História E l a - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bites, Ela, Mordidas
Visualizações 19
Palavras 683
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie! Tô vivo!
Até que valeu a pena começa a acompanhar o Dossiê do Felipe...

Capítulo 1 - H e r


Eu a vi, durante todo o evento. Não era como os outros participantes, não, de jeito nenhum. Era um evento de bandas amadoras, e eu, como padrinho, estive lá para acompanhar de perto. Todos os artistas eram sensacionais, mas, ela, ela tinha algo estranho. 

Eu apenas a via quando ela estava no palco, fora dele, apenas quando ela estava isolada em algum canto, lendo algum livro ou no hotel, estávamos hospedados no mesmo prédio, o quarto dela ficava de frente para o meu. Eu costumava vê-la entrar ou sair do quarto, tínhamos horários parecidos, às vezes, pegávamos o elevador juntos, eu sempre lhe cumprimentava, dizendo um "bom dia", ou, um "oi", mas ela sempre me olhava de canto, um olhar paralisante, assustador. 

Uma vez, eu a encontrei no saguão do hotel, tocando um grande piano de cristal na sala vazia. Tentei me aproximar dela, mas, ela me viu, e guinchou como um animal pronto para atacar, eu recuei, até sair do grande salão, mas, continuei na porta, vendo-a tocar do piano com tanta suavidade, exatamente como ela fazia no palco.

Sua aparência no palco e fora dele, era controversa; no palco, ela era sempre sorridente, alegre, fazendo dancinhas engraçadas enquanto cantava, fora dele, era sombria, isolada, misteriosa e, principalmente, assustadora. Algo nela me intrigava, me atraía, não desse jeito, do outro jeito. Eu queria descobrir quem ou, o que ela era, queria saber o que era aquela garota que sentava, isolada, das outras pessoas, e, se tornava aquela pessoa animada e interativa quando pisava no palco.

Certa vez, algo peculiar aconteceu, diga-se de passagem, uma das garotas que ajudava na organização da banda que ela participava. A ajudante segurava o braço, com uma expressão de agonia estampando seu rosto, eu podia ver o sangue escorrendo por entre as frestas de seus dedos. Mas, eu podia ver cicatrizes em seus braços, cortes que mais se pareciam com... mordidas...

- O que houve? - perguntei, quando ela se aproximou. 

- Ah, nada demais, eu só sou um pouco desastrada! - brincou, continuando seu caminho para o banheiro.

Logo atrás da ajudante, estava ela, com mesma expressão indiferente que costumava ter fora do palco, ela parou em minha frente, me encarando nos olhos, e eu, encarei de volta. Bom, seu rosto chamava a atenção, os olhos com lentes azuis chamativas, a maquiagem esfumada nas pálpebras, mas, o que mais chamava minha atenção, eram os lábios; cheios, bem desenhados, pintados de vermelho, mas, não o vermelho de um batom qualquer, era de um vermelho carmesim e brilhante, que parecia que iria escorrer pelo queixo e pingar no decote do vestido preto e rodado. Ela me encarou, como se conseguisse ler todos os meus pecados, encarar cada detalhe de minha alma. Nos encaramos pelo que pareceram horas, até que, ela sorriu, seus lábios se repuxaram no rosto maquiado, o mesmo sorriso adorável que ela dava no palco, mas, algo estava errado, muito errado; seus dentes não estavam brancos como deveriam ser, não, estavam manchados de vermelho, um tom doentio de escarlate pingava, um pequeno pedaço de carne encontrava-se preso entre um de seus dentes. Lembrei-me da ajudante que passara por mim, estancando o sangue do braço, lembrei das cicatrizes de mordidas em seus braços. Eu encarei seus dentes ensanguentados uma última vez antes que seu sorriso se apagasse e ela passasse por mim, indo em direção ao banheiro, provavelmente, limpar a boca.

Passei o restante do evento pensando nela e em seus dentes sujos de sangue, foi no último dia, em que, finalmente, ela falou comigo.

- Eu te assustei. - não havia sido uma pergunta. O canto esquerdo de seu lábio se repuxava em; um sorriso debochado. 

Foram as únicas três palavras que ela dirigiu a mim durante todo o evento. 

Um ano se passou desde aquilo, o evento já começou, e, novamente, eu serei o padrinho. Ela já chegou, e, desde que me viu, ela não para de me encarar. A ajudante das cicatrizes, não estava mais lá, eu temo o que pode ter acontecido. Essa garota não para de me encarar, ela está há horas me olhando. Eu deveria me preocupar?


Notas Finais


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