História Dupla X: Origem - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Dupla X: Origem - Capítulo 5 - Capítulo 4

O dia já havia amanhecido. O despertador tocava em disparado e alto som. Caleb acordou imediatamente, assustado. Enrolado no edredom, deitado de bruços, vestindo apenas sua cueca Box preta, ergueu a cabeça e bateu sua mão contra o relógio para que o mesmo parasse de apitar.

- Quem foi que deixou essa droga ligada?! – Caleb resmungou consigo mesmo em voz alta.

- Fui eu. – Henry disse, sentado no sofá enquanto folheava uma revista.

Caleb virou-se rapidamente um pouco surpreso. Sentia uma forte dor de cabeça e sua visão ainda estava embaçada.

- Tio? O que... o que você está fazendo aqui?

- O porteiro me contou sobre o estado que você chegou ontem a noite.

Caleb franziu o cenho - Por que ele fez isso?

- Porque eu pedi. – Henry se levantou deixando a revista no braço do sofá que ficava de frente para a cama – Caleb, por que está fazendo isso? – perguntou num tom preocupado.

Caleb suspirou forte, e terminou de virar-se na cama ficando de barriga pra cima.

- Fazendo o que, tio? Eu só saí pra me divertir um pouco.

- Se divertir? Sozinho num bar?

Caleb forçou o maxilar enquanto olhava para o teto – Deve ser realmente muito chato ser amigo do filho de Ethan Oliver.

- Caleb, eu estou falando isso para o seu bem. Se tornar um alcoólatra não vai melhorar as coisas.

- Eu não sou um alcoólatra! – disse aumentando o tom de voz – E se beber não vai melhorar, então me diga, o que vai? – e ergueu um pouco seu corpo se apoiando no cotovelo.

Henry suspirou se lamentando internamente por ver o sobrinho daquele jeito. Parecia ter uma resposta em mente para a pergunta de Caleb, mas se calou.

- Olha, você não pode destruir a si mesmo por causa de... outra pessoa. – disse se sentando na cama tentando esconder sua fúria ao pronunciar “outra pessoa”.

- As palavras que meu pai diz... – Caleb deu um riso silencioso e forçado enquanto algumas lágrimas surgiam nos seus olhos -... pode ter certeza que me destroem muito mais do que o álcool.

Henry se comoveu com a situação do sobrinho e o puxou para um abraço.

- Não se preocupe Caleb. Um dia seu pai irá entender. – disse firme com o olhar fixo no nada.

Caleb e o pai não se davam bem desde muito tempo. Caleb acreditava que o motivo maior fosse a morte de sua mãe, Sarah. Sarah morreu no parto. Após a sua morte, Ethan focou-se completamente no trabalho, quase se esquecendo de que era pai. Henry foi quem mais esteve presente na vida de Caleb. Por conta disso, ele pensava que seu pai o culpava por isso, mas o real motivo era o fato de Ethan não se ver no filho. O pai sonhava que o filho seguisse a mesma carreira que ele, enquanto Caleb só se importava com a música. Era no que ele sonhava em trabalhar.

Sempre que discutiam, e não eram poucas vezes, muito menos “discussões tranquilas”, Caleb recorria às bebidas alcoólicas. Ele achava que a melhor forma de enfrentar os problemas era os ignorando.

[...]

Henry ficou apenas mais algum tempo no apartamento do sobrinho pra ter certeza de que ele estava melhor, depois foi para o Instituto.

Caleb tomou um banho demorado enquanto se lembrava do ocorrido da noite passada. Sorriu ao se lembrar da mulher que havia lhe salvado. Ele não fazia idéia de quem poderia ser, o que o deixava cada vez mais interessado. O diferente sempre o chamava atenção e claramente ela não era nem um pouco igual às outras garotas. Perguntava-se a si mesmo se um dia iriam se reencontrar, mas não fazia idéia do que ele poderia fazer para agilizar a situação.

