História E de repente, amor. - Norminah G!P - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Norminah
Visualizações 426
Palavras 3.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá carinhas, voltei. 😊
Queria pedir desculpas pela demora, pra quem estava esperando por mais um capítulo, como eu disse, estava meio desanimada com a fic, mas eu estou aqui de volta, o desânimo não passou, porém não acho justo com vocês que estão acompanhando a história. Então eu peço que tenham paciência comigo. Aproveitem! 💙

PS: EU ESTOU SURTANDO ATÉ AGORA COM O CLIPE DE ANGEL, POR FALAR NISSO, QUE HINOOOOOO DE MÚSICA! AMÉM FIFTH HARMONY. VOCÊS GOSTARAM? 👼😈

Capítulo 43 - Capítulo 43.


Fanfic / Fanfiction E de repente, amor. - Norminah G!P - Capítulo 43 - Capítulo 43.

DINAH'S POV.

— Está nervosa?

— Não. – Menti categoricamente.

Eu estava nervosa. Normani e eu estávamos no carro dela, indo ao obstetra com os resultados dos exames. Para manter nossa calma – ou pelo menos tentar – decidimos não ler nada antes do próprio médico, porque se houvesse alguma observação fora do normal naqueles laudos, mesmo que não fosse nada demais, não entenderíamos os termos médicos e acabaríamos em pânico, talvez à toa.

Por isso, os envelopes ainda estavam lacrados. Tanto os exames relacionados à minha saúde, quanto ao exame que informava o sexo do bebê.

— Eu estou. – Ela falou, tentando manter os olhos na rua à frente.

Normani não precisava sequer anunciar aquilo; Estava óbvio.

Me senti um pouco mal por talvez ser a responsável por não gerar o nosso filho de forma correta. Eu rezava para todos os deuses que não houvesse nada naqueles exames, para que o bebê não corresse risco, principalmente porque ele era a coisa mais importante do mundo agora, mas também porque eu jamais me perdoaria caso algo acontecesse a ele. Porque a culpa seria minha.

— Não vai dar nada... – Falei, um pouco baixo, tentando convencer a mim mesma que era bobagem se preocupar. Se houvesse algo, os exames anteriores teriam apontando.

— Claro que não. – Ela falou ao meu lado, apoiando a mão direita na minha perna e aplicando ali um pouco de força, como se quisesse passar confiança. Ainda assim, não foi difícil notar o vacilo de insegurança no sorriso que se formou em seus lábios.

Fiquei calada o resto da viagem. Ela fez o mesmo. Qualquer palavra que soasse entre nós duas naquele momento parecia como uma fagulha de pólvora, nos aproximando de uma explosão de nervos a cada segundo.

Quando chegamos, nosso nervosismo pareceu se intensificar. Tentei parecer calma, porque se Normani percebesse meu estado provavelmente entraria em desespero, dizendo que aquela tensão toda acabaria prejudicando o bebê. E eu acreditaria, e entraria em pânico também. E então seríamos duas mães desesperadas à beira de uma síncope.

— Bom dia, senhoritas.

Nos sentamos, e me deixei levar pela aura de positividade e animação do dr. Richard, Normani estava tão nervosa que parecia ter simplesmente esquecido do ciúmes.

— Bom dia, doutor. – Ela falou, entregando imediatamente os exames. — Não vimos nada porque...

— Porque estávamos com medo. – Concluí, imaginando que talvez falar, naquele momento, pudesse aliviar um pouco a minha tensão.

— Bom, também... – Normani continuou. — Mas porque achamos melhor que o senhor abrisse, e se caso houvesse alguma coisa anormal, que nos explicasse. Antes que chegássemos a conclusões erradas.

— Fizeram muito bem. – Ele disse, aceitando os envelopes das mãos de Normani e abrindo-os calmamente, como quem abre uma carta de Natal.

Ele analisou os resultados por algum tempo. Um bom tempo. Meu estômago começava a dar reviravoltas aleatórias, fazendo com que eu me sentisse um pouco mais enjoada a cada segundo transcorrido. Normani estava imóvel na cadeira ao meu lado, olhando fixamente para o médico, que ainda virava e desvirava as páginas.

O zumbido do ar condicionado parecia muito mais alto agora, e me incomodava um pouco mais também. Estava frio, mas não dei muito atenção a esse pequeno detalhe. Eu podia escutar cada engolida seca que Normani dava, e aquilo estava me deixando à beira de um ataque de nervoso. Até o barulho das páginas sendo viradas estavam ajudando à minha eminente explosão.

