História Dyed Storm - Dois amores impossíveis. - Capítulo 96


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Palavras 3.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 96 - Cinema


Fanfic / Fanfiction Dyed Storm - Dois amores impossíveis. - Capítulo 96 - Cinema

Naquela manhã de sábado acordei ás dez da manhã, fiz minha higiene pessoal e assim que desci para a cozinha encontrei apenas Annie.

- Oi.- Saudei me sentando a mesa.

- Oi Lili. - Ela disse animada.

- Qual o motivo da animação? - Perguntei mesmo já sabendo, enquanto preparava um copo de achocolatado.

- Archie. - Disse ela sorrindo. - Ontem ele me beijou.

- Parece que tudo vai dar certo para vocês dois. - Falei sorrindo.

- Porém, achei uma coisa estranha.- Contou ela. - Ele pediu que eu não dissesse para todo mundo sobre isso, mas disse que para você não tinha problema.

- É que vocês não assumiram nada ainda. - Expliquei, mesmo sendo algo tão óbvio. - E se contar para todo mundo vão achar que ele está te usando.

- Você tem razão. - Falou ela.- Mas acho que ficariam feliz por nós…

- Quando firmarem um compromisso, sim. - Disse.- Sem contar que Archie é muito tímido.

- Não acho ele assim tão tímido. - Falou ela.

- Então, porque não vai lá perguntar a ele sobre isso ? - Indaguei já irritada com as perguntas óbvias.

- Poxa Lilian. - Reclamou ela se levantando da mesa. - Qual o seu problema? Não pode ser um pouco compreensiva? Ou será que isso tudo é ciúmes?

- Isso tudo o quê ? - Disse tomando meu achocolatado.

- Você sendo toda mal humorada. - Ela colocou uma mão no quadril. - Está com inveja por eu estar com Archie ?

Soltei um suspiro.

- Estou com raiva por você perguntar coisas idiot… - Respirei fundo. - Coisas bobas, coisas que qualquer um entenderia. Sinto que você está se fazendo de boba, quando é tão esperta.

Minha manhã calma e o resto do meu dia, não precisavam se transformar em algo tenso e irritante. Decidi não me estressar com ela agora, para não precisar ter um estresse maior depois.

- Você sabe que não sou perita nesse tipo de romance. - Falou ela. - Além de quê, só pergunto as coisas para você, porque você é amiga dele. E porque eu pensei que havíamos se tornado amigas.

Senti uma pontada de arrependimento no meu coração. Não deveria ter sido rude com ela.

- Olha Ann… - Ela me interrompeu.

- Mas pelo visto eu estava enganada! - Completou ela. - Você continua sendo a mesma garota miserável, ridícula atrás de atenção de quem é melhor que você. Mas isso sempre foi em vão. Quando eu estou perto, você não tem nem mesmo a atenção dos seus pais, ou do tio. Sabe porquê? Porque você é sem graça!

- Annie. - Disse calmamente. - Estou a um instante de pular na sua garganta.

Em outros tempos aquilo realmente seria uma ofensa, mais do que isso. Seria uma humilhação, pois eu iria acreditar em tudo aquilo e talvez, assim que possível me acabaria de tanto chorar, hoje eu sei que não é verdade, então tudo isso são palavras vazias.

- Só venha. - Intimou ela.

- Me recuso a brigar com você. - Falei.

- Você sabe que vai perder!

- Annie. - Indiquei a mesa com a mão. - Sente-se e termine seu café.

- Você realmente vai agir assim ? - Perguntou ela. - Com ignorância ?

- Você entende o que está fazendo ? - Questionei. - Está me dizendo tudo isso, apenas porque eu disse que deveria ir perguntar ao Archie sobre o relacionamento de vocês. Você mesma disse, ao fazer todo aquele pacto nos tornamos amigas e tudo mais.

- Quem não está sendo minha amiga é você!

