História E não escute música triste - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Eren Jaeger, Hange Zoë, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marlo Freudenberg, Mikasa Ackerman, Petra Ral
Tags Ackerman, Armiannie, Kenmika, Levi, Love Triangle, Mikasa, Rivamika, Romance
Exibições 115
Palavras 2.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Harem, Hentai, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Então, garrrrots, mais uns 2-3 capitulos e eu estou chegando no fim! Tenho vários projetos em mente, mas no momento, nenhum do casal... acho que vou esperar lançar a 2temp pra quando eu me inspirar melhor com os personagens de novo; talvez eu vá pra sasusaku, não sei...
ANYWAY, EU FIZ UMA PAG PROS MEUS DESENHOS, e se quiserem, podemos sempre conversar por lá, ou só pra dar um apoio mesmo!

facebook.com/nkiddo7/

espero que vocês gostem do cap!

Capítulo 30 - Acerto de contas


Fanfic / Fanfiction E não escute música triste - Capítulo 30 - Acerto de contas

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E não escute música triste  

Por: N-KIDDO  

Capitulo:  XXX — “Acerto de contas” 

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Ela abriu os olhos devagar. Piscou cerca de cinco vezes antes de conseguir enxergar com clareza a situação em que se encontrava. Mikasa tinha que admitir, poderia ser pior, mas também não estava bom.

Levi estava ali, agarrado as suas mãos, completamente adormecido e coma aparência exausta. Isso era bom. Só que Kenny também estava ali, e apesar de igualmente casado, estava muito bem acordado. Isso, ela não sabia se era bom. Tentou sorrir, como ele fez quando percebeu que estava acordada, mas não conseguiu — nem mesmo um fraco vislumbre. Seus lábios pareciam pesados demais para qualquer movimento, e mesmo assim, conseguiu dizer:

—        Desculpa, Kenny.

O homem chegou mais perto, contornando a cama e tomando cuidado para não acertar os fios que ligavam Mikasa as máquinas. Tirou o fedora da cabeça e acenou suavemente enquanto se acomodava na cadeira de hospital.

—        Pelo que? Destruir o carro novinho – que será devidamente reposto – ou por amar essa criança? — Ele indicou o próprio filho. Apesar de sua voz sair suave como se compreendesse, ainda estava rouca com o nó da garganta.

—        Por nenhum dos dois. — Replicou rapidamente, olhando o mais velho nos olhos. Aqueles dois abismos, agora opacos, fitando-o com seriedade exagerada para quem quase morreu — Me desculpa por não te contar antes. Não foi certo. Não depois de tudo que você fez por mim.

Kenny apenas continuou sorrindo na intenção de fazê-la ficar tranquila. O problema era que Mikasa sabia muito bem que era encenação. É claro que ele estava chateado. Esperava que ele dissesse que nunca mais poderia tocar no seu filho ou coisa parecida, mas não aconteceu.

—        Tem uma coisa que precisamos conversar. — Informa, em um tom completamente diferente do anterior. O assunto era de um teor mais sério, e Mikasa podia sentir — Entrei em contato com o advogado que deveria lidar com os papéis do testamento do seu pai. Na verdade, aparentemente você tem uma espécie de fortuna guardada no seu nome. Os pais de Luke, os quais tentei entrar em contato para que o fizesse voltar, estão hospitalizados. Aparentemente, se acidentaram há quase um ano. Ele quer dinheiro.

O corpo da morena ficou imóvel. Seus olhos iam de lá para cá, baixos, absorvendo as informações. Ela sentia a respiração fraca e quente do namorado nas mãos, e aquele parecia ser o único contato real que tinha com o mundo, pois sua mente divagava para o além. Mira e Lucca estavam hospitalizados? Luke poderia ser um canalha, mas seus pais eram amáveis. Aos poucos, a confusão se tornou raiva, e teve o ímpeto de sair da cama para enfrenta-lo de uma vez por todas. Era só dinheiro que ele queria? Luke nunca pareceu tão pequeno e miserável aos seus olhos. Kenny a puxou de volta para baixo, e Levi, agora acordado, fazia o mesmo.

—        Mikasa! Pare! Vai rasgar sua veia!

—        Me solta! Eu vou pegar aquele infeliz! Quand je mets mes mains sur son cou, je ne vais pas lâcher jusqu'à ce que le ne bougent pas damnés!