Se o médico não tivesse falado alguma coisa naquela hora, eu possivelmente teria gritado.

— Podem respirar aliviadas. Dinah você não tem nenhum tipo de problema que possa prejudicar o bebê.

Senti algumas toneladas sumirem das minhas costas. Suspirei profundamente e não porque segui o sentindo literal do que o dr. Richard havia dito, mas sim porque o alívio que senti foi tão grande que mal podia lidar com ele. Fechei os olhos e agradeci, mesmo sem saber a quem ou à que direito, mas sabia que deveria ser grata. E eu estava.

— Eu sabia. – Ouvi Normani falar ao meu lado, mas seu tom de voz, entregava o alívio que ela própria sentia. Eu ainda estava de olhos fechados, leve demais para reagir de alguma forma, mas tinha certeza de que ela estava sorrindo.

Senti-a agarrar minhas mãos e apertá-las, me trazendo de volta á realidade.

Abri os olhos, e me deparei com o dr. Richard, segurando dois envelopes idênticos e fechados que restavam.

— Dois? – Ele perguntou, um pouco confuso.

— É...Eu pedi para fazerem duas vezes...Pra não restarem dúvidas. – Normani falou, um pouco tímida.

— Ela gosta de gastar dinheiro à toa... – Falei, completamente distraída pelos papéis nas mãos do médico.

Ele riu.

— Vocês não abriram? – Ele perguntou, nos encarando, e meu coração de repente começou a bater mais forte outra vez.

— Não...Deixamos para receber todas as notícias de uma vez.– Normani falou, rindo do ainda recente alívio e da expectativa para mais uma novidade.

— Tudo bem. – Disse o médico, abrindo sem cerimônias o primeiro envelope. Se eu prestasse atenção, tinha certeza que poderia ouvir as batidas do meu coração naquele momento.

Todos os movimentos do dr. Richard pareciam serem feitos em câmera lenta, e eu tinha certeza que toda aquela adrenalina não podia fazer bem ao bebê.

Normani e eu o encarávamos com atenção absoluta, registrando cada mudança em sua expressão. Como se soubesse disso, ele parecia fazer força para não esboçar nenhuma reação. De uma forma irritantemente calma, pegou o segundo envelope e abriu, lendo também o laudo daquele exame.

— Bom, os dois deram o mesmo resultado...– Ele começou, me fazendo tremer um pouco. — Então acho que realmente não restavam dúvidas.

— E então? – Perguntei, e só me dei conta de que aquela era a minha voz, depois de ouvi-la no silêncio daquela sala.

A resposta veio, provavelmente, em dois segundos. Para mim, no entanto, o silêncio entre aquela pergunta e a resposta pairou no ar por, pelo menos uma eternidade.

— É uma menina.

Esperei que aquele pedaço de informação fizesse efeito, tanto em mim quanto em Normani, muda e paralisada ao meu lado. Embora eu tivesse minhas convicções de que, no final das contas, o bebê seria realmente uma menina, ainda assim ouvir a confirmação me fez ficar ainda mais feliz. Uma menina.

Olhei para Normani, que ainda encarava o médico da mesma forma. Assim como eu – ou talvez mais– ela parecia distante, tentando processar a informação. Não poderia dizer se aquela novidade tinha sido bem aceita por ela ou não, porque ela não esboçava simplesmente nenhuma reação.

— Bom, na verdade... – O dr. Richard continuou. — Posso garantir que não há meninos nessa gestação, mas não devemos descartar a possibilidade de gêmeos ou mais, embora sua barriga não seja o suficiente grande para isso. Mas caso haja mais de um bebê, posso dar a vocês a certeza de que todas serão meninas.

Estremeci com a ideia de “gêmeos ou mais”. Como mãe de primeira viagem, de uma gravidez simples começava a me dar um pouco de pânico, imaginei o que gêmeos não seriam capazes de fazer comigo.

— E como podemos ter certeza... – Comecei a pergunta, mas não precisei terminá-la.

— Vocês vão saber ao certo quantos bebês são depois da primeira ultrassonografia, que pelo que olhei aqui na ficha, já estava agendada. Mas, pela minha experiência, creio que seja uma única menina mesmo.

