então, em apenas milésimos de segundos os papéis já estavam destroçados. O maior sentiu alguma coisa quente palpitando em seu coração. Olhando o presente, se entusiasmou era um caixa cheia de seus chocolates preferidos, mas como Frisk soubera que os chocolates que estavam na caixa eram seus preferidos? Talvez só uma intuição ou não, mas ele não se importou muito com essas perguntas, só estava feliz por ter a menor ao seu lado, comemorando o Natal.

Frisk: E ai gostou?

Chara: Adorei! Mas... Não precisava.

Frisk: Claro que precisava!

Chara: Não, não precisava porque você já é o melhor presente que alguém pode receber!

Frisk corou em 50 tons de vermelho novamente, e Chara só ria da cara da pequena garota.

Frisk: ... Hum obrigada? Heheh, mas você também é o melhor presente que alguém pode receber!

Chara: Heh... Isso também não... O melhor presente que você pode receber de mim é esse.

Chara selou seus lábios nos de Frisk, que se encontrava apaixonada, a mesma deu passagem ao beijo do mais alto, era um beijo doce e sutil, os lábios de Frisk, para Chara, eram doces como Mel.

Os dois ficaram se envolvendo mais selvagemente ao beijo, até Chara passar as mãos pelas pernas de Frisk e a levantar, levando a mesma para cama e já tirando seu vestido.

Chara ficava encima de Frisk e o mesmo selou novamente os seus lábios nos da menor, depois de um tempo Chara quebrou o beijo intensamente e sussurrou sedutoramente nos ouvidos da mesma.

Chara: Marry christmas, my Princess! –Ele diz já retirando sua blusa e distribuindo mordidas e chupões na sua amada.

FIM


Notas Finais




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