Uma enfermeira surgiu junto com uma pequena equipe para imobiliza-la enquanto o sedativo era injetado no liquido intravenoso. Depois de alguns momentos se debatendo, ela finalmente foi se acalmando até gradualmente apagar. Ainda haviam sinais das lágrimas de raiva que rolaram enquanto ela gritava em francês diversas ameaças.

Levi olhou para a namorada, sentindo o corpo exausto. Como ele poderia fazer a dor dela ir embora?

—        Filho, vá descansar. — Kenny sugere com uma ponta de imponência. Não era exatamente algo que ele deveria discutir, percebeu. — Mikasa vai dormir por um tempo agora, e quando acordar, é melhor não preocupa-la com sua aparência exausta.

O garoto toma a chave das mãos do pai, mas nada diz. Olhou a namorada uma última vez antes de deixar a sala — ela parecia tranquila agora, mas não exatamente em paz. Por causa daquele homem, Mikasa estava dentro daquela sala, levando sedativos, gravemente ferida.

Se ele ao menos pudesse acabar com todo o problema...

Uma enfermeira desejou boa noite, e mesmo depois de passar pelas portas de vidro, sequer escutou a voz de Hanji. Talvez fosse atropelado se não fosse pelo amigo. Naquele momento, sua cabeça estava revirada e esmagada como farelos.

—        Levi, presta atenção a sua volta, cara!

O menino ainda não tinha cortado o cabelo, então ele respondia ao vento forte da avenida. Era impossível escutar as conversas dos estranhos — elas se tornavam murmúrios desconfiados. Risadas maldosas. Estava começando a achar que Luke poderia voltar.

Talvez... ele devesse ir atrás de Luke antes que tivesse a chance de olhar Mikasa cara a cara.

—        Hanji... eu vou atrás da porra do filho da puta que quase matou a Mikasa. Você vem comigo?

Hanji suspirou e abaixou os ombros, sentindo que não havia uma outra resposta. Se algo acontecesse, ligaria para Kenny imediatamente. Não podia dizer que não entendia como o amigo deveria estar se sentindo. Minutos atrás, Erwin mandou uma mensagem perguntando sobre Mikasa, e estava realmente preocupado. Agora que os dois começaram uma relação secreta, como a do seu amigo, conseguia entender o constante sufoco e também... o amor. Jamais suportaria ver o seu professor ferido. Faria de tudo para consertar.

Hanji suspirou novamente, seguindo o amigo até o carro estacionado às pressas.

 

♦♦♦

 

Hanji achou que nunca havia visto o amigo tão sério, mesmo nas aulas de filosofia, as quais ele provavelmente passava a hora seguinte destilando ódio para o quadro repleto de atividades. Tantos anos juntos, e pela primeira vez sentiu ódio mortal faiscando em seus olhos cinzentos. Tudo isso por Mikasa.

Bem, eram jovens – e para os mais novos, é difícil não ser passional.

Às vezes, quando o sinal fechava, tinha a impressão que Levi murmurava maldições para que o tempo corresse mais depressa. O endereço da casa de Luke estava amaçado em uma boça de papel nas mãos dele. Conhecendo o garoto, deveria estar fazendo o possível para não destruir o item.

—        Levi, o que você vai fazer...? Mandar ele embora? – Zoe perguntou, cautelosa.

O moreno não responde. Sequer parece ter escutado. Era como se estivesse dentro de uma bolha, e distante da presente realidade. Aquilo definitivamente era um motivo para preocupação, por isso, em um dos últimos sinais, mandou uma mensagem relâmpago para Mikasa, não tendo em mãos o número de Kenny. Levi agora mordia o dedo anelar com certa distração, ignorando a dor que suas mordidas acarretavam. Enquanto se dirigia ao inferno, só conseguia pensar no sorriso da namorada.

—        Levi, chegamos — avisou com cuidado. Após alguns segundos de inércia, ele simplesmente desata o cinto e pula para fora do carro, parecendo muito determinado. O problema era... para que? — Espera! Me escuta! Você não está pensando certo...

—        Aquele imbecil causou tudo isso! Ela poderia estar em paz, sabe?? Estar bem!

—        Eu entendo o que você quer dizer Levi, mas você cogitou como a Mikasa vai se sentir se souber que você ficou em risco?

