Hist√≥ria Is It Love? Gabriel ūüíĆ - Cap√≠tulo 2


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Categorias Originais
Tags Gabriel, Gabriel Simons, Game, Is It Love, Jogo, Matt Ortega, Otome
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Palavras 3.473
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
G√™neros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Está calor, você não acha?


Ufa, estou me sentindo dormente. Esse primeiro encontro com meu chefe fez me sentir estranha. Tudo parece tão perfeito nessa empresa, do prédio a secretária, passando pelo gerente. Fico em dúvida pelos métodos de recrutamento e seleção daqui... Para ter me contratado está parecendo um grande erro. Eu dou risada sozinha e então observo meu local de trabalho. O espaço é simples e pequeno, o suficiente para eu me instalar. Há apenas livros e um porta treco em cima da mesa. Preciso de plantas. Amanhã trarei um vaso. As pessoas das baias a minha volta estão hiper concentradas em seus trabalhos. Minha voz fraca tem dificuldade de atravessar o grande salão, mas eu digo olá. Os que ouviram, levantaram a cabeça e sorriram para mim e logo retornam o olhar à seus computadores.

No fundo da sala há uma sacada enorme de vidro com vista para os outros prédios da cidade, o que faz com que a sala seja aconchegantemente iluminada, mesmo com tantos escritórios. As baias são separadas por pequenas repartições. A minha tem duas mesas, mas algumas chegam a ter quatro. A mesa a minha frente está em situação catastrófica. Há um monte de folhas espalhadas por toda parte e uma caixa de papelão cheia de coisas, pilhas e pilhas de papéis amassados e livros. Eu noto também uma tabuleta gráfica e um capacete de motocicleta ao lado. Estou impressionada em ver que tanta coisa consegue caber em uma pequena mesa.

Estou ansiosa para conhecer meu companheiro de trabalho com quem vou conviver a maior parte do tempo por aqui. É claro que, obviamente, ele não é um compulsivo por organização. Mas tudo bem.

O tempo passa e eu não tenho muito o que fazer. Então decido colocar um pouco de ordem na mesa ao lado. Eu não aguento ficar apenas olhando essa zona sem, ao menos, algo para distrair. Pego um livrinho todo rabiscado com pequenos desenhos e anotações. Posso ler logo na primeira página "Bem vindo as Empresas Carter. Se você deseja melhorar o mundo, está no lugar certo." Só isso. Há também alguns folhetos que descrevem e apresentam em algumas linhas as Empresas Carter e suas atividades. A empresa trabalha principalmente com inovações tecnológicas, mas também atua no ramo de energia renovável. E também executa algumas ações como "investidor anjo", pois investe no desenvolvimento de projetos inovadores em startups. Ela também é protagonista em diversos ramos e eventos importantes na cidade, e também em diversas capitais no mundo. E como se não bastasse, ela trabalha em países em desenvolvimento levando conhecimento tecnológico em matéria de abastecimento de água. Isso tudo é pouquíssimo tempo... Impressionante. Na verdade, meu serviço não é mais do que uma gota d'água nesse império. E dizer que há milhares de pessoas que trabalham para esta empresa. Eu me pergunto se o trabalho que eu vou fazer aqui terá de fato um impacto verdadeiro em algum lugar. Eu respiro fundo.

Nas páginas seguintes, alguns gráficos apresentam números enormes. Dezenas de trilhões de dólares! Não consigo nem imaginar o que isso tudo representa. A impressão que tenho é de ter vindo de outro planeta. Um planeta que mais se parece um ovo... Diz minha consciência. No entanto, estou completamente decidida a conquistar meu lugar aqui.

De repente um rapaz entra na sala. Ele coloca algumas pastas sobre a mesa. Deve ser meu colega. Alto e atlético, veste uma roupa despojada. Como se isso fosse possível aqui. Seus cabelos castanhos têm um penteado moderno. Até meio bagunçados. Sorrindo, ele se aproxima de mim para dar-me um aperto de mãos.

- Você deve ser meu colega. A gente deve se cumprimentar com um beijo? Ouvi dizer que os norte-americanos não gostam muito de um contato mais íntimo. Meu nome é Michelle, muito prazer! - digo tentando ser simpática.

- Perspicaz, hein, novata! Você tem razão, mas por que não, não é mesmo? Sou Matthew, mas sinta-se à vontade para me chamar de Matt.- ele me joga uma piscadela.

