História É Errado Te Amar? (Romance gay) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor Proibido, Drama, Escolar, Romance Gay, Yaoi
Exibições 90
Palavras 2.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bom, é minha segunda tentativa então vamos lá, resolvi fazer algo diferente dessa vez, então vamos com romance gay... Afinal sei que tem muuuita fujoshi por aqui! (Eu acho) Bom minha história é original mas espero muito q vcs gostem, afinal eu trabalhei e vou trabalhar muito duro pra postar os capítulos e para que eles sejam interessantes! Espero q gostem dos personagens! 💙😌

Capítulo 1 - Ethan


Fanfic / Fanfiction É Errado Te Amar? (Romance gay) - Capítulo 1 - Ethan

Ethan se sobressaltou quando o despertador tocou, ele não estava mais dormindo, mas só de pensar no que lhe esperava dava preguiça de levantar. Hoje era seu primeiro dia no novo colégio, mais um colégio caro, com garotos idiotas e esnobes que se achavam por terem pais ricos, isso não era motivo pra se gabar, pelo menos era o que Ethan achava... Ele se forçou a sair da cama e se arrastou até o banheiro, se despiu e ligou o chuveiro, a água quentinha lhe escorria dos cabelos aos ombros e em seguida para todo o corpo, aquilo lhe acordou um pouco e depois de alguns minutos em baixo da água ele saiu, não queria encontrar os pais quando tivesse saindo. Pegou a primeira roupa que achou e vestiu, ele não se interessava muito por moda, mas até que a roupa lhe caiu bem, apenas uma calça preta, camiseta, blusa branca de algodão, um casaco de frio preto do lado de fora e marrom por dentro, all star e mochila, arrumou os cabelos, ou pelo menos tentou deixá-los meio normal já que eles achavam que tinham sua própria vida e regras, então desceu as escadas com cautela, mas infelizmente seus pais já estavam na mesa tomando café da manhã.


            — Já tô indo mãe, até mais tarde!

— Ethan, espere aí, eu vou te deixar.

— Hã... não precisa não pai, mas valeu!

— Eu não estou perguntando, eu estou avisando, agora sente-se e coma. 

— Porque você quer ir me deixar? Eu sei chegar lá só e tenho certeza que não é por você está preocupado comigo que você vai até lá.

— Eu vou porque preciso falar com a diretora do colégio, explicar porque você está entrando no meio do ano letivo. 

— Eu posso falar com ela, talvez você ache que eu sou incapaz de socializar mas, eu posso tá?

— Ethan, já chega... Eu vou com você e ponto final. Céus! Eu não consigo te entender garoto, você diz odiar pessoas mas prefere ir de metrô para a escola a ir comigo, seu pai, de carro. Porque você insiste em dificultar minha vida?

— Bom, quanto às pessoas... Existe o tipo certo que eu procuro evitar! E sobre a sua vida... Porque é só isso que tem de legal na minha vida monótona e rotineira. Dificultar a sua vida é a melhor coisa que eu tenho pra fazer! --- respondeu com um meio sorriso irônico exatamente igual à de seu pai

— E cá entre nós, eu não acho justo a sua vida ser perfeita em casa também enquanto todo o resto funciona perfeitamente! --- Quando seu pai abriu a boca para rebater sua mãe veio ao seu auxílio. 

— Chega vocês dois, comam em silêncio e comportem-se.


