História Dupla X: Origem - Capítulo 9


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Dupla X: Origem - Capítulo 9 - Capítulo 8

Amy estava na sua sala pouco iluminada andando de um lado para o outro. Olhou para o relógio digital que ficava ao lado do sofá. Já estava quase na hora de Caleb se apresentar, enquanto a festa no Instituto já havia começado. Com certeza não era uma boa hora para ir até o Instituto ter uma “conversa séria” com Ethan. Amy deveria ficar em casa, porém sentia uma enorme vontade de ir ao tal show.

- O que você tanto quer ver lá, Amy? – perguntava para si mesma.

Talvez não fosse “o que”, mas sim “quem”...

Amy parou de caminhar por um instante e suspirou lançando um olhar para o seu quarto, mais especificamente, para uma das gavetas do guarda-roupa que ficava no seu quarto. Foi até lá, agachou-se e abriu a mesma, tirando de dentro dela um baú. Abriu o baú de madeira e tirou de dentro dele um antigo traje preto que havia ganhado de Jack Wang. Uma espécie de herança passada de pais para filhos. O mesmo incluía uma máscara que cobria ao redor dos olhos. Amy vestiu o traje e dirigiu-se até o local do show com sua moto.

Amy estacionou a moto do lado de fora e entrou na grande casa de shows onde algumas bandas já estavam se apresentando. Todos estavam fantasiados. Ela sabia que seria assim, por isso foi vestida com seu traje. A casa estava pouco iluminada, apenas algumas luzes coloridas estavam acesas. Amy adentrou-se no meio do povo devagar, até que o homem anunciou o motivo dela estar ali.

- E agora com vocês... Caleb e os boys! – o homem gritou no microfone.

Amy fez uma careta por conta da altura do grito do homem e da platéia que foi a loucura. Prendeu seu olhar sobre o palco observando os músicos entrarem um atrás do outro e por último estava ele: Caleb.

Caleb entrou no palco agitando a platéia. Amy olhou a animação ao seu redor surpresa. Todos pareciam gostar muito dele. Ou simplesmente estão alegrinhos demais por causa das drogas. A banda começou a tocar as mesmas músicas que ela havia ouvido no ensaio deles. Tocavam ainda melhor agora.

- Só acho que a banda merecia um nome melhor. – Amy resmungou baixo.

Foi então que ela virou-se para o lado e percebeu uma movimentação estranha. Ficou atenta. O homem que estava sozinho em um dos camarotes olhava de um lado para o outro desconfiado, até que pegou uma espécie de arma mirando a mesma no palco, mais especificamente em Caleb. Amy arregalou os olhos e não pensou duas vezes para correr e pular no palco indo diretamente pra cima de Caleb. Ambos caíram no chão no momento exato que o tiro foi disparado. Não se tratava de uma bala comum. A mesma atingiu um dos garotos da banda que caiu desmaiado imediatamente.

Amy ficou em cima de Caleb o olhando fixamente com seus olhos amarelos e profundos. Caleb ao abrir os olhos e vê-la a reconheceu na hora.

- Você? – ele disse e sorriu.

- Corre. – Amy disse se levantando.

- O que?

- Corre! – ela aumentou o tom da voz.

Caleb correu para fora do palco, saindo da casa por uma porta que levava aos fundos da mesma. Amy ergueu a cabeça e olhou para o homem que se apressava em guardar seus equipamentos. Amy mostrou as garras e rugiu alto. As pessoas já estavam assustadas, se assustaram mais ainda com o salto que ela deu indo para o camarote. O homem começou a correr, mas ela deu mais um salto o prendendo pelas costas e o jogando para o chão. O homem tentou se levantar, mas ela lhe desferiu um soco no rosto. Aproximou-se mais dele o agarrando pela gola da blusa.

- Por que fez isso? – perguntou com a voz mais grossa.

- Não é da sua conta.

A resposta do homem foi o bastante para irritá-la mais ainda. Ela deu mais um rugido lhe desferindo dois socos no rosto com toda força. Então o homem tentou reagir lhe desferindo um golpe no abdômen com o joelho, batendo sua cabeça contra a dela logo depois. Amy o soltou, permitindo que o mesmo se levantasse. O homem aparentemente sabia lutar, mas não tão bem quanto ela. Amy ergueu-se rapidamente dando um giro no ar desferindo um chute no rosto do mesmo, que se desequilibrou. Ela foi pra cima mais uma vez lhe arranhando o peito duas vezes com suas garras, desferindo um chute contra seu abdômen logo depois. O homem caiu. Foi então que Amy percebeu que não estava sozinha ali. Várias pessoas os rodeavam observando e gravando a cena com seus aparelhos celulares.

