História E se fosse verdade?! - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Kanon de Dragão Marinho, Miro de Escorpião, Saga de Gêmeos
Exibições 102
Palavras 3.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente, o Plutão em Escorpião desse fic anda até me assustando! Mas esse capítulo encerra a fase mais perva do fic. Não tinha como ser diferente, a tensão entre as personagens pelo cruzamento da mentes e o convívio forçado tinha que ser acalmado de alguma forma, sexo é, sem dúvida, uma boa válvula de escape, mas, por óbvio, não quero resumir o fic a um conto pornô.
A partir do capítulo que vem, ainda que ainda tenhamos certas insinuações, a pervisse vai diminuir e migraremos para a fase da solução do mistério e do aprofundamento das relações entre os casais. Será uma fase um pouco mais dramática, mas também marcada por cumplicidade e carinho. Acho que vão gostar. Claro que a comédia continuará sento o elemento chave do fic, que me diverte muito.
Esclarecidos esses pontos, aproveitem, pois a pervisse não voltará a reinar pelos próximos 4 capítulos.
Beijos!

Capítulo 10 - Capítulo 10


Capítulo 10

Juliane tinha certeza que Saga a havia chamado de Thaís. Mas não sabia o porquê. Também não fazia ideia de onde estava, apenas de que ventava muito e que o cavaleiro de Gêmeos a abraçava forte, os dois sentando no chão a poucos metros de um penhasco.

Saga não sabia como havia chegado até ali. Sabia apenas que sua mente havia se cruzado com a de Juliane, indicando que ela havia se afastado de sua casa. Decidiu ir em busca dela, mas assim que saiu de seu templo a mente ficou confusa e  ele não se lembrava de mais nada, a não ser de chegar até aquele lugar a ponto de impedir que a jovem se jogasse do penhasco.

Quando se aproximou ele a viu, mas ao mesmo tempo viu outra mulher, que era realmente ruiva. Aquela mulher se jogava, mas ele conseguia pegar Juliane. Era estranho, pois ele sabia que ela e a mulher que havia pulado eram a mesma pessoa. Aquilo havia sido horrível, nunca teve tanto medo em sua vida, nem mesmo quando Ares o dominava e ele tinha medo de ser descoberto. Não perderia sua humanidade de novo, não perderia sua sanidade de novo, não a perderia de novo!

- Juliane, porque fez isso? Sabia que sua mente ficaria confusa. Poderia ter... - Ele não conseguiu falar, sentia a voz completamente embargada, um nó preso na garganta.

- Não suporto sua indiferença. Não imaginei que seria tão perigoso, apenas queria ir embora, sair daqui, esquecer de tudo...

- Acha mesmo que eu lhe sou indiferente?! Eu apenas não quero que ele te toque...

- Então me toque você! - Ela disse se levando limpado as lágrimas com raiva. E tomando a direção de volta às Doze Casas.

Saga ficou em silêncio. Ainda estava assustado com o que havia acontecido. Ele a seguiu mantendo certa distância. Ela parecia não compreender que tudo que ele queria era garantir seu bem estar, sua segurança! Mas as últimas palavras dela vinham como um mantra "então me toque você". Eles já estavam de volta à Terceira casa zodiacal e ele sentia o sangue correr com força, ela estava sentada no sofá, completamente emburrada e linda.  Sentia o desejo dele, de Ares, mas riu.

- Ela é minha! - E ao dizer isso ele teve certeza, uma certeza que jamais teve, a certeza que de ele jamais voltaria.

Ele foi até o sofá e a pegou no colo. A jovem imediatamente protestou, mas ele não a soltou. Naquele momento ele usava a armadura de Gêmeos, mesmo não sendo o atual cavaleiro da casa. Sempre que um cavaleiro se afastava da própria casa para enfrentar uma situação de perigo a armadura o vestia para fazer-lhe imediata proteção.

Ele a levou até o seu quarto e ao chegar lá a jogou na cama, rindo do olhar bravo que ela o lançava.

- Quer que eu a toque, não quer? Nunca mais irá me desafiar de novo!

Ela engoliu seco quando o viu apenas se libertar da parte da armadura que fazia a proteção do quadril. A calça que ele usava por debaixo da armadura mostrava o quanto ele estava excitado e a jovem não conseguia, mesmo que quisesse, desviar o olhar.