Ethan sabia que não era justo, mas resolveu não falar mais nada, afinal não ia adiantar muita coisa, talvez só servisse pra deixar seu pai mais irritado ainda. Depois de comer seguiram pra o tráfego, o clima estava realmente tenso no carro, sua mãe não tinha ido e estavam apenas os dois juntos, o que nunca acabava bem. Ele só estava fazendo isso para puni-lo, Ethan sabia exatamente o que seu pai queria dizer com "conversar"... Ele ia falar a diretora o quanto ele podia ferrar com a vida dela e com a escola caso alguma coisa acontecesse e a mídia soubesse. Ia ser uma conversa mais ou menos assim: "Olha aqui, se esse garoto aprontar alguma coisa e vocês deixarem a mídia ficar sabendo, eu acabo com vocês". 
Da ultima vez que a mídia se envolveu, as coisas ficaram feias pra sua família por um tempo, mas afinal como ele ia saber que o simples fato de acender um cigarro na escola ia se transformar na seguinte noticia...
 " O adolescente, mais conhecido como Ethan Fitzgerald, filho do milionário Edmund Fitzgerald, foi pego em flagrante usando drogas ilícitas na escola, o garoto descrito pelos colegas como problemático já foi pego praticando coisas semelhantes em suas escolas anteriores como: brigas, vandalismo, posse de drogas e instrumentos que poderiam ser usados como armas. Porém tais fatos nunca foram confirmados... Mas as perguntas que não querem calar são: Será que o garoto é um viciado? Porque seus pais nunca mencionaram que seu único filho sofria de transtornos psicológicos...?" 
Ethan estava tão perdido em pensamentos que nem se deu conta que seu pai estava entrando em um grande estacionamento, ao lado de um prédio enorme. Quando estacionaram ele saiu do carro o mais rápido possível, já era humilhante o suficiente ter que tê ido até lá com seu pai super bonito, não era preciso que alguém soubesse que ele era seu filho também.


--- Ethan, aonde você está indo? --- perguntou seu pai erguendo uma sobrancelha perfeitamente delineada.

--- Para a minha aula, não é? 

--- Você vai primeiro até a sala da diretora comigo.

--- Porque eu preciso ir com você? --- sua voz estava começando a se alterar --- Você só está fazendo isso para me punir não é?

--- Eu? Punir você? Porque eu faria isso? 

--- Por causa da notícia?

--- Não vamos falar sobre isso. --- Os olhos de seu pai escureceram 

--- Então me deixa ir, ninguém precisa saber que você é meu pai, nós dois saímos ganhando.

--- Já chega Ethan, você vai lá comigo e pronto.

--- Porque você sempre faz isso? É só para me ver assim? Com raiva e chateado?

--- Você não consegue pensar que eu faço alguma coisa por você, porque eu sou seu pai e te amo?

--- Desculpe mas, não acho que você saiba o que é amar alguém...

--- Ótimo, agora que nos entendemos podemos seguir...

--- O quê? Mas eu...

--- Você vem sozinho ou quer que eu vá até aí é lhe carregue até a sala da diretora? 


