História Dupla X: Origem - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Dupla X: Origem - Capítulo 7 - Capítulo 6

Amy permaneceu seguindo Caleb, de longe, pra que nem ele nem os que estavam com ele percebessem. Foram para uma grande casa, aparentemente de um deles. Amy os observou entrando e quando ficaram distantes o suficiente ela entrou. Pulou o muro cercado com cercas elétricas sem nenhuma dificuldade. Assim que pousou no gramado da casa se deparou com um gato, preto e branco. O felino inclinou a cabeça levemente enquanto a fitava. Amy o fitou de volta e pôs o dedo indicador na boca em pedido de silêncio. O gato entendeu imediatamente. Pareciam falar a mesma língua.

Amy adentrou mais o grande terreno da casa e se aproximou de onde os rapazes estavam. Uma sala cheia de instrumentos musicais no meio do jardim. Não demoraram muito a começar a tocar e cantar. Caleb era o vocalista daquela banda. Amy ficou o mais próximo que pode para ouvir sobre o que conversavam. Ela se recordava que havia duas pessoas na noite em que sofreu aquela experiência. Pelo fato de a outra ter dito “senhor Oliver” poderia descartar a hipótese desta ser Caleb, afinal ele era seu filho, não o chamaria assim, porém ela precisava ter certeza.

“Até que eles fazem um som legal.” – ela pensou enquanto os ouvia.

Caleb não parecia ser o tipo de pessoa que se interessava por ciência. Isso estava claro para ela. Descobriu que haveria um show deles no dia seguinte, sábado, e fez questão de guardar na memória o local e a hora. Ela se perguntava o porquê disso.

Saiu dali discretamente, da mesma forma que entrou, não se esquecendo de se despedir do gatinho que era um tanto carismático lhe dando um sorriso de lado e uma piscadela.

[...]

Fazia algumas horas que já havia chegado a sua casa. Andava de um lado para o outro se perguntando se devia ou não fazer o que estava pensando: invadir a casa de Jessie e Peter. Os dois não pareciam estar envolvidos ao que aconteceu com ela, mas mesmo assim, depois de muito pensar, Amy insistiu nisso e fez. Entrou na casa dos dois pela janela “caindo” diretamente no pequeno escritório que havia ali. Sorte! Começou a vasculhar o local em busca de alguma coisa relacionada ao Instituto.

Já havia passado horas e Amy nem havia se dado conta. Arrumou o local, tentando deixar tudo como estava antes. Livros, muitos livros, alguns projetos também, mas nada ligado ao tipo de experiência que fizeram com ela.

- Isso é inútil, Amy! Com certeza não estão envolvidos nisso. – resmungou em voz alta, enquanto se jogava na cadeira de rodinhas.

Então olhou para o lado e na gaveta que havia deixado aberta estavam dois convites, nos quais o emblema do Instituto Oliver estava estampado. Uma festa de aniversário em comemoração aos 50 anos do Instituto, no mesmo horário que o show da banda de Caleb. Fitou os mesmos em sua mão, até que ouviu vozes. Arregalou os olhos e ergueu a cabeça. Jessie e Peter haviam chegado.

[...]

- Mas Peter, vai me dizer que você não ficou curioso? – Jessie dizia enquanto adentrava seu apartamento.

- Sim, mas não sou louco. Nós não sabemos o que é aquilo!

- Se não formos lá nunca saberemos.

Jessie ainda insistia no assunto do meteoro. Aquela rocha realmente havia mexido com sua cabeça. Peter suspirou.

- Esquece esse assunto, por favor! – ele disse.

- Tudo bem, mas só por enquanto porque precisamos nos preparar para a festa de amanhã. – disse se jogando no sofá.

- Festa?

- Sim, dos 50 anos do Instituto, você sabe.

- Já havia me esquecido. Inclusive, acho que não vou.

- O que?! – Jessie exclamou indignada.

- Eu não gosto de festas, você sabe.

- Mas Peter, vai ser legal!

- Então vá, eu fico aqui esperando.

Jessie bufou – Você sabe que não vou sem você.

- Então fique.

- Arghn! Pare de ser chato! – ela se aproximou o segurando pelos braços – Por favor, vá. Quem sabe não conhece alguma garota legal lá, hum?

- Eu não quero conhecer nenhuma garota!

- Por que não? – ela franziu o cenho.

- Porque eu já... – Peter interrompeu a si mesmo e fitou Jessie que o olhava fixamente com um olhar de “criança pedindo doce”. Peter suspirou – Ahh, tudo bem. Você venceu.

- YAY! – Jessie comemorou – Você não irá se arrepender! – disse e lançou-se ao seu pescoço lhe dando um beijo na bochecha – Agora preciso achar os convites, esqueci onde os coloquei. – disse se afastando indo procurar os mesmos no armário da sala onde estavam.

Foi então que Peter ouviu um barulho estranho vindo do escritório. Franziu o cenho.

- Ouviu isso? – ele perguntou.

- Isso o que?

Peter saiu dali em direção ao escritório e entrou cautelosamente. Não havia ninguém ali. Adentrou mais o local indo até a janela que estava fechada. Virou-se e pode ver os tais convites em cima da mesa. Não se lembrava de tê-los deixado ali, mas ignorou esse fato.

- Precisamos achar os convites, Peter! – Jessie disse da sala.

Peter pegou os mesmos e perguntou – Servem esses aqui?

[...]

Amy conseguiu sair sem ser vista. Por pouco. Seu coração estava acelerado. Ela se sentia mal por ter feito aquilo, afinal Jessie e Peter foram legais com ela desde seu primeiro dia ali.

