História Dumb and Dumber - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanyeol, Kai, Texting
Visualizações 16
Palavras 2.625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu disse que eu voltaria !!
me avisem qualquer coisa, falem se estão gostando ou não ... ceis que escolhe.

Capítulo 19 - Uma breve história


- Não acredito que estamos no final da primeira metade do ano – soltei ao ar

- Meu senhor rainha, era só dizer que estamos quase nas férias do meio de ano – falou Baekhyun

- Fica comprido do mesmo jeito – ele me atacou uma almofada – retardado – o xinguei dando uma leve risada.

Estávamos fazendo o trabalho de filosofia. Ele em seu computador, e eu no meu, ambos largados no chão da sala, estávamos pelo menos há umas três horas ali, e o trabalho estava quase pronto.

- Você parece triste – comentou ele.

Aquilo era verdade, desde a escola eu estava bem feia, meus olhos estavam sem foco e eu me sentia pesada. Claro que eu agradecia ao Yeol por isso, droga eu me sentia horrível por estar horrível por causa dele.

- Você também – respondi. Ele estava mais pálido do que o normal, mais focado do que o normal, era como se algo o incomodasse – o que está pensando?

- Que eu queria te colocar em um potinho ali – ele apontou para a estante, eu ri e então joguei a almofada nele

- Que o senhor me livre disso – respondi- imagine que merda ver você fudendo com alguém nesse sofá…

- Não é como se você nunca tivesse feito – ele me encarou ainda rindo – ah é você ainda é virgem – ele disse para si mesmo

- Isso é um problema? – O questionei, não de modo brava, mas apenas curiosa sobre sua opinião

- Não, cada um tem sua escolha – respondeu de modo alheio

- Odeio meus pais por me disserem que eu não sei de nada – soltei ao ar. Aquilo era uma coisa que estava na minha cabeça desde terça, eles me tratavam como idiota e eu estava cansada disso- quero dizer – me deitei no chão – eu to um combo de estresse, eu não sei você, mas parece que esse ano as coisas não funcionam como deveriam funcionar.

- Que tal nós bebermos um pouco? – Questionou ele me encarando

- Não enquanto não terminarmos isso daqui – respondi me arrumando novamente. Eu não sabia ele, mas eu já estava na conclusão do meu texto.

- Eu já terminei – respondeu fechando o notebook e então se levantando para seguir para a cozinha. Ele voltou com duas garrafas de cerveja e então me entregou uma – odeio meu pai por não entender minha opção sexual.

- como ele reage com você sendo bi? – Perguntei salvando o documento.

- Ele gosta quando eu entro com uma garota, serio ele fica todo orgulhoso, aí quando entra um garoto ...

- O que será que passa na cabeça desses pais? – Dei um gole na bebida – tipo eles têm orgulho do filho dele tirar virgindades e tals, mas e se fosse a filha deles? Tipo isso não faz porra nenhuma de sentindo – eu falei com indignação

            - São pais, eles se esqueceram da juventude deles, eu não sei o que um pai tem em mente, eu falo serio – respondeu focado no chão - posso fazer uma pergunta? - Me encarou

- Claro – respondi dando um gole na bebida.

- Por que não sai com a gente? Tipo, eu gostaria de ter uma mentalidade feminina e brasileira nos momentos dessa minha juventude – comentou sorrindo.

- Vocês não me chamam – respondi sinceramente e ele me olhou incrédulo – eu to sendo honesta, se vocês me chamarem eu saio na hora, serio eu to mais desocupada que estrela do mar.

- Que comparação merda – ele terminou sua bebida – que tal fazermos algo só nós dois?

- Eu aceito com todo meu coração – respondi terminando minha bebida também. Ele se levantou e eu o segui.

Acredito que eu não estava nem um pouco preparada para sair, eu usava shorts, camiseta branca grande, e chinelo. Eu me vesti para fazer trabalho, e não para sair, entretanto acredito que minha camiseta combinava muito com a bebida, pois nela estava escrito “for the sake of future days”, tudo a ver.