- Por favor. - Falei. - Senta e toma seu café. Termine de fazer as perguntas que quer fazer, que eu serei mais compreensiva, assim como pediu. E deixe de fazer uma cena desnecessária.

- Promete? - Ela disse semicerrados os olhos. - Que será mais compreensiva.

- Depois que pedir desculpas.

- Me desculpa. - Falou ela. - Sendo sincera, mesmo não querendo. Eu me arrependi assim que disse. Não acho que fique querendo a atenção das pessoas, nem que é sem graça. Na verdade seus olhos chamam muita atenção.

Arqueei as sobrancelhas.

- Quis dizer de uma maneira boa. - Explicou-se ela. - Eles são bonitos.

- Sendo sincera também. Não vou me esquecer de tudo que falou tão fácil. - Falei. - Quero muito dizer coisas que irão lhe magoar, mas sei que não é o certo. Portanto, que esse assunto termine aqui. Faça logo sua pergunta.

Relutante ela se sentou na cadeira. “Nossa, ela realmente não tem orgulho nenhum!” Pensei.

- Não quero que fiquemos brigadas. - Falou ela. - É que não estou acostumada a você falando daquela forma comigo, e…

- Tudo bem. - Falei. - O assunto já terminou. Faça a pergunta.

- Acha que eu e ele vamos dar certo? - Indagou ela.

- Só vamos saber disso com o tempo. - Falei séria.

- É verdade… - Concordou ela. - Sei que pode pensar nisso como sendo uma pergunta idiota, mas não quero o óbvio. Eu quero sua opinião.

- Acho que sim.- Falei.

- Lilian… - Reclamou ela. -Você prometeu.

Revirei os olhos.

- Agora que a mãe de Archie está bem, ele não vai mais ter tantas preocupações, vai poder pensar em namorar e tudo mais. - Falei. - E se você não fazer nenhuma bobagem, com isso quero dizer não demonstrar interesse por outro, estará tudo certo.

- Entendi seu ponto de vista.- Falou ela. - Obrigado.

Após isso eu e Annie terminamos nosso café sem conversar uma com a outra.

Subi para o meu quarto escolhi: uma bota de cano curto, meia calça e um sobretudo, ambos pretos, porém o cinto do sobretudo era branco. Fui para o banho e não demorei muito. Embora não fosse uma ocasião muito especial, fazia muito tempo que eu não saia e me arrumava devidamente, eu estava com saudades de fazer isso. Então, fiz um delineado gatinho, e passei muito rímel.

Assim que terminei de me arrumar, peguei meu celular e segui para a sala de jantar. Todos já estavam almoçando, me sentei a mesa ao lado de Aleksa.

- Oi Lili. - Falou ela. - Você está bonita.

- Obrigada. - Falei. - Você também está muito bonita.

- Obrigada. - Falou ela voltando a comer.

- Vamos sair assim que terminar o almoço? - Indaguei ao Adam a minha frente.

- Sim. - Concordou ele. - Depois que todos almoçarem, estávamos só esperando você e Annie.

Olhei em volta, todos já estavam arrumados, e Annie não estava ali.

- Porque está tão arrumada? - Perguntou Aleksey.

Quase soltei um “Não posso?” Mas, me lembrei da briga com Annie. Eu devia estar perto do meu período, pois estava mal humorada sem motivos aparentes.

- Não sei. - Falei.- Deu vontade.

- Entendi. - Falou ele.

- Vocês também estão muito bem arrumados. - Reparei.

- Principalmente o Archie.- Falou Adam. - Algum motivo para isso ?

Archie que estava mastigando, parou de mastigar e então engoliu.

- Não. - Respondeu ele. - Nenhum na verdade.

Adam já devia ter percebido que ele e Annie estavam juntos.

- Lilian não vai almoçar ? - Indagou Archie trocando de assunto.

- Não. - Admiti. - Acabei de tomar café, acordei tarde.

Assim que todos tomamos café. Aleksey gritou chamando Annie, e seguimos para fora de casa. Reparei que nenhum dos carros estavam na garagem.

