História E x i t - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster, Suga
Tags Disforia, Jikook, Namjin, Transsexualidade, Vhope, Vmin, Yoonmin, Yoonseok
Exibições 18
Palavras 3.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei? Demorei. Demorei DEMAIS e sinto muito por isso.
Na verdade eu ia demorar bem mais, so que eu fiquei com remorso e terminei de escrever o capitulo ontem e não queria demorar pra postar (meu maior erro, verdade seja dita). Eu tenho bloqueio constantemente e quero muito que o que eu escrevo não saia ruim. Quero dar o meu máximo pra vocês, por isso demoro. Perdão... De novo.
Quem betou foi uma amiga e estou confiando nela pra não ter nenhum erro e se tiver, peço que me avisem.

Começando agradecimentos, obrigada pelas visualizações, favoritos e quem colocou ela na biblioteca. Vou fazer o minimo pra não decepcionar vocês. Obrigada mesmo, de verdade, de core <3

Boa leitura.

Capítulo 2 - Capítulo um - Equivocado


Fanfic / Fanfiction E x i t - Capítulo 2 - Capítulo um - Equivocado

 

 

Equivocado.

 

Apesar de não ter as pernas tão longas ou tampouco ser um exemplo de atleta, Yoongi corria bastante, isso era inegável. O vento não era atrito, o chão não tinha obstáculos, às vezes era como se nada pudesse pará-lo.

E naquele momento em particular ele realmente desejava que ninguém o fizesse.

Ao lado de seu melhor amigo há consideráveis anos, Yoongi corria pelas ruas de Busan como se estivesse fugindo da policia federal e não de meros seguranças de shopping. Daqueles que mal conseguem se aguentar nas próprias pernas, quem dirá perseguir adolescentes que tinham certo profissionalismo em escapar por pouco das consequências dos próprios atos. Não se tratava de delinquência, tampouco irresponsabilidade. O Min preferia definir o fato de estar roubando algo como esperteza.

Não era como se estivesse invadindo uma casa ou tivesse saqueado um banco. Ele não aguentaria mais do que o peso das próprias roupas – e talvez por isso fosse Namjoon quem carregava a mochila – e tampouco precisava de algo muito valioso para nutrir algum ego. De forma alguma. Por mais que sua família estivesse sim no vermelho, não seria ele a camuflar os erros da própria mãe soberba.

Se ela quem havia causado o maior furo fiscal em seu sobrenome, não seria ele a sanar as dificuldades sendo idiota.

Yoongi não achava aquilo bonito, tampouco o Kim ao seu lado. Também não era necessário e sabia que estava agindo por mero impulso, sendo um babaca porque gostava da adrenalina de só correr, sem parar para pensar no que realmente era assustador para si. Aliás, naquele momento todas as suas preocupações estavam enfiadas debaixo de um moletom largo demais, por uma máscara cirúrgica e um gorro de lã. Aquela era uma das formas mais puras de se sentir pertencente a si mesmo, ainda que não soasse o suficiente para fazê-lo esquecer que existia algo errado.

Em suas atitudes, em suas vestes, em seu jeito. Yoongi era todo torto e sabia o porquê, mas isso não significava que tivesse uma forma de se consertar enquanto não estivesse livre das amarras que o prendiam à família, talvez até às responsabilidades de ser normal. Mesmo não tendo absolutamente nada de incomum em se sentir constantemente fora de si.

Quando resolveram parar, duas esquinas longe daqueles malditos adultos imbecis, o mais velho encostou-se na parede de concreto, arrancando do rosto o que tanto bloqueava sua respiração para exibir um sorriso de canto satisfeito ao amigo. Não pelo delito que tinham cometido, mas sim porque conseguiu, por meros minutos, ter uma razão para estar vivo, para se sentir vivo.

Queria dizer que era incomum se sentir vazio, mas estaria mentindo.