Levi olhou para os dois lados da rua e bateu com os punhos no carro. Hanji se assustou, mas prosseguiu na missão de encarar o amigo. O local era um mais afastado da cidade, e em uma zona mais comum diferente da privilegiada e bonita que eles viviam. Cachorros perambulavam, e alguns sem-teto se alongavam rua a dentro. Ao longe, se ouvia o choro incessante de uma criança. Era como nos filmes de hollywood, mas com muito menos charme.

Ambos engoliram a seco e imediatamente cogitaram esconder o carro no bairro anterior.

Levi começou a desembolar o papel com o endereço, enquanto hanji terminava de examinar o local que estavam. Lixo atirado ao longo da rua; cães com a aparência suja revirando algumas sacolas em busca de alimento, e para ainda aumentar mais o drama.

— Ne, Levi, vamos embora... é perigoso. — Zoe colocou as mãos em voltado braço do amigo e deu leves puxões. Para ser franco, ele também queria fugir.

—        É agora ou nunca, Hanji. Você pode ficar no carro se quiser — o amigo apertou as roupas escuras e desfiadas, ajeitando partes que ninguém mais ligava se estavam arrumadas ou não.

—        Não fico aqui de jeito nenhum.

Com o endereço devidamente legível em mãos, o casal de amigos atravessou a rua de asfalto esburacado rapidamente, seguindo na direção do que parecia uma pensão. Se o bairro era destruído, pode se imaginar que o tempo não fora gentil com aquela casa de madeira. Na pequena recepção, onde uma mulher ruiva desleixada roncava, haviam flores e um pequeno porta retrato da mesma quando jovem. A foto em sépia revelava a pensão em seus melhores dias.

—        Não vamos acorda-la, vamos continuar.

Mesmo com as tentativas de Hanji para acordar a moça, pisando forte no chão de madeira, não conseguiu despertar a mulher e impedir aquela loucura. Não tinha coragem de parar ou denunciar seu amigo abertamente, sabia como ele era com traições.

Subiram um lance de escadas e seguiram pelo corredor estreito com o tapete peludo sujo e quadros de paisagem entediantes colados a parede. Não levou muito tempo até pararem em frente a uma porta com os números 25.

Só que nenhum dos dois teve coragem de bater – não imediatamente. Nos filmes, o mocinho arromba a porta e neutraliza a ameaça. O que Levi deveria fazer? Conversar? Dizer para que ele parasse? Que tipo de pessoa Luke realmente era?

Seu amigo olhou mais uma vez, apertando a saia plissada do uniforme com força, denunciando sua ansiedade.

—        Qual é o plano?

—        Não sei — mas mesmo assim, finalmente bateu a porta.

Levaram cerca de cinquenta dolorosos e agoniantes segundos para que um homem de longos cabelos escuros e uma barba que um dia foi charmosa, atender a porta com roupas claras e simples. Umas não fáceis de se encontrar aqui. Umas que Mikasa parecia usar.

Era ele, em carne e osso.

—        O que foi, crianças? — Perguntou com um inglês medíocre, mas compreensível. Seu sotaque era muito mais forte do que o de Mikasa. Era ele sem dúvidas. — ahhh, é você, não é? O novo namoradinho dela.

—        Isso mesmo — concordou, não sabendo ao certo que deveria.

—        Como está aquela mulher? Veio tirar satisfação por ela? Ela não veio...

—        Ela está no hospital, seu filho da puta. Por sua causa!

—        Uhm? Isso é o que dá deixar mulheres dirigirem. Quando ela vai vir? Ela está viva, né?

Levi achou que seria muito mais fácil. Ameaças, um pouco de dinheiro e talvez o problema “Luke” fosse riscado da lista de preocupações de Mikasa. Mas vendo ele falar daquele jeito, como se ela não fosse nada, com o mínimo de respeito pela ex-namorada, fez com que o mais novo perdesse a cabeça. Hanji tentou segura-lo, mas era tarde demais. O mais novo simplesmente pula para cima do homem com vinte bons centímetros a mais. Nenhum dos dois realmente conseguiu bater no outro – eles rolaram pelo chão de um jeito que Hanji ficou impossibilitada de ajudar ou a separar aquela palhaçada.

Depois de mais empurrões e tentativas de se erguer, Levi finalmente assume o topo adquire uma distância tolerável para dar um soco na cara de Luke. O mais velho viu que estava preso e prensou os dentes enquanto fechava os olhos, pronto para receber o soco que Levi estava mais do que satisfeito em dar.