- Quem saiu ? - Perguntei a Adam.

- Minha mãe foi para o hospital.- Contou ele.- E o tio, ele saiu de manhã, ele não disse nem para a vó onde foi.

- Ué. - Emiti. - Será que ele foi para o hospital ?

- Não. - Negou Aleksey. - De manhã não tem horário de visitas, só podem ficar os acompanhantes, que hoje foi a mãe e o vô.

- Talvez tenha ido resolver alguma coisa… - Arriscou Archie.

- Pode ser. - Concordei.

Depois de esperarmos, uns dez minutos. Annie veio, e ela estava linda! Ela usava Botas de cano longo, saia rodada de cintura alta e um suéter folgado, que ficava com a barra para dentro da saia.

- Vamos.- Falou ela.

- Vamos. - Concordou Adam começando a andar.

- Que demora.- Murmurou Aleksey. - Estava fazendo as roupas ?

- Me deixa em paz. - Retrucou ela.

Começamos a caminhar, iriamos ir de carro. Mas nenhuma estava lá, então o jeito era seguir de ônibus. Pegamos o ônibus e fomos até o Metrô, quando chegamos lá, meu celular começou a tocar, era o tio.

- Quem é ? - Indagou Aleksey.

- Oi tio.- Disse atendendo a ligação.

- O tio ?- Comentou Annie curiosa.

- Oi Lili. - Respondeu ele. - Onde você está ?

- Estou no metrô.- Falei. - Eu e o pessoal, combinamos de ir ver um filme. Iria precisar de mim para algo ?

- Entendi. - Falou ele. - Na verdade, eu quero ir buscar vocês. Mas não quero atrapalhar o filme, por isso pode me dizer que seção que vocês vão pegar, e onde vão estar?

- Claro.- Respondi. - Vamos ir para aquele cinema que fica perto do Museu Nacional. Agora, é uma e meia. Então, provavelmente vamos pegar a seção de duas e meia.

- Entendi.- Falou ele. - Então, tchau pequena.

- Tchau tio…

Ele encerrou a chamada. O tio estava estranho.

- O que era ? - Indagou Adam.

- Ele queria saber que hora iriamos ir embora para nos buscar. - Contei.

- Que ótimo! - Exclamou Annie. - Não vamos precisar vir de metrô!

- Não vejo muito problema em ir de metrô. - Comentou Archie. - Não demora tanto assim.

- Mas carro ainda é melhor. - Falou Aleksey.

Assim que o trêm chegou, seguimos para o nosso destino. Saímos do Metrô e andamos um pouco até o cinema, porém assim que passamos pelo estacionamento de relance pensei ter visto o carro que o tio estava usando o hoje. Dei de ombros, e fomos para fila da pipoca.

- Você prefere pipoca doce ou salgada Archie ? - Perguntou Annie.

- Salgada. - Falou ele. - E você ?

- Também. - Respondeu ela.

Sinto que ela só prefere a salgada porque a doce é mais calórica.

- E você Lilian. - Falou Archie. - Qual prefere ?

- Doce. - Respondeu Aleksey por mim.

- Acertou. - Falei.

Senti uma mão em meu ombro. Adam que estava de frente comigo, olhou para além de mim. Antes mesmo de me virar senti uma mão em minha cintura me obrigando a se virar, meu coração disparou assim que ele beijou minha bochecha. Inicialmente não consegui distinguir a pessoa, e nem tive tempo para minha irritação, pois meu coração se acelerou com ação.

- Oi. - Disse o rapaz. - A quanto tempo!

O cheiro familiar do perfume dele me deixou atônita. Aquele cheiro era um dos meus favoritos, era levemente amadeirado, porém era familiar ao cheiro de terra molhada pela chuva, e era brevemente nostálgico e feliz.
Abri a boca para respondê-lo, mas as palavras simplesmente não saíram, ao invés disso meu queixo trepidou e fiquei boquiaberta.

