História É Errado Te Amar? (Romance gay) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor Proibido, Drama, Escolar, Romance Gay, Yaoi
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Palavras 3.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente não coloquei foto deles porque n fiz eles com base em uma pessoa, (o q tá sendo um problema agora 😂) Mas eu achei duas pessoas que chegam mais perto da aparência física dos dois, vou colocar aqui, mas não é exatamente assim que eles são ok? O Ethan tem o cabelo ondulado e não cacheado e o Will tem o cabelo preto e os olhos cor de mel e não azul!

Capítulo 2 - Will


O barulho de água ecoava pelas paredes do banheiro com eco, o espelho já havia ficado embaçado há vários minutos atrás isso se dava porque Will já estava no banho fazia uma hora e não queria precisar sair tão cedo! Ele, assim como todas as pessoas normais odiava segundas-feiras; nunca conseguia dormir bem à noite, mas no domingo era pior ainda e ele sequer conseguia lembrar quando aquilo havia começado e muito menos por que. Aquela noite era um desses exemplos, uma noite a qual ele tinha virado de um lado para o outro na cama com seu corpo clamando por descanso, mas sem conseguir pregar os olhos, sua mente se enchendo de coisas desnecessárias o impedido de dormir e o fazendo sentir como se estivesse prestes a enlouquecer.
Agora era segunda-feira, dia de ir para a escola e ele ao invés de ainda estar tentando dormir mais um pouco antes de ter que sair estava de pé desde as cinco da manhã, já que não conseguia mesmo dormir havia saído para correr, tomado café-da-manhã e agora estava no banho, um longo e demorado banho já que só precisava estar no colégio às oito. Estava começando a voltar à pressão na escola já que estava perto das provas do meio do ano e a rotina de estudo iria recomeçar e como se tudo isso não fosse o suficiente suas segundas-feiras ainda tinham uma peculiaridade só delas que era o fato de não só a ressaca do final de semana ou o colégio, mas porque nas segundas ele nunca pegava seu pai em casa. Quando ele saía para a escola seu velho já havia saído, o que o deixava sozinho com sua madrasta que tinha idade pra ser sua irmã mais velha, Will tinha 18 anos e estava no terceiro ano do ensino médio o que significava que ele tinha que começar a se preocupar com o futuro.
Will sempre fora um exemplo de pessoa, tanto que até seus amigos o chamavam de chato, mas não era como se ele pudesse escolher... Ele era líder de sala e do conselho estudantil desde que havia entrado para o ensino médio, ajudava na empresa da família quando seu pai estava ocupado com o trabalho e não podia resolver algum probleminha, mas nada muito sério — ele jamais dissera que não era seu desejo herdar as empresas da família, não conseguia se ver o dia todo preso em uma sala de escritório assinando papeis, mas nunca conseguira dizer nada, não queria decepcionar ninguém — passava a semana na escola, participava do aconselhamento para calouros problemáticos, era o capitão do clube de basquete, participava veemente do clube de matemática, era um dos líderes do clube de judô, era também do clube de redação e literatura ganhando por três vezes consecutivas o prêmio de melhor/mais bela escrita e ainda tinha que ter tempo para estudar para as provas se mantendo como o número um das turmas de terceiro ano, suas notas estavam entre as melhores, tinha que manter um "relacionamento perfeito" com sua namorada e manter o corpo de capitão do time de basquete ou seja, ser um exemplo a ser seguido... Isso era pressão demais, pressão ao qual ele não queria para si!
Willian saiu do banho passando as mãos por seus cabelos molhados talvez como uma forma de aliviar o estresse, atravessou o quarto e foi até seu closet entrando e encarando suas roupas, suspirou e pegou uma blusa de algodão branca vestindo-a, em seguida pegou sua farda e pôs por cima. Sua farda consistia em uma calça de tecido mole estilo social preta, tênis, uma blusa social branca simples a seu gosto e um blazer por cima também preto, com botões dourados, mangas longas e gola alta. Alguns dos alunos não gostavam desse estilo marinheiro tão certinho e deixavam a blusa de dentro fora da calça e o blazer meio desabotoado mostrando a blusa branca, o que dificultava em 100% a vida de Will que tinha que ficar pedindo para os garotos arrumarem os uniformes antes de irem até as salas. 
Ele foi até o espelho mais próximo e penteou os cabelos como sempre, para trás deixando seu topete perfeito sem fios fora do lugar, pôs seus óculos e pegou a mochila descendo as escadas cautelosamente. Sua madrasta como toda segunda, já estava na cozinha e tinha preparado seu lanche para a viagem; Will particularmente não gostava de ficar a sós com ela, ela tinha uma maneira muito suspeita de lhe demonstrar "afeto"! Certa vez ela tinha entrado no banheiro quando ele estava tomando banho e o perguntou se não queria que ela esfregasse suas costas ou se precisava de toalhas, Will dissera que não a olhando em choque, mas ela não pareceu se importar e quando saiu ainda fez um comentário um tanto constrangedor: "Você cresceu mesmo em Willian". Will não sabia o que responder diante daquilo, então desde aquele dia era extremamente cauteloso perto dela, não queria que seu pai pensasse que ele estava dando em cima de sua esposa e muito menos queria se envolver com uma garota como aquela... Era problema em dobro e ele já tinha uma para se preocupar. 