As pessoas o odiavam, ele se odiava. Entre gostar e aturar, Yoongi estava sempre beirando a segunda opção quando o assunto era o que via no espelho todos os dias. Aqueles mesmos que se obrigava a cobrir com lençóis e cobertores enquanto a porta do quarto estivesse trancada. Simplesmente não queria se olhar todas as manhãs e não enxergar nada além dela. Aquela garota estranha de olhos pequenos e meio vesgos, com as bochechas proeminentes e a pele branca cheia de hematomas.

Ela era infeliz, ridícula. Ela não era nada além de uma casca que o abrigava de forma desconfortável, como uma péssima anfitriã.

Isso! Min Yoona era a pior recepcionista da terra, não chegando a deixá-lo contente por nem mesmo aquele segundo, quando se viu obrigado a livrar-se do calor que fazia por debaixo de tantas vestimentas, arrancando a touca do moletom e o gorro para permitir cair livre a leva de cabelos escuros sobre os ombros. Yoongi ofegava e desviava os olhos para a bolsa recém abandonada por Namjoon ao seu lado, sentando-se no chão e trazendo-a para perto das pernas finas. Revirou seu conteúdo e esticou sobre as coxas o tecido macio em azul marinho, com cheiro de roupa nova e etiqueta de granfino.

 Ele jamais poderia pagar por aquela blusa, nem mesmo se trabalhasse – o que era relativamente impossível para sua condição de estudante, de qualquer jeito. Sua mãe também não lhe permitiria guardar aquilo nem mesmo para apreciação, afinal era uma peça masculina e Yoongi não era um garoto. Não para a mulher.

Tudo era problematizado sem a menor necessidade. Se ele se sentia assim, era o que era, certo? Era o que queria ser, era o que queria que fosse reconhecido pelos outros. Era o que, atualmente, apenas Namjoon via ou ao menos se acostumara a enxergar na figura menor e relativamente mais frágil.

Rachada, pronta para se deixar despedaçar a qualquer segundo.

- Era essa, Yoongi? – Questionou o loiro, sentando-se ao lado do amigo com as mãos no bolso da jaqueta jeans surrada que usava. O mais velho permanecia deixando as pontas dos dedos correrem por cada nó de algodão, sem ter ouvido tão bem a pergunta, mas não sendo tão idiota a ponto de não saber o que o outro disse.

- É. – Respondeu monossilábico, espalmando a destra em sua coxa e acomodando ainda mais as costas contra a parede.

- Não parece muito feliz.

- Talvez porque não esteja. – Não como um todo. Yoongi passou meses visitando aquela loja com a sua mãe enquanto ela lhe enchia de vestidos e saias caras que nunca usaria sem que fosse obrigado. Aquela blusa não era nem a primeira nem a última que o guiava a cometer um pecado, mesmo já estando manchado com tantos. Era confuso. Parte sua, aquela mínima criada em uma casa religiosa e conservadora, se sentia culpada enquanto a outra, livre. Suspirou. – Não vou poder continuar roubando sempre que quiser algo de verdade.

- E ninguém garante que vai precisar. São só mais três anos, Hyung.

Três longos anos para quem sofria do mesmo mal desde que se entendia por gente – até porque, se ele não o fizesse, alguém acabaria o tratando como um animal. Não culpava Namjoon por não entendê-lo por completo, tampouco por não querer estar sempre lhe explicando o que sentia, como sentia e porque sentia. sentia, fim de papo. Aquela leva de quase mil dias, para quem – novamente – só sentia era como esperar que Deus voltasse e lhe dissesse que tudo bem. Que não estava errado, que nada disso era um problema.

Mas Deus não voltaria, talvez porque ele não existisse e os homens eram quem andava julgando uns aos outros com aquela desculpa. Yoongi não tinha nada contra religiosos, mas não sabia se poderia dizer o mesmo do oposto.

Aberração.

- Quem dera fosse apenas três anos, Namjoon. – Levantou-se de supetão, porém sem permitir que o tecido tão delicado em suas mãos acabasse apanhando a poeira do chão com seu gesto repentino. – Esquece isso e segura pra mim. – Atirou a blusa nas mãos do Kim, recebendo de volta um olhar intrigado, apesar de consciente do que aconteceria.

