História Dupla X: Origem - Capítulo 10


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Palavras 1.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Dupla X: Origem - Capítulo 10 - Capítulo 9

Jessie e Peter ainda estavam na festa. Já estava tarde, muitos já estava indo embora. Conversavam com algumas pessoas, quando Jessie sentiu uma sensação estranha. Uma sensação diferente. Pôs a mão no peito e respirou forte. Sentia como se uma “voz silenciosa” a chamasse.

“É a sua vez.”

Nada mais nada menos que o meteoro. E de certa forma ela sabia onde ele estava. Ela sentia onde ele estava como se estivessem conectados. Sua mente ficou um pouco perturbada com isso, tentou agir naturalmente. Conseguiu disfarçar. Depois de um tempo, depois de despedirem-se, Jessie e Peter saíram dali. Foram para o estacionamento onde estava a van. Peter havia acabado de tirar as chaves do bolso, quando Jessie sugeriu algo inesperado.

- Posso dirigir? – ela perguntou.

Peter franziu o cenho – Não sei se será uma boa idéia. – disse e riu – Até onde eu sei você não gosta de dirigir.

- Mudança repentina! Afinal tudo está muito diferente essa noite, não acha?

Peter raspou a garganta – É, algumas até demais.

- Então! Prometo não matar sua van.

- Ah... tudo bem! Vou confiar na sua palavra. – ele disse depois de um tempo pensativo a entregando as chaves.

Os dois entraram na van. Jessie não fez nenhuma besteira pelo caminho. Pararam num semáforo. Ela olhava fixamente para os dois rumos que poderia tomar: o de sua casa e o do meteoro. Estava nervosa, mas tentava se controlar para que Peter não percebesse. Quando o semáforo abriu permitindo a passagem dos veículos, Jessie tomou sua decisão.

- Desculpa Peter.

- Pelo o que?

Então ela virou o volante bruscamente, indo para o outro caminho, em alta velocidade.

- Jessie, o que você está fazendo? – ele perguntou confuso.

- Eu prometo manter a promessa de não matar sua van, ok? Mas eu preciso fazer isso!

- Mas... pra onde você está nos levando?

- Para um lugar... é melhor você ver na hora!

Peter bufou arrependido por ter deixado a van nas mãos dela. Ele estava certo de que o tal lugar não era boa coisa.

- Você poderia diminuir a velocidade pelo menos?

- Não posso, se não corro o risco de alguém chegar antes de mim.

- Chegar onde, Jessie?

Jessie passou por uma curva fazendo com que o corpo de ambos tombasse dentro do veículo. Ela segurou firme no volante enquanto ele segurava na porta. Dirigiu até uma estrada e depois de alguns quilômetros adentrou o mato. Percorreu mais alguns quilômetros até frear bruscamente no meio do nada. Jessie abriu a porta, desceu do veiculo e correu para onde o seu instinto a guiava. Peter desceu atrás dela. Era um campo, o mato não estava muito alto ali, porém havia algumas árvores não muito longe.

- Jessie, sua louca! Volta aqui! – ele gritou tentando alcançá-la, mas ela foi mais rápida.

Jessie correu até se deparar com uma cerca de madeira. De onde estava pode ver a grande rocha, o meteoro, que ainda brilhava naquela escuridão. Um brilho encantador que a atraia mais ainda.

- Jessie, estou começando a ficar preocupado com voc... – dizia até que viu a imensa luz e ficou boquiaberto – Minha nossa!

- É linda, né? – ela disse com um imenso sorriso no rosto.

- Sim, mas está me assustando ainda mais agora.

- Eu preciso ir até lá.

- O que?! Não, de jeito nenhum! Vamos voltar para a van agor...

Peter virou-se para trás apenas por alguns segundos e quando se deu conta Jessie já havia passado por uma parte quebrada da cerca.

- Jessie não!

A mesma correu para mais perto do meteoro, sem nenhum receio. Peter tentava se aproximar, porém a luz o impedia de enxergar. O meteoro estava no meio de uma depressão. Jessie foi até lá, bem perto, e agachou-se assim que se aproximou o máximo que podia. Não se conteve, teve de tocá-lo. Foi quando percebeu que não podia mais soltar sua mão. Então pequenos raios azulados começaram a subir pelo seu braço, penetrando em sua pele, se espalhando por todo o seu corpo, sem lhe causar dor alguma. Agora sim Jessie se assustou. E quando a eletricidade possuiu todo o seu corpo, ela conseguiu desprender sua mão da grande rocha que agora estava sem luz alguma. Começou a levitar cada vez mais alto, enquanto sua pele e mais ainda seus olhos resplandeciam a mesma luz azulada dos raios. Vários raios elétricos a rodearam no ar. Parecia uma tempestade, só que sem a chuva. Até que os mesmos atingiram o céu, causando um alto trovão, dando inicio a uma forte chuva. Jessie sentia como se cada célula de seu corpo estivesse sendo transformada. Foi quando uma enorme rajada de energia foi lançada de dentro dela fazendo com que várias árvores fossem atingidas e derrubadas imediatamente. Um enorme clarão e estouro. Peter arregalou os olhos ao ver e ouvir isso. Então os raios foram embora e sua luz se apagou. Jessie despencou caindo diretamente no chão, desmaiada.

- Jessie! – Peter gritou indo até onde ela estava.

Agachou-se perto dela conseguindo ver alguns raios que ainda percorriam pela superfície de sua pele. Ele estava extremamente assustado, porém sua preocupação com a mesma era maior. A tocou no rosto, com o intuito de fazê-la acordar.

- Jessie. Jessie, por favor, acorde. – dizia enquanto balançava os braços dela levemente – Jessie, não me deixe. Eu preciso de você. – disse deitando sua cabeça sobre o peito dela para tentar ouvir os batimentos de seu coração.

Foi quando ela acordou, levando sua mão até a cabeça dele.

- Peter... – ela o chamou com um pouco de dificuldade.

- Jessie! – Peter ergueu a cabeça para olhá-la enquanto segurava a mão da mesma. – Graças a Deus!

- O que aconteceu comigo?

- Eu... eu estou me perguntando o mesmo. Vou ter levar para um hospital e...

- Não! – ela o interrompeu – Por favor, não faça isso. Se souberem do que houve aqui podem quer me manter presa para fazerem análises, estudos. Eu não quero ser um ratinho de laboratório. Por favor.

Peter a fitou por alguns segundos em silêncio. Ela tinha razão.

- Tudo bem. Então vamos pra casa, eu vou cuidar de você. – disse a pegando nos braços e a erguendo indo em direção a van.

- Você está bravo comigo?

Peter sorriu para ela – Não, não estou.

- Eu não matei sua van, matei?

- Não. Por isso não estou bravo.

Jessie riu, fechou os olhos deitando sua cabeça no ombro de Peter logo depois. Peter sorriu por conta disso e a segurou mais firme. Lançou um rápido olhar para trás, para o meteoro, dando lugar ao semblante preocupado de antes mais uma vez. Um forte pressentimento lhe dizia que tudo seria diferente agora.



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