Vendo minha reação, ele levou a mão em frente a boca, para esconder um sorriso. Após ele entrelaçou nossos dedos, da maneira mais sutil possível.

- Vem, vamos sair daqui. Me deixe te sequestrar?! - Prosseguiu ele exibindo um belo sorriso, seguido de uma piscadela de um olho só... - Prometo que não irá se arrepender. Mas, se acabar se arrependendo, te dou o seu dinheiro de volta... ou os beijos que vou roubar, se preferir.

- Ela não vai a lugar algum com você! - Aleksey pegou no meu braço e me puxou para trás.

- Exato! - Adam disse passando o braço por cima de meus ombros.- E se eu fosse você, tirava as mãos dela agora!

Eu estava tão perplexa que não conseguia ter ação, ou palavras para me expressar. O rapaz insistiu, ainda brincalhão e me puxou pela cintura novamente, fazendo meus primos me soltarem. Ele me olhou nos olhos por um instante.

- Não vai dizer a eles ? - Indagou o rapaz. - Ou está nervosa porque seu outro namorado está aqui, Lili ?

- Como ? - Perguntei incapaz de dizer outra coisa. Pensei que ele poderia achar que eu não tinha escutado o que ele havia dito, então decidi me corrigir. - Como, você pode estar aqui ?

- Hmm… - Emitiu ele. - Digamos que tive uma ajudinha do meu melhor amigo.

- Quem é você ? - Perguntou Aleksey.

Meeth colocou parte da minha franja atrás da minha orelha, e se aproximou sutilmente do meu ouvido.

- Diga a eles. - Ele sussurrou, porém em um tom normal de voz, para ser escutado por todos. - Conte sobre nós, para que nós possamos sair logo daqui.

Sorri ao reparar nele, em seu rosto, seu cabelo e finalmente senti que podia acreditar que era ele mesmo em minha frente, e não um delírio utópico de minha parte.

Desatei nossos dedos, me sentindo livre para poder me amarrar nele. Passei meus braços por debaixo dos seus, e forcei meu rosto contra seu peito. Ele estava quente, e era aquele calor que eu precisava, que eu desejava, ele era o único capaz de me proporcionar aquele calor, o calor da felicidade de poder tê-lo em meus braços. Ouvi ele rir ao se surpreender. Meeth me abraçou e colocou seu queixo sobre a minha cabeça.

- Parece que eles se conhecem. - Ouvi Aarchie comentar.

- E muito… - Falou Annie.

De forma hesitante desfiz o abraço, apenas porque eu sabia que ainda poderia fazer isso muito mais hoje, porém entrelacei nossos dedos. Ele era meu, e eu não queria que ele ficasse longe, nem que fosse por um centímetro de distância.

- Gente.- Falei falei sem conseguir conter o sorriso.- Esse é meu namorado, Meeth.

- Oi. - Ele disse sorrindo. - Espero que nenhum de vocês seja o outro namorado da Lili.

Dei uma cotovelada nele. Ele deu de ombros exibindo um sorriso travesso.

- Você tem mais de um ? - Annie disse animada. - Eu sabia que você…

- Ela não é como você. - Adam a interrompeu enquanto permanecia seu olhar fixo em Meeth. - Oi. Eu sou o primo mais velho dela, Adam.

De relance vi Archie olhar para Annie.

- Sabe, não é como se Annie tivesse vários namorados.- Falou Archie. - Ela também não é assim.

Adam e Aleksey olharam para ele indignados.

- Eu não sabia que você namorava. - Falou Annie cortando a tensão.. - Porque não contou?

- É. - Concordou Meeth.- Porque não contou ?

Semicerrei os olhos, ao olhar para Meeth, ele sabia o porque.

- Não contei. - Falei. - Mas também não neguei que tinha um.

- E então ? - Perguntou Archie. - Também vão ver o filme ?

