História E Se Fosse Verdade (ADAPTAÇÃO) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 88
Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Adeus Camila...


— Eu trabalho aqui. — Falou a latina quando entramos no hospital. — A recepcionista o nome dela é Amanita, eu estou me lembrando de tudo agora. — Falou enquanto olhava pra todos os lados. — Aquele ali é o Bill, a Karen e o Jhon. 

— Vem vamos perguntar sobre você. — No aproximamos da recepcionista sorridente. — Oi eu sou Lauren Jauregui e eu gostaria de saber sobre a Camila. 

— Camila? Camila Cabello? — Perguntou a mulher. 

— É esse é o meu nome. — Falou como se acabasse de ter descoberto. 

— Isso Camila Cabello. — Respondi pra recepcionista. 

— Certo... Espera só um momento, vou comunicar outra pessoa. — Saiu e a vi conversando com um médico. 

— A não ela tá com aquele tom. — Falou a latina preocupada. 

— Que tom? — Perguntei. — Aquele quando você vai comunicar a morte de alguém. — Explicou Camila e a recepcionista se aproximou. 

— Preciso que vá ao posto de enfermagem no terceiro andar. — Assenti e pegamos o elevador até o terceiro andar do hospital. 

—A não é a Fran minha mentora, não mandariam a gente pra cá se não fosse grave. — Camila falou apontando pra mulher com traços orientais que estava se aproximando. 

—Senhorita Jauregui. — Estendeu a mão pra mim. — Sim sou eu... — Andou perguntando sobre Camila Cabello? — Colocou as mãos no bolso do jaleco. 

— Sim eu perguntei... Você pode me dizer o que aconteceu? — Eu ja estava tão aflita quanto a latina. 

— Primeiro eu preciso saber sua relação com ela. — Perguntou com um sorriso desconfiado. 

— Diz que é minha namorada. — A latina falou inocente, olhei espantada pra ela e a médica percebeu meu incômodo. — Ela não vai poder dizer nada se nós não formos íntimas e ela nunca te viu.

— Éramos românticas... Uma com a outra... — Falei vendo a médica confusa franzindo o cenho. 

— O que? Como assim? — Sabe namorada e namorada. — Falei como se fosse óbvio. 

— Eu entendi o que você quis dizer... Mas é difícil de acreditar. 

 — Porque? — Eu e a latina perguntamos ao mesmo tempo. 

— Porque a vida dela era esse hospital... 

— Ela disse era? — Camila questionou. 

— Eu nunca ouvi falar de nenhum encontro que ela tenha tido. 

— É que... Era muito recente... Bem eu moro no apartamento dela. 

 — Lauren... — Camila chamou minha atenção. 

— Quer dizer moro no mesmo prédio... 

— Então não sabe do acidente? —A médica falou com uma tristeza aparente. 

— Acidente? — Perguntei. 

— A não... Lauren eu me lembrei... Foi horrível. — A expressão triste de Camila cortou meu coração. 

— Eu estava fora... — Justifiquei pra Fran. 

— Foi à três meses. 

— Três meses? Eu estava em uma viagem de negócios. — Me assustei ao ver Camila se afastando. — Posso vê-la agora? 

— Acho que não tem problema. — Me guiou até a porta em que Camila tinha desaparecido. Antes de abrir a porta encarei a médica com olhar pidão. — Será que eu posso entrar sozinha? — Ela apareceu pensar mas assentiu. Abri a porta e vi Camila parada em frente à um leito. — O que aconteceu? Você estava voando. — Fechei a porta e segui o olhar de Camila, me assustei com o que vi. — Minha nossa é você. — Me aproximei da cama e vi Camila em um sono profundo, pálida e com um tubo na boca. — Olha Camila é você. Não está morta, você está viva. — Analisei cada detalhe do rosto angelical que dormia, senti meu coração disparar ao sentir a morena tão perto. 

— É Lauren, mas eu estou em coma e isso não é bom. — Falou sem ânimo. 

— Mas é bem melhor do que estar morta... Olha pra você o seu corpo está se curando e não tem cicatrizes. Você é... Linda. — Olhamos sem graça uma pra outra. 

— Isso não quer dizer nada, três meses é um coma persistente. 