Tomou um banho para relaxar e ficou deitada em sua cama por um tempo pensando na confusão que sua vida havia se tornado. Ela já nem sabia mais quem era, mas odiava o que havia se tornado: um monstro. Em meio aos velhos e maus pensamentos apareceu Caleb. Franziu o cenho ao se dar conta disso.

“Por que estou pensando nesse garoto agora?!” – disse mentalmente com certo desdém. Um falso desdém...

Levantou-se rapidamente tratando logo de afastar todos os pensamentos de sua mente. Organizou algumas coisas e desceu para colocar o lixo. Feito isso parou um pouco para apreciar o céu, extremamente estrelado naquela noite. Sentiu um rápido sentimento de leveza na alma enquanto admirava aquela pela obra da natureza. Foi então que ouviu alguns passos lentos e reconheceu um cheiro: Jessie.

- Olha a gente aqui mais uma vez. – Jessie disse com um leve sorriso, referindo-se ao fato de mais uma vez ter se encontrado com ela por acaso.

Amy virou-se para ela rapidamente sem tirar a mão do bolso. Sorriu de volta tornando a admirar o céu logo depois. Jessie, que também havia descido para colocar o lixo para fora, parou ao seu lado observando a mesma paisagem.

- O céu está lindo hoje, não acha? – Jessie puxou assunto.

- Sim. Apesar de ser uma grande admiradora do tempo nublado, reconheço a beleza do brilho das estrelas. – disse sem tirar os olhos das mesmas.

Jessie a olhou e deu um sorriso tornando a olhar as estrelas também – Eu adoro as estrelas. Adoro a lua. Adoro os cometas. Adoro os... meteoros. Resumindo, eu sou uma grande fã de astronomia. Mas apenas fã, entende? O que eu amo mesmo é bioquímica, tanto que trabalho nisso. – deu um leve riso.

Amy riu discretamente por conta da quantidade de palavras que ela havia dito em tão pouco tempo – Entendo.

- E você?

- Eu?

- No que você trabalha ou gostaria de trabalhar?

- Bem, ainda estou em busca de um emprego. Na área de computadores, de preferência. Essa é minha especialidade.

- Que legal! O sonho do Peter é ser hacker...

- Sério?! – Amy franziu o cenho por conta de tal revelação.

- Sim, mas é só por causa dos filmes. Ele assiste filme demais. – deu uma breve pausa e continuou – Bem, eu e ele na verdade.

Amy riu levemente – E vocês... são... namorados?

- Namorados?! – Jessie arregalou os olhos – Não, não. Somos apenas amigos. – suspirou profundamente - Velhos amigos.

Amy podia ouvir seus batimentos cardíacos e percebeu seu nervosismo por conta da pergunta. Achou engraçado, mas não comentou nada sobre. Ergueu as sobrancelhas e balançou a cabeça positivamente demonstrando que havia entendido.

- E você mora sozinha, não é? – Jessie quebrou o silêncio mais uma vez.

- Sim. Tem sido assim por muito tempo.

- E a sua família... onde estão?

- Mortos.

Jessie ergueu as sobrancelhas se arrependendo por ter feito aquela pergunta – Eu... eu sinto muito!

Amy deu um leve sorriso a ela em forma de agradecimento.

- Você chegou a conhecer seus pais? – Jessie perguntou depois de um tempo.

- Sim! Vivi com eles até meus 13 anos, até que eles foram assassinados bem na minha frente. Foi a partir daí que minha vida começou a virar uma bagunça.

Jessie percebeu que seu semblante havia se entristecido ao falar sobre isso e mais uma vez se arrependeu por ter perguntado, mas sua boca parecia falar antes mesmo de seu cérebro raciocinar.

- Me perdoe! Eu não deveria estar te fazendo lembrar-se dessas coisas.

- Não! Não se preocupe. Não há um dia que eu não me lembre dessas coisas. E, além disso, acho que já estava na hora de falar sobre isso com alguém. – Amy a olhou logo que terminou de falar.

Jessie sorriu. A última pessoa com quem Amy havia falado sobre isso foi Jack Wang, afinal ela nunca teve amigos, e isso fazia muito tempo. Nem mesmo ela sabia o porquê de estar falando sobre isso com Jessie, mas de certa forma sentia que podia confiar nela.

- Eu nunca conheci meus pais biológicos. – Jessie disse tornando a olhar para o céu – Meus pais adotivos conheceram apenas minha mãe, mas não trocaram sequer uma palavra. Ela apenas apareceu na porta da casa deles e me entregou aos dois. – suspirou e continuou – Eles foram ótimos pais, eu os amo e sou muito grata por tudo o que fizeram por mim, mas ainda assim sinto uma enorme necessidade de conhecer meus pais biológicos. Não sei se estou agindo mal por isso.

Amy sorriu por conta da ingenuidade de Jessie. Ela claramente não fazia idéia do que era maldade.

- Não, não está. Posso te garantir. – Amy disse – Bem, está na hora de voltar. Conversamos depois.

- Sim, sim. Também já estou indo. – se aproximou um pouco mais dela e disse – Amy, quando puder apareça lá em casa, afinal é super perto da sua. – riu – Peter vai gostar de você. Eu sinto que seremos ótimas amigas. Sinto que seremos... uma bela equipe!

Amy sorriu – Pode deixar. Boa noite. – disse e se afastou voltando para o prédio.

- Boa noite! – Jessie disse com um sorriso no rosto até que se lembrou de uma coisa – Amy! – a mesma virou-se para ela – Eu e Peter, nós... nós realmente parecemos... namorados? – disse fazendo uma careta por estar um pouco sem jeito.

Amy segurou o riso e respondeu – Um pouco.

Amy virou-se e continuou indo na mesma direção de antes. Jessie ficou parada ali pensando no que havia acabado de ouvir.

- Peter e eu namorados... que engraçado! – disse para si mesma e riu baixo.



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