História Dupla X: Origem - Capítulo 8


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Dupla X: Origem - Capítulo 8 - Capítulo 7

Sábado. Faltavam poucas horas para começar a festa, porém Peter e Jessie pretendiam chegar mais cedo. Apenas pretendiam mesmo...

- Jessie, anda logo! - Peter gritou da sala enquanto ajeitava o relógio no seu pulso.

- Já estou terminando! - a mesma gritou de seu quarto.

Peter suspirou. Jessie passou o dia todo escolhendo o que iria vestir e ainda assim conseguiu se atrasar. Vestindo seu terno preto, que estava guardado a um bom tempo, Peter sentou-se no braço do sofá enquanto a esperava. Alguns bons minutos haviam se passado. Ele começou a balançar sua perna por conta da impaciência. Até que finalmente ela apareceu.

- Prontinho! - Jessie disse.                     

Peter imediatamente virou-se para ela e ao vê-la vestida com um longo vestido dourado não pode esconder seu enorme encanto pela mesma. Ficou boquiaberto!

- Você... você está... você está linda. Realmente linda! - disse tentando não gaguejar.

Jessie sorriu timidamente sentindo suas bochechas corarem - Você também está. Quer dizer, não linda, mas lindo! Você está... lindo. - ela se explicou por algo que já era obvio.

Peter sorriu de lado estando suas bochechas um pouco coradas também - Então, podemos? - disse apontando sua mão para a porta.

- Agora sim!

Ambos não trocaram nenhuma palavra enquanto dirigiam-se para o Instituto, onde aconteceria a festa. Ao chegarem lá, Peter desceu primeiro e correu para abrir a porta para Jessie. Deu-lhe o braço como um verdadeiro cavalheiro. Mas o que estava acontecendo com eles? Eles nunca agiram assim antes!

Entraram no grande salão onde já estavam alguns convidados. Tiveram uma rápida conversa com Ethan, que estava ansioso por conta do discurso que daria logo mais. Assim que se despediram dele, foram para o balcão onde serviam as bebidas. Sentaram-se em frente ao mesmo e fizeram seus pedidos.

Jessie suspirou - Está tudo muito bonito por aqui, né? Quanto tempo não íamos a uma festa assim?

- Hum, acho que a última festa que fomos foi a da nossa formatura da faculdade.

- Meu Deus! É verdade! Acho que nesses últimos tempos andamos ocupados demais com a ciência, esquecemos um pouco das outras coisas.

Peter a observou falar enquanto quase se perdia nos próprios pensamentos. Forçou uma tosse ao ouvi-la terminar. Pegou a bebida que o garçom o entregava e deu um rápido gole na mesma.

- Pelo menos estamos com as series em dia. - ele disse e sorriu de lado.

Jessie riu - Vencemos na vida! - levantou a mão para que Peter batesse na mesma e ele o fez imediatamente.

Jessie bebeu um pouco da sua bebida enquanto observava alguns dos convidados dançarem em pares.

- Peter... - virou-se para ele.

- Sim.

- E se nós... - tornou a olhar para as pessoas dançando.

Peter franziu o cenho - Dançarmos? - disse antes que ela terminasse a frase.

- Sim!

- Não!

- Por que não?

- Porque eu não sei dançar. Lembra do baile de formatura? Eu pisei no pé da garota.

- Na verdade você pisou no vestido porque era longo demais. E feio. Inclusive ela bem que mereceu. Tão chatinha...

Peter riu - Mesmo assim, continuo não sabendo dançar.

- Eu também não sei! No mesmo baile de formatura eu fui abandonada pelo meu par por não deixá-lo me conduzir na dança como deveria ser.

Peter tentou rir baixo - Eu me lembro! Eu estava te obser... eu... eu vi.

- Viu só? Estamos na mesma situação. Acho que está na hora de aprendermos, e juntos... será bem melhor.

Peter sorriu e suspirou - Não acredito que você vai vencer de novo, Jessie.

- Eu sempre venço! Agora vamos! - Jessie pegou em suas mãos e o puxou fazendo com que o mesmo se levantasse da cadeira.

E no mesmo instante começou a tocar uma música lenta que Jessie adorava.

- Eu adoro essa música! - ela exclamou indo para o meio do salão.

- É, eu também. - Peter disse fitando Jessie que estava de frente para ele agora - Então... o que fazemos agora?

