História E... Se? - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Celeste Newsome, Eadlyn Schreave, Kile Woodwork, Kriss Ambers, Lucy, Mary, Maxon Calix Schreave, May Singer, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags A Seleção, America Singer, Fanfic, Kiera Cass, Maxon Schreave, Romance
Visualizações 32
Palavras 814
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Dezessete


Desperto com a tranquilidade de saber que tudo entre nós e Celeste está resolvido. Mas essa tranquilidade cessa no mesmo instante em que uma criada vem me entregar uma carta desconhecida.

-Quem é o remetente? -pergunto a criada que não reconheci ao tocar na carta entregue.

-Apenas leia. No fim entenderá.

Rasgo o papel que envolve a carta assim que ela deixa minha suíte e devoro as palavras presentes no papel amarelado, escrito há um bom tempo, por sinal.

America. Nunca te revelei isso pois havia muita coisa em jogo envolvida nesse segredo que está presente nessas linhas. Se está lendo isso agora, provavelmente eu não estou mais entre vocês e uma criada rebelde aliada a mim veio lhe entregar essa carta.

Pisco para amenizar a confusão. Abaixo os olhos para o final do papel e vejo a assinatura para entender o conteúdo da carta.

Boquiaberta, leio as últimas palavras da carta e tento manter o controle antes de continuar a ler.

"Com amor, talvez?

-Mary."

Sem pensar muito, começo a ler de onde parei sem cessar.

Por que Mary me escreveria uma carta?

Seu pai, Shalon, não é um rebelde sem motivo. Eu e ele nos conhecemos antes de eu vir trabalhar para o palácio, antes dele conhecer sua até então mãe, antes de tudo.

Ele estava enfeitiçado por mim. Fazia tudo para estar ao meu lado. Antes de se confundir, sim, nós éramos namorados. Certo dia ele descobriu por meio de um bilhete anônimo que eu era rebelde e eu não pude negar. Não suportava mais mentir para ele. Brigamos por não ter lhe contado esse segredo e demos um tempo no namoro.

Aí ele conheceu sua mãe... Mas ele sempre me amou mais, querida. Sempre que seus pais brigavam, ele recorria a mim. Cada vez mais estavam arriscados os nossos encontros.

Eu passava o tempo inteiro no esconderijo rebelde. Nos encontrávamos secretamente. Se algum rebelde soubesse que alguém que não fizesse parte do grupo estivesse se infiltrando sem permissão... Nem sei o que poderia acontecer. O método mais seguro foi ele se tornar um rebelde.

E um rebelde ele se tornou. Por mim. Para me ver com frequência.

Era sempre assim. Ele morava com sua mãe. Se encontrava comigo sem ninguém desconfiar através do grupo rebelde. Sua mãe ficou grávida de Kota, e ele não queria mais saber de mim a essa altura. Sua mãe estava sob o domínio dele. Mas ele não esperava que eu também estaria.

Eu estava grávida de você, America. Eu sou sua mãe. Você nasceu do meu ventre.

Seu pai não queria mais saber de mim e não queria que sua filha fosse rebelde ao mesmo tempo que não queria deixá-la para sempre em um covil de lobos.

Ele falou para sua mãe que queria adotar uma menina. Veio com o assunto que havia muitas crianças que precisavam de uma família, e que poderiam proporcionar isso. Sua mãe aceitou a proposta e assim que você nasceu, Shalon te arrancou de meus braços. Eu fiquei revoltada. Nunca mais tive notícias suas ou de seu pai.

Até que descobri que a única  selecionada da casta 5 que restara no palácio era a minha filha.

Fiz de tudo por você. Mas foi em vão. Foi por sua causa que minha vida praticamente acabou. Me revoltei e fiz de tudo para acabar com tudo que você mais amava. Seu reinado, seu marido...

Mas agora se arrepender não adianta mais. Espero que me entenda um dia.

Com amor, talvez?

-Mary.

Em choque, encosto a carta sobre o travesseiro. Seguro a  cabeça com as mãos e repasso todos os acontecimentos dos últimos meses em minha mente.

Foi por isso que ela me ajudou durante o parto de Eadlyn. Seus instintos maternos foram mais fortes que seu orgulho e o segredo que carregava.

Não sentirei ódio de Mary, ou melhor, minha mãe. Ela foi uma pessoa detestável, mas com motivo. Mas ao mínimo ela podia ter falado comigo, eu entenderia...

Não. Eu não entenderia.

Esfrego os olhos encharcados de lágrimas e vou ao encontro da única pessoa que me proporciona consolo, o rei de Illéa e do meu coração.

══════ ≪ °❈° ≫ ══════

-Eu sei que não adianta lamentar agora, Maxon. Mas é inevitável. -enxugo meu rosto e o encaro. -Quantos segredos mais temos a ser revelados? Seremos felizes sabendo que a qualquer momento uma bomba nova pode estourar sobre nós?

-Não há mais nada a temer, querida. -ele beija minha cabeça. -Apenas fique comigo. No mínimo, pra sempre. Tudo ficará bem. Eu mesmo cuidarei disso. Nada vai atingir nossa felicidade.

Sorrio ao lembrar que tenho Maxon sempre a meu favor.

Ele é o motivo pelo qual não devo temer de tentar, mesmo estando ciente das consequências. Pois sei que sempre que eu precisar de um consolo, ele estará lá para enxugar meu pranto.

É o único que estará lá mesmo nos momentos de agonia. Ele que nunca irá hesitar em ficar ao meu lado, independente de qualquer circunstância.

Dizer que amo Maxon é cliché, mas é necessário.



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