Estavam sozinhos, em uma rua fechada de um beco que normalmente só abrigava gatos famintos naquele horário. Além do mais, Yoongi não tinha exatamente o que mostrar que o outro já não tivesse visto. Livrou-se do moletom e da camiseta sem estampa, exibindo o tronco enfaixado de forma apertada enquanto pedia de volta a blusa quente e de mangas compridas, recém adquirida.

Foram alguns minutos, rasos demais, mas Namjoon não pode deixar de notar detalhes cada vez mais relevantes na postura do melhor amigo. Yoongi tinha tantas marcas que se sentia culpado por não poder fazer mais do que vê-las se multiplicar na silhueta feminina. Manchas brutas que maculavam a pele de marfim como tinta escura em uma tela branca. O pior de tudo não era saber que ele estava ferido – não era como se fosse uma pessoa inteira sempre, por dentro e por fora – e sim que saber que aquilo foi causado pelas mãos de alguém que dizia amá-lo e protegê-lo.

Não era um namorado ou um amigo – o que, infelizmente, não era tão incomum – eram seus pais. Que direito Namjoon teria sobre eles afinal? Os costumes daquele inferno ainda o impediam de salvar uma das pessoas que mais importavam para si.

Tinha receio de como aquela história terminaria ou nas mãos de quem o desfecho seria trágico. Seja positivo, Namjoon, já que nem mesmo Yoongi via a coisa com bons olhos.

- Onde arranjou esses? – Perguntou por fim, antes de observar a blusa esconder novamente todos os sinais de um crime impune. Ao menos na visão do mais novo.

- Por ai.

Era sempre a mesma resposta e ainda não sabia por que esperava algo diferente. Um pedido de socorro que não viria, talvez porque o Min era orgulhoso demais.

- Como ficou? – Ele se pronunciou outra vez, prendendo a barra da camiseta na altura do cós da calça por mero charme. Em seguida pegou aquele moletom velho e perfumado, jogando-o por cima dos braços finos, perdendo de vista os dedos magros.

- Melhor do que ficaria em mim. – Namjoon riu de forma nasalada, apoiando os pulsos sobre os joelhos dobrados. – Vai voltar pra casa assim?

- Não é como se fossem notar, eles nunca notam.

  • • • •

E eles não notaram, como havia dito.

Yoongi voltou para casa quando a noite já caía, deixando-se perder debaixo do céu colérico durante toda a caminhada. O vento tocava os poucos fios de cabelo presos em um coque frouxo, fazendo-o internamente torcer para que eles não se soltassem até chegar em casa, onde seria basicamente obrigado a encarar a vida como ela era, a biologia como ela o fez.

Patético.

Por mais que escutasse tanto que não poderia se moldar como bem entendesse, o Min via aquilo como uma mera história para boi dormir. Coisa de amedrontar criança, coisa de espantar mente jovem – e, quem diria, Yoongi estava longe de ser um exemplo de juventude. Sua alma parecia ter cinquenta anos, os cigarros que fumava escondido deixavam suas mãos enrugadas. Era estranho, tinha que admitir, mas começou com os vícios muito cedo para se lembrar de como era sem eles.

Não era como se eles influenciassem em algo também. Sua memória era a de uma ervilha, mas sabia o motivo de parecer que nada se fixava em um cérebro antes tão inteligente e agora tão... Lotado. Lembrava-se todos os dias da surra que tomou quando disse, aos cinco anos, que era um garoto. Assim, de repente, gritando no quarto enquanto a mãe insistia para que vestisse aquele maldito vestidinho de bordados à mão. Sua avó era uma pessoa maravilhosa, mas aquilo foi um insulto para o rapaz.

Quando iam entender que ele não era ela? Quando iriam aceitar que não tiveram uma menina e sim outro menino? Não parecia tão complicado, inclusive poderia explicar isso para qualquer criança sem criar todo o reboliço que o assunto tabu fazia ser.