Seu pai já estava a alguns metros de distância, parou e o olhou com aquele sorriso que Ethan conhecia tão bem, porque sempre que se olhava no espelho e sorria era aquele sorriso que via. 
Se ele tinha achado humilhante ir até o colégio, imagina ter que entrar sendo carregado por seu pai. Ethan odiava aquele fato, mas infelizmente se parecia bastante com o pai, mas não do jeito que gostaria, se fosse querer alguma coisa dele, talvez escolheria a altura e os músculos. Seu pai era o tipo de todo mundo, o tipo " bonito e rico de morrer". Era alto, 1,92 de altura, pele pálida, olhos azuis céu e tinha os cabelos, que era a principal atração, cabelos ruivos, com tons variados de vinho a laranja, cortados curtos e muito bem arrumados, para não ficar nem um único fio fora do lugar. Os fios escuros se misturavam com os mais claros e quando ele andava parecia as chamas de uma vela, dançando de acordo com o vento, era hipnotizante olhar para os cabelos de seu pai, com seus olhos gelados e seus cabelos quentes, seu sorriso travesso que mostrava dentes brancos e alinhados que contrastavam com um cavanhaque perfeitamente feito e nem uma única mancha na pele, com um terno bem alinhado e postura perfeita, era intimidador olhá-lo, as pessoas queriam ser ele, ou queriam ser dele, na sua frente Ethan parecia um alienígena mal formado ou mutilado.
Ao invés da altura ou dos músculos, ele herdara apenas os pontos fracos do pai, pelo menos nele eram pontos fracos, ele era uma versão meio destrambelhada do outro. Enquanto seu pai era alto e com a postura perfeita, Ethan era baixo, apenas 1,64 de altura e não se importava muito com a postura ou com as roupas, tinha o cabelo ruivo também, mas ele o pintava e por isso o seu era bem mais escuro que o de seu pai e era bem maior também, enquanto o de seu pai era cortado curto, com apenas um pequeno topete, o seu era comprido, chegando quase até os ombros, os tons dos cabelos do seu pai eram mais para vermelho e laranja, enquanto o seu ficava mais para o vinho e o castanho por conta da tinta, só dava para notar que era vermelho se estivesse no sol ou em um lugar bem iluminado, pelo menos era assim, mas com a mudança e tudo o que havia acontecido a tinta estava saindo e ele não tinha tornado a pintar, o que era estranho já que a raiz era mais clara que as pontas. Seus dentes também eram muito brancos e alinhados, o que o deixava com raiva, a pele também  era tão pálida quanto a de seu pai, mas não tão imaculada, ele tinha vários machucados antigos e cicatrizes de brigas passadas, o resto era igual a sua mãe, a estatura baixa e magra, a aparência frágil e os olhos cinza tempestade. 
Ethan sempre sofrera com o fato de ter a aparência frágil, ele lembrava que em seu último colégio uns garotos o perseguiram até o último dia de aula. No seu último ano de fundamental os quatro garotos de sempre o seguiu e cercou, o líder do grupo lhe chamou de garotinha em apuros, isso o deixou espumando de raiva até que as coisas começaram a seguir para um rumo diferente e ele começou a sentir medo. O líder dos garotos começou a lhe tocar em lugares estranhos e constrangedores e a sussurrar coisas sujas e depravadas ao seu ouvido, Ethan teve que lutar muito e depois de ser molestado por todos quatro e apanhar quase até desmaiar conseguiu correr, não sabia como, mas tinha conseguido chegar até o metrô e chegar em casa. Seu nariz estava quebrado, as costelas machucadas, cortes na cabeça, sem os tênis ou a camisa. 
Quando entrou em casa sua mãe veio ao seu encontro correndo e perguntando o que tinha acontecido, então chegou seu pai, perguntando o que era todo aquele barulho:

 

— Olha só o que aconteceu com seu filho Edmund, isso não pode continuar...

 

Mas a única coisa que ele fez foi olhar para seu filho, os olhos tão gelados quanto o gelo puro, e dizer: 

 

— Se você não é homem suficiente para ficar e brigar ou pra se defender, pegue pelo menos o que restou da sua dignidade, se é que tem alguma, e vá ao hospital sozinho, sem precisar vir chorando para a sua mãe... — ele virou para sua mãe e continuou — Satisfeita Dakota? Olha só o que você fez! Criou um fraco, um garoto que não serve para nada, o que ele fará quando você não estiver mais aqui? — Então se virou e voltou ao seu escritório.

 

Sua mãe chamou o médico da família que arrumou seu nariz e enfaixou suas costelas, Ethan não chorou na frente de seu pai ou dela, muito menos de seus agressores, mas no silêncio do seu quarto, enquanto tirava as ataduras para tomar um banho, sentiu a garganta apertar. Enquanto tomava banho e a água tocava seu rosto, ele sentiu as lágrimas descerem, mornas, se misturando a água, ele sentou-se no chão, sozinho no silêncio e então chorou, não que ele se orgulhasse de demonstrar tamanha fraqueza, mas não conseguia segurar, ele ficou observando seu sangue misturar-se a água e escorrer pelo ralo pelo que pareceram horas, quando finalmente saiu do banho e vestiu seu pijama, deitou na cama e abraçou o travesseiro, sua mãe bateu na porta e entrou, em seguida sentou-se ao seu lado, botou um travesseiro no colo e ele deitou-se em suas pernas. 
Ela começou a contar uma de suas famosas historias, exatamente como quando ele era criança, a história dizia o seguinte: 