Fomos até uma loja de conveniência que ficava três quadras dali, andávamos de mãos dadas como namorados, eu não me sentia desconfortável, acredito que se houvesse alguém que eu não me sentiria desconfortável de ficar daquele jeito era Baekhyun, ele era um dos poucos que me passava calma, e hoje eu precisava aquilo.

Entramos no estabelecimento e nos separamos, ele foi pegar um whisky enquanto eu fui para os salgadinhos. Em verdade eu amava a Coreia por ter salgadinhos putamente grandes, aquilo era um sonho de todo ansioso. Byun veio na prateleira oposta da minha e começou a falar enquanto escolhia chocolate.

- Deveria se vestir mais assim – comentou – você está sexy de um jeito muito único

- to não – respondi sentindo minhas bochechas corarem – eu te considero 100% Bacon, não fique flertando assim comigo – ele soltou uma risada nasal

- Não estou flertando, eu estou comentando – respondeu com sinceridade – é o seu sutiã – eu o encarei – camiseta branca, sutiã preto, isso causa curiosidade por isso é sexy, porque você está largada, mas ainda sim misteriosa, sutiã tem essa habilidade.

- Serio que reparou nisso? – Perguntei – agora me senti envergonhada – Ele seguiu em direção a um objeto que tinha óculos estranhos e pegou um de coração rosa e então eu o encarei

- Eu sei de peitos, e sutiãs geralmente estão acompanhados deles – soltei uma alta risada pela sua posição com os óculos, o atendente nos observava e até ele tinha um pequeno riso nos lábios. Apenas ele para quebrar o clima de forma tão fácil, mas acho que os óculos o ajudaram bastante.

                - Fica parado aí – Respondi e então peguei meu celular e tirei uma foto – que deus abençoe a sua fabulosidade.

                ...

Estávamos novamente na rua, com as sacolas em mãos, meu braço direito enganchado no seu esquerdo. Apenas para tudo ficar melhor do que poderia ele realmente comprou aqueles lindos óculos. Claro que as pessoas nos olhavam, mas aquilo fazia parte de ser amiga do Baek.


- Vamos lá Bacon, o que está te incomodando? - Insisti mais uma vez

- Quero desistir de jogar - respondeu calmamente - mas todos acham que eu sou muito bom e por isso deveria continuar.

- O que quer fazer então?

- Advocacia - respondeu sorrindo

- Nossa acabei de imaginar você de terno esperando acabar o turno para então pegar a secretaria - comentei e ele riu, ele parou na rua e riu ainda mais.

- Ahh, depois eu que tenho mente poluída. - Falou ainda rindo.

- Eu sempre fui -  comecei a andar de costas - so nao fico falando sobre isso o tempo todo.

- Pare de andar assim senão você vai acabar caindo - alertou ele e então eu virei, vai que a praga funciona ....

- Vamos encher a cara ate cair lalalala - comecei a cantar enquanto pulava, eu nao queria ficar séria, nao queria deixar os pensamentos me invadirem.

...

 A garrafa aberta e quase no final. Ambos deitados na cama de seu quarto para que quando seu pai chegasse ele não nos incomodasse. Ele estava com os pés virados para a cabeceira enquanto eu estava deitada do modo" normal”.

As piadas variavam, minhas bochechas doíam de tanto rir, ambos faziam piadas dos mais variados tipos, ambos tentavam fazer bosta para não ascender pensamentos sérios, mas aquilo era difícil.

- Rainha - me chamou - vai mesmo tentar namorar o Jongin? Tipo talvez tudo isso seja coisa do Satansoo...

- Eu quero tentar ter alguém - respondi o encarando.

- Por que ele? Por que nenhum outro?