Ele se ajoelhou na cama e a puxou para si para beijá-la de forma faminta, quase obscena. Ela correspondeu de imediato, também querendo acabar com a chama que igualmente a consumia. Enquanto a beijava, ele rasgou ao meio o vestido que ela usava. Deixando-a apenas de calcinha.

Sem lhe dar tempo para raciocinar sobre o que estavam fazendo ele a virou de costa para ele, tomando os seios entre as mãos enquanto a lambia e mordia o pescoço delgado até chegar ao lóbulo da orelha.

Uma das mãos abandonou o seio para se encaixar dentro da calcinha para logo um dos dedos a penetrar.

- Está como eu gosto de te ver,  completamente molhada! - Ele disse em seu ouvido antes de rasgar a calcinha e coloca-la de quatro.

A penetrou de uma só vez, sentindo a umidade o envolver por completo. Apenas um gemido seco com a invasão repentina saiu da boca da jovem.

Ele a estocava com força, aprofundando a cada nova investida. Ao mesmo tempo uma de suas mãos estimulava seu ponto mais sensível fazendo com que ela quase gritasse de prazer.

Logo ele sentia as paredes íntimas se apertarem contra ele, indicando que ela havia chagado ao máximo com aquilo tudo. Ele também sentia um enorme prazer, mas conteve a ejaculação, ainda não estava satisfeito, talvez nunca se satisfizesse dela.

A puxou pelos cabelos, mas sem a machucar, metendo-a de quatro para ele, mas dessa vez de frente, o membro rijo diante do rosto ainda ofegante. Ela entendeu a ordem implícita e o abocanhou de uma só vez, o fazendo urrar.  

Gostava de vê-la naquela posição, chupando com prazer, mas a impediu de continuar para assumir uma posição em que ambos pudessem curtir aquela degustação. Se deitou na cama e se colou debaixo dela com a entrada feminina diante da língua faminta enquanto ela continuava a sugá-lo de forma intensa. Quando sentiu que novamente seria varrido pelo prazer, e vendo que ela também estava prestes a se entregar, ele a empurrou para frente a fazendo-a se encaixar no falo turgido. Com poucas estocadas ele finalmente se esvaiu dentro dela.    

Ainda ofegantes, ele a tirou de cima de si e saiu de dentro dela para permitir que armadura se afastasse por completo dele. Subiu o cós da calça para novamente se juntar a ela. Juliane estava jogada sobre a cama ainda aproveitando da intensidade do prazer atingido.

A envolveu num abraço forte e a beijou nos cabelos com ternura.

- Me perdoa?!

- Pelo que, pelo desprezo ou pelo sexo agressivo?

- Nunca pediria perdão por tê-la feito gritar de prazer...

Ela o olhou com olhos furiosos. Ele apenas riu.

- Não queria te desprezar! Estava confuso, tinha medo que algo ruim lhe acontecesse por eu ter cedido à tentação que eu julgava ser dele e não minha.

- Meu vestido era caro!

Não queria mostrar que ficou mexida com suas palavras. Ele a queria e ela não cabia em si de felicidade.

- Compro dez vestidos para você só para rasgá-los um a um! - Lhe disse entre beijos, já sentido o desejo voltar a dominá-lo.

Ela o correspondeu e em segundos estavam entregue um ao outro novamente, para dessa fez se tocarem com vagar e carinho. Dormiram exaustos e sem se darem conta de que os vestidos de fato seriam necessários já que grande parte da bagagem da jovem estava presa no quarto que ela ocupara, mas que a partir daquele dia nunca mais voltou a ser usado.

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Annely estava revisando alguns projetos enviados por sua sócia do escritório de arquitetura em seu notebook enquanto conversava com Luna do inbox do facebook. Camus e ela haviam voltado da praia na companhia de Hyoga que ficou com mestre na parte de baixo da casa conversando detalhes sobre técnicas de treinamento.  A morena chegava a gargalhar com as táticas de Luna em enrolar Milo.

“Disse a ele que estava menstruada. Ele disse que não ligava, mas eu disse que eu sim.”

“Pretende ficar menstruada por quase quatro semanas? Ele vai achar que você é a mulher hemorrágica da bíblia...”

“Você não está me ajudando.”

“Luna, não vai poder enrolar para sempre.”

