História E se for amor? - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Hange Zoë, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Aot, Drama, Levihan, Romance, Snk
Visualizações 45
Palavras 995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Josei, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu seeeeeeei, eu sei eu sei. Demorei, não foi? kkkkk eu sempre escrevo os motivos disso lá na timelime, mas nem todos veem 😞
Tenho vários capítulos escritos, mas fiquei tão indisposta que não revisei e nem postei eles. Então essa semana eu conserto isso. Sei que vocês me consideram e não vão me engolir ><

Então, vocês se lembram dos últimos acontecimentos? Se não, volta lá e releia.. bem, é isso aí.
Boa leitura meus amores 💚

Capítulo 48 - Até logo


Fanfic / Fanfiction E se for amor? - Capítulo 48 - Até logo


  Quarta-feira,29 de Maio  
 
  O voo de Hanji Zoe estava marcado. Seria em breve; 22h. Levi fez questão de leva-la ao Aeroporto, embora não tivesse certeza de que conseguiria cumprir com esse objetivo, pois levantou às quatro da manhã e partiu para Orleans, para uma reunião de imprensa. Na volta, já no fim da tarde, os dois caminharam de mãos dadas à beira do rio Saône, sem dizer muita coisa, mas ao mesmo tempo dizendo tudo. Há mais informação no silêncio do que em qualquer outro tipo de linguagem. 
  Quando a noite se aproximou, Levi tomou um rápido banho e correu até o apartamento da frente, e como sempre, a porta estava aberta. 
  — Ei Hanji, vamos — apressou ele com os braços cruzados, enquanto se apoiava na parede ao lado da porta. 
  — Ah, desculpe. Já estou indo — ela terminou de organizar algumas pastas, colocou-as na mochila e suspirou — Ah Levi, me faz um favor? 
  — Diga. 
  — Você cuida dos meus bebês? Elas precisam ser limpas de quinze em quinze dias, no mínimo. 
  — Mas de que merda você está falando? 
  — Das minhas pedras; as que estão na minha gaveta. 
  — E desde quando você faz coleção disso? 
  — Comecei nessa semana. Não te falei? — ela coloca a mochila nas costas e recolhe as duas malas. 
  — Não... então quer dizer que seus hobbies são tão ruins que até brincar com pedras é divertido pra você? — perguntou Levi, esboçando sarcasmo. Hanji não respondeu; apenas coçou o queixo e saiu do apartamento, segurando as malas e sem olhar para trás. 
  Era uma pena, pois de ela se atrasasse um pouco mais, certamente perderia o voo, e Levi esperava por isso, embora sua razão dissesse "certifique-se de coloca-la em segurança naquele avião, volte, organize a droga do apartamento dela e vá dormir sem pensar muito nisso". A verdade era que seu instinto só queria prendê-la em algum lugar para impedi-la de partir para longe dele. 
  Hanji, por outro lado, estava tão enérgica que mal podia se conter. Era notório que ela estava calada e pensativa, mas em sua mente havia um turbilhão de ideias prontas para serem exploradas. Ela sabia que Levi estava calado demais e que ele jamais contaria o que estava pensando; entretanto, não pretendia questioná-lo sobre o óbvio. Hanji compreendia a realidade a sua volta e compreendia as pessoas também; sempre foi uma mulher flexível e sabia enxergar as oportunidades em todas as situações. Isso era empolgante. "Será divertido", pensava ela. É claro que ela sentiria saudades de Levi, mas esses sentimentos certamente seriam amenizados quando ela focasse no trabalho e nos futuros desafios que enfrentaria. Ao menos era disso que ela tentava se convencer. 
 
 
  Minutos depois, os dois já estavam no táxi, a caminho do Aeroporto. Levi estava mais inexpressível que o habitual. Hanji estava séria demais para debater sobre isso, então preferiu discutir sobre a atual economia da França com o taxista. Os dois literalmente não calavam a boca durante todo o trajeto. 
  Quando chegaram lá, toda a equipe estava esperando, sentados e tensos. A chegada de Hanji levantou os ânimos deles, especialmente os de Moblit. Levi percebeu aquilo, mas preferiu esconder seus ciúmes, franzindo o cenho e reprimindo a raiva, em silêncio. 
  Ela se voltou para Levi e tirou algo do bolso, entregando-o. Era a chave de seu apartamento. No rosto, Hanji tinha o sorriso mais empolgante do mundo e parecia excitada com o trabalho que a esperava. Levi entendeu que aquela chave era o símbolo de que ela voltaria bem e que tudo seria ainda melhor. Era a hora de tentar ser menos negativo. 
  Ele recolheu a chave e a guardou, fitando intensamente os olhos castanhos da morena a sua frente. As malas já haviam sido despachadas e os minutos pareciam correr. 
  — Tente não fazer as coisas tão impulsivamente. Na Síria não haverá nenhum cavaleiro herói que lhe salve se você agir de maneira idiota — alertou Levi, secamente. 
  — Oh levi, não fique assim tão sério. Vou voltar sã e salva, prometo. Então pense nisso como uma expedição de busca ao tesouro. 
  — Sei — disse, olhando para o vazio, quando se deu conta de que a morena o abraçava. Ele retribuiu. Foi um forte abraço. Forte o suficiente para que Hanji suspirasse ao aspirar aquele aroma amadeirado que ele tinha. 
  Se despediram, sem beijos e sem mais delongas. Aos poucos ela foi se afastando, acenando com ambas as mãos. Levi a observou, até que ela sumisse de sua vista por entre os portões da sala de embarque. Ele murmurou um quase inaudível "quatro olhos de merda, pare de me preocupar tanto"
 
 
  Nos próximos minutos, ele observou os aviões em seus pousos e decolagens na pista. Via tudo lá de cima, através dos vidros. O avião de Hanji certamente era aquele que começava a andar, acelerar, e aos poucos sair do chão. Os olhos frios e cinzentos desse homem acompanharam cada movimento daquela invenção de asas, até que o mesmo sumisse de sua vista, naquele céu escuro e sem nuvens. 
  Levi não compreendia bem o que estava sentindo. Só sabia que desejava tomar chá, em silêncio e sem ser importunado; porém, em um aeroporto lotado como aquele, talvez não fosse possível cumprir esse desejo tão cedo. Então ele decidiu que voltaria logo para o prédio onde morava. 
  Algo esquisito aconteceu por uma fração de segundos. Ao olhar para trás, Levi sentiu a estranha sensação de estar sendo observado. Ao percorrer o olhar pelo ambiente, notou de soslaio que um certo vulto o encarava. Era um vulto familiar, muito familiar, mas que já não estava mais ali. Bem, isso não importava; talvez fosse apenas algum fã de seus livros. Talvez... 
 
  Assim ele voltou ao seu apartamento, que por incrível que fosse, parecia bem maior do que realmente era. Já não estava tão confortável como sempre foi. 
  A madrugada chegou. Levi tomou seu amado chá-preto de frente à janela, respondeu alguns emails de trabalho e finalmente se deitou. Umas duas ou três horas de sono seriam suficientes para recuperá-lo sabe lá do quê. 

 
 


Notas Finais


Foi bem curtinho né?? O próximo tbm será pequeno, mas é pq eu quis dividir esses dois capítulos por achar que eles não cairiam bem juntos


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