História Dumb Love - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~GeekSTop

Postado
Categorias Chloë Grace Moretz, Justin Bieber
Personagens Chloë Grace Moretz, Justin Bieber
Tags Drama, Infância, Revelaçoes, Romance
Exibições 277
Palavras 2.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Heeey Guys! Tudo bem? Espero que sim
Não tenho muito o que falar hoje.

Apenas: NÃO ME MATEM!

Boa leitura e desculpe qualquer erro.

Capítulo 5 - Open Wounds


Fanfic / Fanfiction Dumb Love - Capítulo 5 - Open Wounds

Louisa Hardway POV.

Assim que pus meus  pés dentro de casa, corri para o meu quarto ignorando completamente a presença de Ethan e meu pai.

Meu quarto está perfeitamente organizado, graças a minha querida mãe.

Tranquei a porta e joguei minha mochila em um canto qualquer.

Retirei meu moletom e meus tênis, peguei o banquinho que sempre fica próximo à minha cama e subi nele, afim de alcançar a pequena caixinha de cima do guarda roupa. Peguei o pequeno objeto e me sentei na cama, com ele no meu colo. A abri e retirei de lá uma outra caixinha, bem pequena. Desfiz o pequeno e mal feito embrulho, pegando minha velha amiga, minha lâmina.

Faz três anos desde a última vez desde a última vez que isso. Não me orgulho disso, sinto vergonha de mim mesma. Mas é o único modo de aliviar minha dor. Eu não estou aguentando a dor, preciso me aliviar dela.

A dor emocional dá lugar a dor física, uma boa dor física nos pulsos.

Encosto minhas costas na parede e sem enrolações, cravo o pequeno objeto brilhante no meu pulso direito, vindo logo após a ardência e o sangue. As lágrimas brotam nos meus olhos como se fosse uma fonte ilimitada. Outro corte é feito por mim, seguido de outro e outro.

Por que tenho que ser tão fraca?

Vejo na TV e em revistas essas garotas lindas e inteligentes sendo fortes e vivendo a vida, enquanto estou aqui me mutilando dando mais motivos para as pessoas da escola me humilharem. Mas não sou como essas meninas de revistas. Sou fraca, estou cansada da minha vida e sou... estranha.

Minha regata que antes era branca, agora está ficando vermelha e rosa, com certeza seu próximo destino será o lixo. Posso até imaginar um olhar de decepção de Jennifer, de meus pais e irmãos, até de Shawn que acabou de chegar. Os soluços rasgam mimha garganta de tão altos, tento abafa-los para que ninguém possa escutar.

Eu revezava em cortes superficiais e cortes fundos, eles aliviam o que sinto todos os momentos que passo na escola.
Eu odeio todos eles por fazerem eu me sentir um lixo, por me insultarem sem nem mesmo me conhecer - exceto Justin, ele me conhece desde criança, mas tenho um sentimento de ódio por ele -. E me odeio por ser indefesa.

Eu me sinto indefesa, odeio me sentir assim.

Já perdi a noção de quanto tempo estou aqui, me cortando. Pode ter se passado minutos ou horas.
Eu preciso tomar jeito na vida. Deixar de me lamentar e ligar para o que os outros falam de mim. Estou me tornando depressiva. Ou já sou.

Levo um tremendo susto quando ouço batidas na porta, meu coração começa a acelerar e olho para meus pulsos sangrando e doloridos, muito doloridos.

Minhas lágrimas cessaram e me levantei do chão, que por sorte não estava sujo de sangue.

- Quem é? - pergunto, correndo para o banheiro e tirando minha regata, agora vermelha.

- Sou eu filha. - minha mãe. - Desça, temos visita. - sua voz está alegre. Que visita é essa? Não gosto de visitas.

Peguei a caixinha de primeiros socorros e passo uma pomada nos pulsos para desinfetar.

- Ai. - Resmungo, devido a dor que se instalou com a aplicação da pomada. Enfaixei os locais dos cortes e saí do banheiro, agradecendo mentalmente por ter trancado a porta.

- Filha? Você me ouviu? - pela sua voz parece preocupada
- Sim - respondi e coloquei um moletom grande que ficava como um vestido em mim, para tapar as faixas. - Já estou indo! - coloquei umas pulseiras para disfarçar.

Recebi o silêncio como resposta, significa que ela já saiu. Fiz um coque mal feito no cabelo e calcei meus chinelos. Limpo a sujeira de sangue do banheiro e saio rapidamente do quarto, tentando esquecer o que fiz a momentos atrás. Desço as escadas rapidamente, com as mãos no corrimão.