Mas nada acontece. Alguém segura o pulso do mais novo e geme com o esforço de fazê-lo — ia ser forte. Era Mikasa.

—        Levi, levante já — ordenou, parecendo uma mãe repreendendo um filho. Apesar de não gostar, saiu. Luke se ergueu logo em seguida, com um sorriso afetado no rosto.

—        Mamãe veio te buscar — comentou, com uma risadinha irritante.

—        Levi — Mikasa se pronúncia, ignorando o outro — esse é um problema meu. Você não se mete, ok? Se você agredisse esse lixo, já tem idade para ir para a cadeia. Sua fixa tem que estar limpa, você tem um belo futuro diante de si.

—        Olha só — Luke gargalha, enchendo o minúsculo quarto com o som irritante que só ele era capaz de produzir. Mikasa empurrou Levi para trás e se colocou na frente do maior inimigo. Do rei de seus pesadelos. Dono de todos os seus traumas — uma vadia se quinta, que abusa de uma pobre criancinha, falando de futuro! É assim que ela te enrola? Não acredite muito nela não, essa daí tem o habito de comer e cuspir.

E depois de tanto tempo, ela sabia exatamente tudo que queria dizer e fazer. Com um movimento simples, o punho da morena correu e se encontrou com o rosto de Luke, forte o suficiente para derruba-lo e deixar uma sujeira de sangue nos nós brancos da mão. Ela ainda não estava bem, trajava roupas provavelmente escolhidas em cima da hora.

—        Cala essa sua boca, seu verme — ela sorriu — nossa, você não faz ideia do quanto eu queria socar essa sua cara, e se quer saber, não pararia. Preferia colocar fogo nessa espelunca inteira só para te ver queimar com seus pecados. Felizmente, esse prazer seria tão curto... Prefiro te colocar na cadeia, e ver você apodrecer lá — gritou, não contendo as lágrimas. O corpo dela se enrolava com a dor, no entanto, Mikasa fazia força para permanecer como estava. Luke pressionava o nariz para estacar o sangue, mas ouvia atentamente, com medo como todos presentes ali — e seus pais? Eles provavelmente vão morrer de desgosto, por ter um filho incapaz como você! Ela o chutou mais uma vez, e no que deveria ser o segundo, Kenny adentrou o pequeno cômodo e segurou a garota.

—        Droga, já chamei a Polícia. Não foi o Levi quem fez isso, não é?

Mikasa entortou um sorriso e disse – ele bem queria ser capaz de um desses.

—        Você acha que não vão te punir por me agredir?? – Luke ameaçou, furioso e fungando sangue.

—        Mas você tentou me agredir primeiro - recitou, sínica – lembra?

—        Sua bruxa mentirosa!!

Mais um chute. — É a sua palavra contra a minha. — Ameaçou, entredentes. Seus olhos destilavam ódio em Luke.

—        E meus advogados — Kenny murmurou.

Não muito tempo depois, a polícia entrou no local para pegar Luke. Mikasa deveria ir também, E Kenny era o mais indicado para acompanha-la. Quanto estavam todos em frente a viatura, os dois se olharam intensamente, refletindo sobre tudo que acontecera. Sobre o que aconteceria dali em diante – todos os sentimentos que não tinham lugar naquela rua abarrotada de olhares curiosas com o som da sirene de Polícia.

— Mikasa, vamos.

Kenny disse, entrando primeiro. Hanji estava do outro lado da rua, esperando o amigo retornar para dentro do carro. Dali, iriam para casa esperar por respostas positivas. Os dois tornaram o olhar para seus acompanhantes, pedindo mais um segundo com o olhar. O que dizer? O que a aconteceria com eles agora? Os sentimentos mudariam?

Mikasa, com um suave gesto, envolveu o garoto com os braços e o apertou, envolvendo-o em um abraço. Deu um jeito de enfiar sua cabeça no pescoço dele, muito bem disfarçada com o cabelo de ambos. Naquele pequeno lugar sensível de cerne, ela depositou vários beijos, desfrutando dos milésimos que tinha antes de chamar atenção para sentir a fragrância do seu namorado.

—        Eu te amo – disse na ponta de seus ouvidos — como você não tem ideia.

—        acho que tenho uma ideia.

Eles se afastaram. Mikasa entrou na viatura e Levi atravessou a rua. Nenhum dos dois olhou para trás.

 


Notas Finais




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