História Duke Of Blood - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~jiminow

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Terror, Vhope
Exibições 68
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Na ponta dos pés



18 de Agosto de 1606

Quando chegou em casa, Jimin achou seu irmão cansado. Mais do que de costume. Jin estava sentado na escrivaninha lendo alguns papeis. Um óculos de leitura pendia sobre a ponta do nariz dando, ao Jin, um ar intelectual e bonito. Jimin não pôde evitar se perguntar se passava aquela sensação aos outros. Quem sabe quando tiver a idade de Jin, concluiu ele.
Jin não pareceu notar que Jimin estava alí, pois não parou para cumprimentá-lo. Apenas balbuciava palavras que Jimin não conseguia entender.

"floresta... palhaços... assassino... meticulosamente no mesmo sentido e na mesma direção."

Jimin imaginou a cabeça do irmão como uma pequena bateria de um relógio. Todas as engrenagens estavam girando naquele momento para o relógio funcionar, e ele não queria atrapalhá-lo.

"Não pode ser dois."  Jin pronunciou em alto e bom som o que fez Jimin se assustar. Nessa hora, a irmã menor entrou correndo junto à amiguinha, ao chegar da rua fazendo barulho.
Jin perdeu a cabeça devido a uma bobagem – Jisoo e a amiguinha Jihyo, brigavam por um brinquedo estragado – e empurrou todos pela porta dos fundos afora, inclusive Jimin.
Jimin sentiu-se tão estarrecido por estar do lado de fora que ficou parado na varanda por um segundo, fitando a porta incrédulo do acontecido. Jimin pensou e tentou bater à porta.

– Hyung! Me deixe entrar. Nem comi ainda.

O irmão simplesmente o ignorou. Jimin sabia que a partir daquele momento, Jin estava completamente concentrado em seu trabalho e não iria mais sair de perto daquela escrivaninha.

As crianças já estavam brincando no parquinho; a casa do novo vizinho Song Bon-hwa era um tipo de parquinho  infantil que ficava logo depois do quintal da casa de Jimin. Fazia um bom tempo desde que Jimin viu Bon-hwa pela última vez, mesmo assim o vizinho não parecia estar em casa, mas Jimin sabia que ele não iria reclamar se sua irmã e as amigas brincassem lá, pois, Bon-hwa adorava crianças e por isso havia criado vários tipos de "brinquedos" malucos, porém seguros. Em tardes ensolaradas, Jin sempre dizia que queria voltar a ser criança apenas para experimentar ir em um deles.

Jimin não sabia mais o que fazer, então foi até onde pôde ver Jisoo, sentada num pedaço de madeira sustentado por correntes – Song Dak-ho (filho de Bon-hwa) o chamava de balanço – e sentou-se junto dela. O friozinho pedia um agasalho. Jimin quis estar usando um.

– O que vocês vão fazer quando ficar frio demais pra brincar aqui fora? - ele perguntou a Jisoo.

– Não sei. - respondeu ela com a voz fininha. Jimin passou as mãos pelas correntes do balanço antes de Jisoo sair correndo para brincar junto as amigas.

– Park Jimin?... ei, Jimin hyung!

Jimin demorou notar que alguém o chamava. Quando virou para ver quem era, avistou Jeongguk indo em sua direção. Jimin abriu um sorriso.

– Sei que você não é tão alto, mas não pense que vai enganar alguém se passando por uma criança desse jeito.

– Engraçadinho.. - disse Jimin ao se levantar. – Só estou aqui porquê... bem, porque... Na verdade, a pergunta correta seria por que você está aqui, Jeon Jeongguk?

Jimin tentou mudar de assunto. Ele não queria contar que, praticamente, foi "expulso" de casa. Jeongguk ponderou sobre o que responder, e enfim disse:

– Eu vim te ver, não posso?

Jimin apertou os olhos por alguns segundos analisando o garoto que olhava para os lados como se estivesse esperando por alguém. Os olhos de Jimin se encontraram com os de Jeongguk por um breve momento.

– Você está escondendo alguma coisa - afirmou Jimin. – Está inquieto.

– O quê?

– Quando eu era menor, Jin Hyung me ensinou a ler a linguagem corporal das pessoas, para sabermos quando alguém está mentindo ou escondendo algo de nós - diz Jimin, cutucando Jeongguk com o cotovelo. 

– Ah. - Jeongguk coça a nuca. – Bem...

– Viu, você está se entregando de novo! - diz Jimin, apontando para mão do outro.

– Certo, certo... você venceu! - disse Jeongguk levantando as mãos como mostrasse que foi derrotado.

– Então você veio me desafiar para um combate mano a mano? Saiba que sou mestre Kung Fu.

– Jimin, você não tem graça - disse Jeongguk sério. Jimin fez uma cara triste desmonstrando que estava magoado. E então, do nada, Jeon Jeongguk riu. Explodiu de dentro dele num arquejar, como se tivesse sido totalmente inesperado.