Prestei bastante atenção em tudo que o dr. Richard dizia, mas era impossível estar completamente atenta a ele enquanto Normani se mantinha ali, em estado catatônico, imóvel com seus pensamentos, incapaz de fazer parte da troca de informações entre nós. Só consegui relaxar quando, algum tempo depois – provavelmente o tempo necessário para que ela tivesse alguma reação – virei para o lado outra vez e a vi sorrindo debilmente enquanto mantinha seu olhar desfocado na parede atrás do dr. Richard.

Aquilo só poderia significar que ela estava feliz.

Respirei aliviada. Quando a hora de ir embora chegou, Chamei-a com uma voz calma e baixa, quase como se estivesse tentando acordá-la de um sono profundo. Ela pareceu despertar, e embora ainda estivesse extremamente distraída, agradeceu ao dr. Richard pela atenção com um sorriso no rosto e saiu do consultório, me puxando pela mão. Aos poucos ela estava voltando a si.

— Meu Deus, D. E se forem trigêmeas? – Normani perguntou, animada como uma criança em véspera de Natal, pulando levemente na cama e fazendo com que eu pulasse também ao seu lado.

— Não vão ser. – Falei, tentando me cobrir com o edredom.

— Como você sabe? O médico disse que não devemos descartar as possibilidades...

— Bom, eu espero que não seja.

— Por quê? – Ela falou em um tom ofendido, embora eu não imaginasse o que exatamente a ofendeu.

— Não é você que vai parir, né meu amor? – Eu ri, beliscando-a de leve.

— Bom, pelo menos você passaria por isso uma única vez. – Ela falou, tentando parecer casual, enquanto se enfiava debaixo do edredom e se agarrava em mim como sempre. – Se vier uma só, vamos ter que repetir a dose pelo menos mais duas vezes.

Fiquei calada por algum tempo, de costas para ela. Outra vez, Normani havia me pego de surpresa, se mostrando extremamente confiante em coisas que pareciam banais quando ela falava, mas que eram enormes para mim.

— Você quer ter três filhos? – Perguntei com uma voz fraca, depois de algum tempo.

— Pelo menos. – Ela falou contra os meus cabelos de forma calma. — Mas eu não tenho pressa.

Fiquei calada mais algum tempo, deixando que a confiança dela me inundasse aos poucos. Eu ainda era insegura em muitas aspectos, mas Normani parecia levar tudo de uma forma tão simples que, com o passar do tempo, me acalmava também. Quando virei e fiquei de frente para ela, senti seus músculos contraírem, como normalmente acontecia nos últimos dias. Talvez ela estivesse começando a sentir falta do nosso contato assim como eu, mas naquele momento minha intenção não era seduzi-la.

— Desculpa se pareço estar desconfortável. – Comecei, muito próxima ao seu rosto.

— Tudo bem. – Ela me abraçou com força. — Não precisamos falar sobre isso agora.

— Não, não me incomoda. – A interrompi, retribuindo o abraço e a olhando nos olhos. — Eu nunca pensei que alguém fosse querer planejar esse tipo de coisas comigo.

— Que tipo de coisas?

— Você sabe...Ter uma família...Filhos, casamento. Ainda é um pouco surpreendente pra mim.

Dessa vez, foi ela que ficou em silêncio, me analisando profundamente. Quando voltou a falar, senti meu coração derreter mais um pouco.

— É melhor ir se acostumando então, Dinah Jane. Porque você vai ter que aceitar o fato de me aturar pelo resto da vida.

Me aconcheguei mais nela e sorri, sem me importar com mais nada. Fechei os olhos e fiquei ali, agarrada a ela, sem esperar nada. Por isso, fui pega de surpresa com um beijo carinhoso e doce. Retribui o ato, agarrando involuntariamente o pescoço dela. Eu não queria forçar a barra, não queria mudar a intensidade daquela beijo, mas era impossível controlar a minha libido.

Forcei minha língua contra a sua boca, e quando ela abriu os lábios, me permitindo aprofundar o beijo, quase berrei de alegria. Meu corpo começou a ficar quente, e o meu sexo latejar sem que eu pudesse evitar, porque aquele tipo de intimidade há algum tempo me fazia falta. E então, em menos de um minuto, eu estava completamente molhada e pronta para ela.

Mas, como sempre, Normani se afastou, mesmo que ofegante. Senti que estava muito próxima de assassiná-la.

— Durma. O dia foi pesado para você. – Ela falou, me dando selinhos de leve e tentando se afastar um pouco de mim.

