História E se fosse verdade - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, Mark
Tags 628, Markhyuck, Nctzinhos, Saga Intocáveis, Sincheng Ficfest
Visualizações 149
Palavras 1.105
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Shounen, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cheio de referências, erros e muito, muito açúcar. Focado no casalzinho de namorados mais bonito da nação, escrito e reescrito incontáveis vezes e enfim postado, esse spin-off me deu muita dor de cabeça. Capa provisória e sem betagem, como sempre.

Enfim. Boa leitura e espero que gostem! ♡

Capítulo 1 - Ato Único: Em busca de um sonho


Uma entrega de pizza é capaz de mudar tudo – Mark e Donghyuck descobrem isso na prática.

É açucarado, é clichê e terrivelmente americano e é inevitável – sem pensar e sem querer, Mark se vê apaixonado por Donghyuck. Esse é o primeiro encontro dos dois; a primeira troca de olhares e faíscas na soleira da porta. É um momento tão breve e igualmente singelo – é um encontro memorável entre duas almas, marcado no tempo-espaço e na história do Universo pessoal de cada um deles. Donghyuck tem olhos bonitos, Mark repara. E é impossível não se perder nas galáxias castanhas dos orbes de Lee Donghyuck.

Demora exatamente três meses para que Mark jogue tudo para o alto e enfrente o fato de que ser só amigo de Donghyuck não é suficiente – Mark sabe que nunca será suficiente. Amizade é muito pouco para os fogos de artifício que Mark sente dentro do próprio peito quando o vê.

Donghyuck é a combinação perfeita de átomos e moléculas que mexem com cada centímetro de Mark.

É uma quarta-feira quando Mark Lee se declara. Parado na porta da frente de Donghyuck, Mark toca a campainha e fica no aguardo; a espera é curta e logo o pai adotivo de Donghyuck aparece e o leva até o quarto do até então amigo.  

— Eu não quero mais ser seu amigo, Hyuck.

— Como assim? Eu fiz alguma coisa? Foi aquela piada sobre o seu cabelo? Eu juro, não fiz com intenção de m-

— Eu quero ser mais que seu amigo. Muito mais que amigos e melhores amigos. Eu... ‘Tôapaixonadoporvocê — diz tão rápido que chega a se embaralhar com a própria língua, e respira fundo antes de tossir e repetir de forma compreensível — Eu ‘tô apaixonado por você, Hyuck.

Donghyuck sorri e o beija. Mark tem tantas perguntas, tantas dúvidas e incertezas, e Donghyuck se permite rir, abraçar seu pescoço e beijá-lo outra vez. Basta um beijo do mais novo para que todas as preocupações de Mark irem ralo abaixo.

O beijo de Donghyuck tem gosto de escolhas erradas e decisões das quais Mark provavelmente se arrependerá depois, e mesmo assim, permite que Donghyuck aprofunde o beijo e o puxe para ainda mais perto, dedos gelados traçando seu maxilar. É gentil e doce e urgente; é adolescente e é desesperado. É bonito e é poético e Mark precisa de trinta segundos de coragem insana para beijá-lo de volta. Donghyuck o abraça, as mãos em sua nuca, os dedos se emaranhando nos cabelos escuros de Mark. É tão errado e igualmente prazeroso, e é exatamente por isso que Mark precisa de outros trinta segundos de coragem insana para afastá-lo.

— Eu quero mais — pede, manhoso, e Mark está a um passo de ceder — Por favor.

— Isso é errado, Hyuk. Você é menor de idade e…

E Mark saí correndo. Praticamente voa escada abaixo e irrompe correndo pela porta da frente, sobe em sua moto e simplesmente some.

Donghyuck descobre que há algo assustador na liberdade – é simplesmente aterrorizante não pertencer a nada nem a ninguém. Mark não pertence a ele, mas quando Mark olha para ele como se ele fosse seu mundo e mais um pouco, Donghyuck sabe que é amor, especialmente quando Mark o olha como se ele fosse tudo que ele conhecesse. É assustador – amar pela primeira vez é simplesmente assustador, porque o amor é a coisa mais bonita e irracional que existe.