- Talvez… - Falou Meeth. - Eu e a Lilian vamos ir ali, decidir.

Ele começou a caminha em direção a um dos corredores do cinema, puxando minha mão junto. Ele andava de forma decidida, embora nunca tivesse estado ali antes.

- Você vai ter que me explicar como soube onde eu estava. - Falei rindo.

- Hmm… - Emitiu ele pensativo. - Será que eu conto ?

Meeth estava radiante, não sabia se o fato de eu não vê-lo a muito tempo contribuiu na minha opinião, mas eu nunca tinha visto ele tão bonito. Suas roupas tinham cores neutras, seu jeans era preto, o tênis também com alguns poucos detalhes em branco, e seu moletom cinza, porém, embora a roupa não chamasse atenção, ele chamava. O sorriso levado, a expressão feliz e o seu belo rosto, me remetiam a um sonho, a um desejo incontrolável de tê-lo.

- Quer algo em troca para me contar ? - Questionei.

Ele parou por um instante e me olhou sorrindo.

- Você está realmente com saudades, para não estar na defensiva como sempre... - Falou ele. - Devo adverti-la, que uma presa não deve atiçar seu predador.

Ele mordeu seu lábio inferior.

- Não me provoque. - Falei o puxando dessa vez. - Ou eu posso mudar de ideia.

- Você diz isso, mesmo que minhas provocações só a deixem mais....- Disse ele confiante. - Tentada…

Ele estava certo, porém mesmo que não fizesse nada, o simples fato dele estar ali, já me deixava tentada. A saudade se sobressaia ao meu raciocínio, e suas palavras a minha lógica.

Entramos em um corredor, que estava vazio. As pessoa já deveriam estar vendo os filmes.

- A gente pode ficar aqui ? - Indaguei.

- Não sei. - Respondeu ele. - Mas desde que seus primos não nos vejam, não importa.

Ele encostou as costas na parede e colocou as mãos no meu quadril.

- Eu estava com saudades. - Falou ele me puxando para perto.

Levei a mão ao rosto dele e me aproximei. Tomei os lábios dele com os meus, o beijo se iniciou calmo e sutil, mas gradativamente se intensificou. Eu tinha esperado tempo demais, sonhado demais, e desejado demais, porém tido de menos. Não conseguia me conter e nem precisava. Porém ao poucos, o ar faltou e nos obrigou a cessar o beijo.

- Eu também.- Sussurrei arfando. - Senti sua falta..

- Só o fato de você iniciar o beijo. - Falou ele também arfando. - Já é uma prova disso.

- Eu te amo. - Disse sorrindo.

Ele puxou meu corpo um pouco mais contra o dele. E encostou seus lábios sobre os meus.

- Se você disser isso de novo.- Falou ele ainda com os lábios sobre os meus. - Vou querer te tirar daqui, e fazer coisas que você nunca mais irá esquecer.

- Já decidiram se vão ver o filme ?

Levei um susto ao ouvir a voz de Aleksey. Meeth não pareceu se surpreender, e nem se moveu continuou na posição que estava, me impedindo de se mover também. Ele selou nossos lábios.

Coloquei as mão no peitoral dele e o empurrei levemente, com certa relutância ele cedeu, mas continuou com as mãos no meu quadril.

- Aleksey volta aqui… - Annie disse ao longe.

- A seção está para começar daqui há cinco minutos. - Contou ele se aproximando, e estendo dois bilhetes. - Esses são seus bilhetes.

Soltando meu quadril, Meeth pegou os bilhetes. Me afastei um pouco, sentia meu rosto queimar. Ele olhou para os bilhetes por um tempo, e então os devolveu para Aleksey.

- Obrigado. - Respondeu ele simpático, estendendo os bilhetes para Archie. - Mas eu e a Lili estamos em assentos separados, então vou comprar outros bilhetes.

- Então troque esses. - Falou Aleksey se virando e caminhando de onde veio.

- Acho que ele gosta de você. - Comentou Meeth.