— Não foi pesado, Normani. Não estou com sono. – Falei, um pouco desesperada, ainda com o meu braço em seu pescoço. De certa forma, aquilo era mentira: Eu estava mesmo cansada, não porque havia feito muita coisa naquele dia, mas porque passei metade dele tensa com tudo que tinha para saber. Normani usou seu golpe baixo, movendo seus dedos lentamente em cima e a baixo nas minhas costas. Ela sabia que aquilo era fatal. Sabia que eu dormiria instantaneamente. Merda.

— Foi sim, amor. E eu tenho certeza que o sono vai chegar. – Ela falou, com uma voz mais melodiosa ao pé do meu ouvido, e embora meu corpo ainda ardesse por ela, fui sendo acalmada aos poucos por sua mãos em minhas costas, enquanto a outra afagava minha barriga, como sempre.

E então, obviamente eu dormi.

[...]

Normani corria o dia inteiro de um lado para outro, atarefada demais com tudo. Era assim durante toda a semana, e até os fins de semana pareciam corridos. Isso porque havia coisas da empresa, principalmente no que dizia respeito à mudança da diretoria. Como se não bastasse, nossa mudança se aproximava rapidamente, e caixotes começavam a surgir por todos os lados. Assim, o tempo que tínhamos juntas, normalmente as noites, eram preenchidos por revisões nas papeladas da empresa e caixas enfileiradas pelos corredores do apartamento. Sua atenção em mim, embora redobrada conforme minha barriga aumentava, era nula quando se trava de sexo, e a situação se tornava tão estranha que eu comecei a me preocupar.

Eu estava agora com quase 12 semanas de gestação, e desde o momento que havíamos descoberto sobre a gravidez, Normani não me tocava.

Cada tentativa desesperada minha resultava em novas desculpas, e mesmo que eu soubesse que ela andava realmente atarefada, era impossível deixar de notar que, se fosse algo relacionado a gravidez, e não a mim, ela parecia completamente alheia ao resto do mundo e dava total atenção às minhas necessidades. Ela não queria transar comigo. E eu não sabia o motivo. E estava quase enlouquecendo.

— Alô?

— Oi, Ally. É a Dinah... – Falei, tentando parecer casual.

— Olá, DJ. Aconteceu alguma coisa? – Allyson perguntou, do outro lado da linha.

— Não...Nada com o bebê. Estou ótima. Quer dizer com um pouco de enjoo, dor nas costas, mas... – Parei tentando voltar ao assunto em pauta. — É outra coisa...

— Pode falar.

— Hum...Bem. – Comecei, me sentindo um pouco idiota. — Não sei se devo falar isso....

— Podemos tentar. – Ela respondeu, encorajando-me. Hesitei um pouco, mas lembrei do meu atual estado. E sem sombra de dúvidas Ally era uma boa amiga.

— É sobre Normani.

Ela ficou em silêncio, provavelmente esperando que eu prosseguisse. Como isso não aconteceu, ela voltou a falar.

— Ok, estou ouvindo.

Suspirei.

— Ela está tão distante, Ally...

— Distante como? Não está dando atenção à gravidez? Ela parece tão feliz com a notícia.

— Não, não é isso. Ela dá bastante atenção à gravidez. Até me sufoca às vezes...

— Então, o que houve?

— Bem... – Comecei, e tive à certeza de que estava começando a ficar constrangida. — Ela me dá atenção, mas...Só com coisas relacionadas à gravidez...Entende?

Rezei para que ela entendesse. E como uma mãe e mulher experiente, ela entendeu.

— Hum...Vocês estão distantes como casal.

— Sim.

— Ela não mostra interesse...

Interrompi-a, um pouco desesperada.

— Não! Ela não me toca! Se recusa a transar comigo! Fica inventando desculpas toda vez que eu tento alguma coisa, desde que soube da gravidez! Eu não aguento mais, Allyson!

— Calma DJ!

Me calei, esperando que ela me dessa alguma explicação em relação a atitude de Normani, ou que me desse quem sabe uma solução. Ally sempre tinha as palavras certas. E naquela altura qualquer ajuda seria bem vinda.

— Ela deixou de ser carinhosa com você? – Ouvi-a perguntar.

— Não...Ela continua a mesma. Diz que me ama todos os dias...Mas não me toca de jeito nenhum.

— E antes da gravidez, qual era a frequência com que vocês mantinham relações? — Ela falava calmante, sem nenhum um vestígio de constrangimento.

— Quase todos os dias. — Choraminguei, deixando completamente a vergonha de lado.