“Acha errado eu querer de fato que ele seja o primeiro?”

“Não. Acho errado que não seja honesta com ele.”

“Como será que ele vai agir? Tenho medo que me ache uma boba!”

“Se ele se sentir enganado depois será muito pior, não ha como fingir que não é virgem e sabe disso.”

Enquanto conversava com a amiga foi chamada para outra conversa e ficou muito surpresa com a pessoa que mandava a mensagem. Era sua paixonite de adolescente, seu primeiro amor platônico nunca correspondido. Ele continuava bonito. Dizia que ficou surpreso com seu pedido de amizade e perguntou se poderiam sair para ele falar sobre um apartamento que estava comprando. Ficou nas nuvens quando viu que ele elogiou sua foto no perfil. Ele sempre mexeu com ela, mesmo tendo se passado tanto tempo. Contou para Luna que perguntou se ela iria aceitar o convite. Mordeu o lábio nervosa, como aceitar que qualquer homem entrasse em sua vida com tudo que estava vivendo com Camus? Mesmo sabendo que aquela história tinha dia e hora para acabar, não conseguia sequer se imaginar com outra pessoa, mesmo que fosse com o “Rafinha”, filho da mãe, ele tinha que demorar tanto tempo para reaparecer?!

Foi quando tomou coragem em contar para Luna que as coisas entre ela e o aquariano estavam bem mais intensas. 

“Então vocês dois já...?”

“Não! Mas, ah Lu, tudo que eu mais quero agora é ver ele inteirinho dentro de mim, por isso entendo que queira tanto ficar com Milo!”

“kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Nem consegue pensar no Rafinha, né? O que vai responder para ele?”

“Não sei, vou tomar um banho e depois dou ao menos um oi, não deixa de ser um contato profissional. Conte a verdade para o Milo, ok? Beijos, no vemos amanhã!”

Foi para o banheiro deixando o computador sobre a cama sem menor preocupação em travá-lo, ambas as conversas, tanto a com Luna quanto a com “Rafinha” ficaram abertas. Ao retornar para o quarto deu de cara com Camus usando óculo de leitura, sentado na cama com o notebook no colo.

- Nunca ouviu falar em privacidade, não? – Ela realmente estava nervosa com a mera perspectiva de que ele estivesse lendo suas conversas.

- Quem é Rafael?

- Alguém que realmente não é as sua conta! Não acredito que ficou lendo minhas conversas particulares...

Ele deu um sorriso de lado. Ela viu que ele estava digitando alguma coisa. Foi até a cama e tentou em vão tirar o computador das mãos dele.

- O que você digitou? Camus?!

- Apenas respondi ao tal Rafael que você teria que recusar o convite, pois nesse momento estava em férias na Grécia na companhia de um francês bonitão! Achei que ficaria pedante se dissesse que sou um conde inglês e que seria exagero dizer que sou um cavaleiro de ouro...

A jovem arregalou os olhos, perplexa.

- Você não fez isso? Como pode? – Tinha vontade de socar aquela cara cínica dele.

Ele gargalhou.

- Não fica histérica, pestinha, apenas respondi que estava em viagem e que quando voltasse entraria em contato. Sei que por mais que ele esteja mostrando interesses escusos para com a senhorita, não deixa de ser um contato profissional. Não me sentiria bem se perdesse um cliente. Vi na sua conversa com a Luna que ficou na dúvida de como respondê-lo...

- LEU MINHA CONVERSA COM A LUNA?!

Ele deixou o note sobre a cama e foi até ela.

- Concordo que ela deva ser honesta com o Milo. Ele vai ficar chocado, mas vai acabar entendo a situação. Mas confesso que apenas li sua conversa com a bichinho de goiaba por que vi meu nome... Quer mesmo me ver inteirinho dentro de você?! – Ele já havia se aproximado por completo e começava a retira a toalha que a enrolava.

Tudo que ela queria era xingá-lo muito por ter invadido sua privacidade, mas não conseguiu resistir a aproximação. Ele estava tão sexy de óculos... Uma sensação de déjà vu a acometeu, como se em algum momento ela o havia presenteado com um par de óculos e de ter achado exatamente o que achava agora; ele realmente ficava sexy! Riu internamente, mas logo sua mente foi trazida de volta para o presente.

