História É Errado Te Amar? (Romance gay) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor Proibido, Drama, Escolar, Romance Gay, Yaoi
Exibições 71
Palavras 1.928
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente não coloquei foto deles porque n fiz eles com base em uma pessoa, (o q tá sendo um problema agora 😂) Mas eu achei duas pessoas que chegam mais perto da aparência física dos dois, vou colocar aqui, mas não é exatamente assim que eles são ok? O Ethan tem o cabelo ondulado e não cacheado (igual a foto desse capítulo q na vdd é um desenho,mas q é exatamente igual a ele) e o Will tem o cabelo preto e os olhos cor de mel e não azul!

Capítulo 2 - Will


Fanfic / Fanfiction É Errado Te Amar? (Romance gay) - Capítulo 2 - Will

 Will já estava no banho fazia meia hora, ele odiava segundas-feiras como toda pessoa normal, não só pelo fato da ressaca do final de semana ou do colégio, mas porque nas segundas ele nunca pegava seu pai em casa. Quando ele saía para a escola ele já havia saído, o que o deixava sozinho com sua madrasta, que tinha idade pra ser sua irmã mais velha, Will tinha 17 anos, e estava no segundo ano do ensino médio, o que significava que ele tinha que começar a se preocupar mais com o futuro, ele sempre fora um exemplo, até seus amigos o chamavam de chato, ele era líder de sala e do conselho estudantil, ajudava o pai na empresa, passava o dia na escola, participava do aconselhamento para calouros, do clube de basquete, do clube de matemática, do clube de judô,do clube de redação e literatura, e ainda tinha que ter tempo para estudar pra as provas e se manter como um dos primeiros alunos da turma, suas notas estavam entre as melhores, tinha que manter um "relacionamento perfeito" com sua namorada, manter o corpo de "líder" do time de basquete, ser um exemplo a ser seguido... Isso era pressão demais!
Ele saiu do banho e vestiu sua farda, pegou a mochila e desceu. Sua madrasta como toda segunda, tinha preparado seu lanche para a viagem. Will não gostava de ficar só com ela, ela tinha uma maneira muito suspeita de lhe demonstrar "afeto". Certa vez ela tinha entrado no banheiro quando ele estava tomando banho e perguntou se não queria que ela esfregasse suas costas ou se precisava de toalhas, ele dissera que não e quando ela saiu fez um comentário um tanto constrangedor: " Você cresceu mesmo em Willian". 


— Bom dia Will, eu fiz seu lanche.

— Bom dia Isabel, obrigado.

— Hum, seu pai pediu para eu avisar pra você que não vai dá para ele aparecer no jantar de hoje... Vai ter que ficar para outro dia, ok?

— Porque? Vocês vão sair hoje?

— Sim, vamos para um jantar de negócios, uma sociedade que seu pai quer fazer com uma pessoa...

— Hum... Boa sorte então.

— Não fique chateado... Amanhã eu estarei de volta às oito da noite. Quem sabe a gente não sai para jantar, hum?

— Ah, tudo bem, é que ele já adiou nosso jantar por dois meses, mas tudo bem.

— Eu sinto muito por isso... Você não pode nem mesmo ficar chateado não é?! Se você quiser que eu prepare seu jantar para você levar...

— Obrigado mas, não precisa... Eles servem o jantar lá!

— Eu sei, mas você não prefere comida caseira, feita com amor?


De novo ela estava agindo estranho, seus olhos brilhavam, como sempre que ela olhava pra ele, seus amigos sempre diziam que ela era afim dele, que só tinha casado com seu pai para ficar mais próxima de Will. Claro que ele achou que fosse besteira no início, mas agora tinha suas dúvidas. " Seu eu tivesse uma madrasta dessa, eu não sairia de casa nunca", seus amigos sempre diziam, mais Will nunca se sentira bem em estar só com ela, talvez por ela ser bonita demais. Por ser modelo, era uma moça alta, era morena e tinha cabelos negros e ondulados, lábios muito bem desenhados, olhos negros igual aos cabelos, corpo perfeito, sorriso e olhar maliciosos... Enfim, ela era o que os homens consideravam um pecado, e agora mais do que nunca Will sentia a sensação de que ela estava dando em cima dele. 
Ele estava sentado na mesa bebendo suco, então ela veio e o surpreendeu falando no seu ouvido:

 

— Você precisa mesmo ir para a escola agora? Afinal você vai hoje e só volta no final de semana...