— Bom dia Willian, eu fiz seu lanche.

— Bom dia Isabel, obrigado.

Hum, seu pai pediu para eu lhe avisar que não vai dar para ele aparecer no jantar de hoje... — ela falava como se realmente sentisse muito e mordeu o lábio como se pedisse desculpas — Vai ter que ficar para outro dia, ok?

— Por quê? Vocês vão sair hoje?

Sim, vamos para um jantar de negócios, uma sociedade que seu pai quer fazer com uma pessoa... — ela falou se animando, mas ao olhá-lo voltou a ficar séria.

Hum... Boa sorte então! — falou o garoto desinteressado, afinal já sabia que novamente seu pai inventaria algo.

Não fique chateado... Amanhã eu estarei de volta às oito da noite... Quem sabe a gente não sai para jantar, hum?

— Ah, não, não precisa... É só que ele já adiou nosso jantar por dois meses, mas tudo bem.

— Eu sinto muito por isso... Você não pode nem mesmo ficar chateado não é?! Se quiser xingar tudo bem, eu não conto pra ele e se quiser que eu prepare seu jantar para levar...

— Obrigado, mas não precisa... Eles servem o jantar lá!

— Eu sei, mas você não prefere comida caseira, feita com amor?

 

De novo ela estava agindo estranho o fazendo se sentir desconfortável, seus olhos brilhavam como sempre que ela olhava pra ele, seus amigos sempre diziam que ela era afim dele, que só tinha casado com seu pai para ficar mais próxima de Will; claro que ele achou que fosse besteira no início, mas agora tinha suas dúvidas.
 “Se eu tivesse uma madrasta dessa, eu não sairia de casa nunca", seus amigos sempre diziam, mas Will nunca se sentira bem em ficar sozinho com ela, talvez por ela ser bonita demais. Por ser modelo, era uma moça alta, era morena e tinha cabelos negros e ondulados, lábios muito bem desenhados, olhos negros igual aos cabelos, corpo esbelto e perfeito, sorriso e olhar maliciosos... Enfim, ela era o que os homens consideravam um pecado, e agora mais do que nunca Will sentia a sensação de que ela estava dando em cima dele... Ele estava sentado na mesa bebendo seu suco de laranja de todos os dias despercebido, então ela veio e o surpreendeu falando ao seu ouvido:

 

Você precisa mesmo ir para a escola agora? Afinal você vai hoje e só volta no final de semana...

— Haam... É por isso que é chamado de colégio interno e sim, eu preciso ir hoje! Vai chegar um aluno novo e eu tenho que dar as boas-vindas a ele.

— Bom que pena, eu adoraria a sua ajuda para escolher a minha roupa para o jantar de hoje à noite.

— Ah, q-que pena...

 

Ela lhe olhava com os olhos brilhando, estava com o meio sorriso que ela sempre dava quando falava coisas com duplo sentido, Will levantou-se tão rápido da mesa que quase deixou sua mochila cair, levou o copo até a pia e seguiu em direção a porta. 

Will, espera... — Ela correu até ele e lhe entregou a sacola com o lanche que ela tinha preparado para ele levar — Você esqueceu seu lanche.

Ah, obrigado Isabel! — falou ele apressado olhando para a rua.

— E Will...

— Sim?

 

Ela se aproximou do garoto pegou em seu pescoço e puxou sua cabeça levemente para baixo, em seguida deu-lhe um beijo e puxou seu lábio inferior mordiscando-o, Will estava tão aturdido que não fez nada a não ser ficar parado vendo sem reação alguma ela lhe beijar, bem na porta da casa, de frente para a rua, o que ele faria se algum vizinho visse?

 

— Tenha um bom dia.