— Eu sou livre, Donghyuck, mas eu estou escolhendo ficar — diz Mark, quando enfim cria coragem para responder às mensagens e ligações de Donghyuck, duas semanas depois do ocorrido. Ele suspira.

— Eu sou tudo, menos livre, mas eu escolho você. Foda-se o mundo, Mark, que se dane essa porra toda.

É nesse momento que Mark se dá conta que o ama. Mark ama Donghyuck sem o desespero e os desejos e o querer. Mark o ama com sua alma nua e crua, com toda a integridade que cabe a seu eu de dezoito anos. Eles são novos, ele sabe, e eles ainda têm uma vida inteira pela frente. Mark não é forte sozinho para suportar o peso crescente em seus ombros quase adultos, mas Donghyuck não se importa em dividir com ele o peso do mundo em suas costas.

Demora um ano para que Mark comece a pensar em pedir Donghyuck em casamento, e pensar demais talvez faça mal. Já passam das três da madrugada e Mark não consegue dormir. A cama de Donghyuck é grande o suficiente para os dois; a discografia do Justin Bieber toca no fundo e os dois estão em silêncio – a quietude é algo que não os incomoda mais. Donghyuck parece muito entretido em brincar com os dedos curtos do namorado, a cabeça no colo do mais velho, prestes a cair no sono. Mark mantém os olhos fixos no ventilador rodando no teto, entediado.

— Você quer fazer uma loucura?

— Defina loucura.

— Casa comigo.

— Você é maluco.

— Eu quero casar com você, Donghyuck.

— São três da manhã — rebate — Vá dormir.

— Você quer casar comigo?

— Sim.

— Você ‘tá falando sério?

— O mais sério que eu consigo ser às três da madrugada. Agora vá dormir.

São necessários outros seis meses para que o casamento passe de conversa fiada durante as madrugadas em claro e vire realidade. Escondidos dos pais, os dois planejam o casamento – sem festa, igreja, celebrações nem nada. Só um casamento no civil e um par de alianças com o nome um do outro no interior basta.

Se casam no décimo oitavo de Donghyuck, após saírem escondidos da escola do mais novo, quando o cartório está prestes a fechar, e trocam alianças e um beijo ali mesmo.

Eles ainda são jovens demais para entender o mundo e todos os problemas nele. Ainda são jovens demais para sentir tudo aquilo que sentem – os fogos de artificio no peito, as borboletas no estômago, os furacões sob a pele. Mark, porém, tem toda a certeza do mundo de que Donghyuck é a pessoa certa. O mais novo gira a aliança no próprio dedo e se recusa a desmanchar o sorriso bobo que tem no rosto.

Você e eu contra o mundo. De hoje pra sempre.

Donghyuck segura a mão de Mark e brinca com seus dedos antes de beijar as costas da mão de seu agora marido. É clichê e açucarado e terrivelmente americano e é bonito e poético e romântico. É repetitivo, mas ainda há sua essência. Há quem diga que amor adolescente é efêmero e bom enquanto dura; Mark e Donghyuck, porém, são eternos e infinitos.

— Você e eu para todo sempre, provando que a probabilidade estatística de amor à primeira vista é muito maior do que todo mundo imagina.


Notas Finais


Intocáveis estreia dali a pouco. Literalmente. O Mark é um dos personagens principais da trama, e o relacionamento dele com o Donghyuck é um dos mais importantes da fanfic. Não posso dizer se é endgame ainda, vocês vão ter que ler Intocáveis pra descobrir, hehe ♡

Deem uma olhada no jornal da Dream Week: https://spiritfanfics.com/jornais/-d-r-e-a-m-i-e-s-w-e-e-k-9945541
Não se esqueçam de participar do Genie Project! https://goo.gl/cLP7yQ
Falem comigo no Twitter (https://twitter.com/sinchxng) e no Curiouscat (https://curiouscat.me/sincheng)!
Muito obrigada por lerem até aqui e vejo vocês na próxima fanfic! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...