O rapaz me cumprimenta com beijo na bochecha. Percebo sinceridade e alegria em seus olhos castanhos. Matt passa a mão em seu cabelo enquanto olha sua mesa. Ops, será que fiz mal em organizá-la um pouco?

- Desculpe a minha mesa, sei que ela está bem bagunçada, mas isso me ajuda a refletir.

- Eu também sou um pouco assim, para falar a verdade. Só um pouco. Bem pouquinho. - digo rindo e gesticulando. Matthew descontrai.

- Haha se você é organizada tudo bem, mas ser bagunceiro também não é um defeito.

- Não absolutamente, não é? - digo rindo. Ele fica em silêncio um momento.

- Já que a desordem externa é sinônimo de equilíbrio interno. - Ele faz uma pausa. - Parece que os grandes maníacos por organização são também grandes psicopatas, no fim.

- Ainda bem que eu tenho 1,67 então.

Nós caímos na risada. O Matt parece ser um cara bem brincalhão. Ou ele apenas está sendo legal em rir dessas piadas idiotas. Chega, Michelle. É melhor eu calar minha boca enquanto tenho conquistado pontos positivos.

- É, parece que vamos nos dar bem. - diz o Matt depois de rir. Ele me olha com feição indecifrável.

- Sim, parece que somos pessoas MUITO equilibradas! - digo com ênfase no "muito".

Matt e eu nos acabamos de rir novamente, o que fez com que algumas pessoas ficassem nos olhando. Pelo que já pude perceber os meus dias na empresa não serão nada monótonos ao lado do Matt. Eu me lembro de um emprego temporário no qual trabalhei em uma papelaria. Certamente foram os piores dias​ da minha vida... Meu colega era muito depressivo e dificilmente me dava "Bom dia" pelas manhãs. Eu voltava para casa tão deprimida quanto ele. Realmente acredito nessa troca de energias. Com Matt acredito que não terei o mesmo problema, ele me parece muito mais simples do que tudo que pude ver nessa empresa até agora. Eu devo dizer que isso me segura e me traz confiança. As pessoas daqui parecem tão sérias e ariscas que estava com medo de não encontrar alguém como eu. Não que eu esteja absurdamente impressionada, mas de onde eu venho as pessoas são mais simples e não se prendem tanto aos detalhes. Como se Matt tivesse lido meus pensamentos, ele sorri compreensivo.

- Eu tenho uma coisinha para você! - Matt coloca um notebook vermelho em minha mesa. - Eu te apresento o seu mais novo melhor amigo. É a antiga máquina de um de nossos superiores. - Matt esboça um sorriso.

Ele monta tudo direitinho, conecta alguns fios e liga a máquina. Eu o deixo mexer e um pouco depois ele me chama para ver.

- Prontinho! Você só precisa​ pensar uma nova senha. Eu coloquei "123456", mas com certeza pode encontrar algo melhor que isso!

- Sim, claro!

Não acredito muito nisso, para ser sincera, geralmente as minhas senhas se resumem ao nome da minha gata, seguido de 123...

- Eu vou logo te avisando que esse notebook não é o rei da velocidade, mas se você for gentil e paciente com ele, ele será de muita utilidade à você!

- Imagina, não tem problema, eu sou amiga íntima da tecnologia. Seremos bons companheiros.

- Que gracinha...

Eu faço questão de fazer um carinho no computador com amor, o que faz Matt rir muito. É verdade eu gosto muito dessas máquinas, sempre gostei de montar, desmontar, entender como funciona tudo por dentro... De qualquer forma, é visível que a pobre máquina já passou por poucas e boas. Há duas teclas afundadas e várias com as pintura das letras desgastadas. Eu tenho tempo de subir 42 andares a pé e quando chegar o notebook ainda não terá carregado área de trabalho... Não comece a reclamar, Michelle! Um dia eu saberei ter paciência e serei como os sábios, imperturbáveis.... Um dia.

Matt senta em sua cadeira em um movimento rápido, e com um impulso, a cadeira chega perto da minha.

- Você está com sorte, eu sou o melhor para te explicar como as coisas funcionam no meio de toda essa bagunça!

- Bagunça?

- Você faz parte das Empresas Carter agora, princesa. Há regras precisas que tratam da utilização de internet e todo o resto. - ele faz uma pausa. - O que te falta é um guia para te conduzir pelo melhor caminho nessa selva hostil...