[...]

Amy já havia se levantado, cedo como sempre. Já havia feito o mesmo “ritual” de sempre, incluindo acordar assustada com os pesadelos. Fora isso, acordou mais pensativa que o normal, afinal ela havia salvado a vida de alguém pela primeira vez. Dirigiu-se para a sala de estar e sentou-se no sofá. Esticou a mão e pegou a câmera fotográfica que estava sobre a mesinha de centro.

Ao deixar Caleb sozinho, Amy viu um paparazzo que fotografava toda aquela cena. Não hesitou em ir até ele e “pegar sua câmera emprestada”, o deixando desacordado logo depois. Desacordado, mas bem. Ela foi rápida, Caleb nem mesmo viu isso acontecer.

Encurvou-se um pouco ainda sentada no sofá e ligou o aparelho para ver as fotografias que estavam salvas no mesmo.

- É, pelo visto te salvei duas vezes, Caleb. – pensou alto e sorriu de lado.

Havia muitas fotografias, incluindo do momento quando ele foi expulso daquele bar. Amy continuou vendo as mesmas, até que veio um rápido pensamento em sua mente.

- Sendo seguido por um paparazzo, com certeza ele é famoso. E... Caleb... esse nome não me é estranho.

Franziu o cenho, e ao se lembrar onde havia lido ergueu as sobrancelhas. Pegou seu notebook e apressou-se em pesquisar.

Caleb Oliver > Google > Pesquisar.

E assim que viu a foto do mesmo pode confirmar sua suspeita. Fitou o rosto de Caleb na tela de seu notebook boquiaberta e suspirou forte. Amy havia acabado de salvar a vida do filho de seu inimigo.

[...]

Jessie e Peter já estavam no elevador, prontos para irem ao trabalho. Dessa vez não esqueciam nada, nem estavam atrasados. Um milagre! Porém, Jessie ainda continuava calada. Até alguém aparecer.

- Opa! – Amy disse colocando a sua mão no meio das portas do elevador impedindo que as mesmas se fechassem.

- Amy! – Jessie exclamou com um sorriso alegre.

Suspirou e entrou – Bom dia Jessie. Bom dia Peter.

- Bom dia! – Peter disse e sorriu.

- Indo para o trabalho também? – Jessie perguntou.

- Não, eu... só estou indo resolver algumas coisas. – Amy respondeu e franziu o cenho logo depois. Por que estava dando satisfação a ela? Amy não costumava ser tão educada assim.

- Ah sim. Bem, nós estamos. – Jessie disse.

- E dessa vez não estamos atrasados! – Peter completou.

Amy, encostada na parede, sorriu fraco por conta do comentário. Então a porta do elevador se abriu e os três saíram. Não demorou muito, afinal o prédio não tinha muitos andares.

- A propósito, para onde está indo? Se quiser podemos te dar uma carona. – Jessie sugeriu. Ela sabia que Peter não iria se incomodar.

- Não, obrigada. Eu vou de moto. – Amy respondeu.

Então os três seguiram para a garagem e, por coincidência, a van deles estava estacionada perto da moto de Amy. Jessie carregava seu jaleco no braço. Quando Amy pegou seu capacete acabou vendo o símbolo do Instituto Oliver estampado no mesmo.

- Espere! – exclamou.

- Hum. – Jessie virou-se para ela.

- Vocês trabalham no Instituto Oliver?

- Sim! Faz um tempinho já. Inclusive quando quiser aparecer por lá adoraremos lhe mostrar tudo!

Amy permaneceu a olhando fixamente sem reação por alguns bons segundos, mas logo tratou de sorrir.

- Claro! E eu adorarei que me mostrem tudo.

Jessie e Peter saíram primeiro. Amy ficou parada ali, pensativa, por mais alguns minutos. Chegar até Ethan Oliver estava ficando cada vez mais fácil para ela.



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