História Duelo ou Encontro? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Ana Paula Padrão, Pana, Paola Carosella
Visualizações 92
Palavras 1.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii gente.
Então desculpa mesmo pela demora, quem acompanha minha outra fic sabe que rolou bloqueio e como se isso não fosse o bastante acabei descobrindo que fazer adaptação é um pouco mais difícil do que pensei. Gostaria de agradecer imensamente a Monique, que além de ter uma das fics mais lindas que já li, me ajudou com várias idéias ❤
Bom é isso espero que gostem, boa leitura 😘

Capítulo 2 - A invasora


- Manda um beijo para a Rosângela, para o Henrique, para todo mundo. Desculpa mesmo. – Paola começa a fechar a porta.

- Espera Paola. - Ana segura à porta e olha dentro dos olhos da maior. - Eu sinto muito pelo que aconteceu com o seu restaurante. - Aquela frase atingiu Paola em cheio.

- Como você sabe disso? – Paola perguntou com tom de poucos amigos.

-Eu posso entrar?- Os olhos de Ana eram de suplica.

- Foi a Rosângela que te contou? Ela não tinha o direito de te contar isso. - A raiva e a confusão eram visíveis no rosto de Paola.

-Ah Paola... Eu precisava te conhecer, eu simplesmente não pude ir embora sem antes vir aqui.

- Bom eu não sei por que você veio isso é outra fase da minha vida ok? Já acabou, não tem nada a ver comigo agora...

- Mas tem a ver comigo Paola...

- Olha só a Rosângela não deveria ter te contado isso não é da conta de ninguém. - Paola nota a mágoa nos olhos da menor. - Desculpa... Olha só se hoje não fosse hoje e se eu não estivesse da maneira que eu estou agora eu juro que eu adoraria conversar com você sobre isso, mas eu não estou bem, desculpa mesmo. - A porta voltava a se fechar, mas Ana é mais rápida.

- Eu já ia me esquecendo, espera ai. – Ana surge com um vaso de flores e um sorriso no rosto. – São para você. - A expressão de Paola volta a ser de surpresa, porem disfarçada pela tristeza que ainda sentia.

- Obrigada. – Paola tenta forçar um meio sorriso. - São lindas.

-Dizem que nós carregamos flores dentro da alma, e que essas flores foram plantadas por nossos antepassados mais remotos num jardim de pedras. Depois, Paola, eles colhiam essas flores em noites de lua, ferviam um chá e tomavam. Eles acreditavam que o humor, a paixão, o sorriso... A forma da gente ver a vida são o espelho desse jardim que se traz da alma. – O sorriso de Ana aumentava conforme ela contava a lenda.

- A minha alma hoje Ana, parece um jardim de cactos.

- Os cactos são muito fortes! E a minha intuição feminina aposta num jardim de açucena. – O olhar de Ana passava compaixão pelo momento de Paola.

- Por quê?

- Porque ela representa a tristeza pela perda de um grande amor... Estou certa?

- Você tá certa. – Paola solta um suspiro e volta sua atenção à mulher a sua frente. – E a sua historia sobre as flores é linda.

Até hoje ninguém entende como Paola deixou que Ana entrasse em seu apartamento, mas tem coisas que realmente não se explica. Talvez, um golpe do destino, uma curiosidade mortal e um segundo de hesitação fizeram com que Paola se perdesse no redemoinho de sentimentos confusos, provocado pela presença de uma estranha, que parecia conhecer com intimidade a sua historia.

- A Rosângela falou que você era assim. – Paola falou assim que as duas se sentaram no sofá um de frente para outra.

- Assim como?

- Assim desprendida, cidadã do mundo.

Dizem que difícil não é falar a verdade, e sim falar a verdade inteira. Pois foi assim o inicio da conversa e meia hora depois a conversa ainda não tinha saído do inicio.

- Tá então você é casada?

- Sou o nome dele é Walter.

- E o que ele faz?

- Ele é economista de fundos de investimento brasileiros em Londres.

- Huum que chique. E o que você veio fazer aqui no Brasil?

- Visitar meus amigos.

- Nossos. -Paola a corrige.

- Nossos.

- Como é que eu nunca te encontrei?

 Sorrisos despretensiosos tomavam o rosto das mulheres sem que elas ao menos percebessem.

- E você está aqui há muito tempo?

- Eu me mudei há três anos quando meu noivo... ex-noivo se mudou para cá. – Paola se levanta e vai até a cozinha, volta acompanhada de duas taças de vinho.

- Não imaginava sua casa assim. – Ana diz enquanto pega a taça da mão da maior.

De repente o vento da noite num sopro penetrou pela janela da casa e o dialogo até então entrecortado por longas pausas de desconforto aos poucos foi ganhando outras cores e novos ares. E quase que imperceptivelmente, sem que combinassem, começaram uma e outra a sorrir das mesmas coisas e a desatar os laços e a desfazer-se dos sapatos.

- Nem de longe, porque não dá para imaginar que a posição de Marte vai influenciar no meu temperamento. – Paola afirmava jogada no sofá enquanto Ana estava em pé um pouco mais a sua frente.

- Marte não. – Ana é enfática. – Se você é escorpião com ascendente em escorpião quem influencia no seu temperamento é Plutão.

- Plutão? – A descrença de Paola era total. - Quer dizer então que eu sou regida, eu sou regida por Plutão?

- Sim senhora. – A pequena falava convencida de que aquilo fazia total sentido.

- Ah tá! – O riso denunciava o quanto ela achava graça naquilo.

- Quer que eu fale sobre você? – Ana estava disposta a provar.

- Pode ser. – Afirmava com a cabeça ainda com o riso presente ali.

- O escorpiano se resume numa pessoa muito sentimental, sensível, vingativa, emocional e que possui uma força incrível capaz de suportar qualquer coisa até mesmo invasões no seu aniversario. – Ana fala enquanto dramatizava cada uma das características arrancando um largo sorriso de Paola.

- Verdade.

- Tende para o materialismo...

- Isso não bate comigo não – Ela fecha a expressão.

- Tem certeza? – Ana instiga.

- Não. – Ela volta a rir sabia que a invasora estava certa.

- Tem opiniões ponderadas.

- Ah espera aí, quem é que não acha que tem opiniões ponderadas?- Para Paola aquela loucura estava cada vez maior.

- Os arianos, mas por enquanto eu estou falando dos escorpianos.

- Continua.

- É difícil fazer com que você se zangue, mas se eu te cutucar e insistir você pode ficar muito brava. – Ana leva as mãos à boca como quem estivesse aprontando algo e de fato ela estava. – Você tá brava?

- Estou um pouquinho.

- Nunca tire nada de um escorpiano...

- Isso é verdade. - Paola interrompe Ana que estava prestes a pegar seu celular.

- Posso te contar um segredo? – Ana pergunta voltando a se sentar e Paola só afirma com a cabeça. – Não acredito em astrologia.


Notas Finais


Pra quem nunca viu o filme pode estranhar algumas coisas mas calma que tudo vai se explicando com o passar da história ok? Me digam o que acharam e até o próximo 😘😘


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