- Tá bom, ok! Então diga-me tudo que preciso saber, Crocodilo Findes!



Estou com a impressão de ter toneladas de coisas para aprender só em procedimentos da empresa. Sinto-me obrigada a fazer algumas anotações.

- Você quer descer pra fazer uma pausa?

- Sim, com prazer!

Na cafeteria há uma moça atendente que me oferece o cardápio e eu escolho um sanduíche natural, enquanto ela prepara, eu aproveito para andar um pouco pela sala de descanso. Ficar na frente da tela a manhã inteira me deixou com dor de cabeça. Eu me alongo um pouco para relaxar. Matt me olha com ar de divertimento.

- O que foi? - eu pergunto já esperando uma pérola.

- Está tudo bem, senhorita Michelle Suzie? - diz uma voz que vem de trás. Eu me viro.

- Ah, S-sim! - Levo um susto e quase perco o equilíbrio. É o senhor Simons que me olha duvidoso. Firmeza, Michelle! - Tudo bem! - digo com mais confiança. Ouço Matt rindo de mim sem um pingo de descrição.

- Matt, eu espero que você cuide bem da senhorita Michelle Suzie. - diz com um sorriso que me parece muito persuasivo.

Eu fico séria. Desculpe, senhor Simons, mas eu posso me virar sozinha. Acho que era isso que eu queria quando decidi sair de uma cidade no interior para viver a vida em Nova Iorque. Sozinha. De repente eu penso e seguro o riso. O Matt está mais para professor da zoeira, é óbvio que ele cuidará muito bem de mim! Eu o encaro. Nesse momento eu vejo que as gracinhas de Matt sumiram e ele está sério. Parece até tenso. Mas rapidamente essa expressão se esvai quando percebe que acho graça disso e o bom humor retorna a sua face.

- Claro que sim, Gabriel! Logo ela estará produzindo muito. - Eu ainda encaro o Matt, atenta a sua resposta. É engraçado como parecemos conversar com os olhos. Parece que nos conhecemos há anos.

Eu me volto para Gabriel que me fita ainda com o mesmo sorriso persuasivo. Por um momento passa por minha cabeça a hipótese de o senhor Simons se preocupar com meu bem estar. Que idiotice! É apenas meu gerente... Dessa vez sou eu quem olha para o Matt com um ar de deboche quase imperceptível. Tudo para evitar esses terríveis e intensos olhos azuis de Gabriel que parecem querer me convencer a algo tão terrível e intenso quanto.

- O que você acha de se juntar a nós depois do trabalho, para que eu possa te apresentar alguns membros da equipe de uma maneira menos formal?

- Claro, será ótimo. - Brilhante! Não consegui resistir ao seu poder de influência.

- Muito bem.

- Legal, vou convidar a Lisa também. - diz o Matt e todos concordamos, mesmo sem eu saber de quem se trata.

O telefone do Gabriel toca. - Me desculpem, preciso atender essa chamada. Até mais tarde.

Por algum motivo eu sinto o desejo de passar a noite com meu gerente gato. - Até mais. - Eu o vejo sair com elegância da sala, seu andar é naturalmente sexy. Então, meus olhos se voltam ao Matt que está pronto a me dizer outra besteira.

- Ele gosta de você.

Mas o quê??? Eu tenho a impressão de ficar tão vermelha quanto um tomate. Talvez até​ mais!

- Do que você está falando? Como assim ele gosta de mim?

- Nada, estou só brincando, Michelle. Relaxa. - ele pisca para mim.

- Prefiro não brincar sobre desse tipo de coisa, Matt! - digo fingindo estar brava e o Matt acredita.

Não posso simplesmente deixá-lo me fazer ficar sem graça por uma brincadeira. Vejo a expressão de Matt ficar mais séria, ele abre a boca para dizer, mas não prossegue e eu seguro a risada para poder fechar com chave de ouro.

- Estou só brincando, Matt. Relaxe. - eu pisco para ele e depois solto o riso. Matt mostra um sorriso, eu pego meu sanduíche natural e eu volto em direção a minha mesa.

Dou uma mordida no sanduíche que peguei na cafeteria para retomar as minhas atividades nos procedimentos, regras, normas e toda essa papelada da empresa. Eu penso comigo mesma que quanto mais rápido terminar tudo isso, mais rápido começarei a fazer as coisas realmente interessantes.