— Pelo amor de Deus. - Jeongguk balançou a cabeça e enfiou a mão dentro do casaco tirando um livro de dentro da roupa.
O rosto de Jimin se iluminou; estava tão pálido, tão luminoso sob a luz do dia, que iluminar não foi somente força de expressão para Jimin.

– Já leu? - Jeongguk perguntou mostrando a capa do livro. Era romance. Jimin adorava romance.
Jimin balançou a cabeça negativamente.

– Tem menos de 100 páginas, então vim aqui porque pensei que... bem, a gente podia... ler junto.

Jimin olhou para sua casa, depois desceu com pressa os degraus onde ficava os balanços. Jeongguk o seguiu, descendo, cruzaram o caminho de cascalho, até o pátio de uma casa abandonada bem afastada do vilarejo. Havia uma grande placa acima da porta, mas Jimin nunca conseguiu ler o que estava escrito. Jeongguk se sentou no primeiro degrau, e Jimin se acomodou ao lado dele cruzando os braços na frente do corpo para se esconder do frio.

– Está com frio, hyung?

– Nada que não posso suportar. - respondeu Jimin, mas antes que ele terminasse, Jeongguk já havia tirado seu casaco e estava entregando-o para Jimin.

– Pode usar. Não estou com frio. - afirmou Jeongguk. Jimin queria lhe dizer que não precisava fazer aquilo, que ele poderia aguentar o frio, mas não pôde recusar algo vindo de Jeongguk. Quando Jimin vestiu o casaco ele ainda estava quentinho com o calor do corpo de Jeongguk. E a sensação de sentir-se esquentado por àquilo era bom. Era a melhor coisa do mundo.

– Obrigado. - disse Jimin e Jeongguk sorriu.

Quando estavam um pouco mais da metade do livro, notaram que já era noite. As horas se passaram tão rápido que nem ao menos perceberam. Jimin estava inquieto porque era tão estranho e fazia tempo que os dois não ficavam sozinhos juntos, sem que Min Yoongi estivesse por perto.

Quando chegaram à última página, tudo o que Jimin mais queria era ficar ali conversando sobre a história. (Tudo o que ele queria era ficar sentado conversando com Jeon.) Jeongguk olhou para o céu escuro.

– Daqui a pouco tenho que ir - disse Jeongguk. – Minha mãe não gosta que eu fique fora até tarde.

– Ah - Jimin falou. – Tá bom. Acho que eu também tenho.

Os dois continuaram sentados nos degraus da casa abandonada e um silêncio carregado se formou entre eles.

– Hyung? - Jeongguk chamou quebrando o silêncio.

– Sim?

– Está ouvindo?

– O que? - Jimin aguçou o ouvido para tentar escutar. Alguns segundos se passaram, e então ele conseguiu ouvir a aguda melodia de sirenes abafada pelo leve tilintar do vento soprando contra as folhas de uma árvore.

***

Quando Jimin estava voltando para casa, ainda com Jeongguk ao lado, descobriu de onde vinha os sons de sirenes, ao notar que vários policiais estavam na casa de Song Bon-hwa. Ele correu imaginando se algo havia acontecido com Jisoo. Jeongguk o seguiu. Mas, quando Jimin chegou em casa, Jin apenas ordenou que ele e Jeongguk fossem para o quarto e disse que Jisoo já estava dormindo. Jimin queria entender o que estava acontecendo. Queria saber o por que dos policiais estar na casa dos Songs e porque haviam peritos e policiais em sua casa também, mas não queria contrariar uma ordem vinda do irmão. Então, apenas fingiu entrar em um dos quartos, e se agachou atrás da escada, puxando Jeongguk consigo. Os ouvidos de ambos estavam atentos à conversa.

— Uma semana? - perguntou Jin. — E duas pessoas? É isso que se chama de investigação de assassinato?

Com desaprovação, ele olhou ao redor para os outros quatro amontoados na sua sala apertada: Dahyun e Jinyoung, da perícia técnica. Namjoon e Kyungsoo do grupo de investigação, estavam lá tentando encontrar informações e pistas coerentes.

— Foram os dados que me deram - explicou Kim Namjoon, inclinando-se para trás em sua cadeira. — E isso não é um caso de assassinato. Por enquanto.

— Song Bon-hwa e Song Dak-ho; pai e filho, moradores da Zona Norte que sempre caminham próximo à floresta onde vários casos de assassinatos foram encontrados, certo dia, no final do inverno, desaparecem do nada e você me diz que não é um assassinato? - perguntou Kim Jinyoung, com resquícios do dialeto de Jinhae-gu*.

— O que é, então? - perguntou Yoon Dahyun.

— Um caso de desaparecimento -respondeu Namjoon. — Mas que guarda certa semelhança com outros casos recentes.