 

" A muito tempo atrás existiu uma aldeia a qual vivia um garoto, esse garoto era o mais magro e baixinho de sua turma, todos riam e zombavam dele pelas costas, até mesmo seu pai lhe desprezava por causa de sua aparência pequena e magra, o pobre garotinho todos os dias chorava no silêncio da noite, mas o que seus colegas não sabiam era que ele vinha de uma linhagem muita, muito antiga e rara. Uma família que tinha poderes sobrenaturais, essa família era um clã, que por acaso era o clã que protegia a aldeia, mas quando o garotinho falou para seus amigos eles zombaram ainda mais dele. Porém, um dia inimigos invadiram a cidade, e o garotinho magro o qual todos riam, se transformou em um enorme dragão negro, com olhos amarelos que paralisavam quem ousasse olhar, com asas tão grandes e fortes que jogava os inimigos do outro lado do mar, com um poder de fogo tão grande que com um único jato queimou todos os navios, os reduzindo a cinzas. Depois disso todos queriam ser amigos do garoto, e ele viveu o resto de seus dias feliz, mas antes ele aprendeu que... Mesmo coisas pequenas podem se tornar grandiosas".

 

Ethan no outro dia foi até o centro da cidade e fez uma tatuagem, para lhe lembrar daquele dia, ele gravou aquele dragão da história de sua mãe na sua pele, porque ele sabia que ele era aquele garoto... Aparentemente frágil, mas por dentro, tão forte quanto um dragão. 


                                                 ***


Ethan estava tão perdido em pensamentos que não percebeu que já estavam caminhando em um corredor apinhado de alunos curiosos que sorriam ou faziam cara feia, e cochichavam entre si. Até que chegaram a porta onde podia-se ler "diretoria" e entraram. A mulher que veio ao encontro deles era alta, por volta de seus trinta e poucos anos, com olhos e cabelos negros, seu cabelo estava preso em um perfeito rabo-de-cavalo alto e bem apertado, tinha cílios grandes e cheios e um estranho brilho nos olhos, o que os faziam parecer estar sempre arregalados. Usava um terninho cinza, sapatos pretos de salto e um batom excessivamente vermelho. Ela lembrava a Ethan uma vilã ou uma bruxa má dos contos de fadas, só um pouco mais moderna, mas com as mesmas características marcantes que eram: as unhas, os lábios, os olhos e as sobrancelhas, que eram muito arqueadas. Ela estendeu uma mão pálida, com dedos longos e com grandes e pontudas unhas vermelhas assim como os lábios.


--- Olá Sr. Fitzgerald, é um prazer receber você e seu filho aqui.

--- Sim, igualmente...


Seu pai conversou com a diretora por bastante tempo e Ethan ficou observando-o flertar com ela, quando ela disse que estava faltando alguns documentos para a conclusão da matrícula ou quando tentou insinuar que Ethan não era qualificado para estudar na escola, ele sorriu e falou em como seus olhos eram admiráveis e ela finalmente cedeu, e no final ainda pediu-lhe uma foto, vê se pode? Depois de esperar por pelo menos meia hora começou a se distrair, ele lembrou que enquanto caminhava pelo corredor algo no meio daquela multidão de rostos tinha chamado sua atenção, não foi bem uma coisa que ele soubesse definir, pois estava muito perdido nos próprios pensamentos para ter prestado atenção, foi apenas uma impressão, como se a parte de seu subconsciente que estava funcionando tivesse prestado atenção por ele, era só uma vaga lembrança de um par de olhos cor de mel lhe seguindo 
tão intensamente que chegou a tirar-lhe o fôlego.


Notas Finais


Boa leitura fanfiqueiros... 💙


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