Entretanto ele continuava em silêncio, continuava cedendo. Fosse às saias ou a vontade de morrer sem precisar tomar coragem para se matar. Ele ainda não a tinha, mas ela não tardaria a fazer uma visita, sabia disso.

Abriu a porta buscando não fazer rangido algum, porém falhando miseravelmente no processo. Sua mão pesava sobre a maçaneta e seus pés se arrastavam pelo assoalho no começo do corredor como se carregasse preso às canelas duas bigornas. Poderia soar dramático, mas às vezes Yoongi se sentia como Sisyphus. Mitologia, sabe? Ele empurrava uma pedra imensa por mais de 12 horas para vê-la descendo morro à baixo sempre que seus olhos encontravam os dos parentes.

Sentia-se retrógrado. Min Yoongi voltava a ser Min Yoona.

- Achei que não fosse voltar mais! – Exclamou a mulher quando o viu passar pela porta da sala de jantar, seguindo direto para as escadas. Mesmo com aquele peso sua rapidez se sobressaía, empurrada pela vontade de se ver livre do olhar autoritário de sua mãe. – Desça em quinze minutos, Yoona! E espero que esteja me ouvindo dessa vez!

Recorda-se daquele anseio da morte distante citado anteriormente? Quando Yoongi bateu a porta às suas costas foi como se o deixasse entrar pela janela e tomá-lo de assalto sem cuidado. Ele quis quebrar os espelhos e fatiar cada parte de seu corpo como se cortasse um peixe. Ele quis, realmente, se mutilar a ponto de desmembrar-se, deformar-se, montar-se, moldar-se. Ele quis ser ele, não ela.

De novo.

Mas tudo o que fez foi respirar fundo, puxando todo o ar para seus pulmões até que o peito doesse. Encolheu as pernas e apoiou a testa sobre os joelhos, finalmente sentindo o cabelo pesado cair diante do corpo, dada sua posição. Não era seu momento e se esforçava para pensar que tudo melhoraria, mesmo tendo uma parte pessimista em si gritando ao pé de seu ouvido como o diabo em seu ombro.

Foram dezoito anos, Min Yoongi. Dezoito anos ouvindo-a chamá-lo por um nome que não lhe pertencia, escutando todos ao seu redor dizerem o quanto era uma linda garota. Também ouviu muito por quase duas décadas que era uma aberração, que ninguém jamais o amaria, que estava fadado à morte e ao fogo do inferno.

Yoongi riu nasalado, inclusive, recordando-se de que acabaria não fazendo diferença morrer naturalmente ou se matar. Pregada a religião forte em sua família, ambos lhe mandariam para o lugar de onde acreditava fielmente ter saído todos aqueles que apareciam no noticiário cometendo crimes – raros. Ele mesmo acabara de cometer um e não se esqueceu de olhar para ele quando ergueu-se outra vez e retirou dos ombros o moletom pesado, cujos bolsos escondiam sua maior arma contra Yoona e sua feminilidade.

Como ficaria seu nome no jornal pela manhã se fosse preso?

- Yoona... – A voz do outro lado da porta interrompeu seu instante de auto depreciação, soando tranquila demais para um momento tão aterrador aos ouvidos de Yoongi. Queria calá-la, mas atualmente, dentro daquelas paredes, o irmão mais velho era sempre a única pessoa capaz de não fazê-lo enlouquecer. Não o tempo todo e não por completo.  – Quer dizer, Yoongi.

O adolescente novamente quis rir. Dessa vez com uma gargalhada que vinha do fundo de sua garganta, mas não a deixou sair. Ele se esforçava, ao menos queria compreender porque sua irmã caçula era o demônio, mas não exatamente o que a tornara assim – talvez porque não existisse realmente nada que tenha feito Yoongi ser o que era.

Seu hyung não o atacava com pedras, mesmo que elas viessem em um bolinho de palavras sujas e nem sempre com sandálias ou cintos de couro.

- Yoongi, abre a porta.

O moreno permaneceu parado no meio do quarto enquanto o outro o chamava sem ouvir resposta. Sabia que estava do lado dentro, não era como se quisesse seguir para outro lugar, mas Yoongi não via motivos para acatar aquele pedido. Não queria ninguém o encarando quando nem mesmo ele queria se encarar.