— Mas estamos aqui agora e podemos fazer alguma coisa. — Ela me olhou esperançosa. 

— Tipo o que? 

— Tipo... Sei lá você que é a médica. 

— Claro eu sou a médica, hum deixa eu pensar. Talvez se... Não deixa pra lá. 

— Talvez o que? Fala? 

 — Eu ia dizer que tenho que achar um jeito de recuperar meu corpo. — Balancei a cabeça freneticamente, eu queria que a bela mulher a minha frente de recuperasse. 

— Ótimo e como fazemos isso? —Perguntei e ela fez cara de quem estava pensando. 

— Deixa eu tentar isso. — Sentou na cama e deitou de costas sobre o corpo imóvel. 

— É está acontecendo alguma coisa, acho que está funcionando. — Falei animada ao olhar pro monitor cardíaco e ver os batimentos aumentando. 

 — Sério? — Ela levantou a metade do corpo, mas sua alma ainda estava separada. —Vou tentar de novo. — Voltou a deitar. 

— Isso vai se concentra bastante. — Ela levantou os braços três vezes mas não adiantou. 

— Não está funcionando, eu não consigo ficar aqui dentro.— Falou se levantando e voltando a ficar em pé. — Parece que eu não estou mais conectada a esse corpo. 

— Se vira eu quero tentar uma coisa. 

 — O que? 

 — Anda se vira. — Ela virou de costas, olhei pra ter certeza de que ela não estava vendo nada. Peguei sua mão e fiquei fazendo carinho com o polegar, aquele toque me tirou um sorriso involuntário. Olhei pra ela que ainda estava de costas e a vi olhando pra mão. — Sentiu isso? — Ela se virou me olhando com um sorriso enorme no rosto, mesmo contra minha vontade soltei a mão dela e me aproximei. 

— Senti a sua mão Lauren. 

— Viu ainda está conectada ao seu corpo. 

— O monitor não concorda. — Apontou pro monitor que estava atrás de mim. 

— Máquinas não sabem de nada. — Revirei os olhos. 

— Mas a minha experiência diz que sim. 

— Então como estamos tendo essa conversa? 

— Eu não sei... — Sua fala foi interrompida pelo barulho da porta sendo aberta. 

— Senhorita Jauregui eu sinto muito, mas eu tenho um compromisso e não posso deixá-la aqui sozinha. — Falou Fran da porta. 

— Eu posso ficar sozinha só mais alguns minutos? Só quero me despedir. 

 — É claro. — Me lançou um sorriso e saiu fechando a porta. 

— Minha irmã deve ter feito isso. — Falou Camila vendo alguns desenhos que estava em uma prateleira perto da janela. — Me aproximei e peguei uma foto em que ela estava do lado de uma loira. — É a foto que estava no criado mudo. 

— Você está linda. — Ficamos nos olhando por alguns segundos e ela desviou o olhar pra trás para ver seu corpo em cima da cama. 

— Olha pra mim agora... Esses níveis não estão mudando Lauren, pelo contrário estão diminuindo. — Voltou a se aproximar da cama e apontou pro monitor cardíaco. — Me deixa sozinha. — Esse olhar triste é de cortar o coração. 

 — Quer que eu te espere lá embaixo na recepção? 

— Não tudo bem, pode ir pra casa e obrigada por me ajudar. — Senti um aperto no peito com essas palavras, eu não quero ir embora sem ela, eu quero ela perto de mim. 

— Não precisa agradecer... Tem certeza de que não quer voltar comigo? Afinal é o seu apartamento e por mim tudo bem ter você por lá. — Minhas palavras saiu mais como uma suplica. 

— Desde que eu cheguei aqui não me imagino abandonando meu corpo. 

— Eu entendo só não quero te deixar aqui sozinha. — Eu estava tentando disfarçar meus olhos marejados, estava me sentindo estranha. 

— Eu não sei qual é o meu lugar... — Novamente a fala da latina foi interrompida pela porta abrindo. 

— Senhorita Jauregui desculpa mas agora a senhorita tem que ir. — Eu e Camila ficamos nos olhando, coloquei a foto novamente no lugar em que estava, deu uma última olhada pra Camila. 

— Adeus Camila. — Antes de sair completamente do quarto pude ouvi- lá quase sussurrando um " Adeus Lauren". 