- Tipo quem? Jackson? – Perguntei. Jackson era muito lindo, eu tinha que ser honesta, e se eu pudesse... se eu tivesse coragem, eu tentaria algo.

- Eu não sei – ele soltou um longo suspiro -  Eliza.

- Hm?

- Eu dei a ideia do anonimato – o encarei perplexa. Aquilo não era difícil de acreditar, mas era complicado de relacionar. Ele tinha a minha resposta na ponta dos dedos e fazia como se isso não existisse. – Hoje eu me arrependo disso

- Quem é ele Bacon? – O encarei desesperada, ele me olhou com tristeza. Byun realmente estava cansado.

- Como você ainda não percebeu? – Ele indagou e soltou um suspiro – achei que Klaus estava brincando quando disse que você era lerda para essas coisas – ali novamente levei uma facada de Klaus, ele estava contando coisas sobre mim para todo mundo?

- Klaus está falando de mim para todo mundo? – Perguntei com a visão já turvada por conta da água – Byun ele está falando de mim para todo mundo? Que tipo de irmão é esse? – Elas começaram a cair lentamente e então minha respiração começou a falhar dando a lugar aos pequenos soluços. Ele saiu do quarto e me deixou sozinha, coloquei minhas mãos sobre meus olhos e desejei não me sentir tão sensível. Depois de alguns instantes ele voltou com a outra garrafa de vodca que havíamos comprado, mas em sua outra mão havia conhaque, eu o encarei – Se tinha conhaque por que comprou vodca?

- Essa amiguinha aqui – ele apontou para o conhaque – é o bebe do meu pai, mas como ele parou de beber há um tempo ela estava no fundo do armário e eu esqueci dela.... – Ele levantou as duas – mas isso não importa, vamo misturar essas merda aqui e esquecer um pouco das coisas, vai ser melhor para eu te explicar as coisas que estão acontecendo – assenti com a cabeça e me sentei na cama, ele misturou as duas e me deu um copo normal preenchido mais que a metade. Peguei aquilo e tomei metade em um gole – vai com calma aí! – Brigou ele me olhando feio- a gente só tem isso menina, quando for realmente uma festa você manda a ver – eu soltei uma gargalhada.

- Desculpa por ser tão menininha – comentei enquanto ele se sentava do meu lado, ele tinha um olhar tão preocupado que eu resolvi lhe dar um abraço de lado e ele soltou um riso nasal.

- Você é mais fraca emocionalmente do que parece – sai do abraço e fiquei olhando para minhas pernas – quem lhe ensinou a parecer forte?

- Minha mãe, minhas tias, meio que todas as mulheres por parte de mãe – respondi me lembrando de todos os casamentos sofridos que elas tinham, de seus maridos mesquinhos, da falta de amor, tudo aquilo as faziam focar no trabalho e esquecer que tinham sentimentos.

- Posso começar?

- Não é esse o clímax desse dia?

