História É horrível não conseguir chorar, Seokie. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope
Tags Hopekook, Jihope, Jinhope, Namseok, Vhope, Yoonseok
Visualizações 131
Palavras 805
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não sei o motivo de ter transformado isso em uma carta para o hope, sei que não é dia nem hora e também sei que tinha prometido voltar só quando conseguisse responder os comentários.

Capítulo 1 - Foi uma das poucas conclusões que tive.


A quanto tempo não lhe envio nada, velho amigo. Consegue se lembrar de quem eu sou? Me desculpe o sumiço, mas ultimamente os únicos lugares em que meus escritos vão parar são o lixo ou o esquecimento, já que venho tentando lhe dizer coisas positivas, sabe? Coisas para melhorar seu dia, fazer rir, ou levantar alguma discussão útil. Diferente de minhas metáforas pessimistas com finais tristes e confusos que só fazem sentido completo em minha mente que as vezes gira rápido demais. Mas simplesmente não consegui, Seokie, me perdoe por isso.

Ultimamente venho sentindo como se fosse algo invisível e flutuante, mas não como brisa que sempre desejei me tornar, longe disso, é como algo pesado e que não se move; que não sente o oxigênio que precisa nos pulmões e que não faz parte da atmosfera de lugar nenhum. Sinto que não consigo existir em lugar nenhum, que estou numa enorme bolha de observação que suga o meu ar para se manter e encher cada vez mais.

E talvez eu também tenha perdido minha habilidade com metáforas e palavras, pois nenhuma realmente descreve com exatidão o que se passa em minha cabeça. Sempre falta algo. Na minha lógica, nos meus dizeres, nas minhas estórias, no meu físico, na minha personalidade, na minha bolsa, dentro dos meus olhos, a minha volta. Sempre falta algo, ou melhor, nunca há nada, pois me sinto flutuando em um infinito vazio que me atinge e emana de dentro de mim ao mesmo tempo. Como grandes ondas se chocando.

Sabe, Seokie, eu definitivamente sou péssimo com descritivos, como você mesmo sempre disse, mas no momento não lhe trago novamente uma de minhas mil e uma metáforas sobre vazio, prometo ser mais simples desta vez. É uma frase curta e sem palavras complicadas que está presa em minha garganta já vai fazer uns três ou quatro anos e provavelmente isso aqui não irá desentala-la, então eu vou respirar fundo e simplesmente transcreve-la de uma vez:

É uma merda não conseguir chorar, Seokie.

Ao menos para mim, morador da bolha, é um dos piores sentimentos, pois desencadeia uma das mais agonizantes sensações: a mistura de inercia com inquietação, sabe como é? Se as malditas gotas saíssem como deveriam, momentaneamente estaria tudo bem e o maldito alivio de quinze segundos me daria tempo suficiente para dormir e voltar a minha bolha como se nada tivesse acontecido. Mas algo simplesmente me impede. Uma maldita vozinha no fundo da minha cabeça que tem o dom de segurar todo o resto, fazendo com que um colapso momentâneo entre em câmera lenta e o que deveria ser um rio se tornar duas ou três gotas mal contidas e mil e um pensamentos nunca executados.

Gostaria agora de saltar de uma ponte ou bater minha cabeça com todas as forças na parede, levantar e quebrar tudo que estiver no caminho ou morder o braço do meu coleguinha como fazia quando alguém me irritava na primeira série, me prender entre meus travesseiros até perder o ar ou simplesmente sofrer um desmaio repentino. Tudo isso ao mesmo tempo por simplesmente ter a sensação das malditas lágrimas vindo e voltando.

Porque você sabe que eu sinto vontade de chorar por praticamente tudo, não sabe? Como aquela vez que decidiram que seria engraçado sumir com os meus óculos ou o fim daquele livro, o fim repentino de todos os meus relacionamentos ou o fato de eu ser uma pessoa totalmente esquecível, quando te mandava mensagens sobre aquela maldita despedida em que eu só conseguia prestar atenção na microfonia das caixas de som enquanto todos choravam ou quando sem querer eu bati o cotovelo em uma das xicrinhas pequenas que minha mãe ganhou de casamento no momento em que ela se espatifou no chão. Mas eu simplesmente não consegui chorar por nenhuma delas.

Não me entenda errado, vez ou outra eu consigo colocar os pés no chão e respirar, consigo rir até minhas bochechas doerem e existirem balões de festa imaginários ao meu redor, eu não sou um grande fingimento, meu caro. Porém sinto que quando estou no chão, sempre haverá alguém para estourar meus balões, porque é assim que funciona. Eles se divertem com isso, é engraçado para eles. Quem sou eu para acabar com a alegria alheia?

Afinal, é tudo sobre (a falta de) grandes alegrias e a juventude, os adolescentes babacas e suas futilidades. No fim minhas palavras se resumem nisso, não é? Poderia eu, com minhas travas passar algo além de algo o qual todos já sabem ou do que foi mostrado? Digno de admiração ou de desfazer uma imagem em poucas linhas de resposta?

Como sempre, Hoseokie, isto é uma carta sem resposta, desta vez de modo claro, já que a única finalidade de meu monologo seria desatar o nó em minha garganta, objetivo ao qual também falhei.


Notas Finais


Desculpem.
Também não sei quando volto.


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