História Dwell In Your Soul - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Ally Brooke, Camren, Fifth Harmony, Norminah, Vercy
Exibições 19
Palavras 1.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, seguinte é esse, faz mó tempão que eu queria fazer uma fanfic, tinha várias idéias e nunca colocava no papel, então eu decidi que estava na hora. Eu espero que gostem, foi feito com carinho. Eu queria muito receber críticas construtivas, gente, sério, dêem a opinião de vocês, eu irei amar. Enfim, tenham uma boa leitura amores. Essa fanfic também está disponível no wattpad. Link: http://my.w.tt/UiNb/2JadNApEJy

Capítulo 1 - Superficiality


Algumas coisas na vida acontecem por acaso, outras são premeditadas desde cedo, como quando vamos à viagens por exemplo, sentimos a necessidade de planejar cada mínimo detalhe, e precisamos dizer que isso é necessário. Mas você irá concordar comigo que as melhores coisas não são premeditadas, muito menos planejadas, sabe por que? Porque não podemos planejar o que iremos sentir por alguém, muito menos a intensidade com a qual esse alguém estará envolvido em nossas vidas. Simplesmente sentimos. Sem planejamento, sem objetivos. Nos entregamos de corpo e alma sem saber exatamente o que irá acontecer adiante. É a forma mais inocente de sentir. Você está disposto a acreditar nesse alguém, e a confiar seu futuro àquela pessoa. Confiar para que não estrague tudo, nem que tudo que estão vivendo agora será algo em vão algum dia.

[...]

Lauren

Eu sou dessas que acredita em natais passados em família, e em algumas tradições, como quando mamãe, papai e eu íamos toda quinta comer pizza, e ainda vamos, ou quando todo final de semana eu devo ir à casa dos meus avós. Acredito em almoços e jantares reunidos com toda a família, nós nos sentamos à mesa para que todos falem sobre como foi seu dia. Acredito em tudo isso. Mas se tem uma coisa na qual eu não acredito, essa coisa é o destino. Por que diabos algo ou alguém lá em cima ou onde for vai torcer pra, não sei, duas pessoas ficarem juntas e depois se magoarem, se cansarem uma da outra e no final se separarem? Existem atos e existem as suas consequências. Mas as pessoas gostam de poetizar as coisas.

A alguns meses atrás uma amiga minha conheceu um garoto super legal, dizia que o destino colocou-os juntos, diziam que se amavam, isso até ver ele a traindo atrás da arquibancada da quadra de basquete. Eu estava lá, as mãos dele agarrando o peito da outra garota, e eu vi minha amiga passar um mês inteiro calada, sofrendo por algo que não foi culpa dela. Quer dizer, onde tinha ido parar o destino agora? Se o destino queria tanto os dois juntos, por que fez ele a trair? Entendeu onde quero chegar? Gostam de pôr amor e destino juntos para que nunca tenham que explicar as consequências de suas atitudes tomadas na hora errada. Atitudes babacas. É muita maldade se dizer a alguém 'eu te amo' sem amar de verdade.

-Lauren, já está tarde e amanhã você precisa ir à escola. - ouço minha mãe gritar lá de baixo.

Sempre gostei do porão da minha casa. Quando eu era pequena lembro que meu tio separou da mulher dele e foi morar lá. Claro, na época meu pai teve que tirar as teias de aranha, colocar uma pintura nova e mudar os móveis, mas ficou bem legal. Lembro que na época eu não desgrudava dele e nós sempre encontrávamos um jeito de brincar de bola, mesmo o lugar sendo um espaço consideravelmente pequeno. A alguns anos quando meu tio morreu fiz do porão o meu lugar pra pensar. E é onde sempre trago minhas amigas.

Ouço batidas insistentes na porta. Minha mãe nunca foi do tipo que tem uma virtude chamada paciência.

-Mãe, já estou indo. - grito e logo vou abrir a porta.

Ela sempre foi do tipo controladora. Talvez seja por isso que eu seja a menininha perfeita do papai. Notas razoavelmente boas, adiantada na escola, nunca namorava, nunca saia, nunca se divertia e nunca era eu mesma. Depois de um tempo você se acostuma.

Durante toda as férias de verão tudo o que fiz foi trabalhar em uma cafeteria e, vez ou outra, ir a alguma festa com Lucy, Normani e Keana. As coisas têm sido extremamente normais desde sempre, então não tenho com o que me preocupar em relação ao meu futuro.

Normani e eu somos basicamente irmãs. Desde muito cedo passávamos a tarde uma na casa da outra, brincávamos de boneca e jogávamos softball pelo time da escola no ensino fundamental, bom, eu jogava, ela só torcia para mim na quadra. Temos tudo em comum e nossas mentes funcionam quase que igualmente.

Conheci Lucy em um clube de piscina quando tínhamos uns nove anos. Foi amizade instantânea. Junto com ela veio Keana e aí somos só nós quatro desde então. Lucy, por ser a mais nova, é a mais prepotente e sempre discutimos por coisas bobas, mas eu entendo que, por causa da idade, ela é ainda um pouco imatura e tem muito o que aprender. Keana sempre se dá mal em relações amorosas, prova disso é a traição, e eu sempre estive lá pra ajudá-la. No ensino fundamental enquanto eu e Lucy jogávamos softball pelo time, Normani e Keana torciam no canto da quadra e a cada jogo era uma coreografia diferente e animada. Passamos o ensino fundamental todo juntas, e será assim no ensino médio também. Elas respeitam meu tempo e entendem toda essa pressão em cima de mim, e eu sou muito grata por tê-las em minha vida. Elas são a verdade em meio a tanta superficialidade na minha vida.

Tomo um banho e vou me deitar. Amanhã será outro dia. Faz sete longos anos que estudo naquela escola. Não gosto daquela gente e eu não sou eu mesma lá. Na verdade eu não sou eu mesma em lugar algum.

Todos os anos eu espero alguma coisa acontecer, mas nada nunca acontece. Por essas e outra razões não acredito em destino. Que coisa mais sem graça. Se quiser alguma coisa, faça. Esse é meu lema.

Planejamento, essa é a chave. Planeje alguma coisa e se esforce pra cumprir, não tem como dar errado. Isso me faz manter a linha e não enlouquecer com todas as cobranças em casa. Por ser a filha mais nova, sou a que mais teve oportunidade de um bom estudo. Na época do Chris, meu irmão mais velho, meus pais tinham que batalhar pra pôr comida na mesa. Minha mãe sendo dona de casa e com a empresa do papai quase falindo, não tinham muito o que fazer quanto a conforto e fartura de dinheiro, a crise tinha chegado para todos. Quando Chris se formou em arquitetura as coisas melhoraram bastante e a empresa do meu pai começou a decolar com as vendas de carros. Então ele deu o seu máximo pra dar um bom estudo pra mim e eu sou grata por isso todos os dias. Meus pais não esperam nada mais, nada menos que o meu melhor.

Esse ano vou me dedicar bastante aos estudos, dizem que o segundo ano sempre é o mais difícil. Pretendo cursar advocacia e preciso de boas notas pra isso. Com todo esse planejamento não tem porquê se desesperar. Nada irá mudar meus planos.

Notas de um futuro próximo:

"Depois que eu me apaixonei foi tudo por água abaixo. Eu lembro desse dia fatídico. Deus, ela desgraçou a minha vida, e ela sabe."



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...