 POV de Camila 

Depois que Lauren saiu, decidi ir atrás dela eu estava sentindo meu coração pesada por ter que deixá-la ir embora. A vi parada esperando o elevador, mas meu corpo ficou imóvel quando ouvi Fran e Ally conversando e olhando pra Lauren. 

— Eu odeio isso, quando ela finalmente começa a viver acontece isso. — Ally falou secando algumas lágrimas. — Até que ela é bem bonita. 

 — É mesmo... Teria sido péssimo se ela tivesse passado a vida sem ter tido alguém. — Falou Fran, franzi o cenho, atravessei uma parede qualquer e vi que tinha entrado em uma escritório e me deparei com Austin sentado com as pernas na mesa rodando um lápis no dedo enquanto falava ao celular. 

— Ficou com meu cargo. — Falei debochada ao ver Austin ocupando meu cargo. 

— Vou passar na concessionária hoje. — O telefone da mesa tocou. — Espera só um minuto. — Colocou o celular na mesa e atendeu o telefone. — Reunião? Sim... Eu posso. — Desligou e pegou o celular novamente. — Então eu estava pensando em trocar meu iPhone. 

— Oi? Tem gente morrendo aqui e eu tô em coma sabia? — Esbravejei indignada e saí daquela sala e vi uma criança linda e uma loira alta correndo. — Sofia? Dinah? — Elas riam enquanto corria, sem pensar fui correndo atrás delas que entraram no meu quarto. 

— Eu ganhei. — Sofia falou e segurou minha mão direita.

— Eu que deixei você ganhar. — Dinah rebateu e segurou a minha mão esquerda. — Olhei pra minhas mãos e franzi o cenho confusa. 

— Como eu senti o toque dela e o de vocês não? 

— Acho que eu fui muito clara quando eu falei que não era pra ninguém correr e nem gritar aqui dentro. — Falou minha mãe entrando na sala e colocando um vaso de flores brancas em cima da bancada. 

— MAMA mama pode me sentir. — Ela passou por mim ficou olhando Dinah e Sofia fazendo carinho em meu cabelo. — Acho que não. 

— Senhora Cabello. — Austin entrou na sala e estendeu a mão pra minha mãe que a apertou. — Podemos conversar? — Minha mãe assentiu e foram até o corredor. 

— O que você quer com a minha mãe? — Perguntei irritada. 

— Primeiro quero que saiba que eu sinto muita falta da Camila. — Cruzei os braços e revirei os olhos. 

—Ele está é comemorando por ter ficado no meu lugar. 

— Bom, quando viemos trabalhar aqui assinamos termos de libertação. Sabia a opinião da sua filha sobre prolongar a vida artificialmente? — Minha mãe olhou confusa e negou com a cabeça. — Ela era contra. — Minha mãe arregalou os olhos.

 — Mas isso foi antes, eu sou totalmente a favor agora. — Falei já entrando em desespero. 

— Na verdade muitos médicos tem a mesma opinião que Camila. 

— Essa não é mais a minha opinião, cala a boca Austin. Mama por favor você tem que me sentir eu sou sua filha. 

 — Mas ainda há alguma atividade cerebral né? Muitas pessoas já acordaram desse coma antes. — Minha mãe falou entre lágrimas. 

— Sim muitas vezes. — Incentivei minha mãe. 

 — Não... Não que eu saiba. — Falou Austin e eu o olhei furiosa. 

— É claro que sabe seu idiota.

— Por causa da situação delicada decidimos não falar sobre isso antes, mas Camila já assinou esse termo e eu vou deixar com a senhora esse termo aqui. — Estendeu os papéis pra minha mãe. 

— Mama por favor não assina isso eu tô aqui... 

— Se a senhora decidir assinar é só me procurar, é mais fácil se despedir agora do que prolongar o sofrimento da paciente. 

 — Eu vou pensar... — Minha mãe falou ainda chorando. 

— Só não se esqueça de que ela assinou o termo de não prolongar a vida artificial, peço que a senhora pense no melhor pra sua filha e autorize a equipe desligar os aparelhos. — Minha mãe apertou os dentes e voltou pro quarto deixando Austin falando sozinho. 

— Por favor mama não assina...        



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