- Bem, ele é meu primo…

- Você entendeu o que eu quis dizer. - Falou ele sério.

Meeth pegou na minha mão, e seguimos para o balcão. Trocamos os bilhetes, e compramos pipoca doce e refrigerante.

- Vamos ver o filme.- Falei. - Pensei que você queria…

- Queria… - Repetiu ele sorrindo maliciosamente.. - O quê ?

- Hmm… - Emiti. - Dar uma volta talvez….

- Adoraria dar uma volta em um lugar fechado com você. - Falou ele rindo.- Mas sinto que se não vermos esse filme, seus primos vão passar mal. Principalmente o loirinho com o cabelo de macarrão instantâneo.

- Meeth! - Falei. - Não fale assim dele!

Ele me deu um selinho.

- Vou pensar no caso. - Falou ele.

Entramos no cinema, pegamos uma das últimas fileiras. O Pessoal estava na mesma fileira que a gente, porém quase do outro lado do cinema.

- Que sorte… - Murmurei.

- Concordo…

Olhei para ele, e ele olhou para mim. Mesmo com pouca luz pude identificar aquele sorriso deveras travesso.

Seguimos para as nossas poltronas. Não havia muitas pessoas próximas a nós, em geral não havia muita gente no cinema. As pessoas deviam vir mais a noite.

- Por isso que perguntou ontem, o que eu iria fazer no sábado. - Concluí.

E por isso o tio não estava em casa hoje pela manhã, deve ter ido buscar Meeth.

- Foi. - Concordou ele sorrindo. - Eu queria lhe fazer uma surpresa.

- Você não ficou bravo comigo ?

Ele me olhou sério.

- Porque eu ficaria bravo com você ?

- Por eu ter contado ao tio… - Disse.

- Mesmo que eu não soubesse, que ele estava a par da situação. - Falou ele. - Você estava tentando fazer ele nos aceitar, certo ?

Assenti com a cabeça.

- E você conseguiu. - Ele beijou minha testa. - E mesmo que ele não aceitasse, eu não iria abrir mão de você. Quando eu digo que te amo, não estou brincando.

Abri um sorriso.

- Já disse que te amo hoje ? - Falei.

- Já. - Sussurrou ele se aproximando do meu ouvido. - Mas eu ainda vou te fazer dizer isso muitas vezes hoje..

- Vai ? - Indaguei. - Estou ansiosa para que comece…

Ele deu um sorriso de lado, que demonstrava o quão maroto ele era. Assim que ele terminou de falar ele se voltou para mim e selou nossos lábios brevemente.

- Mas eu devo admitir que não foi uma das nossas conversas mais amistosas. - Contou ele. - Acho que vai ser mais f conversar com o seu pai, do que foi conversar com ele. A propósito, conversar com seus pais é uma das condições para ficar com você.

- Acho que não vai ser tão difícil. - Falei rindo. - Já fiz um proganda sua para os meus pais, mas não disse que era meu professor.

- Jhon disse que era melhor não contar. - Falou ele. - Além de quê, eu não pareço ser da mesma idade que você ?

- Não. - Disse rindo.

- Pareço mais novo que você ? - Ele disse em uma falsa surpresa.

- Você parece ter, dezenove, ou vinte. - Contei. - Eu ainda tenho dezessete.

- Dá quase no mesmo. - Falou ele.

- Mas não é mesma coisa. - Rebati.

- Quando estivermos sozinhos. - Sussurrou ele.- Vou te mostrar a diferença dos dois tempo, e você vai ver que não vai fazer diferença.

Eu ri.

- Mesmo ? - Indaguei. - Estou ansiosa para deixar isso claro em minha mente então.

Ele riu e passou o braço pelos meus ombros.

- Ainda não me acostumei com esse seu lado… - Comentou ele. - Mas eu estou gostando.

Recostei minha cabeça em seu braço, colocamos os óculos 3D, e começamos a assistir o filme.


Notas Finais


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