- Acho que é – ele tomou um gole assim como eu e soltou um suspiro – Tudo começou numa noite como essa – eu soltei um riso. Aquilo me lembrava um conto, ele me encarou e riu também e fez como um sinal de negação com a cabeça – era uma festa para a galera antiga do colégio, mas as aulas já tinham começado. A festa tinha muita bebida e assim as ideias, as pegações e os jogos sem sentidos começaram. Um desses meus amigos veio até mim enquanto estávamos naquele momento em que “fazemos tudo o que temos para fazer, agora é só deitar na grama e olhar para o céu”. Ele disse que tinha te achado bonita, mas que seria difícil de chegar em você por causa do Klaus, já que ele te rodeava como um urubu – tomei o ultimo gole e me deitei na cama – Então eu disse que seria legal se ele te enviasse uma mensagem anônima, assim caso ele fosse rude e te magoasse não teria como Klaus bater nele, ai começou o problema, se passou uma, duas, quatro semanas e nós fizemos aquele grupo com você e ele viu que você não se importava em ser charmosa perto da gente, assim como a Rose faz. Você queria nos ajudar na matéria e nada mais. Todo mundo ali, a partir do momento em que começamos a conversar com você, descobrimos que por mais que você entendesse as piadas poluídas, não era em si poluída, você era pervertida e fofa. Eu gostei disso, eu queria que você permanecesse com o olhar brilhando e poluindo as coisas, eu queria te colocar em um potinho. Aí eu pedi para esse cara para que se ele fosse ainda tentar algo com você, que ele não lhe corrompesse, sabe Eliza, todos nós que fazemos parte do time de jogadores, todos nós temos essa fama de pegadores, bêbados e zueiros, e quem anda com a gente pega ódio gratuito, e eu não queria que ele te passasse a fama de puta por causa que você sei lá, só beijou ele. A Rose é chamada de puta porque a gente começou a andar com ela no primeiro ano, e ela pegou nossas manias.... Eu não queria te ver sendo taxada de puta, por isso pedi para que ele falasse com você no anonimato, porque se houvesse um amor ali, seria mais verdadeiro e talvez isso não acontecesse com você....

- Isso é tão fofo – comentei o encarando. Baek tinha agido como um bom amigo, mesmo não me conhecendo ele tentou me proteger. Aquilo era mais que eu podia pensar.

- Eu tô bêbado, então essa fala está saindo com muito sentimentalismo – falou ele rindo – serio eu pensei mil vezes antes de te dizer isso, mas a bebida impulsionou num nível poético – soltei uma alta risada – agora eu vou continuar – ele encheu seu copo e tomou um pouquinho mais – agora quero Shakespeare em! – Ordenou ao copo e eu ria com aquilo – ok, bem eu falei com o Klaus no segundo mês, e eu o contei o quanto eu me preocupava com você, já que essa escola tem mania de converter até monges. Ele também se preocupava e por isso nos tornamos seus anjos da guarda, ele me dizia como as coisas estavam indo e eu bloqueava os meninos de chegarem em você, inclusive eu pedi para que ele não te levasse na festa, porque se isso fosse feito o Jackson teria agarrado você a força. Klaus não saiu contando tudo sobre você para todo mundo, ele contou isso para mim, mas quando ele começou a namorar com a Kyung ele se sentou na mesa conosco e pediu para que cuidássemos de você. Ao contrário de mim, que apoio o seu anônimo, ele apoia Jongin e a pessoa mais próxima dele é o Do e por isso ele pediu para que o mesmo fizesse o papel de cupido, eu honestamente não sei o que os dois falaram, mas eu sei o que Kyungsoo está fazendo. Eu não sei o que você pretende fazer, mas saiba que eu vou fazer tudo o que eu puder para ter aqueles olhos brilhantes de volta.

- Você é o melhor ser que apareceu na minha vida – respondi o abraçando, e algumas lagrimas começaram a sair – obrigada por me fazer sentir protegida – respondi aos soluços.

Se sentir amada, protegida eram coisas essenciais para qualquer humano, por mais que você está em vícios, em depressão, o amor que alguém tem por você pode te mudar. Naquele instante eu não me importava mais com Chanyeol, porque eu sabia que eu tinha Baekhyun na minha vida, eu me sentia bem com aquela revelação, e eu não me importava com a ideia do anonimato, não quando eu descobri o sentido dele, não quando o que meu Oppa havia dito fora complementado, agora eu não brigaria mais com ele por causa daquilo, mas eu ainda tinha que encher seu saco para ao menos saber quem era ele na vida real.

- Ainda vai tentar ficar com Jongin? – Perguntou ele ainda no abraço.

- Ele é bem fofo, então acho que sim – tomei um gole – quais são meus riscos ao assumir isso?

- Que ele ainda esteja amando a Krystal – ele soltou um leve suspiro – mas querendo ou não, ele ainda é o que melhor presta de todos nós – comentou.

 


 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


XOXO


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