— Haam... É por isso que é chamado de colégio interno e sim, eu preciso ir hoje! Vai chegar um aluno novo e eu tenho que dar as boas vindas a ele.

— Bom que pena, eu adoraria a sua ajuda para escolher a minha roupa.

— Ah, que pena...


Ela lhe olhava com os olhos brilhando, estava com o meio sorriso que ela sempre dava quando falava coisas com duplo sentido, Will se levantou tão rápido que quase deixou a mochila cair, deixou o copo na pia e seguiu em direção a porta. 


— Will... Espera...


Ela correu até ele e lhe entregou a sacola com o lanche que ela tinha preparado para ele levar:


— Você esqueceu seu lanche.

— Ah, obrigada Isabel!

— E Will...

— Sim?


Ela se aproximou dele pegou em seu pescoço e puxou sua cabeça levemente para baixo, em seguida deu-lhe um beijo, puxou seu lábio inferior e mordeu, Will estava tão aturdido que não fez nada a não ser ficar parado vendo sem reação alguma ela lhe beijar, bem na porta da casa, de frente para a rua, o que ele faria se algum vizinho visse?


— Tenha um bom dia.


Ela falava como se fosse totalmente normal que uma madrasta beijasse seu afilhado na boca, de língua, como um beijo de "bom dia". Ele ficou lá parado, olhando para Isabel por uns bons quinze segundos, até ela começar a rir dele e o empurrar gentilmente fechando a porta em seguida. Tudo que ele pôde fazer depois foi seguir para o seu carro e tentar não pensar no fato de ele ter beijado a esposa de seu pai.
Quando chegou no colégio sua namorada veio correndo ao seu encontro, como sempre, mas dessa vez ela estava mais agitada que o normal.


— Qual o problema Érika? 
— perguntou mesmo sem querer saber a resposta. 


Will não sabia exatamente o por que de ter começado aquele namoro, Érika tinha simplesmente começado a se denominar namorada dele e ele só não a desmentiu então ficou por isso mesmo, mas ele nunca a tinha considerado sua namorada, talvez parceiros de cama? Ou amiga colorida? Não sabia exatamente o que, mas sabia que eles só agiam como namorados na cama e na escola. Era apenas... Aparência!

 

— Você não sabe? Vai chegar um aluno novo hoje.

— É, eu tô sabendo... Mas o que tem de tão importante nisso?

— É que parece que vai ser uma garota, e os meninos estão dizendo que ela é linda...

— E isso é um problema porque...?

— Não é que seja um problema realmente. Se ela for bonita e popular com os garotos, ela vai ser minha amiga, o problema é... E se eu não gostar dela?

— Meu Deus, você está mesmo preocupada com isso?

— É claro!

 