— Dinah...As reações dos homens e também no caso de Normani por ela ser intersexual, no período da gestação podem variar. Alguns podem se sentir mais atraídos por suas mulheres, outros mantém a relação como ela costumava ser e outros se afastam. Normani parece estar encaixada nesse último grupo. Isso não quer dizer que ela perdeu o interesse ou não sinta tesão, mas as vezes pode ser complicado pra ela. Estou falando isso, porque aconteceu algo parecido no meu relacionamento, na gestação de Ane. – Ela continuou falando tranquilamente.

Fiquei olhando para a parede como uma idiota, simplesmente porque tudo que eu podia fazer era esperar.

— E como, você acha que eu posso tentar mudar isso? – Comecei, amaldiçoando Normani por estar sendo tão estranha.

— Vocês precisam conversar, DJ. Tente entendê-la, e tente fazer com que ela te entenda. Vai dar certo, você vai ver.

Tentei controlar o nó na garganta, me forçando a não chorar.

— Tudo bem.

— E pelo amor de Deus, se acalme! Lembre-se que sua carga emocional reflete na sua filha. Conversem hoje, e amanhã você me liga e me diz como foi. Vou ficar esperando.

— Está bem. – Falei tentando me acalmar. — Obrigada, Ally. Você é um anjo. E desculpe por ocupar o seu tempo.

— Não precisa se desculpar. Eu estou aqui para o que você precisar. Lembre-se sempre disso.

— Tudo bem.

— Até amanhã, DJ.

— Até.

Desliguei, com um aperto no peito. Passava um pouco das 19h, e Normani não havia chegado. Tentei retomar a calma, exercitando minha respiração de olhos fechados. Tentei me recusar a acreditar naquilo. Ela não podia simplesmente ter deixado de me desejar. Não podia me ver com outros olhos. Aquilo era absurdo, e me magoava. Eu era a mãe da filha dela, e só Deus poderia dizer o quão feliz eu me sentia com esse fato. Mas isso não fazia com que eu deixasse de lado o meu papel de mulher. E, como toda mulher, precisava explorar minha sexualidade. Se aquilo fosse verdade, eu passaria a me sentir apenas uma barriga ambulante, carregando a única coisa valiosa que Normani possuía. E isso de certa forma me magoava.

Ela não me tocaria pelo resto da gravidez? Se ela me negava com a barriga ainda ligeiramente maior, como seria nos últimos meses de gestação? Ela me evitaria ainda mais? Por que a falta de intimidade incomodava apenas a mim, e não a ela? Seria possível que Normani estivesse se aliviando de outras maneiras? Seria possível que, me vendo exclusivamente como a mãe de sua filha, ela tivesse procurado outra qualquer que desempenhasse o meu antigo papel? O papel de amante, que satisfaria aos seus desejos limitados pela minha gravidez? Será que ela havia ido atrás de outra mulher? Ou o que seria pior: Será que havia ido atrás de uma prostituta, pagando para que ela fizesse o que EU deveria fazer? Céus! Por que eu estava pensando naquilo? Talvez estivesse exagerando, ou fazendo suposições absurdas, mas o desespero começou a me tomar de uma tal forma que, agora, eu fazia força para não rir da minha própria situação. Eu já havia estado no lugar de uma prostituta, e agora estava no lugar da mulher traída. Até onde essa ironia poderia ir? O quão cruel ela poderia ser?

A quantas mulheres eu havia feito mal no passado por ser o que era? Talvez fosse a hora de pagar por esse mal. Pagar pelos meus pecados do passado. Ainda assim, eu não conseguia lidar com isso, e isso me desesperava.

— Não seja idiota! Ela não está te traindo! – Falei em voz alta, controlando a vontade de me estapear.

Me forcei a repetir, incessantemente, que aquilo era simplesmente ridículo, e que não havia motivos para tal suspeitas. Mas eu precisava que ela confirmasse isso, para que eu pudesse voltar a respirar direito.

Então, por um motivo ou por outro, eu a colocaria contra a parede aquela noite.

Não passaria daquela noite. 


Notas Finais


O capítulo está menor, pois como eu havia dito era a segunda parte do anterior. Eu espero de verdade que vocês tenham gostado. Se quiserem que eu volte me deixem saber nos comentários, ah não se esqueçam de comentar. Me desculpem se tiver alguns erros, prometo que corrijo depois. Até mores. 💙 PS: O BEBÊ NORMINAH É UMA MENINA, AAA.


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