— Tem mais uma coisa - disse Jin, estendendo a mão para pegar algo junto ao relatório que fizera pouco tempo atrás, em meio a outras pilhas de papeis em sua mesa de escrivaninha.

— Esta carta apareceu na caixa de correio na casa das vítimas. Não se sabe quando foi depositada, mas o destinatário é exatamente Song Bon-hwa, ou melhor, os Songs. Está sem remetente, mas contém carimbo Real de Gyeonggi.

Antes que Namjoon pudesse pedir, Yoon Dahyun já havia tomado a carta das mão de Jin, e leu-a em voz alta.

"Em breve o Palhaço seu destino mostrará 
E na floresta ao Duque o levará.
Não adianta correr ou tentar se esconder.
Por que o Duque acabará matando você."

— Poético - murmurou Namjoon.

— O que vem a ser o Duque? - perguntou Kyungsoo.

O zumbido monótono do vento batendo a Janela foi a resposta.

— Na carta, contém "floresta" então, com certeza, é a mesma pessoa responsável pelos assassinatos passados. O que faz disso ser um tipo de ameaça. Claramente é um assassino em série. - comentou Jin. — Já "Duque" não sei ao que se refere.

— Talvez é a forma como ele quer ser chamado. - Sugeriu Jinyoung.

— Obviamente é alguém que precisa ter a cabeça examinada. - acrescentou Namjoon.

— Ou alguém que quer  ter a cabeça estudada. - completou Jin.

— Não podemos descartar que pode ser uma brincadeira. - disse Kyungsoo.

— Ou algum tipo de plano. - acrescentou Jinyoung.

— Um plano. - Jin repetiu batendo a mão na testa. — Mas é claro... Um plano! Por que não pensei nisso antes? - se perguntou Jin pegando alguns papeis.

— O quê está querendo dizer, Jin? - Namjoon fez a pergunta que todos queriam fazer.

— Quem fez a denúncia de que Bon-hwa e o filho estavam desaparecidos? - perguntou Jin.

— Recebemos uma carta anônima dizendo que os dois estariam desaparecidos. - contou Kyungsoo. — Então decidimos investigar.

— Como essa pessoa tinha certeza de que, não apenas Bon-hwa estava desaparecido, mas também o filho? - Jin os perguntou.

Namjoon focou os olhos de Jin por um instante, tentando seguir o raciocínio,  então ele entendeu. Eles estavam pensado a mesma coisa.

— Kyungsoo, chame o resto da equipe. Vamos para a floresta agora mesmo. - ordenou Namjoon.

Mas, o que eles vão fazer na floresta?  Não seria perigoso?  Se perguntava Jimin. Jeongguk estava quieto ao seu lado. Jimin estava nervoso. Seus pensamentos estavam a mil por hora, mas ele não ousou sair de trás daquela escada.

+++

— Aquilo é um... pedaço humano? - perguntou Namjoon estreitando os olhos para ver melhor através das folhas na floresta. Estava escuro, por isso eles mantinham vários lampiões* acesos.

— Parece com um... ai meu Deus, é um maxilar. - gritou Dahyun.

— Eu não acredito que essa merda está acontecendo. - Namjoon se queixou expressando toda sua raiva.

— Na verdade são dois. E se eu fosse vocês, viria até aqui. - chamou Jinyoung do outro lado, no início da estrada de cascalho.

— Que droga é essa? - perguntou Kyungsoo.

Quando Jin se aproximou dos outros, um caminho de sangue se fazia por meio da floresta. Começando no início da estrada, — onde se encontrava um pedaço de um maxilar humano completamente ensanguentado e nojento — e se adentrava para a parte mais densa da floresta. Todos olhavam para aquilo paralisados, sem saber o que fazer.

— Fomos enganados? - perguntou Namjoon perplexo.

— Completamente, e definitivamente enganados. - terminou Jin sem tirar os olhos daquilo.

— Temos que seguir essa mancha de sangue e ver até onde vai dar. - disse Namjoon.

— E se for uma armadilha? - questionou Kyungsoo.

— Não é. - começou Jin. — A armadilha já foi feita: enquanto nós tentávamos encontrar pistas na casa dos Songs, o assassino estava aqui, despreocupado, mantando os dois. A carta, provavelmente, foi deixada por ele e a denúncia também. Ele está jogando com a gente. Chegou a hora de jogarmos também.

+++


Notas Finais


*Jinhae-gu: é um distrito da cidade de Changwon, Coreia do Sul.
*Lampião: é um objeto destinado à iluminação, constituindo-se geralmente de uma armação de metal para proteger a fonte de luz, que pode ser uma vela, uma chama abastecida por combustível ou mesmo vagalumes, como era costume na antiga China.

Esperamos que tenham gostado! Voltaremos em breve!


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