Haja naturalmente, Louisa.

- Desculpe a demora... - disse assim que meus pés tocaram o último degral.

Meus olhos bateram no moreno sentado no sofá, Shawn.

- Shawn! - exclamei indo em sua direção e me jogando em cima dele, como nos velhos tempos.

- Saí de cima de mim sua gorda. - respondeu com seu senso de humor.

- Gordo é você. - respondi pronta para dar um tapa no seu braço, mas voltei atrás. Não posso deixar que ninguém veja os cortes com as faixas. Ninguém mesmo.

- Ainda bem que está de volta, Mendes. - disse meu pai, sentado em outro sofá.

- Obrigado, Sr. Hardway. Eu e Louisa nos encontramos na escola dela hoje.

- Que bom! Estou feliz agora que Louisa não ficará tão sozinha. - disse minha mãe, indo para a cozinha.

- Por que? - perguntou Mendes, consertei minha posição, ficando sentada ao lado de Shawn.

- A Louisa anda bem desanimada de uns tempos pra cá. - comentou meu pai.

- Nossa, obrigada por dizer, pai! - respondi.

Sentiram o sarcasmo?

- Desanimada? Porque? - perguntou Shawn interessado no assunto, curioso. Senti seu olhar estreito sobre mim.

- Ahm.. - minha fala foi interrompida

- O almoço está na mesa. - lancei um olhar de agradecimento à minha mãe, que piscou para mim. Minha mãe é incrível.

- Vamos? - perguntei retóricamente, puxando Shawn pela mão até a cozinha.

Durante a refeição, Shawn nos contou sobre que faculdade gostaria de fazer, no caso, Juilliard. Seu sonho é ser um cantor de sucesso, desde pequeno. Sua voz é linda, pelo que me lembro. Ele tentará uma bolsa de estudos para lá. Assim que almoçamos, sobrou a louça para mim. E para a visita, o Shawn.

- Mãe! Não pode botar a visita para trabalhar, que falta de educação. - falei.

- Que isso, Louisa. Shawn já é de casa. - respondeu-me sorrindo - Certo, Shawn?

- Com toda certeza - ele respondeu sorrindo.

Minha mãe me mandou uma língua e saiu da cozinha.

- Vê se pode uma coisa dessas? - perguntei rindo.

- Eu lavo e você seca. - começou, arregaçando as mangas de seu casaco.

- Melhor ainda: Você seca e lava e eu olho. - optei, mas recebi um dedo do meio levantado. - Como ousa! - brinquei, começando a rir. Peguei um pano e me pus ao seu lado.

Não havia muita louça, por isso acabamos em questão de minutos. Subimos para o meu quarto e avisei que iria ao banheiro. Escovei meus dentes e joguei minha blusa, agora vermelha, no lixo, bem escondida.
Assim que saí, vi Shawn esparramado na minha cama.

- Mal chegou e já está se sentindo em casa. Folgado. - falei, escutando sua risada logo em seguida.

Me aproximei e então ele me puxou, fazendo-me cair na cama. Me puxou e deitei minha cabeça em cima do seu peito. Seus dedos faziam um leve carinho na mimha cabeça. Agora percebo o quanto é bom receber um carinho de vez em quando.

Juntei nossas mãos, as entrelaçando logo em seguida.

- Quando você começará a estudar na escola? - perguntei, cortando o silêncio.

- Amanhã mesmo. - respondeu.

- Canta pra mim. - pedi, sorrindo.

Após um silêncio, sua incrível voz soou pelo cômodo em forma de sussurro.  Fazendo com que só eu possa escutar.

- When I'm old and grown I won't sleep alone Every single moment will be fading into you That some type of love That some type of love And I won't sing the blues Cause all I need is you Every single question will be answered all by you That some type of love That some type of love. - fechei meus olhos, aproveitando o momento.

Quando estiver velho e crescido

Eu não vou dormir sozinho

Cada momento com você será fadado

Com algum tipo de amor

Com algum tipo de amor

E não vou cantar blues

Porque tudo que preciso é você

Cada pergunta será respondida somente por você

Com algum tipo de amor

Com algum tipo de amor

- When the world is on fire we won't even move There is no reason if I'm here with you And when it's said and done I'll give me to you That some type of love That some type of love When we're old and gray And our faces changed There won't be a moment When my heart don't feel the same That some type of love That some type of love

Quando o mundo estiver em chamas não avançaremos

Não há nenhuma razão se eu estiver aqui com você

E quando estiver dito e feito eu me entregarei a você

Com algum tipo de amor

Com algum tipo de amor

Quando estivermos velhos e cinzas

E nossos rostos alterados

Não haverá um momento

Quando meu coração não sentir o mesmo

Com algum tipo de amor

Com algum tipo de amor

E adormeci ao som de sua linda voz.