- Senhorita Michelle Suzie, - eu olho. - o senhor Simons pediu para que eu cuidasse de sua documentação. - diz a secretária que está de pé na entrada sabe se lá a quanto tempo. Estava tão focada.

- Ah sim! Mas não precisa se preocupar, não quero atrapalhar seu serviço. Pode deixar que eu me viro!

- Não, querida, não me atrapalhou em nada. Eu vim lhe informar que fiz algumas ligações e já está tudo providenciado. Eu peço desculpas, infelizmente vai demorar um pouco, mas amanhã já estará tudo resolvido. - desde quando isso é demorar? Se passaram apenas algumas horas e já está "tudo providenciado" sobre minha situação!

- É realmente muita gentileza sua! - a secretária esboça um sorriso. - Como é seu nome?

- Ah me desculpe, eu nem cheguei a me apresentar hoje de manhã. Eu me chamo Lisa. Lisa Parker. Sem formalidades, ok?

- Muito prazer, Lisa! É muito legal de sua parte ter cuidado de tudo isso. - digo querendo agradecer, gosto de ser simpática e valorizar as pessoas que me ajudam e ressaltar quando têm alguma atitude bacana. Lisa parece triste um momento.

- Quando Gabriel me contou o que aconteceu, eu fiquei horrorizada... Um roubo pela manhã, numa rua super movimentada e bem em frente à empresa! - ela torce a boca com decepção. - Sendo sincera, infelizmente, essa é uma horrível característica desta cidade.

- É mesmo? Acontece sempre? - Que coisa! Preciso de um curso de algo defesa!

- Sim... Mas assim que você conhece as técnicas deles, você acaba levando sua bolsa bem juntinha ao corpo. - eu olho para o lado com tristeza. Talvez receio. Deus me livre roubarem minhas bolsas! Não estou acostumada com isso, sou de uma pequena cidade no interior da França... Será que fiz bem em vir tentar a sorte em Nova Iorque!?

- Mas fora isso, Michelle... Você está bem?

Eu ainda me embaraço com todos esses procedimentos técnicos da empresa, na verdade​. Mas minha mão não está mais doendo, não há nenhuma marca. Acho que não tem porque falar sobre isso para ela.

- Todos esses procedimentos... - eu faço apontando para a papelada.

- Ah, eu imagino... quando entrei na empresa, ler tudo isso também foi um saco. É um pouco complicado no começo mesmo, mas logo você se acostuma com tudo isso, você vai ver!

- Você trabalha aqui há muito tempo?

- Há três anos.

- Oi, Lisa! O Gabriel nos convidou para ir a Starlite hoje à noite, você vem? - apareceu o Matt que acabou de voltar da sala de descanso.

- Não sei não... ainda tenho muito trabalho a fazer e estou um pouco cansada também.

- Qual é? Vamos... para dar boas-vindas a Michele em nome da empresa. - Matt faz cara de cachorrinho.

- Sendo assim, eu vou fazer um esforço. - diz a Lisa sorrindo para mim. Aff. É de dar raiva esse poder que alguns homens tem sobre as mulheres. Caralho. Pera aí. Será que a Lisa e o Matt estão juntos? Será que eles têm algum relacionamento ou algo do gênero? Notei o jeito como eles de olharam. - Bom, vou indo, pessoal, ainda tem muita coisa para fazer e ainda não comi nada no almoço. - Lisa sorri para nós, vira-se e sai.

- Você conhece a Lisa a muito tempo?

- Sim, a alguns anos. É uma moça muito boazinha. Às vezes boazinha até demais, o que faz com que alguns se aproveitem dela e isso não me agrada nem um pouco.

- Sempre é um problema quando nós somos gentis demais, infelizmente as pessoas a nossa volta não são. Quanto mais nós oferecemos às pessoas, mais elas nos exigem.

- É... dá pra perceber? - Matt debocha.

- Não quanto a mim, meu caro, eu tenho muita personalidade! Logo logo você vai perceber isso.

- Óh ! - Matt levanta as sobrancelhas fingindo estar impressionado.

Assim que eu termino de instalar o programa do computador, eu vejo uma pasta escrito "Cassidy_Privado". Com certeza a pessoa que trabalhava com este notebook esqueceu algumas pastas particulares antes de o devolver. É fácil de imaginar que foi de propósito visto como a pasta foi nomeada. Será que estão testando minha curiosidade? Abra. Uma vozinha diabólica diz para ler a pasta. Não há problema algum em ver o que há, essa pessoa deveria ter sido um pouco mais cuidadosa e prudente. Enquanto eu movimento o cursor do mouse em direção a pasta particular com uma certa hesitação, alguém me chama.