Ethan não queria continuar falando sobre aquilo, tinha que chegar logo na sala, avisar aos professores que ia ter um aluno novo, para os alunos se comportarem, essas coisas. Ele entrou acompanhado por Érika, que não lhe soltava nunca... Já que aquilo tinha acontecido, ele resolveu usá-lo como uma arma para ajudar na sua reputação, só tinha aguentado tanto tempo ela para que os boatos sobre ele parassem de correr pela escola. 
Quando estavam no corredor da sala da diretora se depararam com um aglomerado de alunos, todos agrupados dos lados do corredor, todos estavam olhando com expectativa para a entrada do corredor, até que Suzy, uma das líderes de torcida do grupo de Érika, entrou correndo no corredor, gritando "É um garoto, não uma garota, e nossa... Como é lindo, como é possível? Você nem sabe para qual dos dois olhar...".
Ninguém entendeu muito bem o que ela quis dizer com " Você nem sabe para qual dos dois olhar", significava que eram dois? Que eram gêmeos? Ou o quê? Ninguém deu muita bola, afinal Suzy não batia muito bem da cabeça. Quem pareceu não gostar da notícia foram os meninos, Will estava muito atrás de todo mundo para ver de primeira, mas o suspiro coletivo de todas as meninas do corredor e as reclamações e xingamentos dos garotos fez Will chegar a conclusão de que realmente era um menino... ou meninos? Mas era um fato que realmente era bonito. Ele já ia perguntar a Érika o porque de tanto alvoroço quando ele viu, era Edmund Fitzgerald acompanhado por sua versão mais jovem. 
Edmund Fitzgerald, o novo sócio de seu pai, com o qual ele jantaria naquele dia. Ele sempre fora conhecido como um ícone da beleza masculina, era o tipo que todos os homens querem ser e que todas as mulheres querem ter. Caminhava muito confiante, sua postura era inegavelmente perfeita, mas o garoto caminhando ao seu lado era uma coisa de outro mundo... Era uma versão "melhorada" do Sr. Fitzgerald, se é que isso era possível... Se existiam anjos, era exatamente assim que devia se parecer, ou talvez... Demônio, porque aquilo era um pecado. O garoto era bem mais baixo que o pai, mas, tinha a pele muito pálida igual a do Sr. Fitzgerald, os cabelos também eram ruivos, mas os tons dos fios eram bem mais escuros, um tom de vinho bem fechado, o corpo era mais magro que o do pai também, mas as bocas eram as mesmas, finas e perfeitamente esculpidas, as semelhanças acabavam ai, aquele garoto era uma mistura perfeita de seus pais.
Os olhos eram de um cinza tempestade, os cabelos eram ondulados e compridos, caindo por cima dos olhos e dos ombros, assim como os da sua bela mãe. Usava uma calça preta colada nas pernas mas com o fundo ligeiramente folgado, as pernas eram bastante torneadas vistas pela calça, uma blusa branca com gola em "V" e um casaco preto com capuz por cima, all star e mochila nas costas, era de uma beleza sobrenatural, simples perfeito, ele não fazia nem um esforço para parecer lindo, era natural e nem parecia notar o quanto era bonito, na verdade, parecia até que queria de certa forma esconder sua beleza. Will achava que devia ser proibido existir pessoas como aquela.
Seus olhos cinzas eram como um rio profundo o qual guardava milhares de segredos, mas que ninguém nunca se atrevera a mergulhar, um rio inexplorado, o qual as pessoas têm medo de mergulhar por ser tão perigoso e selvagem.
Apesar de ser tão lindo, ele parecia mais real que seu pai, parecia mais alcançável que o Sr. Fitzgerald, por conta de pequenas coisas que o tornavam menos "perfeito" mas não menos bonito, porém muito mais real. Exemplo disso era uma pequena cicatriz no seu lábio superior direito, ela era mais branca que o tom de sua pele, se é que isso era possível, ele também usava um alargador preto na orelha direita e um piercing no canto inferior direito do lábio. 
Will ficou incomodado de ter percebido detalhes tão pequenos, não sabia porque mas, se sentia constrangido e quente e quando o garoto passou ao seu lado ele percebeu que ele tinha seu próprio campo gravitacional, sua aura era muito forte, uma aura rebelde que só ele conseguia fazer ser interessante, seus olhos se encontraram por alguns segundos, mas foi suficiente para fazer ele se decidir, decidir que queria conhecê-lo melhor, que ele queria ser aquele a desvendar os mistérios daqueles enormes olhos cinzas, ele queria ser aquele que seria conhecido como "o melhor amigo" daquele garoto. Will não entendia o fato de querer tanto se aproximar daquele menino e da necessidade que ele sentia de protegê-lo, pelo menos não mais do que o porquê de ele está corando ou de estar excitado por aquele pequeno contato visual que eles trocaram, mas sabia de uma coisa, ir a escola não seria mais a mesma coisa, não teria mais o mesmo significado e não seria mais igual. 
O que Will não sabia era que não só a escola mudaria depois da chegada do novo aluno, mas também a sua vida.


Notas Finais


Domingo tem maaais! Espero que gostem do Will, pq eu amei escrever sobre ele! 😝


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