 

Ela falava como se fosse totalmente normal que uma madrasta beijasse seu afilhado na boca, de língua, como um beijo de "bom-dia". Will ficou ali parado olhando para Isabel por uns bons quinze segundos, até ela começar a rir dele e o empurrar gentilmente fechando a porta em seguida o deixando ainda mais perturbado; tudo que ele pôde fazer depois foi seguir para o seu carro e tentar não pensar no fato de ele ter beijado a esposa de seu pai. Quando chegou ao colégio sua mente estava funcionando a todo vapor, ele tinha que fale com Isabel sobre aquilo... Isso tinha que parar antes que se transformasse em um problema maior do que já era ele não queria entristecer seu pai dizendo que sua esposa estava lhe paquerando, mas se as coisas piorassem era isso que ele teria que fazer... Assim que estacionou e desceu de seu carro, sua namorada Érika veio correndo ao seu encontro, como sempre, ele não conseguia entender como ela sabia que ele havia chegado, ele acabara de entrar no estacionamento do colégio e ela já estava ali ao seu lado... Será que ela tinha implantado um GPS em seu carro sem que ele soubesse? Érika era sempre agitada, mas dessa vez ela estava mais agitada que o normal.

 

Qual o problema Érika? — perguntou mesmo sem querer saber a resposta. 

 

Will não sabia exatamente o porquê de ter começado aquele namoro, Érika tinha simplesmente começado a se denominar namorada dele e ele só não a desmentiu então ficou por isso mesmo, mas ele nunca a tinha considerado sua namorada, talvez parceiros de cama? Ou amiga colorida? Não sabia exatamente o que, mas sabia que eles só agiam como namorados na cama e na escola. Era apenas... Aparência!

 

Você não sabe? Vai chegar um aluno novo hoje. — falou entre gritinhos.

É eu estou sabendo... — falou automático — Mas o que tem de tão importante nisso?

— É que aparentemente será uma garota de uma família realmente renomada, e os meninos estão dizendo que ela é linda...

— E isso é um problema por que...?

Não é que seja um problema realmente! Se ela for bonita e popular com os garotos ela vai ser minha amiga, o problema é... E se eu não gostar dela?

— Meu Deus, você está mesmo preocupada com isso?

— É claro!

 