Depois de despi-la da toalha ele a pegou no colo e a levou até a escrivaninha que tinha no quarto deixando-a sentada sobre a bancada da mesa. Passou a se despir lentamente, não tirando os olhos dela nem por um segundo, gostando de vê-la com o olhar brilhando de desejo diante dos músculos desenhados e do falo rijo de tesão. Já nu ele voltou a se aproximar dela abrindo-lhe as pernas para se encaixar no meio delas.

- Nessa posição você vai ter exatamente a visão que quer... cada pedacinho entrando em  você... – Ele disse antes de capturar os lábios, primeiro lambeu o lábio com suavidade, para depois chupar o lábio inferior terminando tudo com um beijo atordoante. Enquanto a beijava usava a cabeça do falo ereto para estimulá-la, tornando o contato das bocas ainda mais intenso e desconcertante. 

Terminado o beijo ele a olhou com tamanha malícia que ela chegou apensar se era possível atingir o ápice apenas com o olhar. Lentamente ele começou a penetra-la, num vagar alucinante, rindo de lado.

Ela mordeu o lábio olhando para baixo para ver cada centímetro dele a invadir. Com o dedo polegar ele passou a estimular, de forma lenta e ritmada, o ponto sensível entre os grandes lábios, tocando-a acompanhando as estocadas.

- Sua mão... Está gelada, está fazendo isso de propósito! – Disse quase arfando com a sensação que o toque frio trazia.

- Para te mostrar que nenhum “consolo” pode me substituir...

A jovem gemeu meu em resposta, completamente entregue e ficou ainda mais rendida quando a provocação, não acreditava que ele ainda se lembrava da história do vibrador. Ele a mordeu suavemente no vão entre o pescoço para no estante seguinte a língua traçar uma linha úmida do ponto da mordida até a área sensível atrás da orelha, onde os dentes voltaram a agir sobre o lóbulo delicado.

- Você é um maldito manipulador! – Ela conseguiu dizer entre os gemidos.

Ele apanas sorriu perverso.

- Se continuar a me xingar, serei forçado a parar...

Foi quando ela o olhou com olhos brilhando de malícia para desafiá-lo:

- Duvido!

Em resposta ao desafio ele passou a possuí-la com fúria e ainda aumentou a sensação do frio no ponto que os unia, intensificando o prazer de ambos.

- Olhe! Não era isso que queria?! Me ver te invadindo com meu pau! – Ele gargalhou com os olhos arregalados com que ela o olhou pelo comentário. Foi até o ouvido da jovem e entre lambidas e sussurros completou – Mesmo que escreva membro o nome é pau!

Com esse comentário a jovem quase chegou ao gozo, mas ele diminuiu o ritmo apenas para prolongar seu domínio sobre ela, voltando a se afastar para que novamente ela pudesse ver o que ele estava fazendo. 

Annely não conseguia tirar os olhos do que ele fazia, mesmo quando o prazer exigia que ela fechasse os olhos em resposta. E Camus não tirava os olhos dela, acompanhando as mudanças de expressão a medida que a penetrava cada vez mais fundo.

Esperou ela ser arrastada pelo prazer para só então realmente se dedicar ao próprio deleite. Foi quando acelerou os movimentos para que também pudesse explodir em êxtase dentro dela. Naquele segundo uma certa apreensão passou pela mente do cavaleiro. Sempre fora extremamente cuidadoso em suas relações sexuais, mas não conseguiu se conter, queria estar dentro dela com uma ânsia que não lembrava já ter sentido. Aquilo poderia ter consequências, não sabia que se ela estava tomando algum tipo de precaução e não queria deixá-la apreensiva ou se sentindo culpada. Relaxou, seria mais cuidadoso nas próximas, pois aquele contato, longe de apagar a tensão, apenas a fomentou ainda mais. Quando sentiu que não havia mais nada em si, ele a envolveu num abraço terno a beijando na testa.

Annely se sentia completamente perdida em meio às mudanças dele, como ele conseguia ir de perverso ao gentil em questão de segundo?!

- Não pense que com isso está desculpado por ter lido o que não era da sua conta! – Disse tentando recobrar o controle de si mesma, não podia se render tanto ao poder de sedução que ele tinha, sabia que aquele era o caminho certo para a desilusão e o sofrimento, mas não queria pensar naquilo, não ainda!   