•••

Acordei e percebi que o céu já está escuro. E com a cama espaçosa, Shawn foi embora. Me sentei no colchão e vi um bilhete no criado mudo, o abri e reconheci a caligrafia de Mendes.
"Eu tive que ir embora, recebi uma mensagem da minha mãe e eu não quis atrapalhar seu sono. Você parece um anjo dormindo, mesmo babando no travesseiro e com a cara amassada. E não revire os olhos.

    Nos vemos na escola amanhã,
     Beijos, Shawn"

Como ele sabia que eu estou revirando os olhos? Eu hein.

Me levantei da cama, indo para o banheiro e me despindo, enchi a banheira e me permiti relaxar na água morna e cheia de bolhas.
Fala sério, bolhas são legais.
Retirei as faixas de meus pulsos, e os cortes estão começando a cicatrizar. E com certeza deixarão marcas.

E essas marcas me lembrarão que sou fraca ao ponto de me machucar.

Chandelier da Sia começou a tocar no ambiente, meu celular. O peguei de dentro da calça que esta jogado no chão, próximo a banheira e deslizei meu dedo pela tela.

- Alô? - pronunciei

- Louisa? É a Jennifer. - sua voz disse do outro da linha.

- Oi Jenn. Aconteceu algo? - perguntei, sobrando as bolhas de sabão da minha outra mão desocupada.

- Não. Só liguei para avisar que vamos em uma festa amanhã, na casa de Calum. - respondeu na maior naturalidade.

- Me tira dessa. Não combino com esse tipo de ambiente. - bufei

- Não bufa não, coisinha. Você vai e fim de história.

- Você não é minha mãe! Que coisa. - resmunguei - nem ela insiste tanto.

- Ainda bem que não sou sua mãe. Se não você estaria roxa de tanta porrada que iria levar. - deu uma pequena pausa - Vou ter que pedir ajuda para o Shawn?

- Não o envolva nisso.

- Mas não quero ir sozinha! Preciso de você! - disse num tom de melancolia.

- Para de frescura que isso não é novela mexicana. Tô tomando banho. Depois conversamos. - encerrei a chamada e coloquei o celular no chão.

Era só o que faltava. Ter que ir nessa festa.

•••

Eu já estava terminando meu dever de casa quando minha porta foi quase tirada do lugar por uma criatura de cara vermelha.

- Sua louca, se quebrar a porta, vai comprar outra! - falei olhando para Jennifer.

- Não quero saber de porra de porta nenhuma Louisa Sidney Hardway! - odeio quando me chamam pelo nome completo. Argh! - Estou muito irritada contigo.

- Eu que era para estar irritada. - deixei minha caneta e livro de lado.

- O que custa ir na festa com sua melhor amiga? - respirou fundo e se sentou ao meu lado na cama.

- O que custa? Muito! Custa muito. - exclamei. - Não sou bem vinda na escola, muito menos em festas. - desabafei.

- Você vai estar comigo. Não vou deixar você passar sua juventude com a cara nos livros!

- Esse é o problema. Não quero que me defendam! Não quero ser protegida. Estou cansada de não poder me defender sozinha! - falei alto. Explodindo.

Depois de uma enorme discussão, na qual eu perdi, vou ter que ir na festa. Na condição de poder vir embora a hora que eu quiser.
Liguei meu computador e busquei no Google algumas academias que disponibilizam aulas de luta.

Cansei de fugir.


Notas Finais


REPETINDO: NÃO ME MATEM!

Gente.. ela não será assim para sempre. Reflitam na última frase: "Cansei de fugir"
Hummmm...

A MÚSICA QUE SHAWN CANTA PARA LOUISA É DO CHARLIE PUTH <3 meu mozão

Obrigado pelos comentários <3 De verdade. Vocês são uns amorzinhoss
Não sumam. E bem vindos leitores novos. E apareçam fantasmas *.*

Quem quiser entrar no grupo no whatsapp mandem o DDD e o número que adiciono, okay??

Beijoos <3


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