Jessie pegou uma das mãos dele e a colocou em sua cintura. Pousou sua mão no ombro de Peter, enquanto a outra era segurada pela outra mão dele.

- Acho que é assim. - Jessie disse enquanto olhava fixamente para os seus olhos.

Os dois começaram a bailar juntos de acordo com a melodia. Trocavam olhares e sorrisos tímidos. Por alguns instantes esqueceram-se das outras pessoas que estavam ali. Esqueceram-se de tudo. Sentiam-se diferentes com relação ao outro, como nunca haviam se sentido antes. Desejavam que a música nunca terminasse! Mas infelizmente não se pode ter tudo o que deseja.

 

- Para dois péssimos dançarinos acho que até fomos muito bem! - Jessie disse enquanto se afastavam um pouco.

- Acho que... acho que a companhia ajuda muito. - Peter disse a olhando fixamente lhe dando um sorriso de lado.

A mesma a olhava de volta com o coração disparado no peito. Estava confusa, não sabia o que estava sentindo naquele momento. Antes que dissesse algo, Ethan apareceu no palanque chamando a atenção de todos.

- Senhoras e senhores, um minuto de suas atenções, por favor. - ele começou - Com meu coração cheio de alegria, agradeço a presença de todos aqui esta noite, comemorando comigo uma data tão especial para mim e minha família. - Enthan correu o olho pelo local à procura de Caleb, suspirou discretamente por não encontrá-lo e continuou - Este Instituto era o grande sonho de meu pai e hoje, graças a vocês, ele pode se tornar realidade. Gostaria de agradecer não só por estarem aqui hoje, mas por estarem aqui sempre, ajudando a humanidade, permitindo que a ciência evolua. - Henry que estava ouvindo o discurso revirou os olhos ao ouvir essa ultima frase. Ethan continuou - 50 anos se passaram e espero com todo o meu coração que venham mais 50, 100 anos! Parabéns para todos nós!

Todos aplaudiram.

Ethan desceu do palanque se aproximando de Jessie e Peter. Suspirou e riu – Fui bem?

- Foi ótimo, senhor Oliver! – Peter respondeu e Jessie balançou a cabeça positivamente concordando.

Ethan ergueu os olhos e viu seu irmão Henry aparentemente se preparando para sair dali.

- Me dêem apenas um minuto. – disse e sorriu indo até onde Henry estava.

Henry deixou sua taça em cima do balcão, ajeitou o paletó e saiu do local. Quando deu o primeiro passo para fora dali ouviu alguém lhe chamar: Ethan.

- Henry! - o mesmo virou-se para olhar o irmão – Já está indo embora?

- Sim, acho que já cumpri meu papel aqui hoje. A propósito, belo discurso. – Henry disse um pouco irônico.

Ethan suspirou – É hoje, não é?

- O que?

- O show do Caleb. É pra lá que você está indo, não é?

- Alguém precisa apoiá-lo.

- Alguém precisa colocar juízo na cabeça dele! – Ethan aumentou um pouco a voz.

- Juízo? Acho que na verdade você quis dizer fazê-lo ser igual a você.

- Henry, eu sou o pai dele. – disse enfatizando a palavra “eu”.

- Oh, você ainda se lembra disso?

Ethan franziu o cenho – O que está querendo dizer?

- Quando Sarah morreu Caleb ficou órfão, não só de mãe, mas também de pai. E não me venha com esse olhar de desentendido, você sabe muito bem do que eu estou falando.

- Ah, então agora vai querer me ensinar o que é ser um bom pai? Não sei se lembra, mas você não tem filhos!

- Quem disse que... – Henry interrompeu a si mesmo para dizer algo diferente do que havia pensado no primeiro instante – Quem disse que pra saber o que é ser um bom pai é preciso ter filhos? Eu sei o que Caleb está sentindo, eu sei o que é ser rejeitado pelo pai por pensar diferente. Já você, é claro que não sabe. Agora vai lá dar atenção para os seus cientistas favoritos quase filhos e me deixe ser o mais próximo de pai que o Caleb tem. – disse enfurecido, referindo-se a Jessie e Peter.

Assim que terminou de dizer Henry retirou-se da presença de Ethan sem dar tempo pra que o mesmo respondesse algo. Ethan ficou parado no mesmo lugar, sem reação, enquanto via o irmão se afastando cada vez mais dali. Suspirou e tratou logo de colocar um sorriso no rosto e voltar para a festa como se nada tivesse acontecido.



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