Ethan suspirou cansado, era sempre a mesma coisa conversar com Érika e não queria continuar falando sobre aquilo, tinha que chegar às salas o mais rápido possível e avisar aos professores que haveria um aluno novo se juntando ao colégio naquele dia, para que os alunos pelo menos tentassem se comportar, essas coisas ridículas e sem lógica que nunca funcionavam. Ele entrou no pátio acompanhado por Érika que não lhe soltava nunca... Já que aquilo tinha acontecido, ele resolveu usá-lo como uma arma para ajudar na sua reputação, só tinha aguentado tanto tempo ela para que aqueles boatos ridículos sobre ele parassem de correr pela escola. 
Will entrou no colégio junto com Érika e ambos caminharam lado a lado pelos corredores que estavam estranhamente vagos e sem barulhos tradicionais de adolescentes com os hormônios a todo vapor correndo e conversando entre si, mas quando adentraram o corredor da sala da diretora Will se deparou com um enorme aglomerado de alunos que cochichavam apreensivos, todos agrupados ao lado das paredes olhando com expectativa para a entrada do corredor até que Suzy, uma das líderes de torcida do grupo de Érika entrou correndo no corredor, gritando "É um garoto, não uma garota, e nossa... Como é lindo, como é possível? Você nem sabe para qual dos dois olhar...”
Ninguém entendeu muito bem o que ela quis dizer com "Você nem sabe para qual dos dois olhar", significava que eram dois? Que eram gêmeos? Ou o quê? Ninguém deu muita bola, afinal Suzy não batia muito bem da cabeça... Quem pareceu não gostar da notícia foi os meninos que estavam ansiosos para verem a linda menina que iria estudar com eles, Will sentiu vontade de rir da cara que seus colegas faziam como se fosse uma situação extremamente injusta aquela, ele estava muito atrás de todo mundo para ver o que acontecia no meio, Érika já não estava mais com ele e ele nem havia percebido quando ela tinha saído, não conseguiu ver assim que as pessoas em questão adentraram o corredor, mas o suspiro coletivo de todas as meninas e até de alguns meninos e as reclamações e xingamentos por parte da maioria dos garotos fez Will chegar à conclusão de que realmente era um menino e que de fato este era realmente bonito.
Will se esticou e abriu espaço entre a multidão de corpos até chegar ao lado de Érika que estava bem na frente com os olhos brilhando e quase babando, não entendia o porquê de tanto alvoroço e ia perguntar a Érika já que não via nada, mas parou no ato de falar quando olhou para o lado e viu, era Edmund Fitzgerald, mas isso não foi o que lhe paralisou e sim quem o acompanhava, era uma versão mais jovem do homem caminhando imponente no corredor. 
Edmund Fitzgerald, o novo sócio de seu pai com o qual ele jantaria naquele dia. Ele sempre fora conhecido como um ícone da beleza masculina; era o tipo que todos os homens queriam ser e que todas as mulheres queriam ter. Caminhava muito confiante, sua postura era inegavelmente perfeita, mas o garoto caminhando ao seu lado era uma coisa intrigante, não tinha nada de muito especial, não era alto como seu pai ou tinha o seu porte físico, mas ainda assim Will achava que ele era uma versão melhorada do Sr. Fitzgerald se é que isso era possível! Se existiam seres divinos, era exatamente assim que deviam se parecer, ou talvez... Anjos caídos seria a palavra certa para descrevê-lo, porque ele era desejável e belo como um pecado. O garoto era bem mais baixo que o pai, mas tinha a pele tão pálida quanto à do outro, os cabelos também eram ruivos, mas os tons dos fios eram bem mais escuros um tom de vinho bem fechado, seu corpo era mais magro também, na verdade era um corpo muito delicado e esbelto quase feminino para um garoto, mas as bocas eram as mesmas, finas e perfeitamente esculpidas, as semelhanças com o pai acabavam ai e as características de sua mãe entravam. 
Os enormes e redondos olhos eram de um cinza tempestade bem profundo com cílios fartos e longos, o nariz era pequeno e arrebitado e tinha um piercing de argola na narina direita, os lábios eram finos e levemente rosados e também possuíam um piercing no lábio  inferior, seu rosto era meio arredondado tinha o queixo em formato de V sem marca de mandíbulas como os garotos geralmente tinham, o que juntando com os brilhantes olhos grandes e redondos o deixava com uma aparência quase infantil e inocente que fez Will ponderar quantos anos ele teria, talvez estivesse entrando no primeiro ano — por que o máximo que ele devia ter era dezesseis — os cabelos eram ondulados e compridos, caindo por cima dos olhos e chegando quase até os ombros, assim como os da sua mãe. Usava uma calça preta colada nas pernas com o fundo ligeiramente folgado — as pernas tinham bastante músculos para alguém tão magro — uma blusa branca com gola em "V" e um casaco preto com capuz por cima, All Star e mochila nas costas, sua beleza era perfeita, simples e natural, ele não fazia nem um esforço para parecer lindo, era só ele mesmo e nem parecia notar o quanto era bonito, na verdade parecia até querer de certa forma esconder sua beleza. Will achava que pessoas assim não existiam de fato, mas o garoto caminhando por aquele corredor acabara de provar o contrário.
Ao passar ao seu lado o garoto o olhou e seus olhares se cruzaram por um mono segundo fazendo Will perder o fôlego. O cinza de seus olhos lembrava a Will um rio profundo o qual guardava milhares de segredos, mas que ninguém nunca se atrevera a mergulhar; um rio inexplorado o qual as pessoas têm medo de mergulhar por ser perigosamente selvagem. Apesar de toda a beleza ele parecia mais real que seu pai, parecia mais alcançável que o Sr. Fitzgerald por conta de pequenas coisas que o tornavam menos "perfeito", mas não menos bonito, porém muito mais real. Exemplo disso era uma pequena cicatriz no seu lábio superior direito, ela era mais branca que o tom de sua pele — se é que isso era possível — ele também usava um alargador preto na orelha direita. 
Will ficou incomodado de ter percebido detalhes tão pequenos, não sabia porque mas, se sentia constrangido e quente e quando o garoto passou ao seu lado ele percebeu que ele tinha seu próprio campo gravitacional, sua aura era muito forte, uma aura rebelde que só ele conseguia fazer ser interessante e aquele curto espaço de tempo foi suficiente para fazer Will decidir-se... Decidir que queria conhecê-lo melhor, que ele queria ser aquele a desvendar os mistérios daqueles enormes olhos cinza, ele queria ser aquele que seria conhecido como "o melhor amigo" daquele garoto. Will não entendia o fato de querer tanto se aproximar daquele menino e da necessidade que ele sentia de protegê-lo, pelo menos não mais do que o porquê de ele está corando ou de estar excitado por aquele pequeno contato visual que eles trocaram, mas sabia de uma coisa, ir a escola não seria mais a mesma coisa, não teria mais o mesmo significado e não seria mais igual. 
O que Will não sabia era que não só a escola mudaria depois da chegada do novo aluno, mas também a sua vida.


Notas Finais


Domingo tem maaais! Espero que gostem do Will, pq eu amei escrever sobre ele! 😝


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