“Droga!” – ela pensou.

Aproximou-se do homem ensanguentado no chão e bateu a cabeça do mesmo contra o chão o fazendo desmaiar imediatamente. Deu um jeito de sair dali sem que ninguém a seguisse.

Jogou-se no chão da rua encostando sua cabeça no asfalto, tentando controlar sua respiração acelerada para que pudesse voltar ao normal. Assim que conseguiu, ergueu-se e começou a caminhar para fora dali. Foi quando passou em frente a um beco sem saída e ouviu uma voz masculina a chamar.

- Psiu!

Num movimento rápido Amy foi para o beco seguindo a voz indo de encontro à pessoa que a chamava. Imprensando a tal contra a parede percebeu de quem se tratava: Caleb. Retirou seu braço de cima da garganta dele e bufou. Afastou-se se virando de costas.

- Desculpe se te assustei. – ele disse.

- Não me assustou. – Amy disse séria olhando atentamente para o lado de fora do beco.

- Pelo visto você é uma das minhas.

Amy franziu o cenho – O que?!

- Rock. Você estava no meu show, você gosta de rock.

- Não sei se você percebeu, mas acabaram de tentar te matar. – disse com raiva virando-se para ele.

- E você me salvou! Disse que poderia na aparecer na próxima vez, mas você apareceu hoje.

- Isso não muda o fato de terem tentado te matar.

- Por acaso você é minha guarda-costas? Ou... anjo da guarda?

- Será que você não consegue levar as coisas a sério? – disse irritada.

- Será que você não consegue relaxar um pouco? – ele revidou.

- Não! Relaxar não é uma opção quando se vê alguém atentar contra a vida de outra pessoa. – terminou de dizer e tornou a olhar para a rua deserta.

Caleb calou-se por alguns minutos, enquanto mordia levemente o seu lábio inferior.

- Eu estou assustado, só não gosto de demonstrar isso. – ele disse sério dessa vez.

Amy suspirou e permaneceu sem dizer nada.

- Me desculpe, é que essa é a minha maneira de lidar com os problemas. E eu tenho tantos... as vezes acho que o melhor é ignorá-los, fingir que não existem, já que não vou poder fazer nada pra resolvê-los. – deu uma breve pausa e continuou – Talvez a sua maneira de lidar com os seus seja ser assim, tão séria.

Amy não podia negar, ele tinha razão, mas ainda assim permaneceu em silêncio, perguntando-se quais seriam esses problemas dos quais ele falava.

- Droga! – Caleb resmungou baixo – Me desculpe de novo, eu não deveria ter feito esse comentário idiota.

- Tudo bem. – Amy virou-se para ele novamente – Não precisa se desculpar, por nenhuma das duas coisas.

Caleb sorriu para ela e a mesma lhe devolveu um leve sorriso de lado. Até que ouviram duas vozes masculinas chamando por Caleb. Amy ergueu a cabeça atenta assim que as ouviu. Caleb parecia ter as reconhecido. Começou a caminhar em direção a saída do beco, quando sentiu a mão de Amy em seu peito. Olhou para a mesma que o fitava fixamente.

- Tome cuidado. – ela disse.

Caleb assentiu com a cabeça e foi ver de quem se tratava. Viu de longe seu tio e o motorista do mesmo procurando por ele pela rua.

- É o meu tio lá fora.

Amy virou-se para ele permanecendo onde estava – Então vá com eles. Afinal não pode passar a noite aqui.

Caleb riu fraco – Se bem que eu adoraria.

Amy franziu o cenho fingindo que não havia entendido a “cantada”.

- A propósito... – Caleb disse enquanto aproximava-se dela – Obrigado Pantera. – disse ao chegar o mais próximo que podia.

- Pante...? – Amy dizia quando foi interrompida.

Caleb colocou suas mãos no rosto de Amy o aproximando do dele e selou seus lábios com um beijo suave, que durou alguns segundos. Amy se surpreendeu, colocou suas mãos no braço dele no intuito de fazê-lo parar, porém não conseguiu recusar.

Ao terminarem, Amy o olhou fixamente sem reação, enquanto ele lhe deu um sorriso de lado, afastando-se logo depois. Ela o observou indo embora com o coração disparado. Sua cabeça estava a mil!

- O que você acabou de fazer, Amy?! – perguntava para si mesma atordoada.

Amy havia acabado de beijar o filho de seu suposto inimigo.



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