- E aí, está indo tudo bem com programas? - Matt pergunta. Tinha me esquecido que ele está ali, bem na mesa a minha frente.

- É... Sim... - eu rapidamente abro uma janela do Google para disfarçar. Matt volta a olhar para seu computador.

Mais alguns programas para instalar e o meu primeiro dia de trabalho terá terminado. De repente meu telefone toca. Eu corro para sala de descanso para atender a chamada de um número na qual eu não conheço.

- Alô?

- Senhorita Michelle Suzie?

- Sim, sou eu mesma.

- Boa tarde, sou o gerente do banco, recebemos com sucesso o seu pedido de renovação de documentos. Tudo será enviado para o seu endereço amanhã.

- Muito obrigada. - é a única coisa que eu consigo dizer.

- Passar bem, senhorita Michelle Suzie.

Eu desligo o celular andando em direção a minha mesa. Até que enfim uma notícia boa, finalmente todo se arranja! PORRA! Eu tô uma trombada em alguém

- Ei olhe por onde anda.

Não digo nada, fico um pouco surpresa pelo tom de voz que essa mulher emprega, eu não fiz de propósito. A jovem Segue Seu Caminho como se eu não existisse. Foda-se! Um idiota sem educação como ela não existe para mim também. O aroma de seu perfume forte vem tocar minhas narinas. Puta merda! Acabou a água em casa e por isso precisa tomar banho de perfume!? Não sei de quem se tratar, mas também não quero saber.

Finalmente primeiro dia de trabalho foi concluído, todos já foram embora, só estamos eu e eu menti no Open Space.

- A gente se encontra no StarLite daqui a pouco?

- Sim! - só que eu não faço ideia de onde fica já que não conheço muito da cidade.

- Você sabe onde é?

- Não mesmo. - digo rindo da minha leiguice.

- Sem problemas, felizmente, para sua sorte, eu estou aqui para te preparar um maravilhoso mapa. - ele diz de uma maneira muito teatral, como se fosse o melhor.

Matt me explica, explica e eu não entendo nada. A verdade é que eu sou péssima e com direita e esquerda. Então, ele rabisca um mapa em uma das milhares de folhas de papel espalhadas sobre sua mesa. Eu acho que compreendi. Aliás, mesmo se não entendo, eu concordo com tudo. Não quero que ele pense que eu sou lerda!

- Beleza até já então. Até daqui a pouco. - Matt arruma suas coisas e sai.

Agora estou realmente só. Ainda preciso preencher alguns formulários para o sistema de monitoramento da empresa antes de ir embora. Mal vejo a hora de iniciar o trabalho de verdade! Minha mesa está cheia de post-its para que eu não me esqueça de nada. Uma empresa tão grande tem um número quase tão grande de sistemas. Que exagero! É, talvez eu esteja exagerando um pouco. Enquanto eu fico toda enrolada com os formulários de acesso à internet, sinto a presença de alguém atrás de mim.

- Ainda por aqui, senhorita Michelle Suzie?

Eu não imaginava que o Gabriel estivesse aqui também. O escuro deixa sua imagem inquietante, o que o faz extremamente sexy. Eu não tinha percebido sua presença, acho que ele está me olhando. Será? Ele olha fixamente para mim enquanto o brilho de seu anel de prata brinca com as luzes da cidade.

- É... Eu acho que terminei.

- Estou indo para a Starlite. Venha comigo. - diz com aquele​ hiper poder persuasivo. Sinto que ele não está aberto a negociações. Eu salvo todas as informações e desligo o notebook.

Atravesso o grande salão por onde o senhor Simons passa. Nós entramos no elevador e de repente eu me sinto desconfortável. Nos encontrarmos tão tarde na empresa, sozinha com ele, em um espaço tão fechado. Alguns pensamentos bem inapropriados me vem à mente. Eu tenho a impressão de que fico vermelha. De novo.

- Você está bem? Parece estar queimando... - ele esboça um sorrisinho.

- Ah, não, não é nada demais... Está calor nesse elevador, você não acha? - Mas é claro!

Gabriel me olha sem dizer uma palavra, em seguida avança bem devagar. O coração acelerado. O que ele está fazendo?


Notas Finais


Espero que gostem 💖


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