Além do mais, ainda não havia se livrado do seu atentado contra a fama de boa moça que a família tradicional o obrigava a manter. E sinceramente, não estava tendo pressa para isso.

- Me deixa em paz. – Pediu com um fio de voz, finalmente puxando a barra da camiseta para retirá-la. Lenta, tortuosamente, encarando um ponto fixo qualquer na parede branca. Sua mente dava voltas e seu mal estar era visível – mesmo para si, que não estava buscando ir atrás do próprio reflexo e se certificar da expressão de desgosto que o rosto carregava.

Se ele começasse um discurso ali mesmo, dizendo para não dar ouvidos à mãe, Yoongi também não daria ouvidos a ele. Não se tratava de ser mal agradecido, não queria desmerecer ninguém – inclusive estava sempre contando com seu hyung para qualquer momento – mas naquele só queria silêncio. Por dentro e por fora, seja do quarto ou de sua cabeça. Queria não ficar martelando uma série de coisas que já fazia nas horas do dia em que passava acordado – não eram muitas, mas soavam o suficiente.

Sabia que não era afastando a questão que a resolveria, mas fugir dos problemas/sermões/possíveis soluções era viável demais para Yoongi. Muito mais do que abrir aquela maldita porta e ter que ver no rosto do irmão um olhar de piedade. Pena.

Deixando que falasse sozinho, o moreno guiou-se para perto da janela que abriu com facilidade. Os cantos estavam frouxos e os vidros bambos, qualquer gesto mais bruto poderia quebrá-la – o que já aconteceu durante algumas fugas noturnas da própria realidade. Era tão fácil sair quanto entrar, mas quem dera fosse em algo além daquela casa insegura demais para continuar vivendo por ela. Entretanto, la estava o Min debruçado no parapeito como se não conseguisse escutar o diabo batendo os sapatos de salto pequeno na cozinha do primeiro andar.

Não pense assim, ela é sua mãe!

Como se isso mudasse o fato de que, em sua mente, o monstro não era ele. Aliás, que característica deveria ser realmente atribuída ao adjetivo? Talvez o fato de não amar o que fez não seja a forma mais forte de se identificar uma criatura tão perversa, até porque nenhum artista parece gostar de seu trabalho de fato – e isso não os torna violentos e tampouco a arte menos tocante. Era maior que isso. O sentimento de desgosto e repulsa eram diferentes.

E aparentemente ao menos nisso eram recíprocos. Viver em um lugar onde ambos se viam de maneira negativa corroeria qualquer um, mas – novamente – continuava ali. Até quando só continuaria ali, sem ter papel de diferença ou sem ter destaque positivo?

Você não faz mais do que sua obrigação, mas qual é de fato sua função? Não queria ouvir respostas como a filha preferida de um casal perfeito. Aliás, essa sequer era uma opção a ser dita. Em primeiro lugar não eram nenhum exemplo de comercial de margarina, em segundo tampouco ele era a filha que os Min esperavam – provavelmente. Já estava cansando bater na mesma tecla, certo? Mas manter uma postura era tão importante que perdê-la era quase como um atentado. A si mesmo ou a quem o rodeava.

Mas Yoongi estava sozinho naquele quarto e toda a sua conduta mudava quando era apenas ele. A voz do irmão já havia cessado – provavelmente consciente de que não queria ouvi-lo – e o silêncio reinou novamente. Por pouco tempo, mas ele estava la, o encarando de algum ponto entre as quatro paredes.

- Yoona, o jantar está na mesa!

Como dito, durou menos do que queria e por um instante Yoongi só quis fugir como aquele garotinho de jardineira que passou em frente a sua casa antes que pudesse fechar a janela. 

 

 


Notas Finais


Eu ia escrever mais, só que eu não sei se vocês gostam do capitulo nesse tamanho em si então, ficarei feliz se me disserem se gostariam que fosse menor ou maior.

Enfim, espero que tenham gostado, até a próxima <3


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