Ele sorriu maroto e a beijou nos lábios, em seguida a fez descer da mesa, apenas para que fossem junto até a cama. Ali ficaram deitados trocando carinhos e conversando até a fome falar mais alto. Comeram na própria casa, um jantar feito e servido por ele. A cumplicidade entre eles só fez crescer, ainda que soubessem que aquilo não duraria para sempre, apenas não contavam que o fim poderia vir mais cedo do que imaginavam.   

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Milo estava frustrado, depois de quase uma semana o jogo de Luna já estava cansando. Pelos deuses quanto um homem poderia suportar sem dar vasão a todo o desejo que sentia?! Eles já haviam chegado as preliminares mais íntimas, mão naquilo, aquilo na mão, bocas, línguas, mas... Mas era tudo! Ela nunca deixava a coisa ir até o final e ele não aguentava mais!

Mas ele não era o único a estar sofrendo com a situação. Luna tinha decidido se entregar para ele completamente, e seguindo a sugestão das amigas estava decidida a contar a verdade. Porém sua coragem foi por água abaixo quando ao chegar à casa de Escorpião pegou Camus e Milo em uma conversa íntima entre amigos.

- Sabe que nos últimos dias essa sua carinha de que "estou comendo muito" está me irritando! – Disse ironia frustrada.

- Ah, Milo, que isso! Você e Luna estão sempre se agarrando, tem hora que é até constrangedor ficar perto de vocês! Mas acho bom que ela te coloque em seu devido lugar, mantendo seu interesse! Me contou até que fizeram sexo oral... Cara, para de reclamar, é jogo dela que te deixa vidrado. Se ela tivesse cedido você já teria perdido o interesse. E tem uma coisa que você não considerou, a Luna é a mais nova das quatro, e se ela for virgem e estiver com medo de te contar?! – Bem, ele não estava afirmando que ela era, então, tecnicamente não estava traindo a confiança de Annely, havia lhe prometido que não contaria nada sobre a conversa que havia lido dias antes.

- Os deuses vão me livrar dessa maldição! Uma virgem! Não pego nem por caridade! Sério, a mulher apega, fica sensível, te imagina o homem da vida dela, cria um monte de expectativa. E uma garota que chupa daquele jeito não pode ser virgem! Luna está apenas me tentando mesmo, mas ela vai ver, quem vai fazer o jogo duro agora sou eu, aposto que logo logo ela vai estar implorando!

A garota conteve o soluço com mão, enquanto lágrimas rolavam em seu rosto. As amigas estavam certas, Milo era um homem acostumando com mulheres experientes, muito provavelmente por isso lhe dar certa garantia de que não havia a necessidade de um envolvimento mais sério para que o sexo ocorresse.  Ela não tinha ilusão de se casar com ele, viver feliz para sempre, nada disso! Porém queria sentir que era especial, que não era mais uma, mas era assim que ele a via, queria apenas conquistá-la, ganhar um desafio!

Sem ouvir mais nada, ela saiu dali correndo para se encostar nos ombros amigos e  chorar, berrar e morrer de raiva dele e de si mesma! Ele que ficasse se achando, ela merecia coisa melhor, uma situação mais digna, toda moça merece a ilusão da primeira vez, a sensação de ser única ao menos uma vez. Não deixaria que ele novamente se tornasse sua grande ruína...

Mas se ela tivesse ficado um pouco mais, teria ouvido o escorpiano confessar:

- Será? Virgem?! Será que os deuses me amaldiçoaram em me apaixonar justo por uma virgem!

Se pensassem bem, fazia sentido, Luna era pouco receptiva aos seus toques, mas não se negava a fazer nada nele, nem mesmo aceitou que ele retribuísse o carinho recebido quando ela lhe aplicou a sessão se sexo oral mais inesquecível da vida dele. Tinha que falar com ela, saber a verdade, mostrar que mesmo não sendo o cara mais correto do mundo, ele era sim capaz de ser o primeiro homem da vida de uma mulher sem que isso arruinasse o coração dela. Ele só não contava com mudança tão drástica no comportamento dela, pois a partir daquele dia, Luna passou a ignorá-lo sem ao menos lhe dar qualquer explicação, o deixando com o coração cheio de dor e com aquela estranha sensação de quentura.   

CONTINUA 



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